Após polêmica envolvendo autor e pedofilia, “Samurai X” retorna em junho

Certos crimes compensam no Japão….

E no fim das contas, o crime de Nobuhiro Watsuki não deu em nada – alguém esperava que fosse? Após paralisado por conta do caso de polícia envolvendo o autor e materiais de pornografia infantil, o mangá Rurouni Kenshin: Arco de Hokkaido será retomado na edição de julho da revista Jump SQ (que será lançada no dia 4 de junho).

O título começou a ser publicado em setembro de 2017, trazendo novas histórias do andarilho, 5 anos após a batalha contra Shishio. Três jovens errantes são acolhidos pelo dojo Kamiya, mas o clã de um deles tenta trazê-lo de volta e em meio a esse atrito deixam a informação de que o pai de Kaoru estaria vivo em Hokkaido, dando início assim a uma jornada dos personagens atrás de seu paradeiro.

Já no mês de novembro, o autor do mangá foi detido pela polícia japonesa, causando a paralisação da publicação. Na ocasião, foram encontrados DVDs contendo material de pornografia infantil no escritório de Watsuki, que confessou seu comportamento repulsivo. O resultado que soa absurdo veio em fevereiro desse ano, com uma multa de 200 mil ienes (algo em torno de R$ 6 mil).

Segundo nota no site da Jump SQ, Watsuki estaria vivendo uma vida de “reflexão” e “penitência”, mas que ele e a editora Shueisha decidiram continuar a publicação como dever de responder o anseio dos fãs pelos segredos da história.

Infelizmente as penas para crimes de pedofilia ainda são brandas no Japão. O país passou a considerar a posse de material pornográfico infantil como crime somente em maio de 2015, com pena de até 1 ano de prisão ou multa de até 1 milhão de ienes (algo próximo a R$ 29 mil), que não foi o caso de Watsuki.

[com informações do Comic Natalie]

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