[div coluna1]Metalder
Chou Jinki Metalder (Super Homem Máquina Metalder)
Produção: Toei Company, 1987
Episódios: 39 p/ tv
Criação: Saburo Hatte
Exibição no Japão: Tv Asahi (16/03/1987-17/01/1988)
Exibição no Brasil: Band
Distribuição: Everest Vídeo

Última Atualização: 09/12/2007

Por Larc Yasha e Tio Cloud

Na década de 80 a Toei Company lançou um gênero de seriados tokusatsu que é bastante famoso no Brasil graças a representantes como Jaspion, Jiraya e Jiban. Eram as séries Metal Heroes – heróis com armaduras de “metal” =P. Mas, depois da série Sharivan, a empresa não conseguiu reeditar com êxito o enorme sucesso da série precursora do gênero – Gaban, vulgo Space Cop no Brasil – por mais que as tentativas fossem louváveis. No ano de 1987, a equipe de criação da Toei, cujo pseudônimo atende por Saburo Hatte, resolveu inovar em todos os aspectos a estrutura da nova produção que seria lançada na TV Asahi.

A ideia de que tokusatsus são seriados infantis, repetitivos, mal produzidos e com histórias ridículas se desfaz com Chou Jinki Metalder. Não que todos os episódios sejam essencialmente bons, ou os efeitos especiais fossem de altíssima qualidade… Mesmo conservando características comuns a outras séries da década (como a Pedreira da Toei, explosões demarcardas, gelo seco, navinhas plásticas, etc…) os roteiros de Metalder conseguiram ser acima da média de muitas coisas escritas naquela década. Entre os nomes que assinavam tais roteiros, destacava-se o de Shozo Uehara, que foi responsável por célebres episódios de tokusatsus como “A Estrela de Ultra” (de Ultraman Tiga, onde o herói encontra o primeiro Ultraman); “A Metamorfose” (o primeiro episódio de Black Kamen Rider) além de mais de 20 episódios da série O Regresso de Ultraman.

O visual do herói e do numeroso exército de vilões ficou sob responsabilidade do designer Keita Amemiya que também se destaca bastante nessa área. Inspirando-se no visual do herói setentista Kikaider, criado por Shotaro Ishinomori, a saga do homem máquina contou ainda com uma trilha sonora excepcional, composta por Seiji Yokoyama – que eternizou a série d’Os Cavaleiros do Zodíaco com suas BGMs. A canção de abertura da série, Does for Youth Shine foi entoada por Isao Sassaki, o mesmo cantor do tema de abertura do mega clássico Patrulha Estelar (e que viveu o professor Nambara em Jaspion). Coincidência ou não, ela lembra vagamente as “marchinhas” cantadas nas aberturas dos tokusatsus e animes dos anos 70 (principalmente aqueles estrelados por super robôs, como Pirata do Espaço), indo exatamente ao oposto do que se fazia na época, cuja tendência estava pouco a pouco indo para o J-pop.

Todavia, nem o roteiro, nem o visual e a trilha sonora conseguiram fazer com que a gurizada japa fosse com a cara do herói. Tendo estreado em março de 87, a série atingiu a baixa marca dos 39 episódios, sendo substituída por Jiraya no ano seguinte. Um dos motivos para a pouca repercussão da série na época de seu lançamento pode ter sido o excesso de drama da história. Ao final de cada batalha, nem sempre Metalder saia rindo ou fazendo alguma gracinha idiota. Nem mesmo humano seu alter-ego era! Metalder era na verdade um andróide (criado à imagem e semelhança do filho do cientista que o construiu) que encarava sozinho o exército de robôs e mutantes de um empresário magnata que queria dominar o mundo através de negociatas e falcatruas no mercado acionista (finalmente um vilão inteligente \o/). E ao invés de Metalder encarar o “monstro do dia”, ele tinha que dar conta de um exército armado até os dentes! Desta forma some aqui aquela velha pergunta que todo fã costuma fazer: por que ao invés de usar um monstro por dia não usar todos de uma vez? Bem, parece que nem isso adianta muito, já que o herói sempre ganhava mesmo :P…

Arma de Guerra
O androide Metalder foi criado para ser uma arma durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi desativado e deixado em uma caverna. Despertado nos dias atuais pelo seu criador, o Dr. Koga, Metalder passa a combater o Império Neroz que sob o comando do empresário Makoto Dolbara usa seu poder para manipular e destruir empresas concorrentes (Tio Bill japa? XD). O trunfo máximo do Império Neroz são suas 4 unidades de guerra: a Tropa Cibernértica, a Tropa Monster, a Blindada e a Mekanol. Cada uma possui um comandante e todas se reúnem no Colosso do Império (uma espécie de arena – com estranhos “banheiros químicos” ao redor do trono do imperador Neroz XD). Ao ser despertado, Hideki Kondo (Ryusei Tsurugui no original… Por falar nisso, por que as distribuidoras brasileiras teimam em mudar os nomes japoneses para outros?) presencia a morte de seu criador por soldados de Neroz e, tomado pelo ódio, assume a sua forma blindada e parte pra cima dos inimigos. Contrariando a “regra”, o herói perde sua primeira batalha para as tropas de Neroz…

Buscando se adaptar a uma vida humana normal, Hideki conhece a repórter fotográfica Maya Aoki (que originalmente chamava-se Maya Ougi – viu o lance da troca de nomes? =P). A amizade entre os dois faz Metalder nutrir motivos para nunca desistir de sua luta. A mocinha não se torna nenhuma combatente ou coisa do gênero e no decorrer da série, o herói faz amizade com um rapaz chamado Satoru (interpretado pelo mesmo ator que fez o Change Griphon em Changeman) que mais atrapalha que ajuda – ainda que desempenhe um papel vital no final da série…

O único companheiro de batalha de Metalder era o cão robô Springer (isso não é marca de depurador de ar XD?) que “falava” com Hideki, lhe dava conselhos e ainda o consertava quando chegava todo estourado na sua base (a Silver Caps). Entre seus equipamentos, Metalder tinha um carro vermelho que podia voar – descaradamente de brinquedo nessas horas :P – e uma moto que não ganha nenhum concurso de beleza.

Com um orçamento no mesmo nível de outras produções da época, invariavelmente as batalhas ocorriam na nossa amada pedreira da Toei. Como já dito, os efeitos especias estavam no mesmo patamar de quaisquer séries do período e aqueles “defeitos” continuavam lá, firmes e fortes (como as pedras de isopor que eram brancas por dentro :P).

Eternamente Metalder
O final da série é de longe um dos melhores (e mais dramáticos) já produzidos para um tokusatsu. Se você não estiver afim de saber o que acontece, pule essa parte da matéria. Shingo Aoki, pai de Maya, é um famoso repórter internacional que regressa ao Japão depois de investigar as circunstâncias da morte do Dr. Koga – o “pai” de Metalder. Ele descobre que um homem chamado Issao Muraki, que participou do projeto homem máquina junto do Dr. Koga (e que deveria estar morto por crimes durante a 1ª Guerra Mundial) estava vivinho da silva e levanta a hipótese dele ser o famigerado Imperador Neroz. Buscando averiguar essa suspeita, Metalder acaba se encontrado com o Comandante Arthur (líder da Unidade Blindada) e depois da luta, ele desfere seu golpe (o Punho Titânico!) que arranca o capacete de Arthur revelando sua face: o empresário Makoto Dolbara!

Buscando investigar mais a fundo esse mistério, o pai de Maya vai até a sede do grupo e acaba descobrindo toda a verdade por trás dos fatos. Hum… Não vou contar essa não XD. Na busca pelo pai de Maya, Metalder e seus amigos encaram um revoltado Comandante Darvius (líder da Tropa Monster, exterminada por Metalder no decorrer da série). Com a ajuda de um ex-subordinado de Neroz (o atirador ciborgue Top Gunder), o herói vence a batalha e se prepara para invadir o Colosso do Império para salvar Shingo Aoki. Depois de encarar gigantescos e surpreendentes desafios – e quase virar sucata nas mãos do Comandante Balzac da Unidade Cibernética – Metalder adentra o Colosso (que fica no subsolo do edifício das organizações Dolbara) e junto com Top Gunder dão cabo dos últimos soldados do império.

Finalmente é chegado o momento de encarar Neroz. Em seu estado paraplégico (Neroz nem levanta do trono pra encarar seu arqui-inimigo!) ele é facilmente vencido pela dupla heróica. O vilão ativa o mecanismo de explosão de seu esconderijo e pra não morrer sozinho, prende suas assistentes carnavalescas (a “Entra-muda” e a “Sai-calada” XD). Metalder e Gunder fogem por meio de um dos banheiros químicos (hihihi… Na verdade essas coisas são “portais”) e encaram a última tropa de combate remanescente do império. Depois de derrotar todo mundo, Metalder e Gunder se distraem e são sorrateiramente atacados por Arthur (ele era apenas um sósia do Neroz, que por sua vez era um sósia do Makoto Dolbara @_@. Assista para entender melhor ^^) que mata Top Gunder.

Durante o funeral de Top Gunder, Hideki sabe que sua batalha ainda não acabou, pois o Comandante Arthur ainda estava vivo. Quem também estava vivo era o Comandante Balzac. Arthur revela ser o Imperador Neroz (Eita! Nem A Usurpadora é tão complexo XD) e reconstrói Balzac para que ele se vingue de Metalder. A porrada rola solta e o enlatado apanha bastante. No final o herói vence, mas sai bastante avariado. Ahn… Esqueci de mencionar que os bandidos explodiram a base secreta do herói :P. Ou seja: Metalder não tem como ser consertado x_x.

Só resta o tinhoso do Neroz. Metalder deixa uma mensagem melancólica pra seus amigos Maya e Satoru e enquanto estes a assistem, ele já está lutando contra Neroz (sentado em seu trono O.o) dentro de uma caverna – cheia de sucatas de guerreiros destruídos pelo herói. Depois de atingido inúmeras vezes, Metalder tem seu dispositivo de força gravitacional destruído – o que o transforma Numa verdadeira bomba nuclear!!! Neroz triunfa, e oferece a Metalder a posição de general supremo de um “novo Colosso” para que ele impeça seu fim eminente. O herói se recusa e liquida o imperador cara de uva-passa com seu golpe final.

A explosão arremessa Metalder longe. Maya e Satoru chegam ao local e o encontram prestes a explodir (e levar consigo meio mundo!). A única forma de impedir isso é acertando o cinto do herói (hein?) e destruir seu dispositivo energético. Mas isso iria por fim à sua vida… A cena final é de arrancar lágrimas aos fãs mais emotivos. Um grande final, para um grande herói. Agora me digam: como diabos o povo da Toei achou que uma série tão violenta e recheada de drama e suspense ia cair no gosto da gurizada? Metalder mais deprime que anima ou empolga x_x.

Brasil: do anonimato ao cult
Metalder chegou ao Brasil por intermédio da Everest Vídeo no começo dos anos 90. A série estreou na Tv Bandeirantes em março de 1990, ao lado de Goggle Five e Machineman (ai que azar XD). Da mesma forma que no Japão, a série não atingiu êxito – nenhum produto foi lançado x_x. O herói só estrelou duas miseráveis páginas no final de um álbum de vários tokusatsus, lançado pela editora Abril. Ele também era figurinha presente nos bastidores do circo show dos Flashman e ficava tirando foto com a criançada. Não entendeu? No auge do sucesso dos tokus no Brasil, espetáculos circenses com artistas acrobatas vestindo as roupas originais dos enlatados japoneses arrastavam a gurizada (e seus pais XD) pra debaixo de tendas de circo.

Durante os intervalos, Toshi divulgava o herói (ao lado de Spielvan) mas achamos que a ideia não deu muito certo :P. Curiosamente, Adriel Almeida, em entrevista à finada revista Gyodai, revelou que grande parte das fantasias de Metalder estavam disponíveis para montar espetáculos. Dizem que o próprio Toshi não foi com a cara da série quando viu e achava a produção “deprimente demais”. Num deixa de ser verdade essa opinião :P.

A dublagem da série foi realizada na Álamo e contou com a voz de Tatá Guarnieri (o Kenshin em Samurai X e o novo dublador do Chaves) fazendo o herói. Sua “namoradinha” teve a voz de Cristina Rodrigues, que dublou a Bulma na primeira versão de Dragon Ball (na Gota Mágica) e a Sailor Mars na primeira fase de Sailor Moon. José Parisi Jr., que viria a se tornar dono do falido estúdio Parisi Vídeo, dublou o cachorro Springer e Top Gunder. Fazendo quase todos os personagens secundários do Império Neroz, estava Élcio Sodré – que dublaria o Shiryu, anos mais tarde. Como já mencionado, a versão brasileira trocou um monte de nomes de personagens – provavelmente a pedido do distribuidor. Praticamente todos os guerreiros do império foram renomeados @_@! O Comandante Arthur se chamava Gaisei Kurugin (eca XD). O nome mais infeliz foi o nome da moto do herói: de Side Phantom, passou pra Speed Sidecar.

Em 1994, Haim Saban, empolgado com o sucesso dos Power Rangers, resolveu criar uma versão ocidentalizada do homem máquina. Saban já teria tentado lançar Metalder nos EUA no fim dos anos 80, mas nenhuma emissora foi com a cara da série (vai ver se espantaram com a atuação inexpressiva do ator Akira Senoh, que fez o Hideki – literalmente uma máquina XD). Usando os mesmos moldes baratos de produção dos Power Rangers, nasceu Cybertron (urgh!). A série estrelada por Jason David Frank (o Tommy @_@) apresentaria o jovem praticante de artes marciais, Adam Steele, buscando o paradeiro de seu pai desaparecido. Ele precisa encarar o exército de robôs do império War Drones, liderados pelo sinistro Grimlord – identidade secreta do empresário Cyros Ziktor. Para ajudar em sua missão, o seu Sensei (o Táo Chong) lhe dá um cristal que faz do rapaz Cybertron!

Essa insanidade teve um piloto produzido e rejeitado pelas emissoras na época. Não satisfeito, Saban resolveu tascar Metalder numa centrífuga junto com Spielvan e o resultado foi o constrangedor V.R Troopers – que reaproveitou algumas coisas do bastardo. Por meio dos V.R Troopers, brinquedos do Metalder foram lançados por essas bandas (era só comprar e rasgar a cartela XD) como o herói, sua moto feinha, Top Gunder e alguns soldados do Império.

Quando Troopers começou a ser exibido, veio à tona a lembrança do herói da Band – que muita gente nem lembrava mais quem era. Graças à revista Herói, o povo descobriu a picaretagem da Saban e tomou aversão à série, desenvolvendo um estranho “culto” pela original (algo me diz que foi por causa de uma matéria na Herói Gold XD. O povo lia e absorvia aquela opinião sem questionar. Tipo, se a Herói “detonasse” com uma série, a galerinha passava a odiar a produção também sem nunca ter assistido @_@).

Graças à pirataria, Metalder foi ressuscitado na memória de muita gente e quem já admirava a série só por ter lido a Herói, passou a ovacioná-la mais ainda. Em 2007 a Toei a lançou em DVD em um Box bastante caprichado.

Metalder ousou, inovou e decepcionou. Quem sabe se não fizessem um remake, a série consegueria atingir um baita sucesso?! Hoje, é muito comum fãs de tokusatsu elegerem Metalder o melhor toku de todos os tempos. Talvez o homem máquina fosse um herói a frente de seu tempo…

Checklist Episódios
01 – O portal de Neroz
02 – Eu sou o Universo
03 – O homem-máquina
04 – Metalder versus Torped
05 – O assassino profissional
06 – Pugilista em ação
07 – As chamas do desafio
08 – A despedida de Barlock
09 – O Sonho e a esperança
10 – O robô filarmônica
11 – Caça ao ex-alfa
12 – O cerco dos ninjas
13 – O fugitivo
14 – A guerreira Madonna
15 – Amor de mãe
16 – O motoqueiro rival
17 – O desertor
18 – Informações secretas
19 – A volta triunfal de Top Gunder
20 – A tropa Mecanol em combate
21 – O mistério do vaga-lume
22 – A guerra sobre patins
23 – O diário de um fugitivo
24 – A Pantera Vermelha
25 – As olimpíadas do Colosso
26 – O confronto dos bruxos
27 – Reencontro inesperado
28 – Jovens imbatíveis
29 – A triste história de um cão
30 – Silvercaps em perigo
31 – Instante fatal
32 – Flor amaldiçoada
33 – Amizade em risco
34 – As mil e uma faces de Neroz
35 – O império do mal
36 – A missão da Unidade Cibernética
37 – A ruína do Colosso
38 – Contra-ataque sangrento
39 – Eternamente Metalder

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Junte-se ao lado dos comentadores

Caretinha: smilewinkwassattonguelaughingsadangrycrying

  • smilemetalder é foda,mas é triste saber que não vai ser lançado em dvd aqui no brasil,por causa do fracasso de vendas de Jiban!!aff!!

  • Parece então que esse estranho culto a Metalder veio da revista Herói, pois ninguém lembra da exibição da série na Band em 1990. Até hoje a série é o tokusatsu que mais divide opiniões(uns a consideram uma série deslocada e depressiva, outros a entronizam como um dos melhores do gênero)eu, me desculpem alguns, só lembrava do Metalder, através da (des)produção que foi o VR Troopers. Não estou afirmando que a série e ruim(só por que não foi sucesso nem no Japão, nem aqui, significa que Metalder é ruim)Mas será que o super-homem máquina é mesmo uma série a frente da época, ou toda essa campanha a favor da série é um exagero? Fica a questão.

  • É claro que é uma série com temática mais elaborada,basta assistir pra ver.Eu particularmente gosto muito poi sou adulto hoje.Quando era criança gostava mais de Machineman.Isso é óbvio

  • Me desculpem, mas nem na infância curtia Machine Man; achava tosco já naquela época, talvez o mais tosco dos tokusatsus modernos (principalmente os produzidos a partir da década de 80)
    Voltando a Metalder, tudo bem, pode até ser que seja uma série a frente de seu tempo, mas cá entre nós se o Super Homem Máquina ao invés da Band, em 1990 fosse exibido na Manchete, claro que ele teria uma repercussão considerável aqui no Brasil, independentemente do fiasco no Japão (vide o exemplo de séries como Jaspion ou até mesmo Spielvan).

  • A Everest preferiu não passar Metalder na Machete porque imaginava que não iria agradar os fãs por ser muito dramática e densa (será?) e deixou para Band (o Black tb nem estava nos planos da Everest, porque o visual do heroi era muito estranho… foi graças a Glasslit que bateu o pé para que a série fosse exibida, pelo sucesso que fez no Japão). Pena que Metalder não teve o reconhecimento devido. Muitos culpam o ator por ser inexpressivo, mas ele era uma máquina, queriam que fosse alegrinho? (Satoru Kinta foi introduzido para ver se levantava a audiência, aproveitando o sucesso que fez como Change Griphon, pois não estava no projeto), mas mesmo assim a série só rendeu 39 eps. Quanto a ser lançado em dvd no Brasil, tb não será possível porque a série foi sabatina e os direitos estão com os EUA (só poderá ser lançado no Japão, assim como Sheider, Spielvan, RX e os sentais de 1992 em diante). Mas graças a net podemos rever esta magnífica série.

  • Não assisti Metalder na época, mas estou assistindo agora e acho a série excepcional. A título de comparação também estou vendo Sharivan – a diferença é grande.

  • Metalder pra mim, sempre serar um heroi especial e eterno. Ele me emocionava muito, ate hoje, ele me emociona. Eu tenho 33anos, e tenho a essencia da minha juventude. Eu quero dizer aos que nao sabem realmente quem foi metalder, que e pra entenderem uma coisa: metalder nao e quem algumasessoas acham, so porque, a serie nao foi tao boa assim no japao. Eu acho a serie de metalder, a melhor entre as series tokusatsus.. viva os seriados tokusatsus, e que: metalder possa voltar ao Brasil com uma nova versao . Do seu eterno fa. Ass. Leandro da f simoes. Sayonara e komban wa .

  • O lance da troca de nomes ocorria porque certos nomes em japonês no nosso idioma parecem duplo sentido; para evitar trocadilhos maldosos as distribuidoras mudava os nomes.
    Outra coisa que não me convenceu foi aquela história de que o sr. Toshi achava Metalder “deprimente demais”. Series como Black Kamen Rider e Cybercops também possuem um certo tom dramático (embora com doses de suspense, comédia, ação e até mesmo romance na medida certa) nem por isso deixaram de se exibidas na Manchete, justamente a emissora do sr. Adolpho Bloch tão conhecida por não terça-feira e tido “censuras” em seus programas… No último episódio a quebra do dispositivo gravitacional não iria por fim a a vida do heroi, só a
    o poder de assumir a forma humana, passando a ser um simples robô.
    Sei lá considero Metalder um série um tanto imcompreendida, injustiçada(sobretudo aqui no Brasil) ou até mesmo desconhecida pra muitos, acho que não deixaram a exiibir na Manchete, por ser densa para ao público (bem mais que Black e CyberCop) talvez pelas mensagens subilminares do seriado em relação ao capitalismo, as lutas mais violentas, ou até mesmo a cena que Hideki/Metalder encontra Maya e percebe como ela é “macia”…polêmicas a parte, se o Homem-Máquina chegasse por aqui através da emissora dos Bloch, ao invés da Band, com certeza teria mais êxito por no Brasil, independente do fiasco no Japão(como foi com Jaspion, ou mesmo Spielvan). Talvez tenha sido mesmo uma série a frente de seu tempo…

  • metalder o homem maquina: é muito melancolico, foge meio do genero, com o passar de capitulos vai melhorando, tem algumas coisas elaborada, certo o final é triste, eu assistir todos os 39 capitulos, ele é o setimo mais preferido meu, eu acho que no ranking de melhor heroi de tokusatsus no meu ponto de vista ele fica em 7° lugar não deve chegar muita coisa

  • Ao contrário de Jetman – que é uma série chatíssima e superestimada pela crítica e fãs – Metalder DE FATO faz jus ao culto que surgiu ao seu redor. Drama, emoção e ação na medida certa, vilões grandiosos e uma história bem elaborada e bem desenrolada. Isso pra não falar no visual do herói, imbatível até hoje.

  • Metalder é foda principalmente se analisarmos com os tokus atuais que sao muito bobos cheio de coloridismo e efeitos especiais grosseiros de CGI. Quem quer algo mais serio nao bobo (como os sentais atuais) tem que ver Metalder e Janperson.