Imagem: Pôster promocional de PACIFIC RIM THE BLACK em padrão de capa de resenha do JBox.

Crítica | Círculo de Fogo: The Black

Série animada expande a mitologia dos filmes da franquia e insere novos elementos que dão mais impressão de “terra arrasada” e um toque de fantasia e suspense.

Círculo de Fogo (Pacific Rim) estreou em julho de 2013 e já chamava atenção pela clara referência a dois elementos do gênero tokusatsu: mecha (robôs gigantes) e kaiju (monstro gigante). Com distribuição da Warner Bros. e produção da Legendary Pictures (a mesma de GodzillaKong: A Ilha da Caveira e outros filmes da saga MonsterVerse), o primeiro filme foi dirigido pelo mexicano Guillermo del Toro, que cresceu assistindo clássicos do gênero tokusatsu como UltramanRobô Gigante e Spectreman.

O segundo filme, Círculo de Fogo: A Revolta (Pacific Rim: Uprising), veio em março de 2018, desta vez com distribuição da Universal Pictures e del Toro na equipe de produção (a direção ficou a cargo de Steven S. DeKnight, o mesmo da série de TV Spartacus).

Círculo de Fogo vai completar uma década em 2023 e ainda é uma franquia pequena, contando com o game de 2013 (derivado do primeiro filme) e mais recentemente com o animê Círculo de Fogo: The Black (Pacific Rim: The Black), que estreou em 4 de março de 2021. A primeira temporada teve apenas 7 episódios e uma segunda temporada estreou recentemente, em 19 de abril, com mais 7 episódios, encerrando a série – ambas com o selo de exclusividade da Netflix.

Imagem: Os dois Taylor e Hayley, conforme descrição abaixo.
Os irmãos Taylor e Hayley no cockpit de Atlas Destroyer | Foto: Divulgação/Polygon Pictures

The Black se passa anos depois dos eventos de A Revolta e gira em torno dos irmãos adolescentes Taylor e Hayley Travis, que são filhos de um casal de pilotos de um Jaeger (termo alemão que significa “caçador”, designado para os robôs gigantes da franquia) chamado Hunter Vertigo e que desapareceram após uma batalha contra um Kaiju.

Um dia, Hayley descobre um Jaeger de treinamento (portanto, sem armas), Atlas Destroyer, e junto com Taylor parte em busca de seus pais. Só que a jornada é extremamente perigosa e mal sabem os desafios que devem enfrentar pela frente. Os irmãos Travis contam com o auxílio de Loa, a inteligência artificial de Atlas Destroyer e conhecem o misterioso Garoto (que não fala uma palavra) e a mercenária Mei.

O animê tem um pouco mais de carga dramática que os dois filmes, pois explora mais a relação e o drama dos personagens. Ainda assim, reserva boas doses de ação e muita reviravolta. Mas nem tudo é perfeito. The Black acaba jogando muitas informações na primeira temporada – dentre elas, uma breve e justa referência a um importante personagem do primeiro filme – e algumas questões são respondidas na segunda temporada. Outras acabam ficando com a ponta solta mesmo, talvez pela quantidade de episódios de cada temporada.

Quanto à animação em 3D da Polygon Pictures, segue o mesmo “modelo” do animê ULTRAMAN, por exemplo. Tem uma ótima qualidade, mas peca em alguns movimentos, que ficam mais “quadrados”. O que felizmente não acontece nas batalhas entre Jaeger e Kaiju, que exige mais detalhes nas cenas de ação.

Imagem: Duelo de gigantes, conforme descrição abaixo.
Atlas Destroyer medindo forças com um Kaiju | Foto: Divulgação/Polygon Pictures

A série animada expande a mitologia dos filmes da franquia e ainda insere novos elementos que dão mais impressão de “terra arrasada” e um toque de fantasia e suspense. Pode não ser um estrondoso sucesso da Netflix, mas ainda assim chama atenção de uma parcela de público ávido por séries japonesas e filmes-catástrofe.

É um bom começo para Círculo de Fogo numa plataforma de streaming. Não é impossível que um novo animê surja num futuro próximo, aproveitando as poucas questões que ficaram sem resposta nesta série e explorando ainda mais o cenário pós-apocalíptico da franquia.

No geral, Círculo de Fogo: The Black é um animê muito bom. A primeira temporada pode ser apressada no desenvolvimento de personagens, mas tal problema é compensado na segunda. Vale a pena acompanhar para ver o resultado final dessa aventura. E é praticamente impossível não ficar na ponta do sofá e roendo as unhas, principalmente com os novos episódios.

PS: A versão brasileira foi realizada pelo estúdio paulista UniDub e fica o destaque para Lucas Gama, a voz de Koji Kabuto em Mazinger Z, interpretando Taylor, seu segundo personagem piloto de robô gigante.


O texto presente neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.

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