Gundam Wing

[div coluna1]Gundam Wing
Shin Kido Senki Gundam Wing
(Nova Crônica de Guerra Gundam Wing)
Produção: Sunrise, 1995
Episódios: 49 p/ tv + 3 “extras” (os ovas)
Criação: Yoshiyuki Tomino
Exibição no Japão: Tv Asahi (07/04/1995-29/03/1996)
Exibição no Brasil: Cartoon Network
Distribuição: Cloverway (tv paga) – Imagine Action Dálicença
Mangá: Comic Bom Bom


Última Atualização: 09/08/2010

Por Larc Yasha

Todo otaku que se preze já deve ter ouvido falar em Gundam. Produzido pela Nippon Sunrise desde 1979, Gundam é o nome mais forte no Japão quando o assunto é Mechas (Robôs Gigantes). Além disso, forma uma das linhas de brinquedos mais famosas da poderosa Bandai – que lançou absolutamente TUDO quanto é modelo de Gundam existente. Mobile Suit Gundam ajudou a redefinir no Japão o “estilo” dos robôs gigantes. A partir da década de 80, e até os dias atuais, as tramas ganharam um conteúdo mais expressivo que o combate do “bem-contra-o-mal” e os pilotos, e atitudes dos mesmos, é que realizavam a evolução do roteiro.

O criador original de Gundam, Yoshiyuki Tomino, ainda se preocupou em criar um universo calcado em conceitos de ficcção-científica de grandes nomes da literatura nessa área, não deixando nada a dever a um universo de Star Trek ou Star Wars da vida. São essas (e muitas outras) qualidades que fizeram de Mobile Suit Gundam um… Fiasco! o_O

A primeira série não fez um grande sucesso como se esperava. O públicou começou a notar o anime durante as reprises, e o status de clássico veio com o lançamento de 3 longa-metragens que resumiram a trama e levaram a japaiada a lotar os cinemas. Depois disso, mais e mais séries foram produzidas… Por hora, vamos falar da única exibida por essas bandas: Gundam Wing.

Just wild beat, communication…
Produzida em 1995, Gundam Wing conseguiu atingir bastante sucesso no Japão e também nos EUA (onde chegou a ser o programa mais visto do Cartoon Network). Como toda boa saga Gundam, temos uma história onde vilões e heróis são identificados por ideologias, não pelo seu visual, como ocorre em um Samurai Troopers, por exemplo.

A trama política por trás da história pode parecer confusa (e na verdade é) pra quem pega o bonde andando, obrigando você a sentar diante da tv até o fim dos 49 episódios da série. Mas lá pelo meio, você não fica mais preocupado em entender a história (já que a coisa desgringola) e apenas curte um anime de ficção científica com porradaria robótica das boas!

O sucesso de Gundam Wing foi tramado pelo pessoal da Bandai em conjunto com a Sunrise pra que sua franquia mais lucrativa não agradasse apenas os otakus babões. A grande sacada da produção, foi fazer Wing “livre”, de forma que tanto um indíviduo que nunca viu um Gundam na vida pudesse curtir, quanto aquele que já sabia do que se tratava (basicamente: um anime de robô gigante com trama política na história) curtissem. Deu certo outra vez.

Outra vez sim, porque em 94, G Gundam foi lançado com uma proposta similar, mas faltou algo que agradasse também a gregos e troianos. O que seria? “Saint Seeeeeeeeeeiya”… Parece sem sentido conseguir enxergar em Gundam Wing um Seiya, um Shiryu ou uma Athena (no Brasil, nem tanto né…? A Relena tem a voz da Saori :P). Mas existe uma certa “cartilha mágica” dos roteiristas japoneses que ensina como criar personagens com potencial carismático junto ao público, que o Sr. Kurumada parece ter seguido fielmente (quem não curte o Ikki ou o Shiryu? ). Sendo assim, o que faltou em G Gundam, foi acrescido em Gundam Wing, conseguindo fazer de Heero e sua turma, os “Backstreet Boys” do universo Gundam (e essa comparação realmente existiu nos states! O.o’).

O sucesso de Wing – principalmente no mercado exterior – fez com que a Sunrise voltasse a investir com tudo em novas séries Gundam com a mesma ideia “livre”. Tivemos a seguir: Gundam X, Turn A Gundam e Gundam Seed – que conseguiram emplacar com a mesma intensidade de Wing.

Fora do Japão, Wing conseguiu maior êxito com o público americano, como já citado. O anime se tornou o carro-chefe do Toonami no Cartoon Network de lá, que reprisou a série até dizer chega. Ainda fizeram a gracinha de juntar as 3 partes do OVA à série de tv, gerando “episódios inéditos” após o fim da mesma. E não era só criança que via Gundam (até porque eu acho que criança não entende aquela história meeeeesmo).

Um pouquinho da história…
Em AC 195 (After Colony – Depois da Colonização) tem início a Operação Meteoro. A tal operação prioriza a destruição de bases militares da Aliança da Esfera Terrestre Unida (formada em AC 133, e que ditou uma nova ordem mundial na Terra depois de anos de conflitos entre as várias nações do globo) por meio de máquinas de guerra chamadas Gundams.

Cada Gundam, foi enviado de uma colônia (gigantescos asteroides que comportam boa parte da humanidade nesse futuro) em resposta à opressão militar do governo terrestre imposto que contraria o desejo de indepêndencia das mesmas. Foram recrutados jovens pilotos, que apenas seguem um cronograma pré-estabelecido por sua respectiva colônia de origem, e que aparentemente não possuem ligação alguma entre si.

Heero, Trowa, Duo, Quatre e Wu Fei (os tais pilotos) vão ao longo da história se defrontando com situações que os fazem repensar seus atos e questionar sua missão (para a qual foram designados sem maiores explicações…). Paralelo à isso, a Fundação Romefeller (um grande complexo industrio-militar que tem presença forte no contexto da Esfera Terrestre) e o líder da armada militar da Aliança (OZ), Treize Kushrenade, desenham um cenário com atos que visam interesses particulares que poucos conseguem enxergar.

Ao longo da série, podemos esperar qualquer situação – tal como numa guerra – e alguns personagens que aparentemente são apenas secundários (como a Tenente Noin, Lady Une, Dorothy Cathalunia e a chatinha da Relena) fazem a história evoluir, sem sabermos qual rumo ela vai tomar. Final previsível? Impossível de você ver isso em Gundam… E esse é um dos pontos mais fortes do anime.

Gundam Wing no Brasil com tudo e mais um pouco!
Tudo começou em 2000. O sucesso da série nos EUA era tanto que logo chamou a atenção da Imagine Action pra lançá-la em telinhas brazucas. Só que Gundam é um estilo de anime que nunca foi bem explorado por aqui, e se não fossem traçadas estratégias inteligentes, o investimento poderia ser um fiasco certo.

Passou 2001 e nada (Dragon Ball Z dominava!), e finalmente em junho de 2002, o anime estreia no Cartoon Network brasileiro. A expectativa dos otakus era grande, pois a “imprensa” (Heróis da vida… :P) sempre se rasgava de elogios pra saga dos mechas espaciais. Além disso, as fotos de Gundam que víamos nas revistinhas pareciam indicar que aquele anime era “radical” :P. Mas na hora do “vamo ver”…

A série não atingiu por aqui o mesmo sucesso do Cartoon americano, provando que o público ainda prefere um anime com um estilo mais “Cavaleiros do Zodíaco” de ser. E olha que guardando as proporções, Gundam tem um estilo CdZ sim (tá baum, tá baum… Eu enxergo isso em tudo que é anime! Até Hamtaro tem esse estilo pra mim @[email protected])!

Não saíram bonequinhos ou produtos com a marca. Curiosamente, por volta de 95, uma malharia paulista vendia camisetas “oficiais” com estampas dos mechas de Gundam e o horrível título de “Gandamo” nas mesmas. A propaganda podia ser conferida em revistas da Abril Jovem – especialmente nas do Spawn. Até hoje, não faço ideia do que era aquilo, mas as camisas eram muito bonitas aparentemente. XD

A versão brasileira foi feita nos estúdios da Álamo, que realizou um trabalho muito bom. As fitas vieram com a versão americana, que por milagre não cutucou nas aberturas e encerramento da série. Por ser a versão gringa, o OVA Endless Waltz veio incorporado como episódios extras. De certa forma, isso até que não foi ruim, pois poderíamos acabar não vendo o OVA sendo lançado em separado – ou você assistiu os do Samurai Troopers e do Shurato???

A dublagem deu um show, com uma escalação muito boa de atores e atrizes – apesar de serem sempre os mesmos. Destaco o trabalho de Tânia Gaidarji (a Chun-li, a Bulma e a Vishnu) interpretando a personagem Dorothi Cathalunia de uma forma única (em especial nos últimos episódios… A mulé é 10!).

Não podemos nos esqueçer do mangá publicado pela Panini Comics – que na verdade é bem xinfrim, apesar de ter nomes como os de Hajime Yatade (que é um “pseudônimo” dos roteiristas da Sunrise :P) e do próprio Tomino no envolvimento dessa adaptação do que passou na tv. O traço é do desconhecido Koichi Tokita, que desenha direitim os personagens vistos na série. Essa é uma das várias versões de Gundam Wing “mangatizadas”, tendo sido publicada na Comic Bom Bom (que nome mais esquisitim… Parece um anime a la Hamtaro :P) e atingiu um relevante sucesso. Foram publicadas também, uma espécie de “especial” entitulado G-Unit, ambientado no mesmo time-line (universo) de Wing que também foi publicado aqui (!).

As mangatizações inéditas são Blind Target, Episode Zero e Ground Zero, que aprofundam-se mais no passado dos personagens e nos eventos que antecedem o início da série de tv. E não faltaram doshinjins (fanzines) yaois por parte de fãs que viam com muita safadeza o relacionamento dos rapazes. Ainda em 2010, foi anunciado mais um mangá no Japão, pegando a todos de surpresa: Gundam W Endless Waltz – Haisha Tachi no Eiko, baseado na série de OVAs que fecha a série.

E na tv aberta? Você vai cair da cadeira, mas ao contrário do que foi especulado na época, a Record não comprou o anime, e sim a Globo! Segundo o próprio Daniel Castañeda, da Cloverway, o anime foi vendido pra emissora carioca em um pacote de filmes, mas parece que ninguém de lá “reparou”, o que fez com que o contrato expirasse sem que o anime fosse ao ar. Pensando bem, se o canal não pôs no ar nem Patlabor, alguém tinha esperança de que exibissem Gundam? :P

Na época, a Imagine Action (atual Creative Licensing) revelou que planejava trabalhar ainda com mais séries Gundam. G Gundam (anterior a Wing, mas sem tanta complicação na história), Gundam X e a mais recente Gundam Seed eram produções que tinham chances de pintar na telinha brasileira, mas como Wing não emplacou, a ideia foi pro limbo.

Checklist Episódios
01 – A Estrela Cadente Que Ela Viu
02 – A Foice Da Morte Gundam
03 – Cinco Gundams Confirmados
04 – O Pesadelo De Victória
05 – O Segredo De Relena
06 – Noite De Festa
07 – Enredo De Sangue
08 – O Assassinato De Treize
09 – Retrato De Uma Nação Arruinada
10 – Heero, Distraído Pela Derrota
11 – Os Arredores Da Felicidade
12 – Guerreiros Confusos
13 – As Lágrimas De Catherine
14 – A Ordem De Destruir Zero-Um
15 – Para O Campo De Batalha, Antártica
16 – A Batalha Da Tristeza
17 – Traídos Pelo Lar, Muito Longe
18 – Tall Geese Destruído
19 – Ataque A Barge
20 – A Infiltração Na Base Lunar
21 – Quatre, Abatido Pela Tristeza
22 – A Luta Pela Independência
23 – Duo, Deus Da Morte, Mais Uma Vez
24 – Um Gundam Chamado Zero
25 – Quatre Versus Heero
26 – A Eterna Chama Das Estrelas Cadentes
27 – O Local Da Vitória E Da Derrota
28 – Destinos Que Se Cruzam
29 – A Heroína Do Campo De Batalha
30 – O Encontro Com Relena
31 – O Reino De Vidro
32 – O Deus Da Morte Encontra Zero
33 – O Campo De Batalha Solitário
34 – E Seu Nome É Epyon
35 – O Retorno De Wufei
36 – O Colapso Do Reino Sanc
37 – Zero Versus Epyon
38 – O Nascimento Da Rainha Relena
39 – O Retorno De Trowa Ao Campo
40 – Um Novo Líder
41 – Fogo Cruzado Na Barge
42 – Nave De Guerra Libra
43 – Alvo: Terra
44 – Avante, Equipe Gundam
45 – Sinais Da Batalha Final
46 – A Decisão De Milliardo
47 – Colisão No Espaço
48 – Decolagem Para A Confusão
49 – O vencedor final

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