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Patlabor
Kidou Keisatsu Patlabor (Policia Móvel Patlabor)
Produção: Sunrise, 1989
Episódios: 48 p/ tv
Criação: Masami Yuuki
Exibição no Japão: NTV/Nihon (11/10/1989-26/09/1990)
Exibição no Brasil: Fox Kids
Distribuição: Fox Films do Brasil
Mangá: Shonen Sunday

Última Atualização: 21/10/2007

Por Larc Yasha

Animes com robôs gigantes nunca tiveram uma projeção muito grande aqui no Brasil. Embora alguns tenham até feito algum sucesso (como o “inquestionável” Evangelion, Pirata do Espaço e Transformers – cuja série clássica não é japonesa) nenhum conseguiu emplacar comercialmente e conquistar o gosto do público. Talvez não tenham lançado um anime do gênero que trouxesse elementos que os otakus brazucas se (mal) acostumaram. E Patlabor está longe de ser um representante dos animes de mecha que tenha um ar meio “Cavaleiros” em sua historia.
Diferente de uma série do universo Gundam, Patlabor põe a ação dos mechas em segundo plano, focando mais a rotina dos personagens. Por incrível que pareça, esse foi o ingrediente que fez da série o sucesso que é (no Japão).

Um dia no 2º Comando
A história se passa no futuro (???), no ano de 1998 – Patlabor surgiu de um mangá publicado na Shonen Sunday em 1988, ou seja, 98 era um futuro distante – onde o homem passa a executar seus serviços (geralmente para trabalhos pesados) com o auxílio de máquinas robotizadas chamadas Labors.

Entretanto, espertinhos de plantão começaram a usar o poder das máquinas para praticar crimes e tirar vantagens para si próprios. Diante disso, o Departamento de Polícia de Tóquio cria uma divisão especializada para combater ameaças que surgiriam.

Equipadas com dois modelos de Labors (devidamente blindados e com armas de suporte necessárias), os integrantes do Pelotão 2 (2º Comando) são os tipos mais excêntricos e comuns que a polícia poderia suportar.

O “tranquilão” Capitão Goto não parece levar seriedade no trabalho que lhe compete. Vive mandando cantadas para a Oficial Shinobu – comprometida com seu trabalho e resistente ao meio corrupto no qual trabalha. Noah Izumi é a piloto do Ingram 1, apelidado de Alphonse e tratado com um carinho doentio pela “dona”. Azar para Asuma, cujo pai é dono do Complexo Shinohara – fabricante de Labors – que é permeado de negociatas sujas.
Fukuda é um cara gordinho e estourado que só pensa em disparar bala pra tudo quanto é lado. O Sr. Sakaki, chefe da manutenção, sempre lhe aplica duros sermões devido ao estado que seu labor retorna das missões. Kanuka Clancy veio dos EUA e desperta a rivalidade de Noah no quesito de Pilota nº 1 de Labors do 2º Comando.

Fora da sua rotina, esses personagens (e outros secundários, mas que não possuem valor inferior ou superior aos principais) possuem problemas como qualquer ser humano comum, gostam de sair para tomar saquezinho juntos após o expediente e comer um bom prato de Yakisoba.

São falíveis (Noah e Isao nos faz perder a conta das trapalhadas cometidas nas missões) e têm medo de fantasmas como qualquer um teria. Mesmo assim são policiais, mas antes de tudo: humanos – e como tais, imperfeitos, não heróicos.

Patlabor – Na Tv, no Vídeo e nos Cinemas
O anime foi lançado em 89, co-produzido pela Nippon Sunrise. Ao todo tivemos 47 episódios. O sucesso rendeu uma continuação direta em vídeo com mais 16 episódios.

A animação é bem padrão tv mesmo, e ao contrário da maioria dos animes cuja qualidade vai decaindo, Patlabor vai tendo a sua melhorada. Efeitos pré-históricos de CG foram empregados discretamente, e o resultado final é bom. Não existe um roteiro novelado (a la Cavaleiros do Zodíaco, onde você não pode perder um episódio!) e nenhum grande vilão (se bem que próximo do fim aparece o sinistro Labor Griffon).

Particularmente não sou fã da série de tv, entretanto os longa–metragens baseados na série são excepcionais. Patlabor I foi lançado em 1989. A equipe técnica de produção do filme só possui nomes do mais alto calibre! Mamoru Oshi (diretor de Ghost In The Shell para cinema e do ultra foda Jin Roh), Yutaka Izubuchi (séries Gundam) e outros formaram o Grupo Headgear – encabeçado pelo autor da série Massami Yuuki. Produzida sob patrocínio da Toho e da Bandai, essa mesma equipe produziu mais tarde Patlabor II, lançando em 1993.

Nesses longas, os personagens interagem sob roteiros bem escritos que não se esmerilham à série de tv. As lutas entre Labors (ação sempre aguardada quando se assiste a série) são bem produzidas mas não chegam a ser o ponto alto do filme.

O primeiro longa se passa imediatamente após os eventos vistos na série de tevê. A trama gira em torno de um suicídio em circunstância misteriosas nas construção de um edifício chamado Torre Babylon. Ao mesmo tempo, labors ao redor do planeta começam a dar pane e agir por conta-própria. Por trás da trama, há ainda um novo protótipo em desenvolvimento.

A prova que Patlabor é um sucesso no seu país mesmo depois de uma década, foi o lançamento de Patlabor WXIII em 2001. Obviamente que as técnicas modernas de animação fizeram da produção algo soberbo e de “brinde”, ainda podia-se assistir à uma sátira da série chamada Patlabor Minimum – utilizando efeitos especiais que a deixam com um “ar” de que foi feita utilizando-se desenhos pregados em palitinhos de churrasco O_o.

Patlabor no Brasil
O anime estreou no canal mais infeliz da vida: A Fox Kids. No meio de Power Rangers, Digimons, Shinzo, Flint e outros, Patlabor passou meio despercebido. Aliás, nem foi exatamente assim: o problema foi que os otakus não foram mesmo com a cara da série. Os motivos? Bom, a animação é antiga, as lutas dos mechas são muito esporádicas, não se ouve solos de guitarra à cada mudança de cena (aliás, as musiquinhas de fundo do animes são pouquíssimas!), e outros…

Entretanto, quando a mesma Fox Kids passou os longas-metragens do anime o público ficou um tanto dividido e muitos perceberam o quão precipitados foram quanto no julgamento da série. A falta de continuidade dos episódios da série também colaborou para seu “fracasso”.
A dublagem foi feita no Rio de Janeiro (graças a Deus!), e teve uma escalação de elenco muito boa! Destaque para Iara Riça (Noah) que deu um tom excelente à personagem. As músicas de abertura e encerramento começaram a ir ao ar no idioma original, mas depois acabaram sendo “aportuguesadas”. Alguém lembra do terror do “Me dê um abraço Midnight Blue” @_@?

Curiosamente, o anime foi trago pro nosso país pela Fox Films. A Globo comprou a série e a engavetou no fundo do seu freezer. E a julgar pelo excesso de tiroteio e do clima pouco infantil, deve cair no vácuo do esquecimento e jamais ser exibida. Se alguma distribuidora tivesse coragem de arriscar, talvez os filmes pudessem vender alguma coisa em DVD. Mas se tem algo que essas empresas menos podem contar na hora de fazer um investimento, são com os fãs.

Checklist Episódios
01 - Confusão na Polícia
02 - A Chegada de Kanuka
03 - Aqui é o Segundo Comando
04- Vá para a montanha do demônio
05 - O Poderoso Labor X - 10
06 - A Torre pede Socorro
07 - O Brilho da série 97
08 - A Lenda da árvore
09 - O Poderoso Labor vermelho
10 - A Cilada
11 - A Cilada - Segunda parte
12 - O Namoro de fukuda
13 - A Mão protetora
14 - A Vitória é sua
15 - O Canto da Baleia
16 - O Festival do gelo
17 - O Obetivo é o Chefe Gotoh
18 - Eu adoro o meu companheiro
19 - De frente para uma alma
20 - O Estranho comportamento
21 - O Retorno do Phanton
22 - Flores e Labors
23 - O Dossiê de kanuka
24 - Até mais Kanuka
25 - A Tempestade de Verão
26 - Eu sou Kumagami Takeo
27 - A Voz que chama as Trevas
28 - A Estranha dupla
29 - Falta de comida no Segundo Comando
30 - O Retorno de Griphon
31 - A Batalha na chuva
32 - Vejam novamente
33 - O Coleira do cachorro
34 - A Luta final
35 - A Derrota de Griphon
36 - A Aventura de Noah
37 - Eu vendo confiança
38 - Uma coisa embaixo da terra
39 - O Plano da produção em massa
40 - A Ordem é defender a costa
41 - Salvando-se dos terroristas
42 - Os homens voltaram
43 - A Menina que queria trabalhar
44 - O Eterno Clat
45 - A Liberdade de escolher um cargo
46 - E Seu nome é Zero
47 - Condição verde

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