Mangrafia #1: Yuu Watase

Conheça mais sobre a mangaká.

Yuu Watase é uma das autoras de shoujo mais vendidas no Japão e ocidente. Ela nasceu no dia 5 de março de 1970, na cidade de Kashiwada, Osaka. Como a autora usa um pseudônimo, fica difícil descobrir algo sobre sua infância e vida pessoal.

Watase é conhecida pelo seu traço único e bonito, com a presença de muitos personagens masculinos com traços afeminados, sendo por isso considerada uma autora de bishounen. É muito comum a presença de situações fantasiosas em suas obras, como mundos paralelos, seres mágicos e situações sobrenaturais; embora algumas histórias mais antigas sejam bem “cotidianas”.

Também é uma marca de seu trabalho as protagonistas divididas entre dois amores (ou que são disputadas por vários rapazes), amizades que são testadas, geralmente por se situarem em lados opostos, e a enorme presença de comédia.

Seu primeiro trabalho foi “Pajama de Ojama”, um one-shot shoujo, lançado em 1989 na revista Sho-Comic (da Shogakukan) quando ela tinha 18 anos. Comumente no Japão acontecem muitas competições para mangakás amadores que buscam novos talentos, e foi assim que Watase conseguiu sua chance.

A carreira de Watase foi progredindo lentamente com a publicação de mais one-shots e séries de poucos capítulos até que, em 1991, foi lançado o seu primeiro mangá de mais de um volume: Shishunki Miman Okotowari, que teve um total de 3 volumes e algumas continuações.

Mas foi um ano depois, em 1992, que a carreira de Watase mudou completamente: Fushigi Yuugi, seu mangá de maior sucesso, começou a ser publicado pela mesma revista. Foi assim que a jovem de Osaka passou de uma pequenina e desconhecida mangaká para uma mestra de fama mundial. Após Fushigi Yuugi, ela lançou várias séries longas, chegando até a ganhar o prêmio Shogakukan de melhor mangá (categoria Shoujo) em 1998 por Ayashi no Ceres.

Yuu Watase chegou a possuir uma revista própria chamada Fushigi Yuugi Perfect World, na qual eram publicados os novos capítulos de Fushigi Yuugi Genbu Kaiden e relançados os de Fushigi Yuugi, além de várias matérias, reportagens, entrevistas e brindes. Após 14 volumes, Watase anunciou o fim da revista para dedicar-se a seu novo mangá shounen, Arata Kangatari, e Genbu Kaiden passou a ser publicado, em periodicidade irregular, na revista Flowers. A autora também publicou em 2007 seu primeiro (e, por enquanto, único) mangá boyslove (yaoi), Sakura Gari, na revista Rinka.

A autora, embora tenha migrado entre revistas, sempre se manteve leal com a Shogakukan. Atualmente está trabalhando com Arata Kangatari na Shounen Sunday e Fushigi Yuugi Genbu Kaiden na Rinka (que se encontra parado). Além desses, ela já divulgou sua próxima obra shounen chamada  Piece of Peace, embora tenha adiado o lançamento.

Abaixo você pode conferir as séries (obras de mais de um volume) de Yuu Watase, em ordem cronológica do início da publicação:

1991 – Shishunki Miman Okotowari (3 volumes)
1992/96 – Fushigi Yuugi (18 volumes)
1993 – Zoku Shishunki Miman Okotowari (3 volumes)
1994/95 – Epotoransu! Mai (2 volumes)
1996/2000 – Ayashi no Ceres (14 volumes)
1997/2003 – Appare Jipangu! (3 volumes) + Hokago Gensou (one-shot)
2000/01 – Imadoki! (5 volumes) + Sunde ni Touch!! (one-shot)
2001/03 – Alice 19th (7 volumes)
2003/05 – Zettai Kareshi (6 volumes) + Shounen Aromatic (one-shot) + Ohoshisama ni wa Sasemasen! (one-shot)
2003 – Fushigi Yuugi Genbu Kaiden (10 volumes, parado)
2007 – Sakura Gari (3 volumes)
2008 – Arata Kangatari (12 volumes, ainda em publicação)
2009 – Piece of Peace (adiado)

Além da séries, a autora lançou muitas one-shots que mais tarde foram agrupadas em várias coletâneas e antalogias:

1990 – Gomen Asobase! (Yuu Watase Masterpiece Collection Volume 1)
Incluso: Gomen Asobase!, Pajama de Ojama, Pajama de Labyrinth, Koori Musume wa Otoshigoro.
1990 – Magical Nan (Yuu Watase Masterpiece Collection Volume 2)
Incluso: Magical Nan, Yamato Nadeshiko Romanesque, Half Boy ni Goyoujin.
1991 – Otenami Haiken! (Yuu Watase Masterpiece Collection Volume 3)
Incluso: Otenami Haiken!, Heart ni Jewel.
1991 – Suna no Tiara (Yuu Watase Masterpiece Collection Volume 4)
Incluso: Suna no Tiara, Hatsuki Triangle, 700 Nichi no Blue.
1994 – Mint de Kiss Me (Yuu Watase Masterpiece Collection Volume 5)
Incluso: Mint de Kiss Me, Genseika, Furimuke Romance!, Nakago Shikkari Shinasai!.
1996 – Oishii Study (YuuTopia Collection Volume 1)
Incluso: Oishii Study, Oishii Brother, Oishii Steady.
1997 – Musubiya Nanako (YuuTopia Collection Volume 2)
Incluso: Musubiya Nanako, Perfect Lovers, Memoir Girl, Nakago Shikkari Shinasai! II.
2000 – Shishunki Miman Okotowari Kanketsu Hen
Incluso: Shishunki Miman Okotowari Kanketsu Hen (Continuação de Zoku Shishunki Miman Okotowari), Couple, Chikyuu no Arukikata.
2008 – Watase Yuu the Best Selection (republicações)
Incluso:  Sunde ni Touch!!, Couple, Hatsuki Triangle, Hokago Gensou, 700 Nichi no Blue.
2009– Watase Yuu the Best Selection 2 (republicações)
Incluso: Perfect Lovers, Otome no Jijou, Genseika, Mint de Kiss Me, Pajama de Ojama, Pajama de Labyrinth.

Algumas one-shots de Yuu Watase ainda não foram publicadas em tankoubon:
2006 – Fukugaeru
2008 – Pandora’s Cube (shounen)
2008 – Ayashi no Ceres Gaiden

A autora também se aventurou nas novels, tendo lançado versões de suas principais obras, como Fushigi Yuugi e Ayashi no Ceres. Colaborou também como desenhista em outras obras. Além de tudo isso ela produziu vários artbooks e livros sobre suas séries, como Watase Yuu Illustration Collection e Yuu Watase Post Card Book. Algumas de suas obras tiveram versão em anime, como Fushigi Yuugi, além de CDs e jogos para DS, PSP E PS2.

No Brasil a primeira aparição da autora foi em 2003, com a chegada de Fushigi Yuugi pela Conrad. Na época tal lançamento foi ousado, já que as editoras tentavam publicar mangás com animes conhecidos e também se tratava de um gênero novo no Brasil, o shoujo. Foram 36 volumes lançados ao todo.

Mais tarde, em 2007, a mesma Conrad lançou Zettai Kareshi. Foi um total de 6 volumes que incluiram as one-shots Shounen Aromatic e Ohoshisama ni wa Sasemasen!. Atualmente foi a Panini que se interessou pela autora, licenciando Arata Kangatari que sai este mês com o nome O Mito de Arata.

Por último me dei ao trabalho de traduzir (de forma livre) duas entrevistas: uma antiga lançada no artbook de Fushigi Yuugi, onde a autora conta sobre si e um pouco do seu passado, e uma mais recente para a Viz media, onde ela fala sobre Arata Kangatari (e já que está sendo lançado aqui, considerei relevante). Confira ambas abaixo.

Agradecimentos especiais a PridePanda e Helena.

Entrevista da Yuu Watase no Artbook 1 de Fushigi Yuugi de 2003:

P: “Yuu Watase” é seu nome verdadeiro?
R: É meu pseudônimo. Eu gosto do nome “Yuu”, por isso o escolhi. Mas pensando bem, é um nome bem chique. *risos* Tirei o kanji do meu nome de um personagem masculino de um mangá que eu estava escrevendo na época.

P: Como é a sua vida como mangaká?
R: É um paraíso. Se eu não achasse isso, já teria desistido. *risos*

P: Como você era quando criança?
R: Eu era  muito estranha. *risos* Não gostava de coisas infantis como jogos e estava sempre no meu próprio mundo, criando histórias para mangá.

P: Como você era na sexta série?
R: Continuava a gastar a maioria do meu tempo desenhando. Por causa disso não tinha muitos amigos, o que me fazia sentir sozinha.

P: Como você era no final do colegial?
R: Eu era uma molequinha terrível. *risos* Desisti de Educação Física e nunca fiz meus deveres de Economia Doméstica. Eu era aquela pessoa sombria da classe. Mas, no último semestre do ano, fiz amigos e me tornei um pouco mais normal.

P: Se você pudesse se tornar um adolescente de novo, o que você gostaria de fazer?
R: Eu gostaria de namorar um garoto adolescente. *risos* Como eu ia para um colégio feminino, gostaria de ir para um colégio misto dessa vez. Seria muito bom ter uma vida como a de um personagem de mangá shoujo. *risos*

P: Como você se imagina quando tiver 40 anos?
R:  Nenhuma mudança. Acho que até lá vou ter perdido mais neurônios. Oops, não acho que isso seja possível. *risos*

P: Quando você tiver 75 anos, o que gostaria de fazer?
R: Enquanto estivesse relaxando numa quieta cidade do interior, me lembrarei dos bons e velhos tempos. *risos* Eu realmente acredito que pessoas mais velhas apreciam mais a vida que as mais jovens. Então é assim que quero ser, filho.

P: Você quer morrer de alguma forma em particular?
R: Gostaria de comer algo delicioso à noite e dizer “Ahhh, estou no Céu!”, então ir para a cama e realmente ir para o paraíso. Mas não quero morrer ainda. *risos*

P: O que você gostaria de ser quando renascesse?
R: Um garoto! Serei um garoto bonito, usarei aqueles uniformes e pegarei garotas! *risos* Então, depois que eu crescer, me tornaria um mangaká de shounen.

P: Qual sua flor favorita?
R: “Gypsy Rose”. Não é muito colorida, mas não se pode fazer um buque sem ela! Gosto do jeito “estrela de fundo” dela, como ela ajuda a embelezar as outras flores.

P: Você já viu um video pornô?
R: Sim, já. E um deles não tinha censura! [NT: No Japão pornografia é censurado por lei.] Aquilo foi simplesmente nojento. Acho que prefiro anime e mangá hentai. Acho que o “falso” pornô não é tão ruim, mas quando é real demais se torna indecente.

P: De que tipo de homem você gosta?
R: Se tiver que pegar um dos meus mangás, acho que seria o Tatsuki ou Chichiri. Meu homem ideal é o tipo que me permite ser eu mesma. Ele pode ter peso e corpo normal, também. Também ficaria com Nakago, mas ele é mais o tipo que eu observaria romanticamente. *risos*

P: Você tem sonhos recorrentes?
R: Eu costumava ter sonhos com os mesmos personagens, mas isso não ocorre mais.

P: Quando foi a primeira vez que você se apaixonou? E como isso terminou?
R: Acho que foi no meu primeiro ano colegial. Me apaixonei por um garoto que era líder de sala comigo. Nunca contei apra ele como em sentia e no final das contas ele mudou de turma, FIM. Mas me lembro quando uma amiga disse que ele tinha namorada, fiquei tão chocada, senti como se alguém estivesse apertando o meu coração. Suponho que realmente o amei. *risos* De toda forma, eu era mais alta que ele.

P: Qual foi a coisa mais triste que já te aconteceu até agora?
R: Provavelmente a morte da minha mãe quando eu tinha 13 anos. Ela era a mais estusiasmada em relação ao meu sonho de me tornar uma mangaká. Queria que ela pudesse me ver agora.

P: Quais seus filmes favoritos?
R: Campo dos Sonhos, O Exterminador do Futuro (1 e 2) e Velocidade Máxima. (Esses são filmes realmente muito bons!)

P: E quais seus livros favoritos?
R: “Replay”, os livros de Nárnia de C.S. Lewis e qualquer coisa de Mure Yoko.

P: Qual sua altura? Você prefere ser mais baixa ou alta?
R: Tenho 1,70. (Isso é bem alto para uma japonesa.)  Quando era adolescente queria ser mais baixa porque os garotos me provocavam por causa disso, mas agora quero ser mais baixa por outra razão: não consigo encontrar roupas do meu tamanho! Não consigo encontrar sapatos que caibam! Todas as roupas do meu tamanho tem cara de vovó! Alguém me ajude! *risos*

P: Se você estivesse no lugar da Miaka, o que você faria de diferente?
R: Provavelmente iria aceitar o amor de Hotohori da primeira vez que ele se declarou. *risos* E também não consegiria  perdoar Yui e a odiaria. Mas já que Yui teria sido minha melhor amiga, acho que acabaria agindo da mesma forma que Miaka.

P: Você fuma ou bebe?
R: Odeio cigarro. Se é apenas uma pessoa fumando perto de mim tudo bem, mas ficar no meio de vários fumantes me faz passar mal. E eu bebo, mas fico bêbada muito fácil. Só de beber um pouquinho já fico muito tonta e o mundo todo gira ao meu redor.

P: Como você relaxa?
R: Jogando games de lutas em algum console. Mas já que quando eu perco meu nível de estresse aumente mais, prefiro fazer compras. Sinto-me muito melhor quando saio para gastar em  livros ou CDs.

P: Existe alguma coisa que você queira em particular neste momento?
R:  Doreamon! Assim ele pode transformar minha imaginação em mangá instantaneamente!!

P: Que tipo de shampoo e condicionador você usa?
R: Rejoy. [NT: Marca antiga no Japão.] O tipo que remove caspa. Não dá para viver sem!

P: Você dorme numa cama ou num futon? O que você veste na hora de dormir?
R: Eu durmo numa cama. Depois de terminar meu trabalho, simplesmente desmaio com a roupa do corpo. Mas como meus pais se irritam quando eu faço isso, às vezes fico só de roupa íntima e durmo assim mesmo. Se eu tiver tempo, ponho um pijamas.

P: Diga algo legal sobre você mesma.
R: Tenho orelhas legais. Nunca conheci ninguém com lobos maiores que os meus. Também consigo mudar minha voz.

P: Se seu cachorro Yuu-chan falasse, o que ele diria?
R: … “Me abrace! Me abrace! Me abrace! Me abrace! Me abrace!”. Coisinha adorável.

Entrevista da Yuu Watase na Shonen Sunday em 2010:

P: Considerando seu enorme sucesso no gênero Shoujo, o que especificamente no gênero shounen te fez  querer trabalhar com uma obra como O Mito de Arata (Arata Kangatari)?
R: Eu queria tentar a possibilidade de fazer algo diferente do que já havia feito até então. Mangá Shoujo irá inevitavelmente ter uma ênfase em romance e senti que haviam limitações na criação de história centradas nisso.

P: Havia algum estilo diferente de desenho que você quis tentar ou temas que quis explorar que não poderiam ser feitos com o shoujo?
R: Fiz o estilo do desenho e a composição mais limpa. Mais fácil de desenhar. Apenas tive que escrever sobre os laços que unem as pessoas, especialmente amizade.

P: Quais desafios você experimentou enquanto trabalhava n’O Mito de Arata (Arata Kangatari) que você não esperava? (Ou foi tudo de boa?)
R: Trabalhar com a apresentação e estrutura de uma série para uma revista semanal. Antes eu tinha muitas páginas para usar e tempo para construir a história. Apartir de agora terei que aprender como lidar com isso.

P: Estudantes maltratando uns ao outros é um assunto recorrente nas suas histórias (e isso é muito presente para o personagem Arata Hinohara). Existe alguma mensagem sobre maltratos que você deseja passar pelo seu mangá ou é mais uma descrição do que acontece com os estudantes no Japão?
R: Mesmo não sabendo qual a atual situação nas escolas, quando pessoas atacam umas as outras em nível nacional, isso se torna guerra. No nível individual, onde os maltratos podem levar até à morte, isso é algo que precisa ser discutido – ao redor do mundo, não importa o período.

P: Você tem alguma preferência por um dos Aratas? Se sim, por quê?
R: Arata Hinohara. Eu me projetei nele, e diferente de “Arata” que já está completo, Hinohara tem escondido em seu interior o potencial para se desenvolver bem. Aguardo ansiosa para vê-lo ficar cada vez mais forte.

P: Qual o personagem que você mais gosta de desenhar até agora? O que nesse personagem você gosta tanto?
R: Kannagi. Ele não era um personagem que eu notava muito, mas surpreendentemente, ele consegue facilmente ser sério e engraçado. Ele é fácil de desenhar porque parece que ele toma vida sozinho.

P: Que tipo de inspiração artística você utilizou para criar as aparências dos vários Hayagami? Você tem um favorito?
R: Basicamente, procurei nos materiais de referência por armas do mundo todo, mas as criei com a imagem de cada personagem e suas funções em mente. Meu favorito é… Orochi. Acho que fui capaz de recriar minha visão de dor e azar.

P: É interessante ver ambos os mundos, o moderno e o místico, juntos n’O Mito de Arata (Arata Kangatari). Você prefere escrever histórias que acontecem num mundo moderno ou num místico?
R: Na verdade eu prefiro um mundo moderno onde eventos fantásticos ocorrem. Mas se não há nada assim, um mundo moderno é muito conveniente e desinteressante.

P: Você traça o enredo d’O Mito de Arata (Arata Kangatari) com antecedência ou durante a serialização semanal? Você já teve algum bloqueio (de inspiração)?
R: Imagino cerca de dois ou três volumes com antecedência. E em cada capítulo, penso em como posso trabalhar a história para seguir esse enredo.

P: Quando você trabalha n’O Mito de Arata (Arata Kangatari), que tipo de música de fundo ou programa de TV você vê para ajudar no humor e no processo de fazer um mangá? (Ou você prefere o silêncio?)
R: Eu crio histórias a partir de músicas, então músicas que combinam com a minha visão da série é essencial. Frequentemente ouço músicas de video game que possuem instrumentos tradicionais japoneses de artistas como Rin’ e Yuki Kajiura.

P: Que tipo de passatempo você curte fora do trabalho?
R: Assistir filmes. Eu sou muito aficionada na composição e produção de videos e filmes. Raramente tenho tempo, mas quando tenho, prefiro ver filmes no cinema. Além disso, me interesso muito por coisas como os comentários sobre a produção. Posso aprender através deles e gosto de saber do assunto.

P: Você atualmente tem alguma série em mangá favorita que você lê por diversão?
R: Não em particular. Não tenho a oportunidade para ler o trabalho das outras pessoas… Já estou cheia com o meu próprio trabalho.

P: Quando você pensa em todos os mangás em que você  já trabalhou, qual deles te faz sentir mais orgulhosa ou tem um lugar especial no seu coração?
R: Meu trabalho mais representativo é Fushigi Yuugi, que veio a ser conhecido mundo a fora. Uma obra que é especial para mim é Sakura Gari, que acabou recentemente. A história e a forma como ela foi retratada são radicais, por isso ela não foi lançada em muitos outros países. Mas em termos de arte e apresentação, sinto que pude me expressar de forma pura e sem restrições. Criei a história como um drama humano com um tema que apresenta certas questões. Foi um ponto de virada para mim como autora, e a partir de agora gostaria de utilizar o que progredi e incorporar no processo criativo intenso de outras séries como O Mito de Arata (Arata Kangatari).

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