Imagem: Personagens de 'Gatchaman' original.

Batalha dos Planetas: Live-action conta com roteirista de ‘Velozes & Furiosos 9’

Filme de adaptação americana de ‘Gatchaman’ também terá envolvimento da Tatsunoko.

Foi revelado na Comic Con que Daniel Casey fará o roteiro do live-action de Batalha dos Planetas (1978-1980), a versão americana do animê Kagaku Ninja Tai Gatchaman. Casey é o roteirista de Velozes & Furiosos 9: A Saga Velozes & Furiosos, que estreou por aqui em junho.

Não está claro se o filme será mais fiel ao animê original ou à edição americana, mas há envolvimento da Tatsunoko. O longa foi anunciado em 2019 e contará com direção de Joe e Anthony Russo, de Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato.

Ao que parece, o plano é expandir a franquia por diversas mídias, então possivelmente veremos futuros anúncios da série.

Batalha dos Planetas conta a saga de um grupo de jovens com trajes inspirados em pássaros que combate a ameaça intergaláctica de Zoltar e os enviados do planeta Spectra, que querem drenar nossos recursos para impedir a extinção de seu planeta.

A série é uma versão editada do Gatchaman original, lançado no Japão em 1972. Dos 105 episódios da animação japonesa, 85 foram utilizados nessa edição, considerada até bastante fiel ao original. Boa parte das mudanças foram feitas para deixar o produto mais adequado para o mercado americano dos anos 1970-1980, incluindo censura de violência gráfica, nudez e… personagens fora do padrão de gênero.

Entre as principais mudanças, estão a criação de uma irmã para Zoltar (Berg Katse em japonês), antagonista da série. Originalmente, Zoltar é uma entidade mutante criada a partir de pedaços femininos e masculinos, sendo capaz de alternar entre os gêneros. Sua “versão mulher” virou a irmã Latroz na edição americana.

Outra diferença é a presença do robô 7-Zark-7, que observava os heróis a partir da base do time, servindo de alívio cômico e trazendo explicações. Essa adição foi feita devido à influência de Star Wars na época – o robô era bastante parecido com o R2-D2.

Batalha dos Planetas foi exibido no Brasil em 2003 pela Band e também pela Rede 21. A versão G-Force, um pouco menos editada, veio para cá antes, com estreia em 1995 pelo Cartoon Network e passagem em outros canais.


Fonte: Deadline


Battle of the Planets é o nome como ficou conhecido o anime Kagaku Ninja Tai Gatchaman, em sua estreia nos EUA no ano de 1978. Distribuído pela Sandy Frank Productions e exibido em  formato Syndication (algo como se uma série fosse apresentada em várias emissoras diferentes e distintas, ao mesmo tempo, em termos de televisão no Brasil), a produtora conseguiu a proeza de reduzir os 105 episódios originais do clássico dos estúdios Tatsunoko (de Speed Racer, Zillion e Shurato) em 85 capítulos. Não satisfeita, a Sandy Frank ainda enxertou trechos exclusivos de animação, introduzindo o personagem 7-Zark-7 na trama.

Sem qualquer ideia de como era a série original, o anime fez bastante sucesso entre o público americano e ganhou uma nova versão na década de 1980 pelas mãos da Turner (dona do Cartoon Network) batizada de G-Force – Defensores do Espaço, que excluiu a existência do 7-Zark-7 do anime, mas em contra-partida reeditou a trilha sonora pra uma batidinha sintetizada que perturba de tanto que é executada.

Na década seguinte (anos 1990) foi a vez da Saban Entertainment mexer com Gatchaman e, de forma muito ruim, adaptar as continuações originais japonesas do anime com o nome de Eagle Riders – ignorando a existência da série anterior.

No Brasil, a primeira versão apresentada do anime foi a G-Force, apresentada em vários canais de TV Paga em meados dos anos 1990, incluindo o Cartoon Network, AXN e o finado Locomotion. Alguns episódios chegaram a ser lançados em VHS e posteriormente em DVD.

Quando todos esperavam a estreia da segunda temporada do anime Slayers na Band em 2003, a emissora paulista apresentou em horário nobre nada menos que o lendário Batalha dos Planetas,  a versão adaptada de Gatchaman inédita por aqui até então, com distribuição da Sempre Propaganda e uma musiquinha pra lá de brega. Não durou muito e foi sumariamente cortado da programação, tendo uma breve sobrevida na programação da Rede 21 durante um tempo.

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