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Cybaster
Masou Kishin Psybuster (Armadura Demoníaca Psybuster)
Produção: Ashi Productions, NAS, 1999
Episódios: 26 p/ tv
Criação: Equipe criativa da Banpresto
Exibição no Japão: Tv Tokyo (03/05/1999-25/10/1999)
Exibição no Brasil: Locomotion

Última Atualização: 05/06/2007

Por Tio Cloud

Quando Cybaster estreou por aqui em 2001 via Locomotion, logo fiquei intrigado pra saber do que se tratava a série. Como eu não tinha acesso ao canal, ficava na expectativa de que alguma revista “informativa” trouxesse alguma matéria sobre o mesmo. Em vão, pois, em meio a trocentas matérias de Samurai X, Evangelion, DBZ e Sakura, não sobrava espaço pra mais nada (é impressionante como aquelas revistinhas conseguiam trazer matérias das mesmas coisas- inclusive as mesmas infomações escritas de forma diferente- a vida toda e a gente nem percebia o quanto era enganado O.o). Foi então que coloquei internet em casa, mandando tais publicações para o lugar de onde elas nunca deveriam ter saído: o limbo. Uma das primeiras coisas que fiz foi procurar informações sobre animes que eram exibidos na Locomotion e ninguém nunca teve o trabalho de assistir pra comentar. E Cybaster foi um dos primeiros.

Qual foi a minha surpresa ao descobrir que na net não havia quase nenhuma informação sobre a série. Nada ia além de uma ficha técnica básica. Fotos? Só à base de macumba e reza brava. Pouco tempo depois, fiquei rico (mentira ¬¬), coloquei tv paga em casa, e finalmente fui conferir o que era o tal Cybaster. Percebi o porquê de quase não haver material sobre ele na net: o anime é mediano, mas mesmo assim está longe de ser ruim! E o mais engraçado é que Flint e Músculo Total têm páginas aos montes!

A história
No futuro, o Japão está em um estado de calamidade total, devido a devastação que o país sofreu por causa de fenômenos “naturais” não explicados. Além da destruição de boa parte das cidades, o ar se encontra cada vez mais poluído, o que faz com que se torne letal a algumas pessoas. Para tentar resolver essa situação caótica, é criada a DC (não a editora ¬¬), uma organização governamental que tem o objetivo de limpar e retirar os entulhos das cidades com a ajuda de robôs chamados RT’s (alguém aí falou em Patlabor? XD).

Ken Endo, o típico protagonista de animes shonen (meio bobo, despreocupado e mais corajoso que qualquer um na série) entra pra DC ao lado de suas amigas Mizuki (a lendária “paquera do protagonista” XD), Nanako e Lune Frank, a típica “chata-mais-útil”, que é a filha do Dr. Frank, fundador da DC e reponsável pela criação do robô de batalha Valcyon.

As coisas começam a complicar quando começam a surgir constantemente buracos negros pela cidade (os tais “fenômenos naturais”), causando destruição e fazendo sumir tudo que há na área onde aparece. O mais intrigante nisso tudo é o surgimento de um robô gigante em todas as aparições desses buracos negros. Como o exército não quer lidar com tal robô (que consideram um monstro, e é capaz de usar poderes baseados no vento- e aliás, de longe lembra um Mashin de Rayearth XD), o DC começa a usar armas pra tentar combatê-lo, mudando totalmente seu foco, já que antes foi criado apenas pra limpar a sujeira causada por tais fênomenos.

A partir de então, as coisas vão se encaixando, quando Mizuki é sugada por um desses buracos e lavada à La Guias, um mundo paralelo ao nosso. Lá, ela vê tudo o que havia desaparecido na Terra durante os fenômenos, e o mais intrigante: descobre que o monstro é na verdade o robô Cybaster, pilotado por um jovem chamado Massaki. A missão de Cybaster é descobrir o que está causando tais buracos e impedir que o “entulho” da Terra continue indo parar em La Guias. E parece que o objetivo do DC não é simplesmente limpar a sujeira dos buracos, pois aparentemente está envolvido diretamente na criação dos mesmos. Por trás da DC está o misterioso Dr. Shu e seu braço direito, a Capitã Saphine, dois dos vilões mais convincentes dos animes, pois não tomam qualquer decisão impensada e parecem sempre estar no controle da situação.

Por falar em personagens, eles são uma das partes mais legais da série, nenhum (exceto Ken Ando, o protagonista XD), é forçado em suas ações, agem como agiriam na vida real, e o mais importante: nenhum é descartável e têm participação importante na trama.

Ah, e nem precisa dizer que Ken acaba pilotando o Cybaster, né? E mais adiante ainda aparecem mais robôs como o Cybaster, os quais são chamados de “Divindades” no anime.

A Produção
Cybaster nasceu em um game famosíssimo no Japão, chamado Super Robot Wars. O jogo tem versões pra todos os consoles que se possa imaginar (Game Boy, Play, Play2…) e ninguém sabe explicar o porquê escolheram logo o Cybaster para ter uma série ’solo’, já que no game aparecem trocentos robôs, um mais foda que o outro. O anime surgiu da união entre a Banpresto (responsável pela série de jogos), Bandai (garage kit’s e tudo quanto é parafernálias) e Tv Tokyo, mas não agradou ao público japonês, talvez por possuir um ritmo bem lento. Nada de combates avassaladores em ritmo alucinado. O telespectador não pega tudo mastigado e a história vai se desenvolvendo aos poucos, fazendo com que fique interessante a cada nova revelação.

Apesar de todos os clichês possíveis do gênero mecha, a série não se perde como Gundam Wing, que começa legal e chega a um ponto que nem os roteiristas entendiam o que acontecia, ou EVA, cujos episódios finais deram nó até na cabeça do criador. Outro fator que pode ter contribuído para a fria recepção por parte do público japa foi a animação, que, apesar de recente, não usa nenhuma técnica mirabolante de animação em CG, e tem um ar de “velharia”, oscilando a cada capítulo. A trilha sonora é bacaninha, principlamente Nothing, o encerramento, uma musiquinha bem kawaii. A opening song, Senshi yo Tachiagare, foi cantada por Masaaki Endo, que já visitou o Brasil.

Por aqui
No ar pela Locomotion, nem precisa dizer que a exibiçao por aqui foi feita nas coxas. Cybaster nunca teve muito prestígio na grade do canal, por isso sempre era exibido em horários bem ingratos como à tarde e de manhã. E como se não bastasse, a legenda eletrônica porca da Claxsson (programadora do canal) fazia seu trabalho de sempre: aparecia e sumia o tempo todo, além de às vezes aparecer em espanhol. Pra piorar, o “portunhol” das legendas era gritante, inclusive contendo erros de português de matar qualquer Professor Pasquale.

Apesar de tudo, Cybaster merece uma conferidinha. Pode não ter o mesmo prestígio de um Gundam Wing, mas uma coisa é certa: você nunca se verá perdido na trama (isso se você acompanhar desde o início). E o melhor: não vai se desapontar com o final. E olha que não costumo elogiar qualquer coisa não ^^.

Checklist Episódios
01- O Mensageiro do Vento
02- Valcyon
03- Destruição de Tóquio
04- La Guias
05- Treinamento com armas
06- A Armadilha Negra
07- A Terra Luminosa
08- Combate na Mata
09- Fugindo do DC
10- Valcyone
11- Os Cruzados de Deus
12- O Espírito do Vento e do Fogo
13- O Esquadrão dos Precyons
14- Asas da Guerra
15- O Vale da Traição
16- A Arma do Buraco Negro
17- Granzon
18- A Divindade da Água
19- A Armadilha no Fundo do Lago
20- A Reconciliação
21- Saudade da Terra Natal
22- Zamzid
23- Massaki
24- Passagem para Outra Dimensão
25- O Confronto
26- Guerra em La Guias

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