Imagem: Dawn em contest no trailer do jogo.

Brilliant Diamond & Shining Pearl: O que fazer ao voltar para Sinnoh dos tempos atuais? | Artigo

Você já venceu a liga, já salvou o mundo… e agora? Que tal lutar com gente mais forte e ser um arqueólogo e coreógrafo no contraturno?

Não tem DLC para Brilliant Diamond & Shining Pearl mas tem pro meu texto! Se você não leu a crítica do jogo, recomendo dar uma olhadinha antes aqui porque nesse texto só vou falar do que está além da estrutura básica de coletar insígnias, derrotar a liga e salvar o mundo (não necessariamente nessa ordem) que os jogos seguem.

Primeiro vamos visitar duas opções que até poderiam estar no texto anterior, mas preferi deixar pra depois porque são buracos sem fundo de tempo: os Contest e o Grand Underground. Pra quem não sabe, os Contest surgiram na terceira geração como uma outra forma de competição: ao invés de botar os pokémon pra brigar eles disputam quem usa os ataques mais bonitos. É tipo o Se Vira Nos 30 do mundo Pokémon.

Na quarta geração isso toma proporções ainda maiores. Além de performar, seu pokémon tinha que se vestir e dançar como se estivesse numa mistura de São Paulo Fashion Week com Dança dos Famosos.

Imagem: Tela japonesa de Contest no jogo original.
Haha, olha o Munchlax de óculos e barba lá em 2006.

Reparem que eu disse tinha. Porque em Brilliant Diamond e Shining Pearl, os Contest foram alterados para uma simples performance de dança em grupo. Tudo que importa agora é a decoração da sua pokébola com Stickers que você ganha ao longo do jogo e a sua capacidade de jogar um jogo de ritmo.

Nem mesmo os ataques dos pokémon fazem tanta diferença já que não são mais divididos pelos estilos dos Contest. Do pouco que alteraram no jogo, essa definitivamente foi a pior e a mais sem sentido. Vocês não sabem como eu queria botar uma cartola e um bigodinho em 3D nos meus pokémon…

Imagem: O Contest atual com barrinha de movimentos.
Dessa vez é só um Guitar Hero com um ataque pra alterar a percepção da platéia.

Por outro lado o Grand Underground recebeu uma melhora incrível: agora há pequenas salas com espécies que não são encontradas na superfície. Isso não só ajuda a mitigar o problema da quase inexistência do tipo fogo (se você não escolheu Chimchar, a única opção até o post-game é a Ponyta), como facilita o acesso a pokémon mais fortes e até com outras habilidades.

Imagem: O Grand Underground.
Finalmente não vou ficar triste por escolher o Piplup no começo.

Como nem tudo são flores, as Secret Bases sofreram uma redução no seu escopo. Não existe mais a brincadeira de pega-bandeira nem as armadilhas, notas musicais e outras decorações dos jogos base, o que tira muito da customização que as bases sempre tiveram.

Agora, só podemos colocar estátuas de pokémon, na versão normal e na versão brilhante (a estátua é brilhante, não é uma estátua de pokémon shiny) que servem para aumentar a aparição de pokémon de certos tipos nas salas do Underground. É mais funcional e até dá pra customizar um pouco a base, mas que saudades de prender os amiguinhos no chão com uma armadilha na porta…

Imagem: Estátuas de BDSP.
Pelo menos as estátuas são bem bonitas né.

Se você jogou os jogos originais em um DS ou DS Lite, lembra que havia um lugar chamado Pal Park por onde você poderia transferir e capturar seus pokémon de jogos anteriores. Deve ter notado também que não existe uma entrada de GBA no Switch.

Felizmente os devs também perceberam isso e transformaram o Pal Park no Ramanas Park, local que agora serve para resolver o grande problema que é o acesso ao enorme número de pokémon lendários. Aqui você encontra várias salas com um pedestal para colocar as respectivas tábulas, que são trocadas por itens encontrados escavando o Grand Underground depois de vencer a liga.

Imagém: Tábula do jogo original.
O design de cada tábula remete ao cartucho do jogo original daqueles pokémon, o que é um aceno muito legal para o nosso sentimento nostálgico.

Toda essa ideia é muito legal, as tábulas tem um design incrível e, em tese, são um ótimo facilitador para coletar tantos lendários. Digo isso porque é consideravelmente difícil encontrar tantos mystery shard, principalmente os maiores, para trocar pelas tábulas certas. Ainda assim é uma ideia interessante e, já que escavar é uma das coisas mais divertidas desse jogo, uma hora ou outra você vai conseguir encontrar tudo que precisa.

Imagem: Fase de Mystery Shard.
Foi muita sorte eu ter achado um Mystery Shard grande e um pequeno na mesma parede.

Por fim, vamos falar de batalhas, afinal é disso que vive o mundo pokémon. Primeiro uma adição em relação aos jogos base, todos os líderes de ginásio querem uma revanche depois que você vence a liga. A diferença é que dessa vez todos têm times muito mais fortes, com pokémon ao redor do nível 70, com IVs e EVs completos e centrados em estratégias bastante competitivas. Se você suou em alguma batalha ao longo da história, vai suar dez vezes mais agora.

Além das revanches, o verdadeiro post-game se concentra em subir a Battle Tower (mais uma vez não tivemos uma Battle Frontier) onde mais uma vez temos partidas dificílimas contra Palmer, o líder da Battle Tower e pai do nosso rival, que também aparece com times competitivos, estratégicos e bem treinados.

Imagem: Database de pokémons.
Não que eu vá reclamar de quem usa lendário, isso é papo pra outro texto, mas o time dele tem até itens de redução de dano e stats competitivos! | via Bulbapedia.

Definitivamente a Battle Tower é um desafio para quem não está tão acostumado a planejar estratégias para o seu time, então aproveite para dar uma olhada em alguns guias competitivos tanto para batalhas 1×1 e 2×2 (e, nas batalhas em dupla, vem conhecer o mundo das partidas oficiais no VGC!).

É claro que Brilliant Diamond e Shining Pearl não agradaram a todo mundo, mas repito o que disse antes: a ideia sempre foi ser extremamente fiel aos jogos originais e, em grande parte, isso foi mantido também além da história. Por outro lado, esses “extras” com certeza serviram pra alongar e muito a nossa diversão ao redor de Sinnoh, ainda até Legends Arceus aparecer para nós!


Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl estão disponíveis exclusivamente para Nintendo Switch desde 19 de novembro de 2021. Os jogos não contam com localização em português, assim como a maioria dos games da franquia. Confira nossa resenha aqui.


O texto presente neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.

Publicidade
close