Com fim de contrato com a Disney, mangá Kingdom Hearts será descontinuado no Brasil (atualizado)

Não é dessa vez que você vai conseguir ler o que não conseguiu em 2013…

Atualização 22h12: A Editora Abril negou o cancelamento dos quadrinhos da Disney. De acordo com publicação do Planeta Gibi, ela ainda reiterou que continua em acordo com seus parceiros comerciais para edições de luxo. O site no entanto mantém a informação de que as publicações deverão mesmo ser interrompidas.

Durou apenas um volume a dita “Coleção Definitiva” de Kingdom Hearts pela Editora Abril. Segundo informação exclusiva do site Planeta Gibi, a empresa colocará no mercado no próximo mês de julho as últimas edições de quadrinhos da Disney, que incluem clássicos de mais de 50 anos de publicação ininterrupta. Evidentemente, isso afeta a versão em mangá do game, que é uma propriedade dividida entre a casa do Mickey com a Squere/Enix.

O fim do contrato da Editora Abril com a Disney após 68 anos já era previsto desde maio, quando coleções importantes como Biblioteca Don Rosa e Coleção Carl Barks foram oficialmente descontinuadas (saiba mais aqui).

Anunciada ainda em 2017, a Coleção Definitiva Kingdom Hearts reunia em 400 páginas volumes do mangá já lançado pela mesma editora em 2013. Era especulado que seriam 10 edições ao todo, mas esse número nunca foi definido oficialmente pela Abril. A 1ª e única edição foi lançada no fim de fevereiro desse ano, causando controvérsia pelo uso de páginas em papel jornal (o que não se espera de uma dita coleção “definitiva”) e uma capa no sentido oriental, sendo que a leitura do miolo era ocidental (originalmente, os primeiros capítulos desse mangá são realmente em leitura ocidental).

Um segundo volume chegou a ser anunciado (imagem acima) para o mês de abril com capa e tudo, mas acabou adiado por tempo indeterminado até entrar de vez no cancelamento geral de obras da Disney. Resta agora saber quem vai assumir os títulos no Brasil e se a nova casa vai querer continuar as coleções pendentes da Abril. E segue o fim melancólico do departamento de quadrinhos daquela que já foi a soberana desse mercado.

[Via Planeta Gibi]

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