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Review: ERASED – Episódio#1

Nascido como mangá nas páginas da Young Ace em 2012, Boku Dake ga Inai Machi (A Cidade Onde Apenas Eu não Existo), ou simplesmente ERASED, já chegou como uma das adaptações de maior destaque nessa nova safra de animes.

O mistério escrito por Kei Sanbe, e atualmente com 7 edições encadernadas publicadas no Japão, virou animação por meio do estúdio A-1 Pictures (Fairy Tail, Magi) com o mesmo diretor de Sword Art Online, Tomohiko Ito. Estão previstos 12 episódios para essa primeira leva e está garantido que o final seguirá o da versão em quadrinhos.

A história nos apresenta Satoru Fujinuma, um desenhista de mangás que vive com a mãe e faz bicos de entregador de pizza pra ter uma renda extra. Ele possui uma estranha habilidade chamada de “revival” que o faz voltar um pouco no tempo e evitar que acidentes fatais aconteçam. Mas quando o acidente envolve a morte de um ente próximo, ele acaba retornando muito mais ao passado, na época da escola, antes do desaparecimento de sua colega de classe.

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O primeiro episódio da série é basicamente o detalhado dessa sinopse. Conhecemos um pouco da rotina e vida pacata do protagonista e pouco depois já temos a primeira demonstração do seu “poder”. A tensão na trilha ganha reforço quando Satoru tem o impacto da percepção da fatalidade e então o vemos em ação, em cima de sua moto de entrega, fazendo o impossível para deter uma batida de caminhão – mas não com tanta eficácia.

Acordando na cama de um hospital, ele se depara com Airi, sua companheira de trabalho que parece se esforçar para fazer parte de sua vida. Logo somos apresentados à sua mãe de aparência jovem e a um antigo caso de 18 anos atrás que atormenta e conduz o enredo.

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A série de sequestros que vitimou a pequena colega de Satoru na época da escola, na ocasião atrelada a um amigo mais velho e conselheiro, apelidado de “Coragem”, nunca foi bem engolida. Pra reforçar o estranhamento, novos sequestros ocorrem no presente e uma tentativa acontece bem no momento que outro “revival” ocorre, embora só a mãe do protagonista perceba algo errado.

No decorrer da trama, Satoru é perturbado uma série de vezes pelas lembranças do passado, mostrando que já podemos esperar e preparar as ligações, do caso mal resolvido com o misterioso sequestrador e agora assassino – mostrado em vários momentos.

Tudo parece fluir de forma muito segura em “ERASED”, em uma narrativa que prende e faz com queiramos resolver os mistérios junto ao protagonista, mesmo este sendo praticamente um derrotado na vida. Mas quantos de nós não nos sentimos assim às vezes? Tem muita humanidade nos personagens, até por ser algo mais sério, que não se entrega aos absurdos fantasiosos dos animes habituais.

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Essa identificação se mostra visível à animação, que embora simples, é bastante competente ao tratar personagens do cotidiano comum. Há sequências excelentes, como os momentos agonizantes da vítima do ato final, além da última cena em si, que mistura 3D com 2D sem incômodo algum numa perspectiva em 1ª pessoa do pequeno Satoru. Não tem como não ficar aflito junto ao personagem quando o mesmo encontra a pessoa morta e perde a noção do que acaba de acontecer.

Só mais um detalhe: rola uma borboleta azul pairando quando algo envolvendo um revival está pra acontecer. Pode ser uma clara referência ao “efeito borboleta”, aquela famosa expressão da teoria do caos que gerou aquele outro filme famoso com o Ashton Kutcher.

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Avaliação Final

ERASED veio para agradar em cheio quem curte um bom suspense e é uma boa pedida para você recomendar àquele seu amigo que não é muito de ver animes. Com um ótimo começo, seguro e instigante, torcemos pra que tudo se mantenha no decorrer da série.

Nota: 4,5/5

ERASED é exibido no Brasil pelo Crunchyroll com legendas em português. Os episódios possuem transmissão simultânea, sempre às quintas-feiras para usuários Premium.

Rafael Jiback

Ilustrador, músico e publicitário. Sob a alcunha de Jiback, é editor do JBox, mas começou como reles "estagiário" ainda na época do JapanX/ÓrbitaX. Não tem vergonha de admitir que Bucky é o melhor anime já exibido no Brasil. Ninguém precisa concordar com este absurdo.

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