TriviaBox: a história da Fox Kids e os primeiros animes exibidos pelo canal

Conheça as séries japonesas exibidas em uma época que poucos tinham acesso à TV a cabo.

Os canais pagos no Brasil começaram a ser comercializados no começo dos anos 1990, mas foi próximo do final dessa década que sua popularização teve início e, com isso, novos canais segmentados surgiram para tornar os pacotes das operadoras mais atraentes aos assinantes.

Antes reinando absoluto quando o assunto era o segmento infantil, o Cartoon Network viu sua posição “ameaçada” quando dois novos canais foram lançados com seus sinais dedicados ao nosso país: a Nicklodeon e o tema dessa edição do Trivia Box: a FOX KIDS.

Preparados para mais uma viagem no tempo? Então é hora da gente relembrar a trajetória e os animes da Fox Kids!


Em 1993 o canal FOX chegou ao nosso país, mas como um sinal pan-regional, o que significava que tínhamos a mesma programação de países latinos, mas com nosso idioma embutido em alguns programas, tanto com dublagem como com legendas.

Naquela época muitos “bugs” ocorriam e não era incomum que comerciais, ou mesmo um Simpsons da vida, fosse ao ar com dublagem em espanhol. O “canal de Hollywood”, como era chamado, tinha na época uma programação bastante variada com séries antigas, algumas mais recentes da época, como Arquivo X, vários filmes e, claro, animações. Essas animações eram apresentadas em um bloco chamado… isso, Fox Kids.

Nesse período, o então bloco Fox Kids apresentava aos brasileiros desenhos como O Fantástico Mundo de Bobby, Eek The Cat, Carmem Sandiego, The Tick, X-Men, Homem-Aranha e eles… os Power Rangers.

Pois é, os coloridos saltadores que protegiam Alameda dos Anjos deram o ar de sua graça pela primeira vez no Brasil em 1994 na TV fechada, mas sua fama e popularidade só se firmaram a partir de janeiro de 1995, quando foi apresentado pela Rede Globo.

Voltando a falar dos primórdios da Fox Kids, o canal só ganhou vida própria em nosso país em julho de 1997Mas na Terra do Tio Sam, saiba você, que a Fox Kids nunca foi um canal. A Fox Kids nos EUA sempre foi um bloco de animações no canal FOX, desde sua criação em 1990.

Sua origem, está relacionada diretamente à uma desavença judicial entre a Disney e a Fox – que hoje estão a um passo de se juntarem, mas isso é outra história. É que em 1987, ambas resolveram lançar um bloco chamado de Disney Afternoon na casa do Homer Simpson pra exibir o clássico Ducktales, Os Caçadores de Aventura.

Mas já em 1988 a casa do Mickey Mouse resolveu lançar seu próprio canal e quebrou o contrato que tinha com a Fox, exibindo Ducktales em sua programação. As tretas entre ambas aumentaram e como resposta às “malcriações” da Disney, a Fox Kids foi criada.

Com o sucesso da programação e a audiência crescente, o bloco Fox Kids americano contou com muita coisa que nunca assistimos na nossa versão por aqui, como Taz Mania, Batman – A Série Animada, Tiny Toon, Animaniacs 

Durante sua história, uma das maiores parceiras e fornecedoras de conteúdo pro bloco foi a produtora Saban Entertainment, que além dos Power Rangers, também criou os VR Troopers, os Beetleborgs e aquela abominação conhecida como Masked Rider.

Com a tendência de mercado da segmentação de conteúdos para canais a cabo, a Fox se arriscou em criar uma joint venture com a Fox Children’s Productions, responsável por alguns programas apresentados no bloco, e a já citada Saban Entertainment, criando a Fox Kids Worldwide no ano de 1996. Essa parceria não duraria muito tempo, mas enquanto existiu a gente teve o tema deste nosso TriviaBox no ar.

Mas antes de falar do canal que você conheceu, a gente precisa mencionar a exibição de dois animes perdidos, que foram ao ar quando a Fox Kids ainda era um bloco do canal Fox.


NOOZLES, OS URSINHOS MÁGICOS

Noozles, Os Ursinhos Mágicos foi uma produção da Nippon Animation do ano de 1984, que teve um total de 26 episódios.

Mostra a história da garota Sandy que, depois de ganhar um caixote resgatado de um navio naufragado, passa a conviver com Blinky, um coala encantado que desperta depois de um beijo de esquimó da garota. No mesmo dia, Sandy conhece Pinky, irmã de Blinky, e os 3 juntos passam a viver grandes aventuras.

Apesar de parecer bobinho, Noozles até possui uma trama que envolve o desaparecimento do avô da garota e o Reino Encantado de KoalaWalla.

O anime foi apresentado nos EUA pela Nickelodeon no final dos anos 1980 e chegou ao Brasil via Xou da Xuxa na Globo, tendo estreado em janeiro de 1990, conforme mencionamos rapidamente no TriviaBox dos Animes Inesquecíveis do canal.

A versão ocidental do anime foi editada pela Saban e na FOX foi exibido nos fins de semana, bem cedinho, dentro do bloco Fox Kids.


ESQUADRÃO DO ESPAÇO

Esquadrão do Espaço é outro anime que teve uma passagem na TV aberta no Brasil antes de passar na TV paga. No começo dos anos 1990, a Record entrou na moda dos programas infantis e lançou o seu A Casa Mágica, apresentado por uma tal de Silvinha e Alan Frank, que na época fazia parte de um grupo chamado Polegar.

E foi nesse programa que Esquadrão do Espaço apareceu para nós, com direito à abertura em japonês e tudo.

Chamado originalmente de Akuu Daisakusen Srungle, esse anime foi uma produção realizada em 1983 pelos estúdios da Kokusai Eigasha em parceria com o time criativo da Toei Company. Dessa mesma parceria aliás, saiu o anime Honey Honey, que foi exibido pelo SBT por essas bandas.

Ao todo, Srungle teve 53 episódios (sendo que o episódio 53 era um resumo da série) levados ao ar, e que mostravam as aventuras de um grupo de pessoas de diferentes cantos da galáxia que foram reunidas para formar o “Esquadrão Gorila”. Liderados pelo ruivo e destemido Jet, e com direito até a uma espécie de “chewbacca” no time (o personagem Babyface, que é um grandalhão peludo), os mocinhos lutam contra os planos da organização do mal “Crime”, e pilotam naves espaciais bastante funcionais pra guerrear contra  inimigos nos confins da galáxia. 

Mas o maior trunfo da equipe está em um versátil robozão gigante que assume várias posturas diferentes conforme as circunstâncias pedem. Só que nem sempre esse robozão era visto em combate na série, que possui um roteiro que dava mais atenção à relação de seus interessantes personagens. Em linhas gerais, Esquadrão do Espaço tem um clima bem pouco infantil e em determinado ponto da história, personagens principais morrem e não voltam!

A título de curiosidade, a Saban lançou essa série nos EUA em 1985 com o título de Macron 1, criando uma série nova usando partes desse anime com a série Goshogun (que teve apenas seu filme lançado em VHS por aqui). E pra chamar a atenção da gurizada nos EUA, colocaram até o narrador da abertura de Robotech, que fazia bastante sucesso por lá na época, para narrar a abertura do Esquadrão do Espaço antes de uma musiquinha com a letra mais tosca da vida

Por sorte, a versão apresentada pela Fox manteve sua integridade.


Em seu primeiro ano de existência, a Fox Kids Brasil era um canal segmentado em 4 grandes blocos: A Cabana Mágica, o Circo Louco, o Superdomo 2000 e o Clube Vip. No fins de semana, também era apresentado o bloco Weekend, que como o próprio nome sugere, apresentava produções que não eram exibidas de segunda a sexta.

Entre temporadas de Power Rangers, O Fantástico Mundo de Bobby, desenhos noventistas da Marvel e até séries teen, vários animes preencheram a grade do canal, alguns até desconhecidos por muitos. Ou vai me dizer que você já ouviu falar na Botãozinho e no Bit, o Cupido?


BOTÃOZINHO

Botãozinho foi produzido em 1985 pelo estúdio Topcraft a mando de ninguém menos que a Sanrio, a dona da Hello Kitty e da divertida Aggretsuko. Inclusive, esse foi um dos últimos trabalhos do estúdio, que viria a falir naquele mesmo ano, sendo comprado posteriormente para virar o renomado Studio Ghibli – mas essa é outra história.

Com apenas 26 episódios, a série apresentava a pequena e fofinha Botãozinho (Button Nose, no original), que vai parar em um planeta distante com a ajuda de um robozinho que veio à Terra colher morangos para o Reino do Açúcar. Lá ela descobre que é parente do Rei e resolve passar um tempinho por lá se divertindo com seus novos amigos e aprontando muita confusão.


BIT, O CUPIDO

Um dos animes mais estranhos e feiosos que já deram as caras em nosso país atende pelo nome de Bit, O CupidoProduzido pelo Group TAC, responsável anos mais tarde pela animação de Monkey Typhoon, Bit se diferenciou de tudo na época de seu lançamento pela ousada proposta de ser uma série 100% produzida por computação gráfica. Bom… Pelo menos no que havia de “mais moderno” na computação gráfica no ano de 1995 em uma produção japonesa, que se assemelhava à animações feitas no Flash.

Na história, Bit é um cupido que por onde passa causa desastre e confusão, o que deixa os deuses do monte Olimpo de cabelos em pé. Sempre acompanhado pela ninfa Twinka, o feioso protagonista da história tenta encontrar seu lugar no panteão dos deuses, para não deixar sua mãe, a deusa Vênus, triste.

Com uma animação tosquíssima e um desenho de personagens que não lembra absolutamente em nada o padrão das animações japonesas que estamos acostumados, essa esquecível produção foi lançada no Ocidente pela Saban, que tratou de suavizar situações mais picantes que certos deuses gostavam de desfrutar.


Menos desconhecidos do público, também tivemos Kimba, o Leão Branco e Pinóquio.


KIMBA, O LEÃO BRANCO

Kimba é uma criação do ilustre mestre Osamu Tezuka e que muitos especulam que serviu como base pra Disney dar vida ao seu Rei Leão. De fato, a semelhança entre as histórias é um tanto forte. Não exatamente pela base dela, mas pelas características dos personagens animais e suas funções narrativas. Você pode conferir um pouco disso também no mangá original, lançado pela NewPOP Editora aqui no Brasil.

Na história, Kimba, um leãozinho branco filho do grande Panja, nasceu em cativeiro pois após a morte de seu pai, caçadores inescrupulosos prenderam sua mãe e a levaram da selva para cidade. Nascido em uma jaula e entre os ratos, o futuro rei das selvas consegue se libertar e voltar ao reino de seu pai onde passa a viver grandes aventuras enquanto cresce e continua o legado do grande Panja de impedir que o homem destrua a natureza.

Com uma animação originalmente feita em 1965 pela Mushi Productions (produtora do próprio Tezuka), a série contava com uma animação até meio “desanimada” se compararmos com o que já era feito na época aqui no Ocidente, mas sua trama é tão rica que esse detalhe fica em segundo plano.

Os episódios da série foram apresentando por aqui pela primeira vez na TV Tupi nos anos 1970, e na década de 1990 via TVE, onde foi apresentado com um teminha bem grudento e por isso mesmo inesquecível. Essa reedição dos anos 1990 contou com Úrsula Bezerra (a voz do Naruto) dublando o leãozinho branco e também foi exibida mais tarde pelo Boomerang.

Houve também cortes e edições, já que algumas passagens eram consideradas bastante dramáticas pra molecada.


PINÓQUIO

Por falar em drama, a versão do garoto de madeira que queria virar menino de verdade, produzida no Japão, consegue por as novelas mexicanas da Thalia no chinelo. Feita pelos estúdios Tatsunoko, o mesmo de Shurato e Zillion, esse anime com 52 episódios foi ao ar no começo da década de 1970, chegando pela primeira vez ao Brasil pouco tempo depois, fazendo sucesso na TV Tupi, Record e TVS.

Mas nos anos 1990, a Saban resolveu trabalhar a série dando uma remasterizada na imagem e modificando o seu roteiro original, cortando episódios para deixá-la menos triste e sombria.

Sombria sim, já que em um episódio o boneco tenta arrancar o coração de um amiguinho e, em outro, crianças fazem um tipo de ritual para incinerar brinquedos de madeira, mas os espíritos dos brinquedos possuem as árvores da floresta e resolvem punir as crianças… matando-as.

Diferentemente da versão otimista da Disney, na versão japonesa, Pinóquio, ou Mokku se você se preza pela versão original de tudo, sofre bullying o tempo todo. É teimoso, desobediente, egoísta, insensato, ingrato e claro, mentiroso. Mas diferente de muita criança por aí, o bonequinho de madeira aprende com seus erros e segue em sua jornada para se tornar um menino, pra desespero de seu pai, o Gepeto.

Sim, porque se como boneco o guri dava um trabalhão, imagina como menino de verdade…

Finalizando, alguns episódios da série foram juntados como se fosse um filme e lançados em DVD no mercado brasileiro pela Spot Films no começo dos anos 2000, com uma outra dublagem pra lá de bizarra feita por uma tal de Brasil Corp.


WILLOW TOWN

Nos fins de semana, Willow Town era apresentado para os pequenos. Produzido em parceria com a Enoki Films, a SoftX e a TV Tokyo, essa série adapta um conto chamado O Vento nos Salgueiros, do britânico Kenneth Grahame.

Com 26 episódios, a série teve dublagem realizada nos estúdios da VTI no Rio, e é uma produção tão obscura que até citamos ela no TriviaBox dos animes que passaram no Brasil, mas QUASE ninguém viu. Confira aqui.


A ABELHINHA HUTCH

A Abelinha Hutch, também chamada de A Abelinha Guerreira quando exibido pela Globo, é mais um anime dos estúdios Tatsunoko que foi distribuído no ocidente pela Saban. Contando a jornada de Cofrinho de Mel atrás de sua mãe, esse também foi falado em outro vídeo nosso bem antigo (não repare na capenguice), sobre os Animes Esquecidos da Rede Globo


EAGLE RIDERS

Em nosso TriviaBox sobre os animes do canal Locomotion, comentamos sobre Gatchaman, que no Brasil acabou sendo apresentando como G-Force: Guardiões do Espaço e que inclusive foi ao ar no Cartoon Network no começo de suas operações no Brasil, bem como em diversos outros canais.

O sucesso da série no Japão rendeu duas sequências chamadas de Gatchaman II e Gatchaman Fighter. Essas sequências, foram fundidas, editadas e picotadas no Ocidente para virar os Eagle Riders, pela nossa não muito bem quista Saban.

Tentando dar a impressão de que se trata de uma série inédita, mesmo com G-Force ou Batalha dos Planetas (outra versão de Gatchaman exibida nos EUA e que inclusive passou por aqui na Band) sendo relativamente famosas e conhecidas, a Saban alterou o nome de todos os personagens e misturou episódios para fechar um pacote de 65 capítulos – que é um número mínimo de episódios para alguns canais independentes nos EUA toparem apresentar algum desenho animado diariamente.

No fim das contas, a audiência de Eagle Riders foi uma porcaria, saindo do ar da TV americana após 13 episódios exibidos.

Na história, Hunter Harris, Joe Thax, Kelly Janar, Mickey Dugan e Ollie Keeawani formam o time Eagle Riders que lutam contra a ameaça alienígena de Cybercon e seus androides conhecidos como Vorak. Entre as várias alterações da história original, uma das mais bizarras é com um vilão chamado de Mellanox, que na versão japonesa se chama Gel Sadra e na verdade é uma mulher. Pois é, mudaram o gênero na dublagem americana.


OS GATOS SAMURAI PIZZA

Nessa fase de implantação do canal, um dos animes mais lembrados por quem tinha acesso a sua programação era Samurai Pizza CatsProduzido pela Tatsunoko em 1990 e chamado de Gatos Samurai Pizza no Brasil, essa série é fruto da reunião de vários profissionais do estúdio, não possuindo um mangá da qual foi adaptada ou um criador específico.

Na história, somos apresentados à irreal Pequena Tóquio, onde todos os seus habitantes são androides animais que interagem como seres humanos. Nesse cenário vivem Speedy, Guido e a gatinha Polly, trabalhando em um serviço de entrega de pizzas. Mas é no castelo que uma conspiração do mal intencionado Seymour Queijão se instaura, e que faz o chefe da guarda real, Al Dente, chamar o lendário trio de ninjas para ação.

Sim eles eram ninjas e a Saban os transformou em samurais.

Passando por uma transformação em que algumas partes de seus corpos cibernéticos são substituídas por outras aparentemente mais resistentes, o trio é literalmente disparado até o perigo pela doce Francine, dona da pizzaria em que trabalham.

Com uma trama que privilegia o humor, essa série nas mãos da Saban teve  sua trilha sonora e diálogos alterados para que tudo ficasse meio mais biruta. Pra fortalecer esse clima, foi incluído um desnecessário narrador que fica contando a história e forçando umas situações engraçadas por algum motivo que só o seu Saban deve saber.

Com 52 episódios (54 no Japão), essa série ganhou uma versão brasileira no Rio de Janeiro nos estúdios da VTI e contou com um elenco bastante familiar para o ouvido de todos na época, com destaque para o falecido dublador Jose Luiz Barbeito no papel de Speedy e Marco Ribeiro no papel de Guido, refazendo uma dobradinha daquele anime que todo mundo adora assistir em português, o Yu Yu Hakusho (eles são as vozes de Kuwabara e Yusuke na série).

Finalizando, existem muitas informações malucas na internet em torno dessa série, afirmando que a versão original, que atende pelo nome de Kyatto Ninden Teyande , foi ao ar via SBT no começo dos anos 1990 e que teria sido exibido na mesma época pelo Xou da Xuxa e pouco depois na TV Colosso. Não encontramos qualquer registro material disso então fica aqui o alerta para não acreditar em qualquer texto de Wikipédia por aí…  


A popularidade crescente da Fox Kids, especialmente após sua entrada nos pacotes mais básicos de TV por assinatura em nosso país e as ações pan-regionais que o canal promovia, como a lendária Copa Fox Kids, ajudaram a ampliar o seu sucesso. Some isso a uma programação bastante variada, com clássicos como Pica-Pau, séries para garotas no bloco Girl Power, heróis da Marvel e, claro, os eternos Power Rangers.

A partir dos anos 2000, o canal contribuiria com mais ênfase na “tsunami oriental” que assolou a TV paga no Brasil naquela época. Começando logo em janeiro com de 2000, com a porquinha cor de rosa mais simpática do Japão, a Super Pig.

Mas a estreia que redefiniu a existência do canal foi mesmo a de Digimon. A série teve direito à abertura original na maratona de lançamento no canal em julho de 2000, mas a gente vai falar um pouco mais sobre o fenômeno dos monstrinhos digitais, bem como a enxurrada de animes que o canal lançou depois disso em sua Invasão Anime em uma parte dois.

Até a próxima!

 

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