Mostra gratuita no YouTube traz 10 clássicos da era de ouro do cinema japonês

Fundação Clóvis Salgado promove a mostra online Clássicos do Cinema Japonês,

Desde o último dia 18 de junho, estão disponíveis gratuitamente no YouTube 10 clássicos do cinema japonês, produzidos na “era de ouro” da sétima arte, entre o fim dos anos 1940 e início dos anos 1950. A iniciativa vai até o dia 9 de julho e faz parte da mostra Clássicos do Cinema Japonês, promovida pela Fundação Clóvis Salgado por meio do Cine Humberto Mauro.

Produzidos no período pós-Segunda Guerra, os longas retratam a transição da sociedade japonesa entre o tradicional e a modernidade. O release da mostra destaca que as produções se diferenciam do que era produzido nos Estados Unidos por dar foco ao cotidiano comum do Japão, se aproximando à realidade vivida pelos cidadãos e retratando o “banal”.

Os 10 filmes são apresentados com legendas em português e foram selecionados da biografia de quatro importantes diretores japoneses dessa era de ouro: Yasujiro Ozu (1903-1963), Kenji Mizoguchi (1898-1956), Mikio Naruse (1905-1969) e Kinuyo Tanaka (1909-1977). Também haverá sessões especiais, com comentários ao vivo de especialistas após a exibição de um dos filmes de cada diretor pelo canal do YouTube da FCS. Todas serão às 17h, ocorrendo nos dias 22, 24, 26 e 29 de junho.

Confira abaixo as sinopses e o link no YouTube de cada produção. Mais informações pelo site da FCS.


Cartas de Amor

Direção: Kinuyo Tanaka
(Koibumi, JAP, 1953) | 12 anos | 98’
Cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, Reikichi Mayumi, um homem triste e perturbado, encontra um novo emprego: escrever cartas de amor para outras pessoas. Suas ideias sobre o amor e seus princípios pessoais serão testados quando ele se reencontra com Michiko, sua ex-namorada, uma mulher com um passado sombrio marcado pela guerra e a posterior ocupação de seu país por parte das forças militares norte-americanas. Este clássico melodrama marca a estreia da grande atriz japonesa Kinuyo Tanaka na direção.


Pai e Filha

Direção: Yasujiro Ozu
(Banshun, JAP, 1949) | Livre | 108’
Noriko tem 27 anos de idade e ainda vive com o pai, o senhor Somiya, um professor viúvo, que está tentando convencer sua filha a se casar. Só que Noriko, ainda um pouco ingênua para perceber as pressões que a sociedade japonesa lhe impõe, quer continuar cuidando de Somiya.


O Sabor do Chá Verde Sobre o Arroz

Direção: Yasujiro Ozu
(Ochazuke No Aji, JAP, 1952)  | Livre | 115’
Taeko e Mokichi mantêm há anos um casamento arranjado, sem filhos e em boas condições financeiras. Taeko considera seu marido, um executivo de uma empresa de engenharia, enfadonho e desinteressante, e o casal vive à beira de uma crise matrimonial. Sua sobrinha Setsuko, por outro lado, decide não aceitar para si um casamento arranjado e se rebela contra essa tradição. Quando Taeko descobre que Mokichi teve um papel decisivo no comportamento de Setsuko, o casal tem uma briga intensa.


Era uma Vez em Tóquio

Direção: Yasujiro Ozu
(Tôkyô Monogatari, JAP, 1953) | 10 anos | 136’
Um casal de idosos deixa sua filha no campo para visitar os outros filhos em Tóquio, cidade que eles nunca tinham ido. Porém, os filhos os recebem com indiferença, e estão sempre muito atarefados para terem tempo para os pais. Apenas a nora, que perdeu o marido na guerra, parece dar atenção aos dois. Quando a mãe fica doente, os filhos vão visitá-la junto com a nora, e complexos sentimentos são revelados.


Senhorita Oyu

Direção: Kenji Mizoguchi
(Oyû-Sama, JAP, 1951) | 14 anos| 93’
Inspirado no romance Ashikari, de Junichiro Tanizaki, um dos mestres da literatura moderna japonesa, o filme acompanha a vida de mulheres da alta sociedade no Japão. Oyu é uma bela e talentosa jovem que se casa, tem um filho e perde o marido antes de completar 21 anos. Sinnosuke está apaixonado por ela, mas a tradição familiar a impede de se casar de novo.


Contos da Lua vaga

Direção: Kenji Mizoguchi
(Ugetsu Monogatari, JAP, 1953) | 12 anos | 97’
Japão, século XVI. A guerra civil destrói casas e famílias, transforma os homens, cada vez mais brutalizados. Genjuro e Tobei querem o lucro e a glória, o primeiro produzindo cerâmicas, o segundo projetando ser samurai.


A Música de Gion

Direção: Kenji Mizoguchi
(Gion Bayashi, JAP, 1953) | 12 anos | 85’
No período pós-guerra, no distrito de Gion, em Kyoto, a geisha Miyoharu aceita a jovem Eiko, de apenas 16 anos, como aprendiz.


Batalha das Rosas

Direção: Mikio Naruse
(Bara Kassen, JAP, 1950) | 12 anos | 101’
No Japão, após a morte do Sr. Masago, sua esposa, Satomi Masago, perde a empresa de cosméticos da família para o sr. Mogy devido à enorme quantidade de dívidas contraídas por seu marido. O sr. Mogy chantageia a irmã de Satomi para que ela se case com ele em troca de não mandar Satomi para a cadeia. Satomi entende equivocadamente que a irmã está tendo um caso com seu inimigo e funda uma empresa de cosméticos para competir com a de seu rival, tornando-se uma grande executiva e jurando vingança a quem afastou sua família dos negócios.


Relâmpago

Direção: Mikio Naruse
(Inazuma, JAP, 1952) | Livre | 87’
Kiyoko (Hideko Takamine) é uma jovem que trabalha como guia turística em Tokyo. Kyoko deseja algo mais da vida do que um casamento negociado pela família, o que desagrada muito sua mãe e gera muitos conflitos.


Irmão, Irmã

Direção: Mikio Naruse
(Ani Imôto, JAP, 1953) | 12 anos | 86’
A família de Akaza passa por uma grave crise. Depois de ter perdido seu emprego, ele e sua família sustentam-se com uma pequena loja de sorvetes numa vila rural não muito distante de Tóquio. Para tornar as coisas ainda piores, a filha mais velha da família, Môn, volta grávida de Tóquio, onde trabalhava, após um caso com um jovem estudante. A gravidez e a reputação de Môn, uma jovem que nunca se adaptou à moral de sua cidade, interferem na vida de toda a família.


Fonte: Fundação Clóvis Salgado

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