Imagem: Personagens de 'Nausicaa', 'Buda' e 'One Piece' em montagem e enquadramento de J-Lista..

8 relançamentos aguardados para 2022 | J-Lista

Confira uma lista com os principais relançamentos programados para esse ano.

Há algumas semanas, escolhemos, junto ao Fora do Plástico, alguns mangás inéditos a serem lançados em 2022 que consideramos imperdíveis. Agora, temos aqui uma seleção dentre as reedições programadas para este ano que todo fã de quadrinho japonês deve ficar de olho.

De clássicos mais antigos a fenômenos contemporâneos, a lista reúne 8 títulos das três principais editoras de mangá brasileiras: JBC, NewPOP e Panini.

Confira abaixo!

#1. Soul Eater Perfect Edition

Edição especial de Soul Eater

Imagem: Banner de Soul Eater.

de Atsushi Ohkubo

Editora: JBC | Licenciante: Square Enix | 17 volumes | Concluído no Japão | 2004-2013

Previsão de lançamento: 2º semestre.

Abrindo a nossa lista, o mais famoso mangá de Atsushi Okubo volta ao Brasil com a Soul Eater Perfect Edition, publicada no Japão em maio de 2019.

A história acompanha Maka, uma “artífice de foice” determinada a transformar seu parceiro, a foice sobrenatural Soul Eater, na mais poderosa Death Scythe – uma arma que será usada pelo Doutor Morte, o diretor da Academia da Morte para Armas e Artífices Neófitos (AMAAN). Para alcançar seu objetivo, ela precisa fazer com que Soul Eater devore a alma de 99 humanos e a de uma bruxa, o que definitivamente não será nada fácil.

Publicado originalmente na Shonen Gangan, da Square Enix, de 2004 a 2013, a obra rendeu um total de 25 tomos – já publicados no Brasil num formato de bolso, entre 2012 e 2014, pela própria JBC (que também trouxe ao Brasil o spin-off de 5 volumes intitulado Soul Eater Not).

A nova edição será completa em 17 volumes, com um maior número de páginas por encadernado.


#2. Buda

Imagem: Banner de Buda.

de Osamu Tezuka

Editora: JBC | Licenciante: Kodansha | 8 volumes | Concluído no Japão | 1972-1983

Previsão de lançamento: em definição.

O enredo nos apresenta ao príncipe Siddartha, um jovem de saúde frágil que cresceu no luxo de Kapilavastu, aos pés das montanhas do Himalaia. Sua mãe Maya morrera quando ele tinha apenas sete dias de vida e, por isso, o recém-nascido é levado para viver com o tio. Aos 16 anos, o ainda jovem se casa com Yasodhara, com quem tem um filho, Rahula.

Mas é depois de vivenciar problemas como a pobreza, a fome e injustiças sociais, que Siddartha decide sair em busca de respostas para compreender o verdadeiro sentido da vida.

Publicado pela primeira vez entre 1972 e 1983, pela japonesa Ushio Shuppan, o mangá shounen já esteve no Brasil entre 2005 e 2006, quando a Conrad lançou a edição completa em 14 volumes. Dessa vez, o título virá no formato JBC BIG, com mais de 300 páginas por edição e um total de 8 volumes. As dimensões serão as mesmas de Ghost in the Shell, 17 x 24 cm, com periodicidade bimestral.

Daqueles mangás considerados essenciais na história dos quadrinhos, Buda ostenta a impressionante marca de 20 milhões de cópias em circulação, além de ter vencido o prêmio Eisner — o mais importante para HQs — em 2004 e 2005, na categoria “Melhor Publicação Estrangeira nos EUA”.


#3. Cavaleiros do Zodíaco: Episódio G

Saint Seiya Episode G

Imagem: Banner de 'Episódio G'.

de Megumu Okada, com base no Saint Seiya de Masami Kurumada

Editora: NewPOP | Licenciante: Akita Shoten | 20 volumes | Concluído no Japão | 2002-2013

Previsão de lançamento no Brasil: em definição.

Episódio G foi o primeiro mangá da franquia seriado “fora das mãos” de Masami Kurumada, criador da série, e fora da Shueisha, pela editora Akita Shoten. Com autoria de Megumu Okada, a história narra os eventos ocorridos entre a fuga de Aiolos e o início da série clássica, focando no Santuário e em Aiolia (ou Aioria) de Leão e a batalha contra os Titãs (da mitologia grega).

Depois de tudo o que marcou a produção de Episódio G e de sua passagem no Brasil (o que pode ser conferido detalhadamente neste texto nosso), além do peso que a franquia carrega por si só, é certamente um dos mais esperados por muita gente.

Assim como a edição antiga, a republicação será fechada em 20 volumes em tankobon, com cerca de 200 páginas. Mas, no anúncio, Júnior deixou entendido que o Volume 0 (também conhecido como “volume do Aiolos”) também viria para cá, então seriam 21 volumes.

A série chegou a figurar nossa lista de mangás mais aguardados do ano passado, mas acabou tendo seu lançamento atrasado. Chegará em 2022.


#4. Nausicaä do Vale do Vento

Kaze no Tani no Nausicaä

Imagem: Banner de 'Nausicaa'.

de Hayao Miyazaki

Editora: JBC | Licenciante: Tokuma Shoten | 7 volumes | Concluído no Japão | 1982-1994

Previsão de lançamento no Brasil: em definição.

Da lista de mangás cancelados pela Conrad, Nausicaä sempre foi um dos que o leitor brasileiro mais teve o desejo de ter completo na estante. Com a descontinuação oficializada em 2013, quase cinco anos depois da publicação do 5º volume, a antiga editora ficou a dois tomos e finalizar a publicação, tarefa que agora ficará com a JBC.

Conhecido pela aclamada animação do estúdio Topcraft (depois considerada um dos embriões da filmografia do Ghibli), a negociação para trazer Nausicaa de volta ao Brasil levou cerca de dez anos. De acordo com Marcelo Del Greco, supervisor de conteúdo da JBC, representantes da editora da Vila Mariana teriam ido pessoalmente à porta do Ghibli no Japão, recebendo várias negativas até a abertura de um acordo.

A trama é ambientada em um cenário pós-guerra, onde os humanos e o ecossistema foram dilacerados. Nausicaä é a princesa do Vale dos Ventos, um dos pequenos vales onde vivem os sobreviventes. Ela tem o poder de “sentir a floresta” e parte em uma jornada para um lugar onde uma vegetação que exala gases venenosos surgiu, um ambiente onde apenas insetos gigantes e seres conhecidos como Ohmu sobrevivem.

Assim como Episódio G, a criação de Hayao Miyazaki também esteve na nossa lista do ano passado, mas ainda não chegou. A editora brasileira comenta vez ou outra em sua série de vídeos no YouTube, o “JBC Bits”, que as etapas de aprovação do material são bem mais demoradas do que o habitual, algo que nos lembra o próximo título dessa lista…


#5. Sailor Moon Eternal Edition

Edição de colecionador de Sailor Moon

de Naoko Takeuchi

Editora: JBC | Licenciante: Kodansha | 10 volumes | Concluído no Japão | 1991-1997

Previsão de lançamento: em definição.

Sailor Moon tem algumas coisas em comum com Nausicaä, do ponto de vista da negociação da JBC com as licenciantes japonesas. Assim como o mangá de Miyazaki, a obra de Naoko Takeuchi teve tratativas extensas e levou por volta de 10 anos para que os direitos fossem concedidos à editora brasileira, que enfim trouxe o título em 2014.

Como se sabe, a edição original de Sailor Moon publicada no Japão foi fechada em 18 volumes em tankobon, o tradicional formato japonês de 200 páginas. Já a 1ª edição publicada por aqui pela JBC teve como base uma reedição concluída em 12 volumes, com mais páginas por volume do que a versão em tanko. A editora também lançou os 2 volumes de Sailor Moon: Short Stories e de Sailor V, história que deu origem a Sailor Moon.

Agora, os fãs brasileiros das mais famosas personagens do segmento mahou shoujo vivem a expectativa pelo lançamento da edição de colecionador – Sailor Moon Eternal Edition –, completa em 10 edições com quase 400 páginas por número e novas ilustrações de capa.

Na história, Usagi Tsukino é uma estudante de 14 anos, chorona e que não vai muito bem na escola. Um dia ela se encontra com uma gata falante e recebe poderes para se transformar em Sailor Moon, uma heroína que luta pela justiça. Outras Sailors, com poderes inspirados nos planetas do sistema solar, juntam-se com o tempo, formando uma equipe de guerreiras.

No Brasil, o grande responsável pela popularização da obra de Naoko Takeuchi no país foi primeiro animê produzido pela Toei Animation, exibido por aqui em 1996 pela extinta Rede Manchete. A série retornou à TV em 2000, pelo Cartoon Network, a partir da temporada Sailor Moon R. Todas as fases seguintes, nomeadas como SSuper S e Stars, foram exibidas pela emissora paga. Sailor Moon R também teve uma rápida passagem pela TV Record, sendo exibido dentro do infantil Eliana & Alegria. Alguns episódios das fases R e S foram lançados em DVD, enquanto a primeira temporada teve alguns episódios lançados em VHS.

Em 2014, a Toei produziu Sailor Moon Crystal, um remake animado mais próximo à história do mangá. A série foi exibida por aqui via Crunchyroll, com legendas em português. Em 2021, uma nova animação — inclusive, sob o título de Sailor Moon Eternal — foi lançada pela Toei na Netflix (confira aqui a nossa crítica).

A nova edição do mangá foi anunciada em julho de 2019, no Anime Friends, e seu lançamento era prometido para aquele ano mesmo, mas cá estamos, quase 3 anos depois… De acordo com a JBC, as aprovações são o grande problema. Cores, tratamento de imagem, capas… tudo isso é acompanhado de perto pela Naoko, que faz questão de observar tudo muito minuciosamente.


#6. Neon Genesis Evangelion: Collector’s Edition

Edição de colecionador de Neon Genesis Evangelion

Imagem: Banner de Evangelion.

de Yoshiyuki Sadamoto, baseado no animê da GAINAX dirigido por Hideaki Anno

Editora: JBC | Licenciante: Kadokawa Shoten | 7 volumes | Concluído no Japão | 1994-2014

Previsão de lançamento: em definição.

Com 26 episódios produzidos pelo estúdio GAINAX, a série Neon Genesis Evangelion (Shin Seiki Evangelion) foi ao ar no Japão entre 1995 e 1996, adquirindo uma fama gigantesca por ter um “tom” bem diferente dos animês exibidos até então, sendo um marco naquela década e influenciando diversas obras.

Dirigida por Hideaki Anno, a trama pós-apocalíptica de Evangelion foca no personagem Shinji Ikari, um adolescente recrutado por seu próprio pai para ser o piloto de um EVA – um bio-robô gigante. Os EVAs, controlados pela organização NERV, são sempre movidos por adolescentes, como forma de combater ameaças alienígenas conhecidas como Angels, a fim de impedir outra catástrofe como a ocorrida na Terra há 15 anos, evento conhecido como o Segundo Impacto.

Produzido paralelamente à animação e ilustrado pelo designer de personagens do animê (Yoshiyuki Sadamoto), o mangá baseia-se nos eventos do animê e foi publicado originalmente pela japonesa Kadokawa Shoten, entre 1994 e 2014.

O título já teve dois formatos no Brasil. A primeira publicação foi lançada parcialmente em meio tanko (cerca de 100 páginas, metade de um original japonês) pela Conrad, até o volume 20, entre 2001 e 2007.

Após o cancelamento na antiga casa, a JBC conseguiu “herdar” os direitos da obra e continuou a coleção interrompida pela Conrad, além de publicar também no formato padrão, o tankobon – aproximadamente 200 páginas –, à época nomeada Neon Genesis Evangelion: Edição Especial. Dessa forma, a série foi encerrada por aqui em 2014, com direito a lançamento simultâneo com o Japão dos 2 volumes finais.

7 anos depois, a JBC traz agora uma edição de colecionador, inspirada na edição japonesa de 2020 chamada Neon Genesis Evangelion: Collector’s Edition. Com formato 2 em 1, a coleção será completa em 7 volumes.


#7. Bleach Remix

Edição especial de Bleach

Imagem: Banner de Bleach.

de Tite Kubo

Editora: Panini | Licenciante: Shueisha | 26 volumes | Concluído no Japão | 2001-2014

Previsão de lançamento: em definição.

A Panini conseguiu encontrar um timing para republicar Bleach no Brasil. Muita gente pedia, muita gente já havia entregado os pontos, mas alguns acontecimentos no ano de 2021 repuseram a série de Tite Kubo em evidência no mercado global.

O primeiro deles foi o lançamento de um capítulo especial do mangá na plataforma oficial da Shueisha, o MANGA Plus, em agosto do ano passado, que sugere, ao seu final, uma continuação da história. Já em dezembro surgiram rumores de que havia planos para a adaptação em animê de uma fase inédita do mangá (lembre-se que os episódios produzidos pelo estúdio Pierrot cobriram apenas 54 dos 74 volumes da história original de Kubo).

Embora não haja qualquer nova informação sobre uma possível continuação do mangá, a informação a respeito de novos episódios do animê se confirmou durante a Jump Festa, semanas atrás, num painel feito em comemoração aos 20 anos da franquia.

A obra de Tite Kubo foi publicado na revista semanal Shounen Jump de agosto de 2001 até agosto de 2016. No Brasil, o mangá já havia sido publicado por completo pela mesma Panini em formato físico, entre 2007 e 2017, com alguns volumes também disponíveis em ebook.

A série narra a história de Ichigo Kurosaki, um adolescente que sempre entra em brigas e acaba se descobrindo dotado de um dom sobrenatural: ele consegue ver e sentir a presença de espíritos, na trama os chamados “hollows”. Em um dia, Ichigo se depara com a ceifeira de almas Rukia Kuchiki que lhe “empresta” parte de seus poderes para que Ichigo possa ajudar sua família.

Com esse novo formato, que é quase um 3-em-1, a editora tentará, além de atrair os fãs que viveram os anos de glória de Bleach, quando a obra despontou como um medalhão da Jump e tomou conta da cena brasileira de animê e mangá dos anos 2000, alcançar potenciais leitores, já que a instituição shounen de lutinha nunca perdeu sua força por aqui.

Será que em breve voltaremos a ver os eventos de animê tomados por cosplays de Rukia, portadores de espadas gigantes e afins? O chapéu do Urahara voltará para o vestuário dos fãs de mangá do Brasil (tomara que não)? É o que vamos saber em breve.

Os novos episódios do animê serão exibidos a partir de outubro e já há um trailer oficial disponível no YouTube.


#8. One Piece 3-em-1

Imagem: Banner de One Piece.

de Eiichiro Oda

Editora: Panini | Licenciante: Shueisha | 33 volumes | Em andamento no Japão | 1997~

Previsão de lançamento: em definição.

Para fechar a lista, o pedido mais insistente de 2021 finalmente foi atendido e, a partir desse ano, a Panini irá relançar o mangá de One Piece. A verdade é que essa será a segunda vez que a obra será relançada por aqui.

Isso porque, no Brasil, o mangá foi publicado pela primeira vez no formato “meio-tanko” pela Conrad Editora, que interrompeu a publicação na 70° edição (correspondente à 2ª parte do volume 35 no original japonês). Em 2012, a série foi reestabelecida pela Panini, seguindo o formato original japonês, e atualmente já está praticamente encostada com os volumes japoneses (por lá, o 101º tomo acabou de sair).

E parece absurdo dizer, hoje, que por um bom tempo a criação da vida de Eiichiro Oda teve pouca sorte no Brasil. Sua passagem pela bancas brasileiras via Conrad foi completamente esquecível, vítima da quase nula divulgação da obra (também não havia, como hoje, as facilidades das redes) e da falência da editora.

Nem Naruto, provavelmente a mais popular franquia japonesa de mangás (calma, fãs da Nintendo!) no Brasil, foi capaz de trazer One Piece na sua esteira, o que costuma acontecer quando determinados tipos de produto fazem sucesso. A exibição do animê em versão cheia de cortes no SBT, em 2008, e a pouca quantidade de episódios dublados pouco ajudaram a impulsionar a marca (se é que o abacaxi da 4Kids não atrapalhou).

Mas estamos agora em novo momento, com o passar do tempo One Piece se tornou a franquia mais vendida da história dos mangás, teve nova dublagem do animê lançada na Netflix (com direito a novos episódios dublados) e vem vivendo uma espécie de lua de mel com os fãs brasileiros. Com algum atraso, a Panini enfim decidiu aproveitar o novo hype formado em torno do bando do chapéu de palha e tomou coragem de recolocar a série no mercado, mas invés de uma reimpressão dos volumes esgotados (quase todos), a editora preferiu o lançamento de uma nova edição – baseada no formato 3-em-1 da americana Viz.

Na história desse fenômeno dos quadrinhos, acompanhamos as aventuras do pirata Monkey D. Luffy e de sua tripulação, os Chapéus de Palha, que navegam o mundo à procura do “One Piece”, o tesouro perdido do antigo Rei dos Piratas, Gol D. Roger, enquanto enfrentam diversos outros piratas que possuem o mesmo objetivo e, é claro, o Governo Mundial.

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