MANGA Plus: Editor da Jump+ comenta crescimento da plataforma, com mais de 1,6 milhão de usuários mensais

Momi acredita que o fechamento de sites de pirataria também contribuíram para o crescimento.

No final de janeiro, um editor da Jump+, conhecido como Momi, usou seu Twitter para falar sobre a expansão da plataforma MANGA Plus no último ano. Ele comentou que o serviço teve crescimento em 175 dos 191 países/regiões em que está disponível, com algumas obras aumentando o número de leitores em quatro vezes.

Ainda segundo o editor, o fechamento de um grande site de pirataria em dezembro e a remoção automática de links piratas no Reddit são fatores que contribuíram para o enorme crescimento da plataforma. Ele falou sobre um serviço parecido em tailandês, lançado recentemente, com desempenho muito além do esperado.

 

 

A MANGA Plus é uma plataforma oficial de mangás da Shueisha, voltada para o público fora do Japão. Nela, é possível ler gratuitamente os novos capítulos de diversas séries da editora, como as seriadas na Shonen Jump e Jump+, em inglês e em espanhol. Além do site, é possível também baixar o aplicativo oficial e ler pelo celular ou tablet. O serviço foi lançado no dia 28 de janeiro de 2019.

A nossa redação acredita que o site pirata referido pelo editor é o Manga Rock, cujas atividades associadas ao fornecimento de mangás piratas foram oficialmente encerradas por volta da virada do ano. Os administradores avisaram durante 2019 que encerrariam o serviço em algum momento.

Com a entrada de meios oficiais oferecendo novos capítulos de mangás digitalmente, muitos sites piratas têm saído do ar e plataformas que funcionavam como indexadores estão mudando de postura. Hoje, por exemplo, a Cloudfare, que fornece serviços de servidor para diversos sites, fechou um acordo com Kadokawa, Kodansha, Shueisha e Shogakukan, prometendo combater sites piratas, impedindo que páginas denunciadas pelas empresas sejam acessadas pelos servidores no Japão, caso a Justiça japonesa determine que o site em questão realmente infringe direitos autorais.

 

Fonte: Momi via Thiago Nojiri

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