Beetleborgs – Heróis Por Acaso (B-Fighter / B-Fighter Kabuto)

Beetleborgs – Heróis Por Acaso / Beetleborgs Metallix
Saban’s Big Bad Beetle Borgs / Beetle Borgs Metallix

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=CeiXE60prpY 480 320]

Produção: Saban – Toei Company, 1996
Episódios: 52 (1ª Temporada), 36 (2ª Temporada)

Criação: Haim Saban & Shuki Levy (Baseado nas séries: Jukkou B-Fighter e B-Fighter Kabuto)
Exibição no Brasil: Fox Kids – Globo
Distribuição: Saban International

Última Atualização: 29/03/2009

Depois do fracasso comercial do Masked Rider, a Saban Entertainment traçou duas metas para 1996: revigorar sua franquia de maior sucesso (com Power Rangers Zeo) e tentar mais uma vez emplacar um seriado de apelo infantil. Com o sinal verde da Toei Company (sim, ela também tem culpa no cartório ¬¬’), foi iniciada a produção de mais um enlatado radioativo que duela com o Masked Rider pelo posto de “pior adaptação americana de todos os tempos”.

Constrangedores, os Beetleborgs saíram da cabeça de Shuki Levy, em parceria com um punhado de roteiristas dos Power Rangers. Enquanto a série original japonesa mostrava um grupo de estudantes de ciência vestindo trajes inspirados em insetos, a versão yankee teve a criativa (porém, fedorenta) ideia de colocar 3 pirralhos leitores de uma HQ homônima ao nome da série, encarando ameaças que saíam de um gibi. Interessante? É… Poderia render um produçãozinha no nível de VR Troopers (convenhamos: esse foi até tolerável) se não resolvessem dar um ar de “Goosebumps” na coisa.

Na época de seu lançamento, o programinha que trazia pra tevê histórias adaptadas da famosa série de livros de suspense pra bebês (duvido muito que crianças não se assustavam com aquilo) estava em alta e Levy resolveu inserir elementos “de suspense” para emulsificar a trama fajuta. O resultado foi dos piores, mas como as quinquilharias venderam bem (teve até brinquedinhos naquelas surpresas do Mc Lanche Infeliz, pelas bandas de lá!) a série ganhou mais uma temporada, derretendo a sequência direta da série que a inspirou no Japão (B-Fighter Kabuto). A ideia de heróis vindo de uma HQ, fez com que a série gerasse logo de cara um comics feito pela editora Image nos EUA. Pra tentar chamar atenção pro lixão, inventaram uns crossovers com os Power Rangers Zeo e os Power Rangers Turbo.

Big Bad… Beetleborgs…
Drew, Jo(sephine) e Roland são 3 amigos que num belo dia resolvem ir à velha casa mal-assombrada que tem nas redondezas da cidadezinha de Charterville. O visual externo da casa não convida ninguém pra entrar, mas sabe como são crianças, né? Ao entrarem lá por algum motivo idiota, os guris curiosos tocam um órgão (olha a mente suja, mininu!) e despertam Flubber (não é aquela invenção desmiolada da Disney não, ok?) que você passa a odiar desde o primeiro instante que o vê. Na casa também moram outros monstros imbecis (que parecem com a Turma do Arrepio geneticamente piorada x_x) que fariam os ajudantes da Rita Repulsa parecerem inteligentes. Flubber concede um desejo às crianças como gratidão por tê-lo libertado. Concedendo poderes sobre-humanos pra cada pirralho, as crianças se transformam nos seus heróis favoritos dos quadrinhos: os Beetleborgs! Ô mal gosto…

Mas Flubber arranca não só os Beetleborgs dos gibis. Os arqui-inimigos dos enlatados, os Moltrons, também ressuscitam e passam a causar problemas no mundo real. A partir daí, as crianças se revezam entre a mansão de Flubber e os monstros paspalhos, a loja de gibi da Nana (uma versão tosca vestida de pijama da vó Anastácia do Sítio do Pica Pau Amarelo). Na gibeteria da Nana (que só vende quadrinhos dos Beetlebostas, mas nunca parece que vai falir) a gurizada fica ligada nas novas edições das revistas que são lançadas pra saber que ameaça os Moltrons podem preparar ou que novo brinquedo podem usar. Ridículo, não é?

O trio de asseclas de Vexor (o grande líder dos Moltrons) não consegue criar um plano que preste para destruir os Beetlebostas. A vontade de entrar na tevê e ajudar os vilões é algo fora do comum. O trio composto por Jara, Noxic e Typhus vivem em um cemitério que serve de base para os Moltrons, tal como a mansão mal-assombrada é o “centro de comando” dos heróis. Num dos poucos episódios interessantes da primeira temporada, Vexor cria seu próprio Beetleborg: o Shadowborg, que seria um equivalente a um Shadowmoon na série original japa, B-Fighter. O arco de 6 episódios introduz um novo personagem que não se torna fixo (o Beetleborg Branco, que só dura enquanto o Shadowborg existir) que contribui para destruição desse belo vilão.

No final da primeira temporada ocorre a transição dos heróis de Beetleborgs para a fase Metallix (B-Fighter Kabuto no Japão). Os Moltrons vão ao encontro de Art Fortunes e roubam dele a ilustração de um novo vilão: Nukus. Vexor dá vida ao ser e ele parte pra cima dos heróis. A cidade é atacada por dezenas de monstros derrotados e quando pensamos que a coisa não poderia ficar pior, eles se unem dando vida ao “mataborg” (borgslayer). O trio usa todos seus apetrechos, mas nada surte efeito (viva \o/). Sabe-se lá por qual motivo, de uma hora pra outra os raios bobos se mostram mais eficazes e destroem não só o mataborg, como também Vexor e os bocóltrons – que voltam para HQ de onde saíram. As crianças comemoram junto com seus amigos da Turma do Arrepio, mas eles tinham se esquecido de alguém: Nukus!

Beetleborgs Metallix
A 2ª fase dessa série é a mais obscura de todas. Pipocando personagens, os roteiristas quebraram a cabeça pra abobalizar as histórias originais japas de B-Fighter Kabuto. A temporada começa com Nukus liquidando com os poderes dos Beetleborgs. Ele tenta invandir a mansão, mas os monstros dão um jeito de tapiá-lo (porque nenhum vilão pensou em mandar o barracão pelos ares?). Afim de acabar com a brincadeira, Nukus vai até a prisão local e liberta da prisão Lester Fortunes – irmão malvado de Arthur Fortunes. Ele acaba dando vida a alguns desenhos que estavam na cela do doido, nascendo assim Horribela (a irmã feia traveca da Floribela?! X_x) e Villor. A fim de ajudar a pirralhada, Arthur tem a brilhante ideia de desenhar novas armaduras e equipamentos.

Com a ajuda dos poderes de Flubber, Drew se torna o Chroma Dourado, Jô a Púrpura Platina e Roland o Titanium Prata. Depois desse grande acontecimento, as histórias voltam a rotininha besta da 1ª temporada. Na metade da série, surgem os Astralborgs e os Mantrons – coadjuvantes que parecem ter sido feito de sucatas. Os sucataborgs do bem e do mal trazem um pouco mais de agito na série. Aparece até um Megazord (x_x) em forma de bezouro (o Roboborg) que sai destruindo maquetes de isopor…

Uma coisa interessante em Beettleborgs, é o fato de um final ter sido feito para a série. Diferente de Troopers e do Masked Rider (cujas série terminam sem “acabar”), Levy e o produtor Robert Hughes escreveram um arco de histórias para encerrar a produção. Os vilões Nukus e Villor ampliam seus poderes se tornando “Megas”. Para combater o mal de igual para igual, o Roboborg funde os poderes das duas armaduras dos Beetleborgs, dando origem aos Spectra Mega Beetleborgs. O visual 100% criado nos EUA foi um pontapé inicial nos “upgrades” que os Rangers vermelhos ganhariam com seus “mega trajes de combate” a partir de Power Rangers no Espaço…

Para conseguir derrotar o Roboborg, Lester Fortune cria um outro “Zord” que caiu de pau em cima do robôzão do bem chamado Boron. Mega-Nukus cria um terrível monstro que absorve até mesmo ele para se fortalecer e apenas a união de todos os poderes dos Beetleborgs, Roboborg e Boron é capaz de detê-lo. Vencidos, os bandidos deixam de existir e o safado do Lester volta pra prisão. Melhor ver um final bobo desses que não ver nenhum né?!

Ah… só a título de curiosidade! Num episódio da 1ª temporada da série rola um encontro dos heróis com o Janperson (série metal-hero anterior à B-Fighter, inédita no Brasil, mas que já esteve em terreno brasileiro pra ser lançada em meados dos anos 90) que foi chamado de Silver Ray. Já o parceiro cowboy de Janperson (Gungibson) virou “Karato”. A desculpa da aparição dos dois na série?! Personagens de outro gibi, ora bolas! Se você encontrar um gibi dessas coisas perdido em algum sebo, faça o favor de picotar tudin, ok?!

Produção
De posse das roupas originais, os gringos gravaram muitas cenas dos heróis e vilões em solo americano, deixando mesmo só as cenas de ação 100% japonesas intactas. Como as séries B-Fighters eram um bocado “sérias demais”, a maioria dos episódios mostravam os monstros paspalhos da mansão fazendo alguma idiotice, empurrando a ação pro finalzinho de todo capítulo. Assistindo a série, você conseguia sentir o teor mais “sombrio” do original japonês, que os gringos quebravam com suas cenas “politicamente corretas” de luta (é laser disparando luz pra tudo quanto é lado e quase nada de socos e pontapés). Aliás, quem lembra da tosca série do Batman com Adam West tem um “déjà vu” ao ver os mesmos efeitos de onomatopeias de quadrinhos saltando na tevê a cada golpe desferido pelos heróis. Tosco, tosco, tosco…

O produtor da série, Robert Hughes, foi o mesmo que destruiu o Kamen Rider Black RX, Metalder, Spielvan e Shaider e conseguiu a “perfeição” máxima de sua carreira fazendo Beetleborgs a partir de B-Fighter e B-Fighter Kabuto. Trabalhando como supervisor, Scott Page-Pagter, foi responsável por todos os arcos interessantes do show (como “A Maldição de Shadowborg”, o final da primeira temporada e boa parte da segunda). Scott trabalhou também nos Power Rangers, tendo bolado episódios antológicos na série como “Contagem Regressiva para destruição” que marcou o final de Power Rangers no Espaço.

O trio de atores mirins que encarnava os heróis era muito ruim e parecia uma versão kids dos V.R Tripas. Depois de 20 e poucos episódios, substituíram a menina que fazia a Jô por outra pirralha nem um pouco parecida. Detalhe que ninguém sentiu a “mutação”. Lembra daquele “efeito” bocó de fazer o Justin esticar quando morfava em ranger azul no Power Rangers Turbo? Poizé… Aqui ninguém estica nenhum guri e você sente que as crianças não tinham altura pra serem os Beetleborgs transformados de jeito nenhum! A gurizada deixava a dever bastante no quesito interpretação, pois na hora da transformação, batia uma certa falta de ânimo pra gritar até a frase mágica…

O arzinho de suspense da série com os coadjuvantes monstros paspalhos era altamente dispensável. Mas eles acabavam servindo como “alívio” cômico do programa, porquê os vilões tinham um visual bastante tenebroso pra uma série infantil. Os apetrechos beetleborgnianos (torci língua XD), todos vindos da matriz japonesa, tiveram algumas remodelações nos EUA. Os carrinhos dos heróis às vezes apareciam com efeitos de CG para andar (e caber) em estradas e ruas. Durantes os intervalos do programa nos EUA, exibiam um clip com a música tema da série e crianças dançando num cemitério, tendo os monstros da casa como integrantes de uma banda @[email protected] De fato, se queriam fazer a canção-tema grudar na cabeça de quem assistiu, conseguiram com louvor.

O título original da série é BIG BAD Beetleborgs. Grande Mal Beetleborgs?! Os próprios produtores sabiam da merda que estavam apresentando então… No especial de 10 anos dos Power Rangers (Forever Red) vimos com grande perplexidade a reciclagem das fantasias da série sendo usadas para fazer os vilões do Império das Máquinas. Agora tentem responder: o que faz com que os produtores de Power Rangers Força Animal acreditem que o público não se lembraria dos bezouros enlatados de um seriado com 2 temporadas? O tempo!? Pra nossa sorte, depois de Beetleborgs, as sabanizações chegaram ao fim e, a partir de 1997, só super sentais continuariam a ser mutilados.

B-Fighters in Japan
Dando continuidade na saga dos Metal Heroes, a Toei Company lançou em 1995 (depois dos inéditos, para nós, Exceedraft, Janperson e Blue Swat) a série B-Fighter que graças ao sucesso, ganhou uma continuação: B-Fighter Kabuto. Destaque para os temas de abertura de ambas as séries. A tara dos japoneses por insetos talvez tenha sido a reponsável pela popularidade do programa. Na Academia Terra, o jovem estudante Kai Takuya passa a notar que os insetos do laboratório e de todo o planeta passaram a ter um comportamento estranho. Em sua investigação, o cara acaba achando em uma caverna um grande insetão chamado Guru (que parece uma cruza de Yoda com pokémon inseto) que avisa que a Terra logo será invadida por seres de outra dimensão (detetizadores?) e que os bichins tavam entrando em estado de alerta para lutar.

Kai se compromete a entrar na luta e pede ao professor Mukai da Academia para construir 3 armaduras baseadas em insetos, que ganham vida quando o baratão Guru aparece e concede super poderes ‘insetívoros’ pras roupas. Assim a batalha contra o império Jahmal tem início. Kai e seus amigos Daisuke e Rei (posteriormente substituída por Mai) se tornam então Blue Beet, Green Stag e Reddle e contam com um bando de parafernálias, propositalmente feitas de brinquedo, para sua luta contra o mal.

O objetivo dos vilões liderados pelo imperador Gaohm parece girar em torno da busca de uma tal “borboleta da vida” para que todos atinjam a imortalidade. Com tropas lideradas pelos generais Gingaro (monstros humanos), Jera (guerreiros mercenários) e Schwartz (guerreiros cibernéticos), o império Jahmal conta com a providencial ajuda de uma feiticeira chamada Jagul, que dá vida ao terrível Black Beet (o Shadowborg na versão Saban) que depois de espancar bastante os heróis, passa a disputar a tal borboleta da vida com o imperador Gaohm. Com bastante carga dramática, ação e aventura, apesar do visual infantil, a série teve um total de 53 episódios.

Na seqüência do programa, lançado em 1996, com o nome de B-Fighter Kabuto, alguns anos se passam após a queda de Jahmal. A Academia Terra passa a ser Academia Cosmo e, durante estudos no fundo do mar, o submarino de pesquisas dá de cara com um imenso forte que emerge de uma fenda no assoalho do mar japonês. É o forte do Império Melzard que liderado pela “Grande Mãe Meldzard” quer conquistar nosso mundinho de qualquer forma. Mas o baratão jedi já esperava por uma ameaça junto com Kai (o Bluebeet de BF) e assim, mais uma macumbinha é feita pra dar poderes a três novos trajes de combate. Os “voice luggers” (uma espécie de mouse em forma de inseto o_o) vão atrás de seus hospedeiros e os felizardos são Kouhei Toba, Kengo Tachibana e Ayukawa Aka. Um encontro com os seus antecessores é inevitável e no decorrer da série, surgem novos heróis (os Astralborgs na série gringa) vindos de diversas partes do mundo (de sucursais da Academia Cosmo). Com 50 episódios, a série é permeada de um clima sombrio que é quebrado pelo visual mais infantil ainda dos heróis (os outros B-Fighters que aparecem na série são bem ridículos).

B-Fighter Kabuto marcou o fim da linhagem dos seriados metal heroes para muitos fãs de tokusatsu em todo mundo. A partir do ano seguinte (1998), a Toei lançou seriados infanto-mongóis com B-Robot Kabutack e Robotack, que não lembram em absolutamente nada séries clássicas como Jaspion ou Metalder, mais parecendo terem sido criadas para chamar atenção de fãs de animes como Pokémon. Entretanto, existem aqueles que dizem que Kabutack é uma sequência das séries B-Fighters por conta do visual ‘bezoural’ do robôzin tonto da série. Acreditando que a Toei não seria capaz de encerrar um gênero tão fantástico como o dos metal heroes com essas produções medíocres (que fazem a Patrine parecer o supra-sumo do Tokusatsu @[email protected]), vamos seguir a corrente filosófica (hum?) que acredita que BF Kabuto representou o fim de uma era, a qual nós brasileiros apenas não tivemos contato com 3 exemplares. Ahn… De certa forma Beetleborgs foi um contato com dois novos metal heroes, né?!

Heróis por Acaso?!
Em 1998 a Globo estreou Beetleborgs semanalmente dentro do Angelmix da Angélica. Só que ao invés de deixarem o nome original do programa, algum redator drogado que assistiu aos primeiros episódios da série, resolveu rebatizar o programa brilhantemente de “Heróis por Acaso”. Com o baixo Ibope da faixa de “seriados matinais” que a Globo tinha criado, a série saiu do ar tendo pouco mais de 10 episódios exibidos. Mas como todos sabem, a Globo tem um horário pra lá de especial pra exibir enlatados americanos e tapar buracos de sua programação. Eis que por volta de 1999/2000 a série passou a ser apresentada em um desses horários que nem zumbi está mais acordado.

Mesmo exibindo todos os episódios, não é de se espantar que poucas pessoas conheçam a série – em uma época do começo da popularização das tevês pagas no país. O desempenho do programa na tv paga foi menos cretino, mas nem chegou a chamar tanta atenção como V.R Troopers dentro da Fox Kids (que passava um monte de coisa legal na época, como Eek The Cat, O Fantástico Mundo de Bobby…). A dublagem a cargo da Herbert Richers conseguiu tirar leite de pedra escalando ótimos dubladores pros protagonistas.

Beetleborgs foi a última experiência traumatizante que a Saban promoveu com outros gêneros de tokusatsus. A partir de 1998, apenas seriados super sentais foram sendo reciclados pro universo dos Power Rangers. O desinteresse por séries tokusatsu em meados de 96 por parte das emissoras tupiniquins foi um entrave que fez com que ficássemos sem conferir produções originais inéditas na tv. Conforme dito lá em cima, Janperson quase chegou e talvez B-Fighter pudesse ter vindo também (antes de ser sucateado) se o primo do Jiban tivesse emplacado. Depois de termos assistido a onze anos de produções metal hero na telinha (passou tudo lançado de 1982 à 1991!!!), não merecíamos ter que assistir coisas tão horripilantes como Beetleborgs ou vergonhosas que nem Troopers. Vida longa aos heróis enlatados 100% made in japan.

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