Imagem: Treinadora de 'Brilliant Diamond' e 'Shininh Pearl' ("Dawn") soltando uma Pokébola, em imagem com bordas amarelas dentro da identidade visual de resenhas do JBox.

Crítica | Pokémon Brilliant Diamond & Shining Pearl: A experiência do remake fiel | Nintendo Switch

Depois de muita espera e pedidos, a dupla de remakes de ‘Diamond & Pearl’ entrega tudo que se propôs, mas é o suficiente?

Brilliant Diamond e Shining Pearl são os jogos mais recentes e remakes fiéis da quarta geração da franquia Pokémon e os primeiros da série principal a serem desenvolvidos por outra empresa que não a Game Freak.

Desta vez, a missão ficou na mão da ILCA, desenvolvedora relativamente desconhecida cujo principal produto é Pokémon HOME, um serviço de armazenamento de Pokémon na nuvem. Diferente de outros remakes da série, fidelidade ao jogo original foi a regra aqui.

Imagem: Treinador olhando a estátua em Eterna City.
Até a estátua em Eterna City se aproxima ao máximo da versão original para manter a mesma sensação. | Reprodução.

O fã de Pokémon está acostumado a voltar para gerações antigas com várias mudanças, seja a expansão da Pokédex, seja a presença de mecânicas atuais ou a mudança de parte do gameplay como em Let’s Go: Pikachu e Let’s Go: Eevee.

O que ele não havia experienciado ainda é justamente jogar novamente os jogos de Sinnoh. Simples assim. E é disso que eu quero falar. Esse texto não vai falar de coisas que todo mundo viu nos trailers e terminar com um certo número de estrelinhas, tem gente que faz isso bem melhor que eu.

Tirando o elefante da sala, os gráficos chibi. Há quem goste, há quem desgoste. Eu particularmente achei que é o mais próximo do jogo original que o 3D poderia chegar. Lembrando: remakes fiéis. Fora isso, realmente os gráficos são simples como os do remake de Zelda: Link’s Awakening, inclusive com o mesmo blur na distância que havia no Zeldinha, que pra mim só não funcionou menos do que o brilho exagerado em alguns lugares fechados.

Outro ponto muito criticado foi o tamanho dos Pokémon fora das batalhas (sim, eles te seguem de novo). Concordo com algumas críticas levantadas a esse respeito apesar de entender a escolha para vermos um Gyarados minhoca que, sinceramente, não me incomodou tanto assim. Mas no grande esquema das coisas, em geral tudo é bonito e funciona de acordo com a proposta, além de os modelos dentro das batalhas serem muito bem feitos.

Imagem: Cena com bastante brilho.
Pelo menos o jogo faz jus ao nome de Brilliant e Shining… | Reprodução.

Algo realmente importante de se pensar a respeito desses remakes é que eles entregam exatamente a experiência de Diamond & Pearl, mas em 2021 (ou seja lá quando você for jogar). Em troca dos TMs voltarem a ter uso único (remediado por TMs importantes serem vendidos facilmente ou dados em pacotes de cinco), ganhamos melhorias incríveis na qualidade de vida, como acesso às boxes sem precisar ir a um Pokécenter e principalmente poder usar os HMs sem precisar lotar um Pokémon de golpes inúteis.

Essas mudanças deixam o jogo muito mais palatável, assim como a distribuição de experiência para todo o time que dá uma naturalidade muito maior para a progressão da história. Convenhamos, a imensa maioria das pessoas hoje em dia ficaria de saco cheio de ficar batendo em dezenas de Bidoofs na saída de uma cidade qualquer porque precisa de mais um nível ou dois.

Imagem: Treinadora ("Dawn") em cidade com Bidoof.
Eu também me divertiria muito mais se não tivesse que usar 4 HMs. | Reprodução.

“Ah, mas o jogo vai ficar muito fácil!”. Ainda na pegada de atualização da experiência, a inteligência artificial do jogo e os times dos líderes de ginásio e da E4 estão melhores. O jogo tem mais noção do que está fazendo e, melhor ainda, usa itens e times que se sairiam bem até em campeonatos competitivos. Inclusive, a Cynthia tem todas as habilidades, naturezas, IVs e EVs certinhos, o que (se você não conhece o competitivo de Pokémon) significa que ela vai te arrebentar em dois turnos.

Imagem: Começo de luta, mostrando os treinadores (luta contra Cynthia)..
Parece que a patroa estudou nesse tempo porque o time dela tá mais difícil ainda. | Reprodução.

Em resumo, Brilliant Diamond e Shining Pearl são a melhor experiência em Sinnoh que temos atualmente. Vale a pena comprar o jogo? Se você tem um dinheiro sobrando, gosta da 4ª geração ou nunca jogou os jogos originais, vale sim.

Como disse o Casimiro, “Claro que vale, Pokémon pô, tá brincando?” e é isso mesmo. É Pokémon, é uma boa volta aos jogos que comemoraram 15 anos em 2021 e acima disso, é a melhor experiência possível para quem nunca jogou e está acostumado com os jogos mais atuais da franquia.


Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl estão disponíveis exclusivamente para Nintendo Switch desde 19 de novembro. Os jogos não contam com localização em português, assim como a maioria dos games da franquia.


O texto presente nesta resenha é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.