Push Start Button #8 Uchuu Keiji Tamashii

Só pra fãs.

Oi, eu sou o Kyo… Er… Bem, pra começar, SIM, a coluna de hoje é pra aproveitar o hype do filme do Gaban/Gavan/Gyaban e o texto em si é a revisão de um antigo meu que havia publicado no blog de um amigo (já falecido – o Blog, não o amigo).

Mas, jogos de tokusatsu estão aí já desde o NES, de o Kamen Rider Black: Taiketsu Shadow Moon (Famicom Disk System) ao Kamen Rider: All Rider Generation 2 de PSP e é claro que com resultados variados. Enquanto que Kamen Rider Climax Heroes (PS2) e CarRanger (SNES) são competentes (CarRanger é especialmente divertido), Ultraman: Towards the Future (Arcade/Mega/SNES) é tão ruim quanto bater na mãe com um tamanco de madeira.

Mas enfim, os Metal Heroes nunca tiveram lá muita chance (ou sorte) em jogos. Shaider, Jiban e Metalder apareceram em SD Hero Soukessen: Taose! Aku no Gundan (Famicom) que é apenas mediano e Metalder e Spielvan apareceram em sua forma estuprada no abominável V.R. Troopers de Mega Drive ( falarei sobre esta aberração em uma próxima coluna), isso até a Namco-Bandai resolver faturar uns trocados com os reluzentes policiais do espaço em Uchuu Keiji Tamashii, jogo para o Playstation 2.

O jogo é dividido em dois arcos da Story Line: o primeiro (e principal) segue os eventos de Uchuu Keiji Gyaban (leia a matéria sobre a série aqui – ainda sem imagens no novo padrão do site =[ ) numa versão resumida, que conta a luta do policial espacial Gyaban contra a Maku e o terrível Don Hollar; e o segundo (e mais curto) arco, disponível após o termino da aventura de Gyaban, aonde Gyaban, Sharivan e Shaider se unem contra um inimigo em comum, que ameaçam a todo o universo (Japão) e em certos trechos você pode escolhe a fase seguinte.

O modo single player é simples, semelhante a beat’em up’s no qual você surra os inimigos de uma área e tem um mestre. Só que não há uma área a se explorar, a ação se dá em cenários “fechados”, como os da série. Há uma barra de power para se transformar, conforme você vai batendo em seus inimigos e depois, apertando os quatro botões frontais ao mesmo tempo, começa um evento quicktime (os famosos QTE) para a transformação.

Os comandos são simples e há a possibilidade de se esquivar (é explicado num tutorial). Em alguns momentos na campanha de Gyaban, é possível controlar o Kojiro (aquele fotógrafo/ouseiláqualobicoqueelefaz mala) e precisa fugir do inimigo ou proteger as crianças. E há um “estágio” extremamente irritante em que há um “duelo de comida” completamente desnecessário. Transformado em Gyaban/Sharivan/Shaider, pode-se executar golpes com o triângulo e pressionando-o parado, invoca-se a espada do policial do espaço.

A movimentação durante os golpes é intuitiva e os mesmos se emendam uns nos outros, poupando movimentos. A dificuldade é de baixa a mediana, os únicos momentos realmente duros são as lutas contra Don Hollar em sua forma final (é só uma cabeça), contra o Vario Zecter (armadura semelhante a dos policiais do espaço, mas negra E ESTILOSA) e a batalha final (que só é difícil pelo limite de tempo de 2 minutos).

Para aumentar o tempo de vida útil do jogo, há um modo versus que se assemelha (de MUITO LONGE) ao de Urban Reign, beat’em up da Namco para o PS2, porém, é só single player, mas temos a chance de jogar com monstros.

Visualmente é mediano. Durante as fases, os modelos dos heróis transformados e dos monstros são bonitos, especialmente os do Shaider e do Zecter, e embora os humanos de Gyaban e Sharivan estejam parecidos com Kenji Ohba e Hiroshi Watari, durante as cenas eles soam de maneira mecânica, não muito bonitos… Tá, são como se o rosto tivesse sido chapado! Satisfeitos? O melhor ficou o do Shaider, que não se inspirou no ator que o interpretou nos anos 1980.

Os cenários são fiéis aos seriados, mas destaco aqui o das últimas batalhas da segunda campanha, que ficaram ótimos. Apesar disso poderiam ter sido melhor feitos e melhor explorados, pelo menos os urbanos, os do mundo da alucinação/Pedreira da Toei ficaram bons do jeito que estão. A apresentação e efeitos de transformação, além das explosões, são bem feitas.

Sonoramente é bem bacana, pois  temos as BGM’s comuns das séries, além dos temas cantados por Akira Kushida. As aberturas dos três Uchuu Keijis (Uchuu Keiji Sharivan, Uchuu Keiji Gyaban e Uchuu Keiji Shaider) estão em versão TV Size, além do tema de batalha de Gyaban, a Chase! Gyaban, também do Kushidão. Há também versões instrumentais da Hoshizora no Message (encerramento de Gyaban), Uchuu Keiji Sharivan e Uchuu Keiji Shaider, e um tema próprio do jogo, usado nos créditos da segunda campanha, cantado pela Seiyuu da vilã do jogo, que é ninguém menos que a eterna Machiko Soga.

As vozes estão ótimas, a maioria dos atores retornaram bem ao seu papel e o “novato” Takuo Kawagura ficou muito mais convincente como Dai Sawamura que o próprio Hiroshi Tsuburaya (que deus o tenha).

Finalizando, Uchuu Keiji Tamashii é um jogo que agrada mais pela nostalgia do que pela parte gráfica, apesar de ser uma experiência mais sólida que os Kamen Riders que estapeavam-se entre si.

Recomendado apenas para fãs de tokusatsu, que vão recordar algumas passagens e descer o cacete nos monstros com um sorriso no rosto.

 

Avaliação do JBox: 75%

Pontos Fortes: Fator Nostalgia, Trilha Sonora, Visual transformado dos heróis, Jogabilidade Descompromissada.

Pontos Fracos: Falta de um Multiplayer, Gráficos fracos, Fase da Comida

 

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