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Iczer 3
Boken! Iczer 3 (Aventura! Iczer 3)
Produção: AIC, 1990
Episódios: 3 p/ vídeo
Criação: Toshihiro Hirano
Exibição no Brasil: Manchete
Distribuição: Premiere

Última Atualização: 06/12/2007

Por Larc Yasha

A década de 80 foi uma das épocas mais “férteis” na mente dos artistas japoneses. Um dos terrenos nos quais as idéias – das mais interessantes, até as mais nada haver do mundo – mais se proliferaram foi o mercado de vídeo japonês, cujo segmento possui o nome de OVA (sigla para Original Vídeo Animation). O número de animes lançados naquela década, sob esse formato é quase incatalogável e por conta disso, pouca coisa sobressaia e conseguia sucesso junto ao público. Um dos animes que conseguiu essa proeza foi Iczer. Lançada em 1985, a série de Toshihiro Hirano é uma gemada de elementos pops da época. Tinha mechas (desenhados por Masami Obari, que anos mais tarde viraria um tarado por minas peitudas XD), garotinhas zoiudas e curvilíneas, suspense, porradaria, ficção e um apelinho sexy aqui e acolá (que tal uma gata pilotar um mecha com pouca rôpa?).

Diferente da maioria dos OVAs, que surgiam sem o respaldo da existência de um mangá, Iczer teve sua idéia desenvolvida a partir dos quadrinhos feitos pelo senhor Hirano (que também trabalhou em um monte de animezinhos da década de 80) e como toda adaptação, teve seus cortes. Mas isso não vem ao caso… Ou vem? Mais ou menos… Continua lendo pra entender!

Historinha (e muita porradinha :P)
O alienígena Big Gold (O_o parece nome de chefão de jogos dos anos 80 né?) começa a invadir todo o universo, e a única coisa com força capaz de impedir que tudo caia nas mãos do mal, são as andróides Iczers. Para não fugir da rotina azarada que nosso planeta possui, Big Gold resolve sugar nossa “energia vital” e virar um ser super fodônico.

Sabe-se lá o porquê, as Iczer só liberam seu máximo poder (Medaforça? Naaaaaum… É Iczelion!) quando partilham de sua “energia” com a força vital de um habitante do mundo ameaçado. A parceirinha camarada da Iczer que lutará por nosso planetinha se chama Nagisa e a princípio não quer tomar partido da coisa. Mas depois dos asseclas de Big Gold mandarem sua família falar com São Pedro mais cedo (e na frente da menina), Nagisa fica fula da vida e esse ódio dá o poder pra Iczer 1 descer o sarrafo nos maus.

Depois de ajudar Iczer, Nagisa fica muito exausta. Entra em cena o inexplicável mecha (robôzão gigante) da Iczer que é como uma “câmara de recuperação” da garota. Sob ordens de Big Gold, a cientista que construiu a Iczer 1 (Dra. Grey) constrói Iczer 2. Agora o quebra pau vai ser pra valer, e Nagisa precisa deixar de choramingar pra fazer com que a garota boa de briga consiga vencer sua oponente!

A tensão se sustenta até a batalha final (com muita porrada) entre Iczer 1 e seu “Iczelion” ao máximo e Big Gold, no âmago do nosso planeta! A história termina cheia de pontas soltas e têm-se a impressão de haver uma “sub-trama” por trás do roteiro, que é muito melhor amarrada no mangá. O anime aproveita pra jogar as personagens na cara do público e mostrar os relacionamentos meio “suspeitos” entre Nagisa e Iczer, brindando, de quebra, a cuecada de plantão com mulé pelada (é uma rasgação de roupa doentia XD) e porradaria científica. Maaaaaaaas…

Entra em ação, Iczer 3
A série se situa após os acontecimentos vistos na 1ª série de Ova. Iczer 1 saiu pela galáxia para derrotar os rebentos de Big Gold espalhados e finalmente se defronta com o mais poderoso deles: Neo Gold. A porrada rola solta e Neo Gold e Iczer 1 chegam aos seus extremos. A criatura resolve dar uma trégua, mas avisa à andróide porradeira que vai voltar e travar sua batalha final na Terra (não podia sem em Plutão? XD). Pra ir preparando “o terreno”, Neo Gold envia lacaios (Bigroo, Insect, Goldem e Atros) pro nosso planetita.

Iczer 1 está muito ferrada pra lutar… E agora? Quem poderá nos defender? Não… Não é o Chapolim Colorado (ok… piadinha forçada nota zero!) mas sim Iczer 3. A pequena Iczer foi criada pelos Cthuwulf (quem O_o?), que é a raça da qual a Dra. Gray (que criou a Iczer 1 e 2) pertence. Esses alienígenas de nome esquisito aparentemente tem culpa na origem do Big Gold e agora querem erradicar todo e qualquer traço do bicho no universo.

Iczer 3 vem à Terra com o mecha da Iczer 1 como apoio, e vai catar Nagisa. Quando ambas se encontram, as batalhas da pequena Iczer (quem mais parece se divertir nas lutas) e as vilanescas ordenadas de Neo Gold tem início. Diferente de Iczer 1, Iczer 3 é um tanto sentimental… E isso faz com que ela apanhe um bocado (especialmente pra sua “meia-irmã” Atros) e em determinado momento (quando a coisa fica preta mesmo), Iczer 2 e Iczer 1 pintam na parada para equilibrar as forças e, obviamente, pra batalha final contra Neo Gold! Você perdeu? Ah… Esquenta não! Existem muitos animes imperdíveis, e Iczer 3 não se enquadra nesse perfil.

Iczer 3 e a Us Manga Corps do Brasil
Provavelmente você (como eu) deve ter se perguntado “cadê a Iczer 1 e a 2?” quando o anime passou na Rede Manchete em 1997. Tendo adquirido-o de um pacote de séries compradas pela Premiere Films da distribuidora norte americana Us Manga Corps, a Manchete nem tinha se dado conta de ter pego um anime “incompleto”. E ao invés de catar a série anterior, nem quis saber e botou no ar tudo assim mesmo ainda fazendo o favor de dar uns severos cortes na história para encaixar o desenho no tempo da sessão de animes.

Apesar de soar meio estranho, Iczer 3 é a continuação da Iczer 1. Lançada no começo da década de 90, a série rendeu 3 volumes como a primeira. Pena (ou sorte?) que pra compreensão legal da história, só assistindo todas e lendo o mangá. Se arrisca a caçar? Existe ainda uma 3ª série de OVAs lançada em 1994 que contou apenas com 2 episódios e traz um visu mais bacana e… Digamos… “estonpeitante” :P
No Brasil, ficamos só com a tal Iczer 3 mesmo…

Finalizando…
Como todo anime do US Mangá, Iczer 3 foi dublado na Gota Mágica. O anime chegou a ter sua abertura exibida (!) mas foi tão podado, que nem dava pra se entender muito da história. Azar de quem tinha simpatizado… Nos EUA, ambas as séries de Ova foram lançada em vídeo e o regular sucesso (isso numa época anterior à febre de consumo por animes e mangás bater nos EUA com toda força) fez com um mangá gringo fosse publicado em 1994 pela Antartic Press (quem?) – que até foi bem desenhadinho.

No mais… Mais uma dessas séries desconhecidas que você só lê no JBOX! =D

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