Imagem: Aya em filme da Ghibli.

Aya e a Bruxa: Goro Miyazaki comenta o filme

Diretor comentou que há coisas que ainda quer experimentar, mas não pensa em sequência.

Em entrevista ao jornal japonês Mainichi, o diretor Goro Miyazaki falou sobre seu último filme, Aya e a Bruxa.

Com computação gráfica em 3D, tentamos controlar as personagens como bonecos. Mas se você fizer parecer muito com um boneco, eles se afastarão do estilo feito a mão que as pessoas estão familiarizadas. Estamos buscando o meio-termo.

Aparentemente, seu pai, o também diretor Hayao Miyazaki, disse que “o país também tem condições de fazer um filme para ao nível da Pixar”. Sobre esta afirmação, Goro comenta:

É como dizer que trabalhamos duro para ganhar apenas uma vez do exército americano. Eu pensei que precisávamos achar uma método de produção único para uma organização pequena.

Ainda disse que seu pai, junto com Isao Takahata e Yoshiyuki Tomino são a primeira geração a presenciar a guerra e uma mudança radical de valores, e a oposição deles à autoridade e violência surge de uma certa resistência, e eles se juntaram para fazer algo, criar algo juntos.

Goro completou dizendo não achar possível para quem nasceu no período de desenvolvimento econômico ter essa mentalidade revolucionária – a sua resposta, na qual pensou enquanto produzia filmes, está em Aya e a Bruxa.

Por fim, comentou sobre o uso de CG e uma possível continuação. Primeiro, disse que suas próximas produções não precisam ser em computação gráfica, mas há coisas que ainda quer experimentar. Já sobre a continuação, afirmou sentir dentro de si que acabou, mas seu produtor, Toshio Suzuki, teria dito que os bons personagens criados fazem as pessoas quererem uma sequência, e por isso deveriam seguir.

O filme adapta o livro Tesourinha e a Bruxa (Earwig and the Witch, no original), da escritora britânica Diana Wynne Jones (1934-2011). Na história, uma jovem órfã é adotada por um casal fora do comum. Agora ela precisa se virar pra conseguir viver numa casa cheia de demônios, poções e cômodos escondidos.

Wynne Jones também é autora da série O Castelo Animado, que teve seu primeiro livro adaptado pelo estúdio japonês.

O filme estreou no fim de 2020, primeiramente no canal japonês NHK, devido a pandemia de COVID-19. O longa foi um dos 6 pré-selecionados japoneses ao Oscar de Melhor Animação deste ano, mas acabou ficando de fora da premiação.

Concorreu ao Annie Awards em duas categorias, mas não ganhou. O longa-metragem é inédito aqui, mas o livro saiu pelo selo Galera Junior do Grupo Editorial Record em 2015.

O filme estreou e saiu da Netflix de forma repentina, mas deve voltar em algum momento no futuro. Dados na plataforma apontam para o dia 1 de janeiro, mas podem ser provisórios.


Fonte: Otaku USA Magazine


Nota: O JBox participa de parcerias comerciais com Amazon, podendo ganhar um valor em cima das compras realizadas a partir dos links do site. Contudo, o JBox não tem responsabilidade sobre possíveis erros presentes em recursos integrados ao site mas produzidos por terceiros.

Publicidade
close