imagem: foto da capa do volume 1 de Horimiya

Crítica | Horimiya: Um grande romance sempre começa bem | Volume 01 (Panini)

O primeiro volume de Horimiya usa os clichês das comédias românticas e dá largos passos em direção ao relacionamento dos protagonistas sem nada parecer forçado.

Mangás de comédia romântica escolar, em qualquer demografia, costumam seguir fórmulas parecidas, porém várias vezes conseguem contar com um “plus” para se destacarem do resto. Só que existem aqueles que se prendem totalmente na fórmula e conseguem entregar um resultado satisfatório. Entre os vários, talvez um dos que são melhores nisso é um sucesso já antigo entre leitores: Horimiya.

Apesar de ter ganhado uma nova vida por causa da adaptação para animê no ano passado, Horimiya é um sucesso há mais de uma década entre os leitores de mangá. A obra sempre chamou bastante atenção por seu ótimo trabalho com a fórmula de comédias românticas e, depois da animação, finalmente conseguiu a chance de ser publicado no Brasil.

O mangá apresenta uma nova versão de Hori-san to Miyamura-kun, título publicado digitalmente entre 2007 e 2011 por HERO, que também foi responsável pela nova versão, porém as ilustrações ficaram por conta de Daisuke Hagiwara. Foi com essa nova versão que Horimiya começou a brilhar.

imagem: página do mangá
Foto: Talles Queiroz/JBox

Na história, acompanhamos uma clássica situação onde os protagonistas tentam esconder uma certa imagem do público na escola. A protagonista feminina, Kyoko Hori, é uma pessoa extrovertida e cheia de amigos na escola, porém o único foco dela fora do colégio é ser uma dona de casa. Já Izumi Miyamura, protagonista masculino, parece um tanto esquisitão na escola, sendo confundido até mesmo com um otaku (imagina que horror!!), mas na verdade ele é mais parecido com os descolados, usando piercings e tendo tatuagens.

Usando essa premissa, começa a ser criada uma situação de romance entre os dois e, bem, é basicamente isso que o primeiro volume tem a proporcionar aos leitores. Começamos a observar um pouco as relações entre os personagens, incluindo como Hori começa a ter sentimentos por Miyamura, e também pequenos conflitos que surgem na escola, como o fato de Ishikawa, colega de classe dos protagonistas, ser apaixonado por Hori.

Apesar de se pautar bastante nos clichês, Horimiya consegue brincar de formas diferentes com as interações dos personagens, já que tanto Kyoko quanto Izumi lidam bem com situações que normalmente aconteceriam diferentemente se fosse algum outro mangá. Coisas como “beijo indireto” ou a questão dos personagens terem facetas diferentes dentro e fora da escola são abordadas de formas bem menos dramáticas do que normalmente seriam, mas ao mesmo tempo não deixam de ser efetivas para a progressão da relação entre os protagonistas.

imagem: página do mangá
Foto: Talles Queiroz/JBox

O primeiro volume também já tem uma grande naturalidade em tratar situações que contenham uma maior tensão romântica. Sem deixar de lado o clássico desenvolvimento aos poucos, Horimiya consegue dar um passo a frente ao mostrar que, apesar de todo o contexto, os protagonistas ainda são adolescentes com emoções à flor da pele e isso inclui também a questão da curiosidade sexual da idade.

Apesar de dar grandes passos no desenvolvimento da relação amorosa dos protagonistas já no primeiro volume, Horimiya não deixa também de usar bastante as situações cotidianas. Souta, irmão mais novo de Kyoko, acaba sendo o ponto inicial de aproximação entre os personagens principais, o que faz com que surjam várias situações cômicas entre Miyamura e a família da outra protagonista.

Na escola também é bem fofo de ver a aproximação de Miyamura com os amigos de Hori, já que eles percebem a proximidade súbita entre os dois. É bem engraçado e reconfortante também ver que Izumi, aparentemente tão difícil de se aproximar, consegue criar bem rápido relações com outros personagens, até com certa facilidade. Mesmo sem se apoiar em algum drama para a aproximação de personagens, tudo ainda consegue dar aquele acalento gostoso no coração.

imagem: foto do mangá
Foto: Talles Queiroz/JBox

Apesar de não ter um grande momento de destaque, o primeiro volume de Horimiya é bem sólido. O humor brilha na simplicidade, os protagonistas são bastante carismáticos e criam rápido uma relação que conquista a simpatia dos leitores. Apesar dos principais personagens secundários não aparecerem tanto na primeira edição da obra, eles também conseguem dar as caras o suficiente para começarmos a entender um pouco de quem são. Horimiya definitivamente é uma boa pedida.


Confira algumas imagens da edição brasileira pela Panini na galeria abaixo:

 


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Horimiya é publicado pela editora Panini, em uma coleção com 16 volumes programados. Essa resenha foi feita com base no primeiro volume da coleção, enviado pela Panini à redação do JBox como material promocional à imprensa.


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