Push Start Button #63 J-Stars Victory Vs. +

O fanservice vale o investimento?

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Boa parte dos fãs de anime entrou em polvorosa quando a Bandai Namco anunciou que traria J-Stars Victory Versus para o Ocidente. E muitos soltaram fogos quando o braço nacional da empresa anunciou que o jogo sairia com legendas em português do Brasil. Pois bem, é hora do veredito final… Será que ele vale o seu suado dinheirinho (ou dos seus pais…)?

J-Stars Victory Versus + é a versão atualizada de J-Stars Victory Versus, jogo comemorativo dos 45 anos da revista Shonen Jump. E se você está aqui no JBox e não sabe o que é a Shonen Jump, acho que você está no site errado. Mas divago. Pois bem, o jogo tem foque em um torneio entre as maiores estrelas de diversas épocas da revista, que chamados por uma estranha entidade, precisam duelar entre si para ver quem é o mais forte. o que basicamente é uma terça-feira comum pra personagens de anime. O enredo definitivamente não é o forte do anime, mas a possibilidade de colocar Kenshiro contra Jonathan Joestar pode convidar alguns incautos a quererem jogar.

Vamos ser diretos ao assunto: se você é um cara que não tem muitos amigos (na PSN), ou não tem dois controles em casa, esse será um jogo que vai ficar pouco tempo na sua prateleira, dependendo se você quiser platinar ou não ele, já que ele não oferece muito além do fanservice.

O Modo História (J-Adventure) é dividido em quatro arcos, estrelados por 4 diferentes estrelas da Shonen Jump: Luffy, Toriko, Naruto e Ichigo (alguém AINDA lê Bleach por aí? Respondam nos comentários), no qual você cumpre missões e avança, recrutando membros de suporte, e mais adiante no jogo, membros pro seu time. Além das missões principais, existem side quests do jogo, que variam de você vencer X personagem, ou ir até ponto X de algum mapa ou explodir número X de monstros que vagueiam pelo mapa do mundo.

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No mapa do mundo, você utiliza um navio (que vai recebendo upgrades conforme você avança na história) pra ir de um ponto a outro, e no mapa, existem alguns monstros navegando que podem ser destruídos (não influencia em nada, mas dá troféu e é necessário para certas side quests), além de outros navios (que na teoria possuem outros competidores), que estão lá só pra estender o tempo de vida do jogo.

Os combates do jogo em seu geral são de 3 contra 3, sendo dois personagens de combate e um de suporte (mas em alguns casos são 3 personagens de combate), a vitória é determinada caso um jogador nocauteie 3 vezes um personagem do adversário (condição padrão, dependendo do combate pode ser um ou dois nocautes).

A mecânica de combate é baseada em combos com ataques fracos e fortes, além de especiais. Existem algumas minúcias, mas o combate em si é simples. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo, pois se por um lado um novato pode aprender a jogar de maneira decente, por outro lado, ele não oferece profundidade alguma.

Conforme se bate no oponente, uma barra na parte superior da tela vai se deslocando pro lado da equipe que bate, e quando ela chega em um determinado ponto, o Victory Burst pode ser ativado, e quando a equipe entra no Victory Burst, um especial pode ser aplicado (com o R3, mesmo botão que ativa o Victory Burst) e se acertar o oponente, uma animação bacana e um dano massivo é causado (além de dor, muita dor).

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Graficamente, é uma faca de dois gumes. Se por um lado, a abertura é bacaninha, os modelos são decentes (até as proporções do Toriko foi respeitada, se é que me entendem) e os cenários possuem relação com as séries que eles fazem parte, as cutscenes são meras imagens estáticas (que mudam conforme o diálogo) em cenários estáticos da série (como o Céu Vegetal, de Toriko e o Santuário de Cavaleiros). Isso fazia sentido em jogos com pouco orçamento, mas diabos, é um jogo comemorativo, algo mais decente poderia ter sido feito. Isso acaba não conectando o jogador com a história do jogo.

Sonoramente ele se salva, mais ou menos. Enquanto os dubladores até desempenham bem seus papéis, não são muitos os diálogos completos que foram dublados, o que acaba sendo um ponto fraco. E as músicas até que são boas, muitas replicando o clima das séries, e a abertura mostra que Hironobu Kageyama não morreu, já que ele, Hiroshi Kitadani e Akira Kushida mandam ver em Fighting Stars.

Finalizando, se você passar por cima de muitas limitações do jogo e tiver amigos (seja online ou offline), dá pra se divertir com J-Stars Victory Versus +, mas caso contrário, ele não vai durar muito tempo na sua prateleira, já que a mecânica é fraca e as missões do jogo são tremendamente repetitivas, o que pode cansar e deixar o jogador desinteressado.

Nota final: 7/10

O jogo está disponível para Playstation 3, Playstation 4 e Playstation Vita (em formato digital apenas), contando com legendas em português.

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