Imagem: Jaspion e Kamen Rider Black em montagem.

Sato Company: Exposição com acervo de ‘Jaspion’, ‘Kamen Rider Black’, entre outros acontece em São Paulo

Materiais estão em exposição no recém-inaugurado Museu Histórico da Imigração Japonesa.

Na última quarta-feira (22), foi inaugurado em São Paulo, mais precisamente no bairro da Liberdade, o Museu Histórico da Imigração Japonesa. No nono andar, acontece uma exposição dedicada às influências culturais que o Japão teve no Brasil, desde a década de 1950 até os dias de hoje, através de mangás, cosplays e especialmente produções japonesas para cinema e TV.

A distribuidora Sato Company disponibiliza parte de seu acervo para a exposição, como raras edições de mangás, rolo 35mm da película original do filme Akira (1988), capacetes originais dos heróis das séries Cybercop (1988) e Kamen Rider Black (1987), action figures originais, armaduras de tokusatsu de Jaspion (1985), Jiraiya (1988) e Kamen Rider Black.

Imagem: Foto do Sato e do Egashi em frente a manequins dos herois.
Os licenciadores Nelson Sato e Toshihiko Egashira | Foto: Divulgação/Sato Company

Segundo a Sato Company, uma das armaduras originais de Jaspion, utilizada na série de TV, foi cedida pela Toei Company e em breve estará na exposição – no caso, é a mesma que esteve na CCXP 2019. Curiosamente, as armaduras que estão em exposição atualmente foram feitas pelos cosmakers Marcelo Robocop, Junior Lepard, Wagner Alves e Luciano Santana.

Para divulgar a exposição de tokusatsu no Museu, a Sato Company lançou dois vídeos nesta sexta (24) com a participação de Nelson Sato, CEO da distribuidora. Em um deles está Toshihiko Egashira, o primeiro licenciador de Jaspion e Kamen Rider no Brasil, nos anos 80 e 90. Veja:


Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

Local: Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – Centro de São Paulo

Visitação: terça a domingo, das 13h às 17h

Entrada: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia); gratuita às quartas-feiras;

Mais informações: www.bunkyo.org.br/br/museu-historico


Fonte: Release de imprensa


Jaspion

Imagem: O Jaspion.
Foto: Divulgação/Toei

Produzida em 1985 pela Toei Company, a série O Fantástico Jaspion (Kyoju Tokusou Juspion) foi o 4º segmento da franquia conhecida como Metal Hero, inaugurada com a trilogia dos policiais do espaço Gavan (1982), Sharivan (1983) e Shaider (1984). Narra a saga do órfão Jaspion, que recebe a missão de lutar contra o império do temido Satan Goss. Ao lado da androide Anri e da monstrinha Miya, Jaspion chega à Terra para procurar as crianças que possuem o poder de encontrar o Pássaro Dourado, um ser mítico que teria a chave para a vitória contra o mal.

Em 22 de fevereiro de 1988 a série estrearia na programação da extinta Rede Manchete, iniciando ao lado de Changeman um verdadeiro “boom” de heróis japoneses na TV brasileira. Ícone de uma geração, virou referência do tokusatsu por aqui, sendo sem dúvidas o maior sucesso comercial do gênero no país.

Nos anos 1990, Jaspion foi reprisado nas emissoras Record e CNT/Gazeta. Em 2009, a Focus Filmes lançou a série completa em duas boxes de DVD. Entre 22 de março e 13 de setembro de 2020, Jaspion foi reprisado nas manhãs de domingo da Band, junto com Changeman e Jiraiya.

Um mangá brasileiro oficial, intitulado como O Regresso de Jaspion, foi publicado pela Editora JBC em outubro de 2020 (leia nossa resenha aqui).

Saiba tudo sobre a série em nossa matéria especial.


Jiraiya

Foto: Divulgação/Toei

Um dos maiores sinônimos dos heróis japoneses em nosso país, Jiraiya: O Incrível Ninja foi a sétima série Metal Hero. Produzida pela Toei Company em 1988, conta as aventuras do jovem Toha Yamashi, aprendiz da arte ninja de Togakure, ensinada por seu pai adotivo Tetsuzan, que representa a 34ª geração do clã. A Família Yamashi é a legítima defensora da inscrição que revela o paradeiro de Pako, uma miraculosa cápsula do espaço originada de uma civilização mais avançada que a Terra. Porém, os Yamashi detém da primeira metade da inscrição. A outra metade foi roubada por Dokusai, chefe da Família de Feiticeiros. Começa assim a disputa por Pako, mas ninjas de vários países também entram nesta guerra pelo tal tesouro.

Entrando no embalo do sucesso de séries tokusatsu como JaspionChangeman e Flashman, a distribuidora Top Tape trouxe Jiraiya para o Brasil. A estreia aconteceu no dia 2 de outubro de 1989, junto com Lion Man, no programa Cometa Alegria, da extinta Rede Manchete. Ganhou uma última reprise pela mesma emissora em dezembro de 1998, dando adeus à TV brasileira no final de outubro de 1999, quando a Manchete se encontrava em transição para a RedeTV!. Na ocasião, Jiraiya estava licenciado pela Tikara Filmes.

A série se tornou um cult entre os fãs de tokusatsu. Os atores Takumi Tsutsui (Toha/Jiraiya) e Takumi Hashimoto (Manabu) já estiveram no Brasil para participar de eventos de cultura pop, passando recentemente pelas edições paulista e carioca do Anime Friends.

A série foi lançada em DVD pela Focus Filmes no ano de 2009.

Entre 22 de março e 13 de setembro de 2020, Jiraiya foi reprisado nas manhãs de domingo da Band, junto com Jaspion e Changeman. Todos os 50 episódios foram exibidos nesta última exibição.

Em dezembro de 2021, a Editora JBC anunciou a publicação do mangá nacional de Jiraiya: O Incrível Ninja. A previsão de lançamento é para 2023, ano em que a série clássica completa 35 anos de estreia no Japão.


Kamen Rider Black

Foto: Divulgação/Toei

Kamen Rider Black foi exibido pelas emissoras japonesas TBS e MBS, de 4 de outubro de 1987 a 9 de outubro de 1988, totalizando 51 episódios (e mais dois para o cinema). Sendo a oitava série da franquia dos motoqueiros mascarados, a proposta inicial era ser um “marco zero”. Ou seja, um novo começo e sem relação com seus antecessores (mas essa ideia logo foi descartada).

A trama envolve os irmãos adotivos Issamu Minami (Kotaro Minami) e Nobuhiko Akizuki, que nasceram durante um eclipse solar e foram destinados a disputarem pelo título de Imperador Secular do satânico Império Gorgom. No dia em que completaram 19 anos, Issamu e Nobuhiko foram submetidos a uma metamorfose para se tornarem Black Sun e Shadow Moon, respectivamente. Apenas Issamu consegui escapar, mas adquiriu superpoderes. Como Kamen Rider Black, o jovem enfrenta os monstros da semana enviados pelos sacerdotes de Gorgom. O nascimento de Shadow Moon marca o início da fase final da série, marcada pela morte e ressurreição do “homem mutante”.

No Brasil, a série foi exibida pela extinta Rede Manchete, que em 1995 também exibiu a sua continuação, Kamen Rider Black RX (de 1988). Issamu Minami ganha novos poderes e passa a enfrentar os invasores espaciais do Imperio Crisis. Durante a trama, RX ganha duas formas: Robo Rider e Bio Rider. Black RX foi adaptado nos EUA para o bizarro Saban’s Masked Rider, que foi exibido no Brasil pelo extinto canal pago Fox Kids, ao mesmo tempo que a versão original era exibida na TV aberta. Atualmente os direitos de Black RX estão expirados desde quando a Disney era a detentora de Power RangersVR Troopers e Beetleborgs na década de 2000.


Sobre Akira

Foto: Divulgação/Toho

Criado em 1982 por Katsuhiro Otomo, AKIRA surgiu como mangá nas páginas da revista Young Magazine, sendo finalizado em 1990. Em 1988, em meio à produção das histórias em quadrinhos, o longa-metragem animado foi lançado nos cinemas japoneses, impactando para sempre a indústria e impressionando por sua qualidade técnica.

A história apresenta uma Tóquio pós-apocalíptica, consequência de 30 anos que se sucederam de uma III Guerra Mundial. Nesse cenário cyberpunk as gangues de adolescentes são muito comuns e uma delas é composta pelos amigos Kaneda e Tetsuo. Em uma noite de farra comum, Tetsuo sofre um acidente ao se assustar com uma criança de feições envelhecidas. É o ponto onde tudo muda na vida do rapaz, que desperta poderes psíquicos e se torna cobaia de estudos do governo. Como primeira reação, Kaneda tentará resgatar a qualquer custo o seu amigo, mas a barreiras e mistérios envolvidos são bem maiores do que se imagina.

AKIRA foi lançado em cinemas do Brasil pela Sato Company no começo dos anos 1990, aliado ao lançamento do mangá em edição americana (com páginas espelhadas e colorizadas) pela Editora Globo. A Editora JBC publicou a obra em formato original a partir de 2017, finalizando com 6 volumes em 2019.

O filme animado também pode ser visto via streaming pela Netflix, Oi Play e pelo catálogo do Telecine na Globoplay. Há também o aluguel digital na Globo Play e compra digital no iTunes. Em DVD e Blu-ray, foi lançado por aqui pela Focus Filmes. Um novo animê foi anunciado e a versão em 4k do filme deve chegar ao Brasil pela Sato.

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