Imagem: Kenshin Himura, Tenma de Pégaso e Lelouch.

‘Samurai X’, ‘Lost Canvas’ e filme de ‘Code Geass’ estreiam na Funimation

‘Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas’ é o único com opção dublada.

Hoje (15), além de Kaguya-sama e algumas novidades dubladas, também entraram no catálogo da Funimation: animê de Samurai X (Rurouni Kenshin), Code Geass: Lelouch da Ressurreição ( o 4º filme da franquia) e Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas. De todos, apenas o spin-off de Saint Seiya possui opção dublada.

Samurai X

Imagem: Screenshot de página de Samurai X na Funimation.
Clique na imagem para acessar a página da série. | Reprodução: Funimation.

A animação de Samurai X entrou apenas legendada com 94 episódios, ou seja, o 95 segue inédito no Brasil. Esse episódio foi lançado no Japão diretamente em home-vídeo.

Lelouch da Ressurreição

Imagem: Screenshot de página de Code Geass na Funimation.
Clique na imagem para acessar a página da série. | Reprodução: Funimation.

O filme de 2019, dirigido por Goro Taniguchi, se passa em um universo alternativo, dando sequência à trilogia lançada entre 2017 e 2018. Há apenas opção de legendas em português.

Lost Canvas

Imagem: Screenshot de página de Lost Canvas na Funimation.
Clique na imagem para acessar a página da série. | Reprodução: Funimation.

O animê da TMS adapta o mangá de Shiori Teshirogi, um spin-off de Cavaleiros contando os eventos da Guerra Santa contra Hades da geração anterior à da série clássica, trazendo Tenma de Pégaso, Alone (Hades) e Sasha (Atena). A obra entrou completa em 26 episódios no serviço, com opção dublada em português.


Fonte: Funimation


Samurai X

Batizado no ocidente como Samurai XRurouni Kenshin é um mangá de Nobuhiro Watsuki, publicado entre 1994 e 1999 na revista japonesa Weekly Shonen Jump, contando a história de um exímio ex-assassino conhecido como Battousai, o retalhador. Assumindo a identidade de Kenshin Himura, ele resolve virar um andarilho que prega a filosofia da “espada para a vida” durante a Era Meiji, se recusando a matar novamente.

Um dos maiores sucessos da revista, o mangá virou anime pelo Studio Gallop e pelo Studio Deen (a partir do episódio 67) em 1996, rendendo 95 episódios para TV e um longa-metragem em animação. Posteriormente, também ganhou algumas séries de OVA e uma trilogia live-action de sucesso no cinema japonês. Em setembro de 2017 ganhou uma continuação em mangá na revista Jump SQ, chamada de Rurouni Kenshin: Hokkaido Arc (Arco de Hokkaido), que já reúne 2 volumes encadernados – a publicação chegou a ser paralisada por alguns meses, devido à condenação do autor pela posse de pornografia infantil (saiba mais aqui).

O anime original foi exibido em parte pela Rede Globo em 1999, marcado como uma das séries japonesas mais editadas pela emissora, com cortes em cenas violentas que faziam às vezes 2 episódios serem condensados em um. Em 2001, passou a ser exibido pelo Cartoon Network de forma “mais integral”, apenas com cortes pontuais feitos pela distribuidora Sony. Na íntegra, a série foi exibida pelo Animax em 2008, mas em nenhuma das emissoras o último episódio foi exibido, permanecendo inédito no Brasil.

O mangá foi um dos primeiros títulos de destaque da Editora JBC, que publicou a partir de 2001 no formato “meio-tanko”, sendo metade dos volumes originais japoneses, rendendo 56 edições. Com o título original, Rurouni Kenshin, os quadrinhos voltaram às bancas em edição especial em 2012, encerrando com a numeração original japonesa de 28 volumes. A empresa também publicou e republicou o especial A Sakabatou de Yahiko, além de novels e uma enciclopédia chamada Kenshin Kaden. Em 2016, ainda houve o lançamento de Tokuhitsuban, mais um especial derivado da série (uma espécie de “versão do autor” para os filmes). Vale destacar também a vinda do autor ao Brasil, promovida pela editora em 2015. Watsuki participou de um encontro onde autografou centenas de mangás.

O animê está disponível atualmente pela Funimation com idioma original e legendas em português.


Code Geass

Lelouch e personagens de Code Geass, a imagem é recortada de uma capa de jogo do Nintendo DS.

Code Geass começou com uma série de TV produzida entre 2006 e 2008, com duas temporadas que somam 50 episódios. Na trama, o Japão foi dominado pelo Império da Britannia, que renomeou o país como Área 11. Nesse ambiente está o príncipe Lelouch, que se mudou após um atentado que vitimou sua mãe e trouxe sequelas graves à sua irmã.

Munido de um poder chamado de “Geass” (dado por uma misteriosa garota chamada C.C), capaz de controlar as ações de outros humanos, Lelouch agora almeja encontrar os assassinos de sua mãe, além de destruir o Império de Britannia, promovendo a existência do que considera ser um mundo melhor para sua querida irmã. Outras obras vieram depois.

A Editora JBC publicou três adaptações em mangá entre 2011 e 2012: Code Geass: A Rebelião de Lelouch (8 volumes), Code Geass: O Contra-Ataque de Suzaku (2 volumes) e Code Geass: O Pesadelo de Nunnally (5 volumes).


Cavaleiros

Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) estrearam nas páginas da revista japonesa Weekly Shonen Jump em dezembro de 1985. De autoria de Masami Kurumada (Bt’X, Ring ni Kakeru), a trama rendeu uma versão animada em 1986 pela Toei Animation (Dragon Ball, Sailor Moon), patrocinada diretamente pela Bandai, que marcou época com os bonecos derivados que vestiam armaduras de metal.

A história narra a saga de um grupo de jovens que protegem a Terra guiados por Saori Kido, a reencarnação da deusa Atena. Treinados desde crianças, órfãos de todos os cantos são recrutados para vestirem armaduras mitológicas, baseadas nas constelações.

Exibido no Brasil a partir de setembro de 1994 na extinta Rede Manchete, foi um fenômeno comercial que abriu porta para as animações japonesas no país. A série clássica foi reprisada anos depois pelo Cartoon NetworkBandPlay TV, e teve passagem recente em alta definição pela Rede Brasil de Televisão. A Crunchyroll também disponibiliza a série por streaming, com dublagem. Foi lançada por completo em DVD pela PlayArte, que atualmente produz a versão em Blu-ray.

O mangá original foi publicado por aqui pela primeira vez no fim de 2000, pela Conrad Editora. Ganhou nova edição pela mesma empresa e depois pela Editora JBC, que publica atualmente uma edição de luxo, Cavaleiros do Zodíaco: Kanzenban. Há 3 histórias extras (Episode ZeroOrigin e Destiny) publicadas pelo Kurumada entre 2017 e 2019 na revista Champion RED, detalhando eventos até então não aprofundados, como a fuga do Aiolos e a história de Saga e Kanon. Elas não estão, por enquanto,  compiladas em algum encadernado.

Saint Seiya gerou vários derivados entre animações e quadrinhos, sendo continuações ou spin-offs. Entre os mangás e novels, os títulos Episódio GGigantomaquia (Conrad), Lost Canvas, Next Dimension e Saintia Shô (JBC) foram publicados no Brasil, há ainda alguns inéditos no país, como o isekai Dark Wing, Episode G AssassinEpisode G Requiem e a novel Golden Age.

Entre os animes, Os Cavaleiros do Zodíaco Hades (2002), Saint Seiya: The Lost Canvas (2009), Os Cavaleiros do Zodíaco: Ômega (2012), Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro (2015) e Saintia Shô (2018, apenas legendado) também foram exibidos. Em janeiro de 2020, foi lançado o final da primeira temporada do remake produzido pela Netflix junto ao estúdio Toei Animation, intitulado de Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco, mas popularmente conhecida pelo nome em inglês: Knights of the Zodiac. Você pode conferir um pouco mais da história da série no Brasil no nosso TriviaBox.

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