Imagem: Laura olhando em espelho em 'Tropical-Rouge! Precure'.

Resenha | Tropical-Rouge! Precure: Laura quer ser humana | Episódios 14 a 16

Nos mais recentes episódios de Tropical-Rouge!, Laura parece sofrer de um complexo de “pequena sereia” e tem estudado formas de se tornar humana. Entretanto, os vilões da história têm seus próprios planos para ela.

As coisas voltaram a ficar bem agitadas em Tropical-Rouge! Precure. Conforme a sereia Laura tem se aproximado de suas amigas humanas, o anime vem abrindo caminho para a realização de um acontecido há muito tempo esperado pelos espectadores. Mas antes que tal acontecimento finalmente ocorra, tem valido a pena acompanhar o que tem acontecido na série.

O 14º episódio foi o básico “heroínas se encontram em situação X; surge monstro da semana; heroínas derrotam o monstro e tudo volta ao normal”. No caso, a situação em questão era uma atividade do Clube Tropical no qual nossas protagonistas se tornaram professoras de um escola de educação infantil.

Não foi o capítulo mais relevante da temporada e pouco pareceu ser explorado das personagens. Mesmo com um leve foco em Sango e seu modo gentil de entender as crianças, além de novamente colocar Laura em interação com atividades do mundo humano, o episódio não foi muito relevante para o arco atual – bem diferente dos dois episódios que vieram depois.

Se eu fosse uma humana

O episódio seguinte teve como base a situação clássica de dois personagens que mudam de corpos. No caso, um problema no frasco aquático mágico fez com que Minori e Laura trocassem de corpos, algo que de certa forma agregou bastante para as experiências cotidianas das duas.

Imagem: Laura com os óculos de Minori, que está logo atrás da personagem.
Reprodução: Crunchyroll.

Enquanto Minori pareceu se divertir com sua nova habilidade de poder nadar até o fundo do oceano, Laura aproveitou ao máximo o período no corpo da amiga para sair pela cidade fazendo o que bem quisesse com suas novas pernas.

Claro, quando um monstro atacou a cidade e Laura não conseguiu se transformar em uma precure (pois, mesmo no corpo de outra pessoa, os poderes de precure só funcionam com sua verdadeira dententora). A força da motivação de Minori que fez as duas voltarem aos seus corpos originais, permitindo que a Cure Papaya salvasse o dia.

No fim, Minori confessou ter gostado de virar sereia, mas disse que gostava de poder ser humana e viver em seu próprio corpo. Laura, por outro lado, não pareceu tão feliz em voltar ao seu corpo original.

Complexo de Pequena Sereia

Claro,  nesse ponto da história já ficou mais do que óbvio que Laura deseja se tornar humana – ou ao menos ganhar pernas. E onde ela vai buscar referências de como realizar esse desejo? Isso mesmo, lendo o conto A Pequena Sereia.

Era esperado que a série criasse uma analogia com o conto clássico no arco de desenvolvimento de Laura e foi justamente esse o foco do 16º episódio. Conforme conheceu cada vez mais o mundo humano, ela se sentiu de certa atraída pelas coisas e pessoas da superfície e se colocou em uma situação que lembrar muito mais a versão da Pequena Sereia da Disney, do que a do conto original.

Imagem: Laura segurando objeto com o qual ajuda a derrotar os monstros da Bruxa ds Protelação.
Reprodução: Crunchyroll.

Afinal, no conto de Hans Christian Andersen a sereia protagonista resolve se tornar humana por se apaixonar por um rapaz, e não necessariamente expressa algum tipo de grande fascinação pelo mundo humano, enquanto que a versão da Disney tem uma canção inteira de seu protagonista é fascinada pelas coisas da superfície antes mesmo de conhecer seu príncipe.

Felizmente, mesmo com essa referência, Laura ainda mantém sua pose e durante uma conversa com Minori, se mostrou totalmente avessa à ideia de que, para se tornar humana, a sereia precisou abdicar de sua voz. Porém, como bem lembrou Minori, essa “troca” é algo comum no mundo da superfície e na vida em geral, pois mesmo para conseguir realizar algo como tirar uma boa nota na escola, é preciso “pagar um preço”, como deixar de fazer coisas que se gosta para se dedicar a estudar e ter boas notas.

Dessa forma, o anime reforça a necessidade de desistir de algo para alcançar determinados objetivos – e até certo ponto, está tudo bem em fazer isso – mas fica a questão do que Laura terá de “desistir” ou “dar em troca” para realizar seu recente sonho de se tornar humana.

Entretanto, se para o espectador (e para Minori) está óbvio que Laura quer virar humana, o mesmo não aconteceu com as demais protagonistas da história. Somente ao final do episódio, Manatsu e as outras perceberam que sua amiga sereia desejava ganhar pernas.

Infelizmente, elas não tiveram tempo de conversar sobre isso, pois um monstro começou a atacar a cidade e, no primeiro grande plano dos vilões da história, Laura acabou sendo capturada e levada ao castelo da Bruxa da Protelação.

Tudo isso impede Summer e as outras precures de derrotarem o monstro da semana, ao mesmo tempo em que coloca Laura em uma situação delicada, pois a Bruxa da Protelação se mostra dispostas a fazer um acordo com a sereia e transformá-la em uma humana.

Foi o primeiro episódio com um gancho para a semana seguinte, o que deixa a história ainda mais interessante, mesmo que a prévia do capítulo seguinte já tenha revelado boa parte do desfecho desse arco. Ainda assim, é empolgante ver esse crescimento de Laura e esperar para acompanhar a forma como a Toei irá concretizar o sonho dessa jovem com complexo de pequena sereia.

P.S.: O episódio mostrou que as precures podem respirar embaixo da água quando transformadas. Isso foi estranho, uma vez que jamais citaram isso antes e nem mesmo buscaram explorar esse poder, mas confesso que não é algo tão inesperado se tratando de heroínas que precisam proteger um reino subaquático e tem a ajuda de uma sereia.


Tropical-Rouge! Precure é exibido pela Crunchyroll com legendas em português de forma simultânea com o calendário japonês. A empresa fornece ao JBox um acesso à plataforma. Confira as outras resenhas da série: episódios 1, 2-3, 4-5, 6-7, 8-10, 11-13.


O texto presente nesta resenha é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.

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