Fresno e Far From Alaska homenageiam ‘Evangelion’ em capa de nova versão de ‘EVA’

Pode cantar que a gente sabe que você sabe.

Qualquer brasileiro que se preze já deve ter ouvido os versos “minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave…“. Presente há décadas no cancioneiro popular, essa versão brasileira de uma música italiana ganhou agora uma nova roupagem no encontro das bandas Fresno e Far From Alaska. E o que chama atenção para nós é a arte do lançamento.

O single EVA traz em sua capa a face de um Eva (a-há!) dividida com a de um Anjo, elementos presentes na mitologia da série Neon Genesis Evangelion. A associação óbvia não vem de hoje, já que já circulavam por aí vídeos brincando com a abertura do animê, substituindo a música original pela brasileira.

Arte de divulgação do lançamento com a capa de ‘EVA’

 

Ainda rolou um mosaico no Instagram da Fresno formando a imagem do Eva:

Reprodução/Instagram

 

A homenagem se resume a isso aí, mas não chega a surpreender quem já conhece as peripécias do vocalista da Fresno, Lucas Silveira, um rapaz que ostenta em seu braço a tatuagem de Seiya de Pégaso, o protagonista dos Cavaleiros do Zodíaco.

Eva” (a música) surgiu no início dos anos 1980, em um sucesso do cantor italiano Umberto Tozzi. No Brasil, quem vestiu a canção foi a banda Rádio Taxi, que em 1983 lançou uma versão em português que adaptava com fidelidade a letra original. A música voltou a estourar nos anos 1990, quando o ritmo da Axé Music eternizou os carnavais com a versão da Banda Eva (propício, não?), na época liderada por Ivete Sangalo.

A regravação da Fresno com o Far From Alaska traz um aspecto mais eletrônico e moderno à faixa, com synths de Mario Camelo e “guitarras que não parecem guitarras” (como diz a própria postagem da Fresno) por Rafael Brasil.

Confira no link abaixo ou nas principais plataformas de música:


Fonte: Fresno


Com 26 episódios produzidos pelo estúdio GAINAX, a série Neon Genesis Evangelion (Shin Seiki Evangelion) foi ao ar no Japão entre 1995 e 1996, adquirindo uma fama gigantesca por ter um “tom” bem diferente dos animês exibidos até então, sendo um marco naquela década e influenciando diversas obras.

Em 1997, foi lançado no Japão o filme Death & Rebirthque recapitula os 24 primeiros episódios em sua 1ª parte, seguindo com uma sequência de animação inédita em sua segunda parte. Essa segunda parte virou a primeira parte de outro filme, The End of Evangelion, também lançado no Japão em 1997, sendo um final alternativo à série de TV (saiba mais aqui).

Dirigida por Hideaki Anno, a trama pós-apocalíptica de Evangelion foca no personagem Shinji Ikari, um adolescente recrutado por seu próprio pai para ser o piloto de um EVA – um bio-robô gigante. Os EVAs, controlados pela organização NERV, são sempre movidos por adolescentes, como forma de combater ameaças alienígenas conhecidas como Angels, a fim de impedir outra catástrofe como a ocorrida na Terra há 15 anos, evento conhecido como o Segundo Impacto.

O animê estreou no Brasil em 1999 pelo extinto canal Locomotion, sendo reprisado anos mais tarde pelo também extinto Animax, com uma redublagem pela Álamo mantendo boa parte do elenco original. Atualmente, com uma 3ª dublagem (saiba mais aqui), está disponível pela Netflix.

Um mangá, produzido originalmente em paralelo com a animação, teve publicação iniciada pela Conrad e finalizada pela Editora JBC (com direito a lançamento simultâneo do último volume juntamente com o Japão).

Rebuild of Evangelion, tetralogia que recria a história para os cinemas, teve seu último filme adiado recentemente por conta da pandemia do novo coronavírus.

Publicidade
close