Imagem: O Kuuga na capa do mangá, em padrões de resenha do JBox.

Crítica | Kamen Rider Kuuga | Volume 1 (Editora JBC)

Sem medo, sem dor! O grande herói do ano 2000 retorna em uma trama atualizada e sua essência reverenciada.

Os fãs brasileiros de tokusatsu estão vivendo um momento importante com publicações de mangás baseados em produções do gênero. Antes disso, a Editora JBC já havia lançado o mangá ULTRAMAN, criado por Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi. Agora, uma nova lenda começa no Brasil com o lançamento do mangá de Kamen Rider Kuuga, que é publicado no Japão desde 2015 pela revista HERO’S (a mesma de ULTRAMAN).

Shinichiro Shirakura, produtor e diretor da Toei Company escolheu Kuuga para passar por uma releitura, ganhando uma versão nas páginas dos quadrinhos japoneses. A proposta era antiga e ele viu que o projeto poderia atender um público mais velho e que acompanhava a série do ano 2000 na infância.

Imagem: O Kamen Rider Kuuga no mangá.
O nascimento de Kuuga | Foto: Divulgação/Editora JBC

Shirakura indicou o roteirista Toshiki Inoue para tocar esta série de mangá, pois ele havia escrito roteiros para 9 episódios de Kamen Rider Kuuga, além de ter sido o roteirista principal de Kamen Rider Agito, que era uma sequência do primeiro Rider da era Heisei.

Inoue é conhecido pelos fãs de tokusatsu por ser roteirista principal de sucessos como Jetman (1991~92), Kamen Rider 555 (Faiz, 2003~04) e Cutie Honey: The Live (2007~08). Coube a ele expandir a mitologia de um dos Kamen Rider mais importantes da franquia criada pelo saudoso mangaká Shotaro Ishinomori (1938~98).

Os personagens da série original estão lá e obviamente sofreram adaptações, tanto em suas aparência quanto em suas personalidades, que foram mais realçadas. Ou seja, ficaram ainda mais interessantes, sem perder a essência (algo que Inoue preza, em respeito à obra original). Caso você ainda não tenha assistido a série de TV, não terá problema em ler o mangá primeiro, pois poderá servir como porta de entrada.

Atualizando um grande sucesso

Tudo começa no começo do ano 2015, quando arqueólogos descobrem uma misteriosa urna nas ruínas de Kurogatake, Nagano (sim, o mesmo local onde a série televisiva havia iniciado). Mal sabiam eles que se tratava de um selo que aprisionava as criaturas do antigo clã Grongi.

Enquanto os demônios estavam à solta, uma equipe da polícia trabalha na investigação sobre um serial killer que atua em uma certa periodicidade. Os membros da polícia possuem laços de amizade (até isso o mangá explora) e às vezes surgem situações cômicas – incomuns na série de TV

Imagem: Cenas do mangá, com o protagonista fazendo HENSHIN!!
Godai entra em ação | Foto: Divulgação/Editora JBC

O destaque fica para o policial Kaoru Ichijo, que aparece com muito mais senso de heroísmo que sua contraparte original, além de ser mais simpático desta vez (já que o personagem era mais sisudo na série tokusatsu). Por outro lado, conhecemos a nova versão de Yusuke Godai, o jovem que, assim como na obra original, possui 2 mil habilidades (ou um pouco mais) e gosta de viajar pelo mundo.

O novo Godai se apresenta com um visual mais próximo dos Riders mais recentes e pretende fazer amizade com todo mundo (uma provável referência ao Gentaro Kisaragi, o alter ego de Kamen Rider Fourze). Por isso ele é bem mais engraçado e não perde aquele jeitão de ingênuo e sonhador como conhecemos no passado.

Como mangá é um formato que exige mais liberdade, a narrativa procura fugir do ortodoxo formato com “um monstro por episódio”. A transformação de Godai para Kuuga até tarda, mas acontece na hora certa. O roteiro de Inoue deixou a trama ainda mais intensa e explora as emoções de cada personagem, ao contrário do estilo de Naruhisa Arakawa, roteirista principal da série televisiva, que costuma aprofundar mais a trama. A mitologia foi expandida e ganhou um equilíbrio entre uma carga mais intensa de violência e boas doses de humor.

Essa adaptação de Kamen Rider Kuuga deixa a trama com uma pegada mais atual, situando determinadas atualizações e faz uma releitura de elementos que ficaram datados com o passar do tempo. A essência da série que começou (despretensiosamente) a era Heisei de Kamen Rider foi renovada e possibilitou a inserção de um antigo conceito de luta marcial.

Ler o primeiro volume de Kamen Rider Kuuga (a versão brasileira será publicada no formato big, compilando dois volumes originais em um só) pode ser um belo atrativo para um público mais novo que gosta de ação, suspense, comédia e que talvez não tenha contato com tokusatsu. Mas tudo isso acaba tendo um peso maior quando o leitor já está habituado com as fases de Kamen Rider.

Para mim, a sensação foi de ter reencontrado um amigo que foi rejuvenescido depois de 15, 20 anos. Kamen Rider Kuuga, que atualmente possui 17 volumes publicados no Japão, é mais uma daquelas obras que não podem faltar na prateleira. Sem dúvida, a publicação será um clássico absoluto que reservará grandes surpresas para nós leitores. Leitura aprovada com aquele conhecido polegar pra cima, em referência romana.

Chou henshin!

Confira mais imagens da edição:


Gostou? Compre aqui:

Volume 1


Nota: O JBox participa do programa de afiliados da Amazon e pode ganhar uma comissão sobre compras feitas a partir de links na postagem.


O texto presente nesta resenha é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox, e foi feito a partir de volume do mangá enviado pela editora JBC como material promocional.

Publicidade
close