Power Rangers – 2° Ano
Mighty Morphin Power Rangers - Season 2
Produção: Saban - Toei Company, 1994
Episódios: 52 (2ª Temporada)
Criação: Haim Saban & Shuki Levy (Baseado na série: Gosei Sentai Daí Ranger)
Exibição no Brasil: Fox, Globo, Fox Kids/Jetix
Distribuição: Fox Films - Saban International - Buena Vista
Última Atualização: 15/11/2007
Por Larc Yasha
Ao findar de 1993, os Power Rangers eram um fenômeno absoluto na programação infantil norte-americana. Rindo à toa, Haim Saban (o “culpado” pela coisa toda) já pensava com seus botões em uma forma de elaborar novas histórias pros power-heróis, uma vez que os episódios de Zyu Ranger (seriado super sentai japonês no qual a 1ª temporada foi baseada) não durariam para sempre. Foi então que a Toei Company cometeu a maior heresia de todos os tempos desde a criação do encerramento da Patrine (O que era aquele carrossel macabro?! XD).
Dando carta branca, e ainda colaborando na produção, a Toei enviou episódios de Gosei (opa!) Sentai Dai Ranger (Esquadrão das 5 Estrelas Dai Ranger, de 1993) para sofrerem o tenebroso processo, popularmente chamado de Sabanização. Só que o trabalho foi um pouco mais árduo (entendam: não tão barato) pra produção gringa. Acontece que Dai Ranger possuía um visual completamente diferente da série do ano anterior. Do tema aos uniformes, era preciso de algum jeito aproveitar a série para o universo dos Power Rangers. Mas de que forma?!
Não contavam com tanta astúcia o_O’
Com o cofre entupido de verdinhas, Saban tomou vergonha na cara e começou a formatar o programa com um pouco mais de “ousadia”. Ousadia essa 100% apoiada e orientada pela Toei. Como os inimigos dos Dai Rangers eram muito bocós (eles usavam roupas de couro preto… Não, a “Tiazinha” não era uma vilã! :P) e a imagem da Rita Repulsa estava muito gasta, Saban arriscou criar um vilão 100% americano. O resultado foi o (convenhamos) bacana Lord Zed. Só que existe um detalhe: a fantasia do monstrengo teve mão de obra japa! Por isso saiu bem feito :P. Feito isso, agora era só pedir pra Toei mandar umas fantasias originais (tanto de Zyu, como de Dai) e começar a reescrever os roteiros.
No 2° ano de Power Rangers, que estreou no final de julho de 1994 na tevê americana, diversos fatos contribuiram para tornar a temporada “popular” entre a gurizada. A grande sacada de mestre foi terem transformado o Tomy de Ranger verde para branco. Reciclando o uniforme do personagem originalmente conhecido por Kiba Ranger, essa revitalização do personagem conseguiu injetar um gás na série, que a partir daí, explodiu em popularidade e decretou o fim das cenas de luta de Zyu Ranger. Agora, todas eram filmadas em parques americanos.
Temos que reconhecer que a inventividade gringa foi fantástica ao trazer Rita Repulsa de volta ao time de vilões. Como a Rita original não podia nunca contracenar com o vilão Lord Zed, 100% americano, o jeito foi “rejuvenescer” a bruxa – na verdade, por uma atriz americana com a fantasia da bruaca. Claro que esse “rejuvenescimento” teve uma “trama” que o justificasse. Aliás, o pecado maior da 2ª temporada dos Power Rangers está nas justificativas para diversos fatos que se desenrrolaram na série. Isso, é claro, juntamente com aqueles detalhes mal acabados de edição que ninguém merece!
Difícil não notar…
A chegada de Lord Zed traz uma leva de novos monstros (todos de Dai Ranger) que por razões óbvias não poderiam nunca aparecer lutando com os heróis que ainda tinham o uniforme de Zyu Ranger. Desse jeito, as edições de cenas deram um pouco mais de trabalho pra gringaiada, mesmo com a Toei enviando fantasias de monstros (para que pudessem aparecer num parque ensolarado da vida ou na frente daquele ginásio que só tem uma cantina). Os mais reparadores podiam notar que diversas vezes um monstro mandava seu laser num canto e os heróis recebiam o impacto (geralmente uma explosãozinha besta que você faz no quintal) noutro completamente nada haver!
Outra coisa irritante: A ação do Ranger Branco. Originalmente, o personagem branco na série Daí Ranger era um moleque de 10 anos. Dessa forma, seus movimentos são todos tipicamente infantis. Ah… Sua altura também. Pois bem: algumas cenas de coreografias do Tomy foram recicladas da série original. De forma constragedora, viamos o cara agindo como se tivesse uma tomada ligada lá no… numa cena, e todo “centrado” e adulto em outra. Ridículo.
Mas nada supera a ridicularidade mór dessa série: a hora dos zords. Usando os mechas de Dai Ranger (baseados em animais da mitologia chinesa!), Saban contou com uma ajuda da Toei na hora de criar a “morfação” dos Dino Zords para os Thunder Zords. Isso porque, nas cenas originais, os Dai Rangers montavam no topo de seus robôs! Por isso que você não via os Rangers dentro de uma “cabine” no Zord. E quando o Megazord era concluido?! Putz… Os Rangers apareciam atrás dum balcão verde pior que aquele balcão do Restaurante da Dona Florinda®, um do ladinho do outro e sem nada para “controlar” o robô (um painel ou coisa assim). E embora o robô às vezes tomasse uns tombos brabos, o máximo do impacto que os Rangers sentiam os faziam apenas “cair” pro ladinho. Aliás… Qualquer porrada sofrida mostrava os Rangers “caindo pro ladinho”! Argh!!!
Pensa que acabou!? Agora os heróis, já no centro de comando, tiravam o capacete com uma facilidade tremenda! Não sei o louco que inventou essa “modalidade”, mas precisavam avisar que o capacete e a roupa num sentai nunca são mostrados como “peças destacáveis”. Aliás… O corpo robusto de um norte-americano contrasta muito com o de tábua de passar de um japa… Impossível não notar! Pior que isso só a desculpa para troca de elenco na metade da série. Crente que eram atores consagrados, Austin St. John (Jason), Walter Jones (Zack) e Thuy Trang (Trini) resolveram pular fora do barco e naufragam em suas carreiras fora do universo Ranger. Austin até pediu pra reaparecer na série – o que aconteceria em Power Rangers Zeo (4ª temporada) como Ranger Dourado. Enviados como “embaixadores” num congresso que nunca teve fim (hehehe), os Rangers são substituídos por atores de equivalente interpretação medíocre. Dos 3 novatos, o pior é Steve Cardenas (o Rocky) que pegou logo o papel de Ranger Vermelho. Por sorte, o bom e velho Tomy estava ali para segurar o pepino da liderança.
Poder Thunder Zord agora!
A vidinha dos Power Rangers segue na fictícia Alameda dos Anjos. Bulk & Skull estão cada vez mais malucos e agora decidem que vão descobrir a identidade dos Power Rangers de qualquer jeito! A paz e tranquilidade na Terra não durariam muito tempo, porém. Na Lua, Rita Repulsa treme na base com a chegada de Lord Zed. O tirano ser, lacra a velha numa lixeira e a lança pelo espaço, assumindo seu posto de pilar das forças do mal (nooooossa… Tá tão poético isso :P). Como não podia deixar de ser, Zed envia bonecos de massa para azucrinar os Rangers. Bonecos estes menos fracotes e com um ponto fraco bem óbvio: um Z no meio do coletinho piegas.
Mas os problemas só estavam começando: enviando um monstro feioso, Zed “congela” os Dino Zords. Para enfrentar a nova ameaça, Zordon entrega aos Rangers o “poder Thunder Zord”. Com esse poder, os heróis ganham novos brinquedinhos para encarar o novo vilãozão do pedaço (u_u zzzzz…).
Nessa temporada, a novela “verde nunca mais” finalmente chega a uma conclusão. Tomy perde seus poderes, mas não fica muito tempo sem aparecer na série. Quando Lord Zed arma uma arapuca mais perigosa, Zordon envia o Ranger Branco juntamente com o poderoso Tigre Zord. Falando em arapucas, Zed consegue ser tão “criativo” quanto Rita Repulsa na hora de criar um plano… Qualquer porcaria que ele veja, ele sai mandando seu “raio Z” e transformando num monstro. É troféu, máquina de pachinko (máquina caça-níqueis), bolsa, batom, jarro…
No meio da temporada, Jason, Zack e Trini transferem seus poderes para Rocky, Adam e Aisha respectivamente. Os novatos acabam sendo iscas mais fáceis pros planos de Zed. Num episódio, Adam é seduzido por Scorpina (ahn… Ela sumiu do nada e reaparece fazendo uma pontinha… Detalhe: uma atriz gringa a interpretou!); em outro Aisha aprende que ainda tem que aprender muito para ser um Ranger (putz @_@) e tem um em que o Rocky (nomezim mais besta né?) fica viciado em video-game e vira uma bola x_x. No meio da temporada, também surge uma ameaça de proporções titânicas: Serpentera. O “Zord” de Lord Zed é imenso, mas por conta disso precisa de uma quantidade inenarrável de energia. Por isso, o cara nunca conseguia usar para acabar logo com tudo e dominar o mundo (ahhh T_T).
Perto do fim da temporada, Rita Repulsa volta a atazanar os heróis com direito a nova cara (uma atriz gringa interpreta o papel da japa Machiko Soga). Mantendo o mesmo nível da fase anterior, a série possui “apenas” um gigantesco furo: o surgimento de Thor – O Zord de Transporte. A tartarugona de aço aparece do nada e é capaz de fazer o “Thunder Ultra Zord” (uai… Cadê o Tetanus?). Ai fica a pergunta que nunca terá uma resposta: porquê nunca usaram?! Bom… A resposta deve estar no mesmo local que revela “de onde vem as bazucas e armas dos sentais?”.
Dai Ranger: Esquadrão Cinco Estrelas?!
Muita gente aponta Dai Ranger como um dos melhores seriados Super Sentais produzidos na década de 90. Provavelmente, nem metade deve ter assistido de verdade a série para fazer um julgamento, e se acomodou em absorver a opnião de revistas como a Herói. Dai Ranger possui alguns bons elementos no enrredo e um visual legal (dos mechas e das roupas dos heróis, SÓ) além de coreografias de luta bacanas. Ma o grande mal que atingiu os sentais dos anos 90 foi a infantilização exacerbada de conteúdo. É o mesmo caso do Kamen Rider Black RX. O cara tem um visu fodáximo, mas encara cada bomba na sua lutinha contra o mal (lembram do monstro que comia banana?).
A história de Dai Ranger começa a uns 8.000 anos atrás, quando uma civilização avançadíssima chamada Daosu encara uma guerra entre tribos que a compunham. Os Gohma entraram em conflito com os Dai e depois de tanta destruição, a mãe natureza dá vida a 5 Feras Celestiais Chi (o dragão, o leão, o kirin, o pégasus, e a fênix) para ajudar a tribo Dai na batalha. Porradaria, traição, morte, gente trancada em espelho (o_O)… Enfim: rola de tudo até essa guerra acabar. No final, acaba apenas sobrando uma 3ª tribo – a dos Shura. Forçadamente, você é induzido a acreditar que a tribo dos Shura (uma casta basicamente formada por escravos e serviçais para os Dai e os Gohma) foi responsável pelo “povoamento” da humanidade!
Estamos no presente (1993) e o povo Gohma (trancafiados numa pirâmede de cabeça pra baixo) desperta para dar continuidade à guerra milenar e procurar o sucessor do seu império. Pressentindo isso, um tal mestre Kaku (descendente traídor dos Gohma) procura aqueles que possuiam a energia Ki (a mesma de Dragon Ball e que os Daianos manipulavam com facilidade) para treiná-los e transformá-los em Dai Rangers. Ryu (um ex-cozinheiro e descendente do povo Dai); Shoji (aspirante a boxeador); Daigo (um cara que trampava com animais e curte a natureza); Kazu (estilista o_O’) e a gatinha Rin (sobrinha do mestre Kaku e descendente direta do povo Dai) despertam seus poderes e passam a deter o controle das 5 Feras Celestiais, que despertaram graças ao poder do tesouro celestial das jóias sagradas de Lai Lai. Desnecessário dizer que a união dos 5 formam o robôzão da equipe (Dairen Oh!).
Os monstos de Gohma se transformaram em objetos ou seres humanos nessa época atual, e são despertados pelos 3 “generais” de Gohma: Shadam, Gara e Zydos. Generais estes que se vestem muito mal e ainda comandam os mais rídiculos soldados de um super sentai: os cotpotros (que são uma espécie de garçonetes bibentas x_x). No decorrer da série pinta um 6° ranger (o Kiba Ranger, um garoto de 10 anos de idade chamado Kou, que traz consigo o mecha Won Tiger e é filho do Shadam com uma humana!!!), um estranho rapaz chamado Kameo (que se tranforma -!!!)- no mecha Daíi Mugen – o tal do Thor nos Power Rangers!) e o poderoso Deus Dragão Daijin (Daijinryuu) que surge para manter o “equilíbrio” de forças entre o bem e o mal. Aliás, a série prega uma filosofia chinesa que “justifica” a luta entre os Gohma e os Dai Ranger: a vida é um ciclo no qual um dia, tudo volta a repertir-se. E o final da série deixa isso bem claro!
Na série, os heróis possuem um estilo de lutar baseado em artes-marciais chinesas. As coreografias são bem competentes, mas o “balé” que eles fazem para se apresentarem é longo e faz você pensar porquê o vilão precisa ficar vendo aquilo todo santo dia -_-. Se vocês acham os plano que Lord Zed tem muito imbecis, vocês vão ter um derrame cerebral ao ver os “originais nos quais foram baseados”. Só pra terem noção: em um episódio, crianças são transformadas em “cartas de baralho vivas” e se danam a chorar com isso – deixando o monstro contente com tal maldade o_O’. Fica a pergunta: as crianças choram pelo mico que pagam ou por que fazia parte da história mesmo?! O horror… O horror!!!
Só mais uma curiosidade bizarra: O visual do Mestre Ogro de Power Rangers Força Animal é inspirado no visual do Imperador Gohma! Quando falaramos de PR Força Animal tocamos nesse assunto outra vez.
O 2° ano no Brasil
Numa época em que a tv paga ainda não estava popular como hoje (era verdadeiramente um luxo para pouquíssimos!), a estréia do 2° ano dos morfadores coloridos na Fox se deu de forma discreta. Mas quando a Globo anunciou a exibição do mesmo, a criançada foi ao delírio (tadinhos T_T). Curiosamente, a emissora pulou nada mais, nada menos que 20 episódios da série referentes ainda ao primeiro ano. Tais episódios foram ao ar posteriormente, quando começaram as reprises dos episódios do 2° ano. A série manteve mais uma vez um bom elenco de dublagem selecionado, com destaque para a voz do dublador do Lord Zed. A desejar, só mesmo Eduardo Ribeiro (o Kurama!) como Rocky. A Ranger mania no Brasil aumentou bastante, mas não conseguia chegar aos pés dos heróis do ano de 1995: Os Cavaleiros do Zodíaco. Fora que o pessoal “descobriu” por meio da lendária Heróizinha 10 a picaretagem que era a série.
Nos EUA, Os Power Rangers atingiriam o auge do sucesso com o lançamento do primeiro filme para cinema no ano de 1995, após a conclusão desse 2° ano por volta de maio do memso ano. Falaremos sobre ele juntamente com o 3° ano da série - que passou meio escondido pelo Brasil (a Globo usava como tapa-buraco nas madrugadas). Mas antes, a gente falará da maior “graçinha” que a Saban fez em 1995: V.R TROPPERS! Tãtãtãtãtãtã (aquele sonzim da transformação x_x).
Checklist Episódios
061 O Motim parte 1
062 O Motim parte 2
063 O Motim parte 3
064 Querendo ser ranger
065 Patrulando a mente
066 A flor do mal
067 O Sonho verde
068 Roubando os poderes
069 A invasãodo besouro
070 Bem vindos à Ilha Vênus
071 A canção do Guitadardo
072 Verde nunca mais parte 1
073 Verde nunca mais parte 2
074 Saudade do verde
075 Manobras orquestrais no parque
076 A bela e a fera
077 Luz branca parte 1
078 Luz branca parte 2
079 Dois por um
080 Os opostos se atraem
081 Monstros e bruxas
082 O encontro ninja parte 1
083 O encontro ninja parte 2
084 O encontro ninja parte 3
085 Um monstro de proporções globais
086 Nas ondas de Lord Zed
087 A transferência do poder parte 1
088 A transferência do poder parte 2
089 A maria cebola do Goldar (que raios é isso?!)
090 O espelho do lamento
091 Quando um ranger não é um ranger
092 Rocky só quer diversão
093 Luz, Câmera, Ação!
094 Onde há fumaça, há fogo
095 A gincana
096 A grande fuga
097 Amigos para sempre
098 Histórias de pescador
099 Os rangers de volta no tempo parte 1
100 Os rangers de volta no tempo parte 2
101 O Casamento parte 1
102 O Casamento parte 2
103 O Casamento parte 3
104 A Volta do Ranger Verde Parte 1
105 A Volta do Ranger Verde Parte 2
106 A Volta do Ranger Verde Parte 3
107 O mais apto ao trabalho
108 O livro de histórias parte 1
109 O livro de histórias Parte 2
110 Os Rangers do velho oeste pare 1
111 Os Rangers do velho oesta parte 2
112 O ranger azul fica mal
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