Push Start Button #51: Full Metal Alchemist – Dual Sympathy

Beat’em up de primeira.

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Geralmente na maioria das vezes quando vai se adaptar algum anime para os games, o gênero escolhido ou é luta, ou RPG ou ainda aqueles troços doidos que só japonês entende. Há um tempo atrás tinha os beat’em up’s, mas atualmente ficou só nos citados acima.

Ao contrário do que poderia se imaginar, não foi a Square-Enix (detentora dos direitos originais da franquia – e publisher dos jogos de PS2) que produziu, mas a Namco Bandai. E assim, tivemos, Full Metal Alchemist: Dual Sympathy, exclusivo do Nintendo DS.

O jogo segue o enredo da primeira versão do anime, contando desde quando Edward e Alphonse Elric se tornaram Alquimistas até as batalhas contra os Homunculus, o Massacre de Ishbar, entre outras histórias. E diga-se de passagem, conta de forma bem fiel ao anime sem invencionices ou coisas do gênero.

Só poderiam ser um pouco mais detalhistas, mas no geral está bem adaptado.

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O jogo é um beat’em up, bem ao estilo Final Fight e Streets of Rage, porém sem muitos combos ou variedade de inimigos.

Na tela inferior, temos os truques de Alquimia possíveis, sendo um deles a parede de pedra (ajuda a evitar alguns espinhos e a defender) e o outro um truque de ataque (que conforme você vai conseguindo livros de alquimia durante a história), eles são executados com a tela de toque, que é usada em alguns minigames.

No geral, a dificuldade é amena, em alguns mestres, a lógica é usada mais do que o “bater pacarai”. Em alguns pontos da tela, o truque da parede mudará, lá é um ponto chave pra seguir em frente (ou afastar uns morcegos felos da puta).

Graficamente Dual Sympathy é bem competente, mostrando sprites bonitos dos personagens e a história é contada com cenas do próprio anime.

Os cenários são bons, baseados na animação e não deixam a desejar. O que peca é a variedade de inimigos, que é bem baixa e vai repetindo durante o jogo.

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Sonoramente é mediano, se por um lado conta com uma boa dublagem americana e uma versão instrumental de Melissa na abertura do jogo, peca por usar músicas genéricas nas fases, que em nada lembram a ótima trilha do anime.

Finalizando, Full Metal Alchemist Dual Sympathy tem falhas, mas que são relevadas pelo bom conteúdo do jogo. Pra quem curte um beat’em up ou o anime, é uma boa pedida, recomendo.

Avaliação do JBox: 85%

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