Imagem: Diversos personagen da Shonen Jump em ilustração (centralizados estão: Deku de 'My Hero Academia', Luffy de 'One Piece', Yuji Itadori de 'Jujutsu Kaisen' e Asta de 'Black Clover').

Shonen Jump segue com queda na circulação impressa

Circulação da revista física agora está abaixo de 1,4 milhão de cópias, mas talvez nem tudo esteja perdido.

A versão física (impressa) da Shonen Jump segue em queda, uma tendência que tem se intensificado nos últimos 8 anos, segundo a JMPA[1]. De 2014 para cá, a revista foi de uma média (semanal) de 2,7 milhões de cópias em circulação para 1,3 milhão entre julho e agosto.

A circulação não representa as vendas, mas uma tiragem mais baixa implica demanda menor de compra. Contudo, é impossível, pelos números fornecidos, inferir quantas dessas revistas foram compradas por consumidores e quantas seguem nas lojas (mas a venda para o varejo é quando a editora lucra com a revista, é o varejo que precisa cobrir os gastos vendendo aos consumidores).

É a primeira vez que a revista fica abaixo do 1,4 milhão nesses anos, seguindo numa tendência contínua de queda, comum à maioria das revistas shounen. Segundo nossa análise, a CoroCoro é das poucas que mantém praticamente os mesmos números de 2014, mas tendo quedas expressivas no meio do caminho e voltando a crescer, ficando na casa dos 600 mil.

O maior pico já registrado da Shonen Jump foi em 1994, quando ela tinha 6,5 milhões de cópias em circulação. Mas é preciso levar esses números com certa cautela pois o mercado digital vem se expandindo, então, principalmente nos últimos 5 anos, muitos leitores podem ter migrado para a revista digital ou apenas passado a ler suas séries favoritas pelo aplicativo/site Shonen Jump+ (de forma gratuita, inclusive).

A JMPA mede apenas a circulação impressa e hoje não temos números oficiais para cravar comparações entre os dois formatos e saber o quanto desses números representa uma queda de público e o quanto representa apenas uma mudança no comportamento do consumidor. Mas o fato de Spy x Family fazer tanto sucesso sem nem sair em revista impressa é um indício da força do mercado digital hoje.

Um curiosidade é que, de qualquer forma, a Shonen Jump segue tendo circulação (atualmente absurdamente) acima da revista de maior circulação no Brasil, a Veja, que hoje não passa de 270 mil exemplares, perdendo também para uma boa parte das revistas de mangás, mas batia a casa do milhão em 2017.


Fonte: ANN


[1] JMPA é uma associação fundada em 1956 para proteger os interesses comuns das revistas dentro do Japão, estabelecendo também parâmetros éticos no meio editorial. Atualmente, 85 editoras participam da associação, que abrange então 80% das revistas (de quaisquer temáticas) do mercado japonês.

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