Memória: O dia em que os Cybercops visitaram Gugu Liberato

Júpiter e seus amigos já estiveram no palco do Domingo Legal.

Quem assistia à saudosa Rede Manchete no início dos anos 1990 provavelmente deve se lembrar de uma chamada de expectativa da vinda dos Policiais do Futuro no Brasil. A cena era do entardecer do episódio 13 (Satélite Ameaça Destruir Tóquio), onde Júpiter, Marte, Saturno, Mercúrio e Tomoko caminhavam após impedirem um fatídico ataque da Destrap que dizimaria a cidade de Tóquio no último dia de 1999.

Todos que assistiam a insistente chamada pensavam que os atores originais de Cybercop viessem mesmo para o nosso país. Mas, na realidade, se tratava mesmo do lançamento do Circo Show da série, promovida pela Sato Company. As armaduras eram as originais japonesas e os dublês eram liderados pelo grande Adriel de Almeida. Assim como o Circo Show de Jaspion & Changeman, o espaço dedicado aos Policiais do Futuro fez sucesso e ganhou até reportagem conduzida por Arnaldo Duran para o extinto Aqui Agora, do SBT. Mas o sucesso de Cybercop conquistaria outro programa da emissora de Silvio Santos.

Foi num domingo de 1994 que Gugu Liberato abriu um espaço interessante em seu Domingo Legal. Gugu promoveu um verdadeiro desfile de “fantasias” (ou o que chamamos hoje em dia de cosplays) de super-heróis que intercalavam com as atrações daquela tarde. Sendo mais preciso, era uma gincana para que os convidados votassem na melhor fantasia. Por lá passaram pessoas vestidas de Super-Homem, Mulher-Maravilha, Zorro, entre outros. 99% do elenco era formado por heróis mundialmente conhecidos.

Apresentação dos Cybercops no Domingo Legal, com narração do saudoso Emerson Camargo, dublador do National Kid.

Apenas 1% era japonês – de sucesso nacional – e tal foi representado pelos Policiais do ZAC. Isso mesmo. Júpiter, Marte, Saturno e Mercúrio estavam lá no palco do Domingo Legal. Para uma criança de 8, 9 anos era um máximo. Apesar de Tomoko e o Capitão Oda serem interpretados por outros atores, ver os Cybercops fazendo coreografias (curiosamente capoeiristas) fez com que a gente torcesse pelos nossos heróis pelo resto da edição. Não desmerecendo os outros candidatos, mas os trajes do quarteto eram mais bonitos e (obviamente) fiéis aos que eram vistos na TV. Infelizmente, não foi a vez dos heróis japoneses e a fantasia vencedora na ocasião foi do Incrível Hulk.

Esse foi um raro episódio entre heróis de Cybercop e um dos maiores apresentadores da TV brasileira. Se Júpiter e cia tiveram seus minutinhos em outra emissora fora da Manchete, marcando muitas crianças na época, devemos ser gratos ao Gugu Liberato por essa oportunidade concedida a eles.

Fica a nossa singela homenagem ao carismático comunicador que nos deixou prematuramente, aos 60 anos, nesta sexta-feira. Descanse em paz.

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