Imagem: Hime, da Crunchyroll, à venda.

Justiça dos EUA analisa possível monopólio em compra da Crunchyroll pela Funimation

Revisão pela Justiça dos EUA pode atrasar e até impedir a compra de ser feita.

A compra da Crunchyroll pela Funimation pode sofrer um revés e até ser impedida pela Justiça dos EUA. O Departamento de Justiça estendeu a avaliação de análise de possível truste na operação. Truste é quando empresas se juntam para dominar um mercado, diminuindo a concorrência por meio de monopólios ou oligopólios.

A informação vem do The Information, com acesso a fontes “familiares com o processo”. O procedimento é padrão mas a extensão da análise pode atrasar em meses e até mesmo embargar o processo de compra, segundo essas fontes. A Sony vem investindo em streamings de animê, como a Funimation e agora a Crunchyroll, mas a Netflix também está aumentando a oferta dessas séries em seu catálogo.

Contudo, o mercado de animê é ainda um pequeno nicho, diferente do mercado de streaming em massa, por isso a compra é estratégica para a Sony. Os promotores do Departamento de Justiça dos EUA estão tentando determinar se essa operação limitaria as opções dos estúdios japoneses ao distribuir suas séries no mercado americano.

A Sony e a AT&T argumentam que os serviços são apenas “duas opções” dentre várias que criadores de animês podem escolher para distribuir suas séries internacionalmente, competindo com Amazon, Netflix, Hulu e Hidive. Os advogados estariam pedindo à Justiça para não considerar animê como um segmento de mercado separado do mercado geral de animação, que incluiria também Os Simpsons e outros desenhos.

O representante do Departamento não quis comentar o caso. A extensão da revisão poderia levar mais de seis meses, e dela depende a aprovação ou o impedimento da compra. Enquanto o processo não termina, a aquisição não pode ser formalizada – ou seja, tecnicamente a Crunchyroll não pertence à Sony no momento.

Após muita especulação no ano passado, a AT&T e a Sony anunciaram a venda da Crunchyroll por 1,175 bilhão de dólares (6,5 bilhões de reais) no final de 2020 e ainda não há informações sobre como os serviços operariam já que a compra não foi totalmente fechada, passando ainda por aprovações, como esta citada na matéria.