O anime Guilty Crown chegou ao seu fim no dia 22/03, após quase seis meses de exibição. Características como a (bela) animação, (belo) character design e a (ótima) trilha sonora ajudaram o anime a ganhar um bom destaque (positivo e, claro, negativo também). Mas e a historia?
Parte A – Roteiro (ou a falta dele)
Em Guilty Crown o todo poderoso Japão está sendo controlado marcialmente por uma grande organização farmacêutica chamada GHQ, devido à um incidente de 10 anos atrás onde uma estranha doença conhecida como “Apocalypse Virus” toma conta do país, matando milhares de pessoas e fazendo o natal daquele ano ser chamado de “Lost Christmas”.
Nesse contexto somos apresentados ao estudante colegial Ouma Shu, jovem sem expectativas de nada em sua vida e contrário (mesmo que de forma passiva) ao regime imposto pela GHQ. Tudo muda no dia em que Shu conhece a famosa vocalista do grupo Egoist, Inori Yuzuriha, do qual é grande fã. Entretanto, ele também descobre que Inori faz parte de um secreto grupo terrorista que se autodenomina “Undertaker”, dispostos a reaver a independência do Japão das mãos da GHQ.
Com a intenção de salvar Inori, Shu é envolvido numa batalha entre as duas facções, onde acidentalmente o pacote que carregava – conhecido como Void Genome – se funde ao seu corpo dando-lhe a “Marca do Rei” e o possibilitando à retirar as “almas” de outras pessoas e usá-las como arma.
Com essa proposta interessante e muito promissora, Guilty Crown foi um dos animes mais esperados de 2011. Com produção a cargo do renomado estúdio Production I.G (Blood: The Last Vampire; Eden of the East, entre vários outros) estreou no icônico bloco noitaminA, da Fuji TV, no dia 14 de outubro do ano passado. Após um dos melhores episódios de estréia da temporada passada, a serie gerou um hype imenso, já que aparentemente misturaria a típica ação shounen de batalha “cool” (almas que viram armas de diferentes tipos de acordo com a personalidade da pessoa foi um ótima sacada) ao lado de um forte senso politico, devido à incessante guerra por independência promovida pelas pessoas contrarias ao regime GHQ. Bom, isso era o que achávamos, até vir o segundo episodio.
E todo o resto.
Guilty Crown se preocupou mais em mostrar elementos que atraíssem um grande fandom do que na própria historia em si. É como se o diretor Araki Tetsurou tivesse pego tudo aquilo que sabe que faz sucesso e posto na trama, sendo necessário ou não. Mechas, ambiente escolar, mundo pós-apocalíptico, heroína casca vazia, grupo terrorista vs organização etc. Guilty Crown leva o termo “comercial” ao extremo, e o resultado disso vemos nas ótimas vendas de DVD/Blu-Ray.
A série perde tempo de tela mostrando situações inúteis (no sentido mais literal que a palavra possa ter) ao invés de se ater àquilo que realmente importa: a história.
Por exemplo, no segundo cour temos 4 (!) episódios jogados fora, que só tratam de Shu se tornando um pseudo ditador do colégio ao implantar um sistema de ranking que qualifica a força dos Voids de seus colegas. Quatro episódios que só servem para alguns personagens morrerem e preparar terreno para a volta magistral de Gai. Quatro episódios que poderiam muito bem ter sido usados para fechar as pontas abertas da série (que talvez nem sejam ganchos para uma possível segunda temporada) ao invés de compactar todas as explicação em um episodio inteiro com flashbacks superficiais e deixar o resto a cargo da boa vontade do telespectador em querer entender.
Outro ponto muito irritante também é essa relação Shu x Inori. Não importa o que Shu faça, ele faz por causa/para estar do lado dela. E apesar de ambos estarem “destinados” desde o inicio, o sentimento não parece andar, e fica só nessa friendzone :p (lembrando que Inori é clone da Mana, irmã de Shu).
Inori é só um degrau para os outros personagens, já que correspondeu aos propósitos ao que foi usada, não importa quais fossem. Mas uma vez, como dito anteriormente, ela é um elemento de vendas. Todo fã mais hardcore comprará uma figure, uma almofada qualquer coisa relacionada à ela. Ou seja, ela é o que move a serie, só que pro caminho da mesmice. E até seu surgimento (na história) fica quase que em aberto a interpretação.
Ok, a série terá uma visual novel servindo como prequel. Mas e daí, custava ao menos considerar um pouco a decepção da audiência em assistir todas aquelas lutas cool e estilosas por um final subjetivo (onde?) e aberto, que nem ao menos nos dá o destino de personagens relativamente importantes como Haruka, Shibungi, Arisa, Arugo, Daryl entre outros?
A “Evangelização”
Ao assistir o anime e sua aparente ação de deixar o enredo principal de lado, é quase que impossível não fazer comparações à Neon Genesis Evangelion. Ambos tem um plot duvidoso, onde um adolescente qualquer (que depois descobrimos que este na verdade estava destinado) é inserido no meio de batalhas por um bem comum (que depois descobrimos não ser tão do “bem assim”), e com atitudes causadas em consequência de sua relação com um tal de clone vazio (duvido que alguém tenha visto a Inori e não lembrado de Rei Ayanami).
Ambas misturam (principalmente após a primeira metade) o teor cientifico ao lado de elementos psicológicos e espirituais. O auge da raça humana, a evolução final. O Projeto de Complementação Humana. Se você começa a olhar por esse lado vê que Guilty Crown bebe dessa fonte deixada por Evangelion.
Até as referências à Adão, Eva, Deus. Tudo está lá, só que de forma distorcida (ou não). Nesse aspecto Shuuichirou é o Gendou Ikari da nova era. O seu desejo de querer fazer a humanidade evoluir ultrapassa toda e qualquer barreira moral.
Em Evangelion temos a “sopa de gente”. Em GC temos os cristais e consequentemente os Voids. O Void de cada pessoa segue a forma de seu coração. Se você é uma pessoa aberta, extrovertida, seu Void vai ser aquilo que abre portas (caso de Souta) por exemplo.
Principalmente no último episódio de ambas as séries o final propriamente dito é ignorado e substituído com outros elementos. A diferença é que Evangelion faz isso muito melhor, mesmo que decepcionante depois de um tempo você acaba por engolir e refletir que desde o inicio aquele final já era esperado.
Em Guilty Crown isso não acontece. O final é tapeador, é como se nos mostrasse apenas parte dos acontecimentos, como se essas partes que ficaram faltando tivessem sido retiradas de propósito (de novo, gancho pra segunda temporada?) para diminuir a explicação lógica e forçar o telespectador e entendê-lo. Efeito que não conseguiu emular ao dar um final apressado e totalmente anti-clímax.
Parte B – Aspectos técnicos
O Production I.G, como sempre, dá um show de animação, com muitos frames de movimento, dando a um anime de ação e batalha a fluidez suficiente. Em algumas cenas há também a junção do 3D à animação convencional, que apesar de não ser coisa de outro mundo, dá às cenas mais movimentadas (entrando aí os mechas) um efeito muito bem feito.
O character design original de Redjuice (integrante da banda Supercell) também é um belo colírio aos olhos. Cada personagem tem personalidade, e não parecem ser apenas cópias que mudam o cabelo. Principalmente em relação às personagens femininas (só isso importa, serio), com uma anatomia sem exageros e muito bem composta (Ayase que o diga :)
A trilha sonora fica a cargo de Hiroyuki Sawano. Já as openings e endings foram feitas pela banda multimídia ‘Supercell”. Até nada de mais, mas tenho que confessar que gostei muito da vocalista, Chelly. Ela possui uma voz gostosa, diferente de outras músicas japonesas, e pelo que se ouve parece que ela tem apenas dezessete anos de idade (!)
***
Se eu recomendo Guilty Crown? Sim.
Contanto que você não se importe muito com a história e se ligue apenas nas cenas cool e estilosas, cheio de batalhas e personagens femininas atraentes.
Enfim é isso, gostaria de ter posto mais algumas coisas mas acredito que já esteja de bom tamanho (pra um texto relativamente sério que eu tenha feito :p).





21 de abril de 2012, 10:53 - Citar
É bem isso que você disse, bela animação e ausência de uma boa história. Não deu pra mim, dropei por causa da mesmisse, mas ainda assim vou arrumar um tempinho pra terminar de vê-lo!
21 de abril de 2012, 11:18 - Citar
Não vi ainda.
Mas pela descrição.
Parece um Persona tecnologico XD
21 de abril de 2012, 12:27 - Citar
Guilty Crown foi bom demais, não importa como eu veja, houveram poucas situações que não me agradaram.
“Guilty Crown leva o termo “comercial” ao extremo, e o resultado disso vemos nas ótimas vendas de DVD/Blu-Ray.”
E que anime não leva!?, devo presumir que a intenção de qualquer produtor/autor/diretor, é ganhar dinheiro com a sua obra;
E se vende bem assim, é porque o pessoal gostou!
“Por exemplo, no segundo cour temos 4 (!) episódios jogados fora, que só tratam de Shu se tornando um pseudo ditador do colégio ao implantar um sistema de ranking que qualifica a força dos Voids de seus colegas.”
Confesso que no começo isso não me agradou, pois o Shu mudou demais, mas foi necessário, pois todo mundo estava reclamando da personalidade dele, o curioso é que, depois que ele deixou de ser um cara sem expectativa e atitude, o pessoal continuou reclamando;
Velho, porque você está afirmando isto!?
“Lembrando que Inori é clone da Mana, irmã de Shu.”
Ela não é EXATAMENTE um clone da Mana, não se pode afirmar nada, pois essa parte ficou muito vaga, o Gai “despertou” ela em um lugar que nínguem sabe o que é ou aonde fica;
O que se pode dizer, é que, o propósito dela é servir como hospedeira para a Mana;
“Que nem ao menos nos dá o destino de personagens relativamente importantes como Haruka, Shibungi, Arisa, Arugo, Daryl entre outros?”
Também senti falta disso, espero e creio que seja uma oportunidade para uma 2° temporada;
Sobre a produção e a qualidade da animação nem preciso dizer nada, simplesmente épico.
De qualquer modo, existem MUITAS perguntas sem respostas e espero que estas sejam respondidas em uma nova temporada!
21 de abril de 2012, 13:52 - Citar
Assisti até o final porque essa foi uma das séries que pra mim, de tão ruim, acabava me estimulando a ver até onde ela conseguiria chegar na escala de ruindade.
Falta coerência nessa história, falta bons personagens (os únicos que salvam são Ayase, Hare e Segai (mesmo esse tendo sido subaproveitado)), os Mechas desse anime são os mais imprestáveis, ever!
E ainda tem um dos piores protagonistas da história. É incrivel como o Shu tenta fazer o certo mas em 95% das vezes faz tudo errado.
Pelo menos na trilha sonora eles acertaram em cheio.
É como foi dito, só dá pra assistir se você não liga pra história e só quer cenas cool (se bem que até nos dois últimos episódios, as cenas deixam muito a desejar, dada a importância das mesmas).
21 de abril de 2012, 14:55 - Citar
Bem, eu o assisti por completeo e adorei! Recomendo: Claro que sim.
Gostei muito dele também porquê me lembrava Code Geass e
Eureka Seven… E esses dois animes? Também recomendo.
Bem, é isso, e que não tenha um Lost Christmas pra ninguém XD
21 de abril de 2012, 17:27 - Citar
também acho o anime bom, mas não é aquela coisa épica…e esqueceram de citar que aquele negócio de o “vácuo” ou void ser destruido e a pessoa morrer é um plágio de Madoka Magica onde a mahou shoujo morre quando sua Soul Gem é destruída.
21 de abril de 2012, 19:56 - Citar
Horrível esse anime. Simplesmente horrível. Levou a um novo patamar de usar tudo de tudo, sair do nada e chegar a lugar algum. Situações completamente tiradas de Code Geass, exceto que o protagonista é um lixo completo e quando ele resolve virar um “ditador”, tive que lutar o máximo possível para conseguir seguir em frente nesse já triste anime.
Nem o tal primeiro episódio empolgante me chamou tanta atenção, mas mostrava ser um anime com um possível potencial que foi todo para o lixo do episódio 2 em diante.
21 de abril de 2012, 20:22 - Citar
O anime pra mim foi épico
só não curti o final =/ ele deveria morrer e não ficar cego 
22 de abril de 2012, 00:13 - Citar
“Evangelização”, e “Code-Geassização” também, ele pegou mesmo tudo o que deu certo nos animes de Mecha anteriores e tentou juntar em um só… TENTOU :x
O roteiro sem sentido é algo até positivo se for ver. A série é completamente imprevisível, você nunca sabe que doideira sem explicação vai acontecer no próximo episódio, só porque é maneiro xDD
22 de abril de 2012, 02:45 - Citar
Gostei de Guilty Crown, e concordo PLENAMENTE com a sua matéria. O anime não é ruim, mas não é aquele supra-sumo que todos falam.
Dentre a temporada em que foi lançado, sem sombra de dúvidas o melhor anime foi Mirai Nikki.
22 de abril de 2012, 13:00 - Citar
Então enquanto não tem certeza se é incesto vai metendo né?
Se bem que o Shu morr-ops, sobreviveu virgem cego de amor, literalmente né?
22 de abril de 2012, 19:26 - Citar
Guilty Crown até o episódio 12 é fantástico, depois começa a decair de forma inacreditavelmente vertiginosa. É um lixo de marca maior, não recomendo.
22 de abril de 2012, 19:38 - Citar
Bah, prefiro Mirai Nikki.
22 de abril de 2012, 19:49 - Citar
Só o protagonista loser já acaba com a vontade de qualquer um (com bom gosto) de assistir a este outro ‘EVA’, os japoneses curtem MESMO esse tipo de personagem?
Mas o design das personagens conseguiu me prender por alguns episódios, curte o visual da Ayase e da Hare.
23 de abril de 2012, 19:32 - Citar
Aham, mesmo cem certeza, isso já era esperado, depois que a Mana foi infectada com a queda da ‘pedra’, ela mudou completamente;
Ela já foi beijando ele, e dizendo que iria se ‘entrelaçar’ com ele e tal .-.
SHAUHSUSHUASU;
Verdade, cego de amor, literalmente.
24 de abril de 2012, 11:27 - Citar
Fica claro que a Inori é clone da Mana, sim.
Seria +- isso:
1-Mana é infectada pela pedra e vira “Eva”
2-Morre no Lost Christmas
3-Daath resgata os restos e à clona, tendo resultado a Inori.
4-Gai, sabendo que ela é um clone, resgata Inori.
5-Os restos da mente da Mana começam a possuir Inori.
Depois do episodio de flashback entende-se que seja isso que tenha acontecido…
24 de abril de 2012, 17:23 - Citar
25 de abril de 2012, 23:31 - Citar
Foi postado no Sankaku Complex, uma lista dos “10 passos para fazer um anime de sucesso”, e que vai gerar muita discussão entre os fãs de animes. Eis a lista (traduzida no Google Translator):
1. Não violar a original!
2. Faça o bonita/fofa arte (Não entendi bem o que isso quer dizer. Se alguém puder me explicar…).
3. Tenha um doce OP (o que é um “doce OP”?)
4. Obter um elenco de seiyuu(dubladoras) “top”
5. Mostrar algumas cenas de batalhas legais
6. Incluir algumas reviravoltas inesperadas
7. Tenha um doce ED (O que é um “doce ED”?)
8. Incluir ero com moderação
9. Use lotes de elementos moe
10. Encha-o com muitas meninas bonitas
Se alguém não conseguiu entender a tradução, é só procurar no site do Senkaku Complex (Aviso: o site têm muitas ilustrações e fotos “ecchi” e outros conteúdos não recomendáveis para menores de idade ou para pessoas que se sintam incomodadas com tais coisas).
E vocês, o que acham da lista? Será que essa é a formula para se fazer um anime de sucesso (pelo menos nos dias de hoje,é claro)? Comentem e dêem suas opiniões. Se não concordarem com a lista, podem criar outra e colocá-la aqui. Sintam-se à vontade.
26 de abril de 2012, 03:50 - Citar
Eduardo, o senhor está de parabéns pelo review.
Apesar de ter adorado a serie no geral, sou obrigado a dar o braço a torcer, pois realmente o roteiro de CG é proximo do “desmotivacionador“ (se essa palavra não existia antes agora existe) para alguém que possuia uma expectativa alta com a história, como eu. Mas no geral, apesar dos furos, concordo que é um excelente anime para aqueles que procuram cenas de ação.
26 de abril de 2012, 23:11 - Citar
Bom, nunca esperei grande coisa deste Guilty Crown.
Mas além da falta de qualidade total, vem uma coisa em minha mente.
Eles estão em um mundo pós-apocalíptico, certo?
ONDE DIABOS A SENHORITA INORI CONSEGUE AQUELAS ROUPAS E TODA AQUELA PARAFERNÁLIA MECHA EM UM MUNDO PÓS-APOCALÍPTICO! ONDE DIABOS AQUILO É UM MUNDO PÓS-APOCALÍPTICO!
O autor realmente não sabe o que é um mundo pós-apocalíptico.
29 de abril de 2012, 11:41 - Citar
Concordo, apesar de terem perdido um pouco a mão conseguiram manter a ideia básica do plot. O episódio 11 p/ foi maravilhoso, achei que iam retomar a “glória” do episódio 1, mas depois veio o 12 e defecaram literalmente em tudo. Ainda não terminei de ver, mas prevejo uma decepção imensa.
1 de maio de 2012, 11:37 - Citar
Os mechas dele são tão toscos que era melhor deixar por fora, e nem falo só pelo aspecto dos pilotos ficarem na pqp controlando eles remotamente.
5 de maio de 2012, 15:46 - Citar
Assisti aos primeiros episódios e não me chamou muito a atenção.
Há vários “à” errados aí, Eduardo: “… devido à um incidente de 10 anos…”, “… o possibilitando à retirar as “almas””, “… comparações à Neon Genesis Evangelion.”, “Até as referências à Adão, Eva…”. Talvez haja outros, mas não tenho certeza deles.
7 de maio de 2012, 14:12 - Citar
Concordo com o Sergio, G.C. é um bom anime, não é um épico, mas as músicas, as cenas de luta e a ideia das almas/armas foram boas e o colocam em um patamar superior de muitos animes
8 de maio de 2012, 12:25 - Citar
O que dizer, eu simplesmente amei, e pretendo ver novamente. Sim, concordo que teve muitas partes chatas, mas, em si o anime mistura ação, toda aquela coisa de mundo pós apocalíptico, um pouco de romance, meninas bonitas e boa música.
Todo ele encanta, caracter design, história, bom, sou suspeita para falar. E detesto aquelas pessoas que dizem “ah horrível”, “anime ridículo”. Poxa, meu filho, não gostou, ok, respeito teu gosto, mas não ofenda Please?!