imagem: personagem Spielvan ao lado de seu boneco produzido pela Glasslite

JBoxTBT | Em 1991, a Gasslite reciclava os bonecos de ‘Jaspion’ para fazer os de ‘Spielvan’

Série tokusatsu chegou por aqui forçando um marketing de continuação do fenômeno, usando o título de “Jaspion 2”.

O sucesso comercial das séries Jaspion e Changeman após a estreia na extinta Rede Manchete, a partir de 1988, fez o empresário Toshihiko Egashira, o sr. Toshi, investir em mais produções do gênero tokusatsu. Flashman, que estreou no Brasil já no ano seguinte, evidenciou que investir nesse nicho era um bom negócio na época e dessa forma outras empresas foram ao Japão buscar seus enlatados — gerando o grande boom do tokusatsu em nosso país na virada dos anos 1980 para 1990.

Junto à Toei Company, Toshi assegurou 4 novas produções para trabalhar em nosso país: Metalder, Kamen Rider Black, Maskman e Spielvan. Esta última era uma grande aposta pessoal do empresário para reeditar o êxito de Jaspion, dada a semelhança visual das séries – que fazem parte da linha chamada de Metal Hero.

Imagem: capa do disco Jaspion II
Capa do disco ‘Jaspion II’, apresentando uma montagem de Spielvan com Japsion | Foto: Adriano Almeida

Planejada para estrear em 1990, a série teve suas fitas retidas pela alfândega brasileira e a demora no desembaraço fez com que o herói fosse lançado apenas em 1991 na Rede Manchete. O projeto contou com o apoio da fabricante de brinquedos Glasslite, e forçadamente foi batizado de Jaspion 2 – Spielvan para tentar deslanchar o licenciamento e chamar atenção para o novo herói.

Mesmo antes da estreia da série na TV, a gravadora RGE lançou um LP com uma arte de capa que apresentava Spielvan e Jaspion reunidos. Com músicas adaptadas de canções originais da série, uma única canção adaptada de Jaspion e estranhamente duas “perdidas” de Kamen Rider Black

A Glasslite possuía um peculiar processo de reciclagem de moldes de brinquedos. Dessa forma a empresa lançava muitos produtos com a marca de determinada série, mesmo que estes não fizessem parte de uma linha original japonesa. Em resumo, bastava uma embalagem bonita (e nisso a empresa caprichava) e uns adesivos baratos para qualquer carrinho ou moto de fricção se tornar um desejável item de consumo infantil.

Imagem: página de catálogo da Glasslite mostrando brinquedos do Spielvan

Foi assim que Spielvan teve o seu ‘Slice Car’ (um carrinho vermelho de fricção, originalmente preto e parte da coleção da série de TV Super Máquina); o ‘Megatank’ (reciclagem de um item da coleção do filme Rambo); uma novo moto genérica chamada Bleid Moto (da coleção Moto Laser) e o pitoresco monstro ‘Demon’. Este último nasceu a partir do molde do personagem Abutre, da coleção ThunderCats.

Vale mencionar que repetiram a mesma “técnica” que deu origem ao boneco “Jaspion Série Luxo”:  repintaram o corpo do molde do boneco do Robocop, dando origem ao “Spielvan Série Luxo”. Já o boneco mais simples, em vinil, era o mesmíssimo de Jaspion repintado com as cores do Spielvan.

Nada mais anos 1990 que isso no Brasil, ao lado dessas empolgantes propagandas que realizavam para faturar em cima dos heróis japoneses que eram sensação em praticamente todos os canais de TV.


No Instagram

Pela hashtag #JBoxTBT, publicamos lembranças como essa semanalmente em nosso Instagram. Acompanhe por lá pelo @jboxbr!

Publicidade
close