Crítica: Attack on Titan (live-action)

Filme live-action baseado no sucesso dos animes e mangás chega aos cinemas do Brasil em abril.

Por que falar sobre o live-action de Attack on Titan (originalmente Shingeki no Kyojin e conhecido também como Ataque dos Titãs, de 2015) agora, tanto tempo após seu lançamento? A razão é simples: o filme, assim como sua sequência Attack on Titan: Fim do Mundo (Attack on Titan: End of the World, também de 2015), será exibido nos cinemas (Cinemark, UCI, Kinoplex e Cinesystem) de diversas cidades brasileiras em abril desse ano em sessões especiais organizadas pela distribuidora Sato Company, possibilitando a experiência da película na legítima qualidade cinematográfica. Mas será que ainda vale a pena assistir ao filme?

A narrativa se passa após cem anos do aparecimento de Titãs (humanoides gigantes) que dizimaram a maior parte da raça humana, forçando os sobreviventes a se isolarem no interior de uma construção de três muros gigantes, e mantém seu foco no protagonista Eren Yeager (Haruma Miura), sua irmã adotiva Mikasa Ackerman (Kiko Mizuhara) e seu amigo de infância Armin Arlert (Kanata Hongô, o Echizen no filme de The Prince of Tennis), num contexto caótico onde o reaparecimento súbito dos Titãs rompe o período de paz instaurado. Os eventos que decorrem são divididos em duas partes, inicialmente em Attack on Titan e concluídos em Attack on Titan: Fim do Mundo.

Analisando artisticamente, a produção dirigida por Shinji Higuchi (que posteriormente dirigiu Godzilla: Resurgence, de 2016) possui mais contras do que prós, apesar do sucesso de bilheteria no Japão. Com atuações excessivamente dramáticas – não há brechas para sutilezas, todos os personagens demonstram suas emoções e intenções de forma bastante clara e expressiva, beirando o robótico – e diálogos pouco elaborados (quando não confusos), o primeiro filme é claramente uma empreitada comercial com o objetivo de levantar perguntas e gerar curiosidade no espectador para forçá-lo a retornar aos cinemas e assistir à sequência, em busca de qualquer tipo de explicação ou resolução para a trama que se desenvolve na obra (o que, consequentemente, enfraquece muito o desenvolvimento do roteiro).

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Como adaptação dos sucessos homônimos em anime e mangá, o filme também desaponta ao realizar mudanças abruptas no enredo – por exemplo, sobre a origem da muralha que separa os humanos dos Titãs ou os eventos iniciais que se passam com os protagonistas (principalmente envolvendo Eren e Mikasa) – e nos personagens – além da remoção de alguns, foram adicionados personagens completamente novos, mas que agregam pouco à trama, além de mudanças significativas na personalidade e no teor da relação dos protagonistas – o que não agradou os fãs e foi motivo de muitas críticas negativas.

O filme talvez funcione – insira aqui seu senso crítico como variável – para entreter e divertir, apoiando-se em seu único ponto positivo: os Titãs. Para o período atual, os efeitos especiais estão longe de algo impressionante, mas ver as criaturas gigantes e desengonçadas abocanhando humanos ou apenas se movendo de forma grotesca pelo cenário é algo, no mínimo, interessante e digno de ser presenciado – apesar de não ser suficiente para elevar o nível da película como um todo.

O veredito, é claro, fica a seu critério e, sendo ou não fã do anime e/ou mangá, é sempre válido aproveitar a oportunidade para tirar suas próprias conclusões. Aliás, para quem não tem qualquer apreço ou interesse por este título, a Sato Company já anunciou que pretende realizar um evento especial que trará diversas outras obras nipônicas para os cinemas brasileiros, então basta aguardar para quem sabe, ver seu filme favorito nas telonas.

Ingressos à venda

Os ingressos estão à venda para as sessões que acontecem nos dias 4 e 8 de abril, em pelo menos 16 cidades, através do Ingresso.com ou na bilheteria do cinema. As cidades confirmadas são Aracaju/SE, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Natal/RN, Niteroi/RJ, Nova Iguaçu/RJ, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São José dos Campos/SP, São Paulo/SP e Vitória/ES.

A depender do sucesso da exibição, o filme pode chegar a mais lugares do país. “É uma questão de avaliar as possibilidades; é uma relação bilateral com as salas de cinema. Se houver interesse, será um grande prazer para a Sato levar essa produção incrível para todo o país. Além disso, o momento é ideal para a exibição, já que no dia 20 de março o game Attack on Titan 2 estará disponível para o público”, afirma o CEO da Sato Company, Nelson Sato.

O anime Attack on Titan é exibido oficialmente pela plataforma de streaming Crunchyroll, com legendas em português, enquanto a versão em mangá é publicada pela Panini.

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