Resenha: Hitman #1 – Editora Nova Sampa

Uma das mais agradáveis surpresas de 2012.

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E tudo aconteceu porque ele estava no lugar errado na hora errada. O pobre vendedor Tokichi realmente se tornou um matador por acaso.

Kyou Kara Hitman é um mangá de Hiroshi Mutou que começou a ser serializado lá em 2005 e continua firme e forte no Japão até hoje. É publicado mensalmente na revista Goraku, com mais de 20 volumes até o momento.

Nele, o pacífico vendedor Tokichi Inaba se envolve em uma grande confusão com um dos matadores mais renomados da região, o Magnum Duplo. Por que esse nome? Bem, digamos que não é pelo fato dele carregar duas armas de fogo, se é que me entendem…

Bem, mas o que acontece quando os dois se cruzam? O nosso caro vendedor simplesmente terá que ajudar o matador a executar uma última tarefa, já que Magnum está gravemente ferido e não lhe resta muito tempo.

Sem poder dizer não – já que sua esposa corre risco de vida caso Tokichi pule fora – o nosso caro protagonista terá que salvar a bela Chinatsu – companheira de Magnum – das mãos da organização que a sequestrou.

Será que ele conseguirá? Bem, ele terá que se camuflar de Magnum Duplo para se infiltrar na sede da organização que mantém a garota como refém, porém, terá que provar que realmente é o famoso matador. Vocês imaginam como?

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No final dessa primeira aventura, Tokichi se sai bem e resgata Chinatsu, porém, o verdadeiro Magnum está morto. E adivinhem quem a jovem convencerá a seguir com seu legado de matador lendário?

É a partir daí que o até então vendedor se torna um agente duplo. De dia, um simples profissional tentando fechar negócios, e à noite um matador tentando fechar caixões. Com seus alvos dentro, claro. Quase sempre guiado por Chinatsu.

Para completar a confusão, Tokichi é um homem casado, que tem uma esposa que gosta de mantê-lo sob vigilância constante, e Chinatsu terá que continuar fazendo seu papel com o substituto para não levantar suspeitas. Será que vai dar certo?

Hitman é um mangá bem episódico, o que torna o título algo bem agradável de se ler. É classificado como seinen, uma história mais madura, mas também tem suas partes bem-humoradas.

O mangá é recomendado para maiores de 18 anos. A obra tem suas cenas fortes de violência explícita e de nudez também, o que justifica a classificação.

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A edição da Nova Sampa para o título continua não sendo um primor, mas está dentro do que estamos acostumados. Não tivemos novamente o aviso da ordem de leitura, porém, segundo Marcelo Del Greco, o prazo para a entrega dos títulos estava apertado e por isso Hitman #1 e Yakuza Girl #1 vieram apenas com um simples aviso que o leitor havia começado pelo lado errado.

Ainda segundo ele, esse problema foi corrigido nos novos títulos e volumes da editora.

Sobre o texto, no início do primeiro capítulo Tokichi está conversando com um amigo alcoolizado e por isso a fala dele é falha, porém não foi utilizada uma fonte para diferenciar esse tom de embriaguez, o que pode fazer por um rápido momento o leitor achar que o texto do mangá está cheio de erros.

As páginas coloridas foram chapadas para preto e branco, prática comum, mas algumas ficaram muito escuras (exemplo: página 12).

Por outro lado, o mangá veio com contracapa colorida nas duas partes, algo que algumas editoras que praticam preço maior nos seus títulos não fazem sempre.

A editora também não espelhou a capa do mangá, assim temos imagens diferentes na frente e atrás, como no original. Pontos para a Nova Sampa. Confira a seguir o exemplo no volume 2:

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Os dois primeiros volumes de Hitman já estão disponíveis. Com um traço agradável, história interessante e com um dos melhores preços praticados para um takobon no mercado (só perde para os R$10,50 de Maid-Sama e Vampire Knight), o mangá é recomendadíssimo.

Ação, comédia, dramas psicológicos e muito mais nesse grande acerto da editora Nova Sampa.

Arte: 9.7
História: 9.5
Versão da Editora:8

Nota final: 9

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