Imagem: Jaspion em mangá da JBC na capa da coluna do Daileon, edição 144.

A era dos mangás de tokusatsu no Brasil | Coluna do Daileon #144

O que era um sonho, num passado não muito distante, é uma realidade hoje.

Há cerca de 10, 15 anos, era inevitável um fã de tokusatsu se sentir um tanto “deslocado”, pois a vinda de produções do gênero ao Brasil era praticamente nula. Mesmo assim tínhamos fóruns, Orkut e até eventos que já dedicavam espaços especiais aos heróis faiscantes e monstros de borracha.

Apesar de não ser fácil levar o tokusatsu para além do fandom, muita coisa mudou para melhor. Espaços do tipo foram resgatados (ou redescobertos), já que as produções sempre foram essenciais dentro da cultura pop japonesa. Hoje temos mais formadores de opinião graças a ascensão de sites, blogs e canais no YouTube. O nosso “trabalho de formiguinha” não pode parar.

Tamanha importância despertou o interesse das editoras nacionais a apostarem em mangás ligados ao tokusatsu. A Editora JBC, que desde 2015 publica o mangá ULTRAMAN, já anunciava o mangá de Kamen Rider Kuuga há alguns meses. O primeiro volume foi lançado nesta quinta (25). Já na próxima terça (30) será a vez da Pipoca & Nanquim lançar o primeiro volume do mangá de Spectreman.

E a NewPOP havia entrado nesse mesmo ritmo no meio deste ano com os três volumes do mangá original de Kamen Rider, pelo selo Xogum. Em breve, será a vez de Kamen Rider Black ser publicado pelo mesmo selo. Ah, não posso esquecer de A Ascensão de Ultraman, pela Panini – que é uma série de quadrinhos no formato tradicional, mas que vale citar como uma grande importância.

Confira as capas das publicações no Brasil e suas respectivas sinopses oficiais:

São obras cujas origens começaram em 1971, quando Spectreman e Kamen Rider foram ao ar pela primeira vez na TV japonesa. Nomes como esses são reverenciados até hoje por fãs de tokusatsu, especialmente no Brasil, onde também já tivemos o lançamento do O Regresso de Jaspion, publicado em 2020 pela Editora JBC, com aprovação da própria Toei Company.

O momento que vivemos é ímpar e era tido por muitos de nós como um sonho distante. Se a peteca não cair, creio que poderemos ter mais alguns lançamentos do tipo. Materiais como esse se tornarão raridade daqui a 20, 30 anos. Para um fã mais inveterado (como eu), vale cada centavo, tanto por suas histórias (de diferentes épocas) quanto pelo valor que cada um desses títulos representa.

Em tempos onde séries e filmes estão mais acessíveis em plataformas, é importante valorizarmos esse espaço que surge para que o tokusatsu seja lembrado não só pelas aventuras no cinema e na TV, mas também por doses de adrenalina nas páginas de mangá. É um momento ímpar que pode, de alguma maneira, despertar o interesse de um público que consome quadrinhos, mas que não seja necessariamente fã de tokusatsu. Coleções do tipo serão peças preciosas para nós.


O texto presente nesta coluna é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.

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