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Fatal Fury
Battle Fighters Garou Densetsu
A Lenda dos Lobos
Produção: NAS/Tv Fuji, 1992
Criação: Baseado no game da SNK
Exibição no Brasil: Manchete
Distribuição: Flashstar
Disponível em: Vídeo

Fatal Fury 2 - O Desafio de Krauser

Battle Fighters Garou Densetsu 2
Produção: NAS/Tv Fuji, 1993
Criação: Baseado no game da SNK
Exibição no Brasil: Manchete
Distribuição: Flashstar
Disponível em: Vídeo

Fatal Fury 3
Battle Fighters Garou Densetsu - The Motion Picture
Produção: NAS/Tv Fuji, 1994
Criação: Baseado no game da SNK
Distribuição: Flashstar
Disponível em: Vídeo

Última Atualização: 24/08/2007

Por Larc Yasha

Street Fighter sempre teve mais brilho e popularidade no mundo dos games de porradaria. Mas afirmar que o game é o melhor de todos é uma questão que provoca discussões e sopapos. A grana que o jogo rendeu despertou em outras empresas de desenvolvimento de games a boa e velha máxima da industria japa: pouco se cria, tudo se copia. E que mal há em copiar uma fórmula de sucesso e acrescentar elementos que deixem a receita mais “apetitosa” aos nossos joystics? Bom… Se nos animes essa história de copiar o sucesso alheio nem sempre rende coisas bacanas (ahn… Você curte Flint é? Meus pêsames…), a criatividade dos produtores de games parece ser bem mais fértil, a ponto de gerar novos títulos que quase sempre conseguem superar a “fonte inspiradora”. E Garou Densetsu (Fatal Fury no ocidente) existe pra provar isso!

Quando lançado, o jogo Street Fighter era o “supremo” e ninguém da criação se preocupou muito em explicar a história de cada personagem a fundo. Tal preocupação com esse detalhe e melhorias técnicas no jogo (o primeiro Street era fraquinho demais) só vieram a tona depois que a SNK lançou um joguinho que trazia ingredientes que rapidinho a Capcom tratou de acrescentar ao turbinado (e mundialmente famoso) Street Fighter II. Espertinha, não?

Garou Densetsu/Fatal Fury foi lançado em 1991 pela SNK (que na época lançou o Neo Geo) e trouxe um visual que logo chamou atenção: o fundo com mais de um plano. Na hora de se esquivar de um golpe (por exemplo) era possível mover o personagem além do “pra cima/pra baixo”, gerando uma falsa sensação de “profundidade” do cenário. Mesmo parecendo bobo hoje em dia, essa inovação implementada pela SNK na criação dos jogos, fez a Capcom faturar horrores e conquistar fama com o lançamento de Street Fighter II, que teve esse ingrediente incorporado no seu visual. Logo, se Fatal Fury não apresentasse essa novidade, a Capcom não ia ter como “inspirar-se” e o (hoje) lendário Street Fighter II podia ser uma bomba!

Que façam os animes
Diferente do que dizem por aí, os animes de Fatal Fury não foram lançados aproveitando o sucesso do longa animado “Street Fighter II – The Movie”. Em 1992, Battle Fighters Garou Desenstu começava a ser produzido em conjunto da SNK e a Fuji Tv (que aliás, exibiu-o antes de ser lançado em vídeo) contando com um character designer bem singular de Masami Obari. A história (fraquinha, fraquinha) e a animação não eram nada que enchessem os olhos, mas fez sucesso suficiente para que em 1993 fosse lançado um novo episódio. Com o anúncio da produção do longa de Street Fighter pela Capcom, e o sucesso do segundo episódio de Fatal Fury, a SNK não perdeu tempo e resolveu produzir também um longa pra sua mais rentável franquia na época. E eis que em 1994 era lançado Garou Densetsu: The Motion Picture. O longa-metragem teve uma animação mais bem trabalhada, só que cometeu um grande erro: tentar concorrer com Street Fighter nas telonas. Tudo bem que o roteiro besta também prejudicou, mas até que acertaram em uma coisa: o banho da Mai Shiranui faz o “lendário” banho da Chun-Li parecer banho de carola :P.

A Lenda do Lobo Faminto
Esse foi o subtítulo do 1° Ova nos EUA. Por aqui saiu como Fatal Fury apenas. Seguindo basicamente a história do game original, os 45 minutos da fita deixam qualquer fã do jogo contente. Afinal, nada mais bacana que ver os personagens do jogo se mexendo sozinhos e tendo suas vidas exploradas. Explorando um pouco mais a fundo a história que o jogo apresentava, o roteirista Takashi Yamada criou uma historinha na medida pros personagens.

Para se apossar do pergaminho que contém as técnicas secretas da escola Hakyoko Sei Ken, Geese Howard arma uma arapuca pra tomá-la de Jeff Bogard. Enviando uma garotinha chamada Lily, Geese desarma completamente Jeff – que é um cara que tem um carinho imenso por crianças de rua, inclusive tendo 2 filhos adotivos. Tomando um coro brabo diante dos olhos de seus filhos, Jeff vai dessa pra melhor e Geese sai vitorioso. Mas os pequenos Terry e Andy juram vingar a morte do pai e seguindo os conselhos do mestre Tung Fu (o mestre de seu pai) partem em uma jornada para aperfeiçoarem suas técnicas de luta a ponto de serem capazes de aprender o mais poderoso golpe da escola Hakyoko Sei Ken que (oportunamente) não estava no pergaminho levado por Geese.

O tempo passa… Enquanto os muleques estavam treinando sabe-se lá onde, Geese usa as técnicas do pergaminho pra dominar o reino do crime e safadamente manipular o resultado do torneio King of Figthers. Ao encontrar o mestre Tung outra vez, o velhote diz aos irmãos Bogard que apenas um deles irá aprender a técnica do “Furacão” Seippu Ken. Ambos resolvem se inscrever no King of Fighters e acabam esbarrando com… Adivinha quem?! Como o torneio era manipulado por Geese, a dupla acaba sendo encurralada e cai no pau (junto do amigo campeão de Kick Box, Joe Higashi) com os capangas do vilão.

A historinha se desenrola e Terry até tem um “affair” com uma crescida Lily (que agora cuida de crianças abandonas e usa roupas com decotes sensuais XD) e o mestre Tung acaba sendo gravemente ferido. Passando a técnica lendária pra Terry, o trio parada dura zarpa pra ilha do vilão onde rolará a luta final….

Em alguns momentos o OVA fica com a história meio chatinha (especialmente quando Terry fica com flashbacks do passado), e o final é meio apressado, mas no geral, conseguiram fazer uma boa adaptação do jogo. Bizarramente, tascaram um cabelo azul no Andy (loirinho que nem o Terry no jogo), mas corrigiram tal falha no segundo OVA. Mas a maior falha é ausência da personagem mais bacana de Fatal Fury.: Mai Shiranui (e suas vestes beeeeeeem decotadas). Pra nossa alegria, ela dá a cara (e os melões :P) no 2° Ova, que se chama…

A Vingança de Krauser!
A derrota do chefão Geese na fita anterior chega aos ouvidos de seu irmão Wolfgang Krauser. O cara vai fazer uma visitinha ao seu hermano e fica sabendo o nome do cara que conseguiu surrar o malandro. A fim de testar a força do tal Terry Bogard, Krauser vai à sua procura. Depois de mandar o lutador Kim Kaphwan pro chinelo, Terry fica frente a frente com Krauser. Toma-lhe uma bela surra e entra em depressão (atormentado por fatos ocorridos no OVA anterior) chegando a virar alcoólatra.

Sabendo que Terry estava pior, Joe e Andy – acompanhado pela gatíssima Mai - tentam saber mais do cara que venceu Terry. No desenrolar da trama, muita porrada come solta e depois de uma ajudinha de um pivete que é seu fã de carteirinha, Terry se motiva pra encarar Krauser numa revanche. E que revanche…

Dirigido por um outro diretor (Kazuhiro Furuhashi que dirigiu Samurai X, Hunter x Hunter e outros) todos os ingredientes que faltaram no anime anterior foram jogados aqui. A presença da Mai pode ser meio dispensável (mas nada supera a pontinha do Kim… Huahahhahah XD), mas um ingrediente feminino sempre traz alegria (tanto pro roteiro, quanto pro telespectador gamemaníaco cueca de plantão :P). A animação deu uma melhorada considerável e a trilha sonora ficou super 10. A animesong de encerramento (Calling) é grudenta mas combina muito mais com o anime / game que a melancólica canção anterior. Mais uma vez, a continuidade entre anime e game mostrou-se a responsável pelo sucesso da produção.

The Movie
O lançamento do Movie de Fatal Fury é fruto de um surto da SNK quando a mesma ficou sabendo do lançamento do longa metragem de Street Fighter II.
Pra se ter uma noção de como o filme só existiu pra bater de frente com o longa da Capcom, o lançamento nos cinemas japas foi um mês antes de SFII entrar em cartaz. Quebrando a continuidade, que vinha mantendo com seus Ovas - de gerar uma história baseado nos games - o que “estraga” esse filme é justamente o roteiro previsível criado por Masami Obari. Pegando a responsabilidade de fazer algo além do designer animalesco dos personagens, o cara fez um roteirinho bobo e previsível mas que consegue divertir com a mesma eficácia que as animações anteriores.
Terry ficou famoso após derrotar Krauser e, no caminho de volta pro Japão, acaba se envolvendo numa porradinha básica ao ajudar uma bela garota. Chegando na terrinha, o cara se reencontra com Andy e Mai numa festança pela comemoração de uma vitória do amigo Joe. Lá, Terry se reencontra com a misteriosa garota que tinha ajudado. Ela se apresenta como Sulia, e pede para que Terry impeça seu irmão – Laucorn – de reunir os pedaços da Armadura de Marte (não é aquela do Cybercop, ok tokutarado?!) que concederá grande poderes aquele que a vestir… Vai dizer que você nunca viu nada parecido em outros animes, série, mangás, comics (…)?

Vários personagens do jogo aparecem fazendo pontinhas, mas o time de vilões foi 100% criado pro filme. No quesito porrada, o movie consegue ser mais agitado que os Ovas. Mas só de ler esse resuminho, você já sabe qual o final né?! Qualquer pessoa em coma consegue bolar um roteirozinho desse… Fala sério ò_ó! Um detalhe: no final do movie, Geese aparece rapidamente, dando a entender que TERIA uma continuação. Só que estamos até agora esperando…

Fatal Fury no Brasil
Com o faturamento alto pelas vendas das fitas VHS dos especiais dos Cavaleiros do Zodíaco, a Flashstar resolveu investir no filão dos animes em 1995. Depois de Meu Amigo Totoro, a distribuidora notou que o público na época curtia mais animes de pancadaria que boas histórias. Foi então que ela agarrou Fatal Fury e colocou à nossa disposição nas locadoras de todo país. Fazendo uma boa propaganda, as vendas foram ótimas e isso motivou o lançamento de mais e mais animes ao longo de 95~96 por parte da empresa.

Fatal Fury 2 chegou um ano depois e teve vendas no mesmo nível. O sucesso dos Fatal Furys fez até Samurai Shodown e Art of Fighting (os anigames mais bomba da história!) venderem bem! Por conta disso tudo, a Flashstar lançou sem medo em 1997 o longa. Só que as vendas já não foram tão boas quanto a dos dois anteriores e a tiragem (número de cópias disponíveis no mercado) foi bem menor. A empresa deu uma boa caprichada no quesito capas, e a dublagem (a cargo dos estúdios Dublavideo) traz uma penca de vozes “famosas”, pondo Marcelo “Shurato” Campos como protagonista (é… O cara dubla todo mundo XD) e Mauro “Inu Yasha” Eduardo como Andy.

A Manchete adquiriu os Ovas antes do pacote da U.S. Mangá chegar. Porém, a exibição dos mesmos só rolou mesmo dentro da sessão, em 1997. Depois de bombas como Gall Force New Era (que diabos era aquilo?!), Samurai Shodown e um retalhado MD Geist, a exibição dos Ovas até que deu uma folga pros fãs saturados de coisas ruins nas noites de sextas da emissora. E precisa falar que teve cortes? Ainda conseguiram dividir o 2° Ova em duas partes… Se a emissora tivesse pegado o movie, talvez o transformasse em série de tv @_@…

Vale ressaltar que em 1998, os Fatal Furys 1 e 2 saíram encartados na revista de vídeo game Ação Games (de “brinde”) e numa Herói caça níqueis, que vinha com guia de episódios de animes (não bastava os resumos na normal XD). Infelizmente, a Flashstar parece ter perdido o total interesse por animes e nem podemos sonhar com um boxzin triplo das três aventuras da turma mais pauleira dos anigames – que deram as caras no Brasil.


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