Imagem: A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai.

Caixa Cultural em Brasília abre mostra sobre Katsushika Hokusai e artistas de mangá

Mostra fica aberta ao público até março e traz trabalhos de mangakás inspirados em Katsushika Hokusai.

A Caixa Cultural em Brasília, desde quarta-feira (17), exibe a mostra Mangá Hokusai Mangá – Abordando o compêndio do mestre sob a perspectiva dos quadrinhos contemporâneos. A mostra é uma parceria com a Fundação Japão e a Embaixada do Japão no Brasil e já passou por vários países antes de chegar em nossa capital.

A mostra conta com os trabalhos de sete mangakás que se inspiraram na obra de Katsushika Hokusai (1760-1849), além de obras que mostram a evolução do gênero e trabalhos inéditos. É preciso notar, no entanto, que a antologia Hokusai Mangá não tem quase nenhuma relação direta com o mangá moderno para além do termo.

A exposição conta com um mangá inédito de 8 páginas de Haruko Ichikawa, Tetuzoh Okadaya e Yuichi Yokoyama, kakejiku (uma pintura em um rolo, geralmente de seda) de Daisuke Igarashi, Kotobuki Shiriagari e Machiko Kyo e um emakimono (um rolo contendo uma narrativa, considerado um “precursor” dos quadrinhos) feito por Daisuke Nishijima.

A mostra fica aberta até o 21 de março e a entrada é franca, porém as visitas precisam ser agendadas com antecedência. O visitante pode agendar sua visita pelo telefone (61) 3206-6456 ou pelo WhatsApp (61) 9 9246-3993. A Caixa Cultural funciona de terça a domingo, das 09h às 21h.

Importante: todos os visitantes terão que seguir as medidas sanitárias, com o uso obrigatório de máscara, distanciamento social, higienização das mãos, aferição de temperatura na entrada do local e limite de visitantes por galeria e tempo máximo de 01 hora por pessoa nas mesmas.   


Katsushika Hokusai e o Hokusai Mangá

Imagem: Autorretrato de Hokusai.
Autorretrato, 1839. | Reprodução.

Katsushika Hokusai nasceu em 1760, em Edo, atual Tóquio. Foi um pintor e xilógrafo, mais conhecido por suas obras em xilogravura As trinta e seis vistas do Monte Fuji (1823-1829), a coletânea Hokusai Mangá (1812-1848) e As cem vistas do Monte Fuji (1760-1849, póstuma).

Mais especificamente, ele se especializou em ukiyo-e (“estampas japonesas”, um tipo de xilogravura), inclusive artes eróticas (shunga, como são chamadas as artes eróticas de ukiyo-e). Faleceu em 1849, deixando um legado no mundo da arte que influenciou movimentos artísticos como o Impressionismo, o Pós-Impressionismo e Art Noveu, inspirando grandes nomes da Arte como Van Gogh (1853-1890), Monet (1840-1962) e Gauguin (1848-1903).

Hokusai Mangá (Esboços de Hokusai, em tradução livre), a obra tema da mostra, é um compêndio de milhares de rascunhos e esboços feitos pelo artista divididos em 15 volumes. Hokusai fez esboços da vida cotidiana, fauna e flora, paisagens e até mesmo de temas sobrenaturais.

Lembrando que, apesar do nome, a obra não se relaciona diretamente com o mangá contemporâneo. Mesmo assim, é inegável o valor de sua contribuição – assim como o resto de sua obra – para o mundo artístico, dentro e fora do arquipélago japonês.


Fonte: Caixa Cultural em Brasília, Fundação Japão e G1

 

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