Morre José Parisi Jr., voz do Marik e dono do extinto Parisi Vídeo

Dublador estava internado desde julho.

Faleceu na tarde desta segunda (27/08), aos 65 anos, o ator e dublador José Parisi Jr. Parisi estava internado desde julho no Incor e lutava contra um câncer no pulmão, sofrendo falência múltipla de órgãos.

O dublador Luiz Antonio Lobue comentou em uma rede social sobre o estado do colega: “Ele estava internado no Incor já há algum tempo, teve problemas no coração, pulmão e rins entre recuperações e recaídas surgiu até um câncer, foi medicado, sedado, já não se comunicava e veio a óbito hoje, infelizmente.” O câncer em estado avanço foi descoberto durante a internação, que aconteceu por conta de um infarto.

Ao UOL, Adriana de Barros, mulher de Parisi, deu mais detalhes dos últimos dias difíceis do ator: “O tumor no pulmão ganhou uma proporção muito grande e ele passou por duas pneumonias e um infarto nível 4, fortíssimo. Ele não teria como sobreviver se fizesse uma biópsia. Em seguida, chegou o pessoal do tratamento paliativo. Percebi que eram os últimos momentos”.

Para os fãs de séries japonesas, José Parisi Jr. teve um capítulo importante no início dos anos 2000. Foi o seu estúdio, o Parisi Vídeo, inaugurado em 1991, que recebeu boa parte dos animes daquele período exibidos por canais a cabo e abertos. Títulos como Pokémon (3ª a 6ª temporadas), Shaman King, InuYasha, Super Doll Licca-chan e Yu-Gi-Oh! ganharam a “versão brasileira Parisi Vídeo” – locução feita pelo próprio Parisi.

Um pouco antes, sua voz apareceu em algumas séries tokusatsu exibidas no Brasil nos anos 1990. A voz forte de Parisi foi a que deu vida ao Baraom em Black Kamen Rider e o Rei Zeba em Maskman, além de personagens em Metalder.

Presença constante entre personagens menores nos animes da Parisi Vídeo, o ator ficou mais reconhecido pelos fãs de animes como a voz de Marik Ishtar, um dos vilões do anime Yu-Gi-Oh! Ele também emprestou sua voz a Morpheus, em Saint Seiya: The Lost Canvas.

Nos últimos tempos, José Parisi Jr. trabalhava como dublador e diretor de dublagem no estúdio Lexx, em São Paulo. “Discípulo” de um grande nome da dublagem (seu pai, José Parisi), o dublador deixa um filho de 8 meses.

[Via UOL]

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