Mangá do Jaspion: Séries “Super Sentai” não poderão ser usadas em possível universo da JBC

Acordo da Hasbro estaria impedindo o uso dos heróis coloridos.

Desde o anúncio do mangá do Jaspion, a Editora JBC deixou claro que pretende expandir a história do personagem como parte de um universo compartilhado, unindo vários heróis que foram mania no Brasil na virada dos anos 1980 para os 90. No entanto, pelo jeito ele terá que se unir, ao menos em um primeiro momento, apenas com seus companheiros da franquia Metal Hero.

Em entrevista concedida ao canal TokuDoc, Marcelo Del Greco (supervisor de conteúdo da editora) revelou que a intenção inicial era que a história fosse protagonizada por Jaspion junto do Esquadrão Relâmpago Changeman, mas houve um impasse. “[não pode] nenhum Sentai, porque mudou… A Saban vendeu pra Hasbro, então esquece. […] Super Sentai, infelizmente a gente não vai poder usar nada, pelo menos por enquanto. O dia de amanhã eu não sei” – comentou.

Subentende-se que a Hasbro, empresa que adquiriu recentemente os direitos da marca Power Rangers, administraria toda a franquia Super Sentai no Ocidente, mesmo aquelas séries que não foram adaptadas oficialmente para o universo dos morfadores – como era o caso de Changeman e Flashman, séries exibidas por aqui na Rede Manchete e que atualmente são licenciadas pela Sato Company, com exibição gratuita no YouTube. Vale lembrar, no entanto, que o visual dos personagens dessas séries foi usado em episódios de Power Rangers Super Megaforce, o que poderia garantir sua existência no universo desenvolvido originalmente pela Saban.

Cena de Power Rangers Super Megaforce, série adaptada de Gokaiger.

Apesar dessa baixa, a ideia de juntar os heróis da Toei nos quadrinhos continua. “A gente não quer que fique só no Jaspion, o Jaspion é a sementinha. Ele é o nosso ‘Homem de Ferro’, pra iniciar o nosso Henshin Universe“, pontua Marcelo na mesma entrevista. Entre os outros heróis da Toei que possuem licença vigente no Brasil estão Jiraiya, Jiban e o quase sexagenário National Kid (que possivelmente nem está sendo considerado, mas quem sabe?), todos distribuídos pela Sato Company. Espera-se que o acordo possa atingir outros títulos da era da Manchete (Spielvan? Winspector?), mas tudo claro, depende do êxito do Jaspion.

Você pode conferir o trecho completo da entrevista (que terá um vídeo maior futuramente), no link abaixo:


Produzida em 1985 pela Toei Company, a série O Fantástico Jaspion foi o 4º segmento da franquia conhecida como Metal Hero, inaugurada com a trilogia dos policiais do espaço Gavan (1982), Sharivan (1983) e Shaider (1984). Narra a saga do órfão Jaspion, que recebe a missão de lutar contra o império do temido Satan Goss. Ao lado da androide Anri e da monstrinha Miya, Jaspion chega à terra para procurar as crianças que possuem o poder de encontrar o Pássaro Dourado, um ser mítico que teria a chave para a vitória contra o mal.

Em 1988 a série estrearia na programação da extinta Rede Manchete, iniciando ao lado de Changeman um verdadeiro “boom” de heróis japoneses na TV brasileira. Ícone de uma geração, virou referência do tokusatsu por aqui, sendo sem dúvidas o maior sucesso comercial do gênero no país.

Ilustração de divulgação do mangá do Jaspion | Michel Borges, Editora JBC

O projeto de um mangá nacional do Jaspion foi anunciado em julho deste ano pela Editora JBC, que firmou uma parceria com a própria Toei Company junto a Sato Company – ou seja, trata-se de um produto oficial. Os quadrinhos contam com roteiro de Fábio Yabu (Combo Rangers) e arte por Michel Borges (Anarriê) e devem trazer uma história que se passa após os acontecimentos da série de TV. O lançamento é previsto para o mês de dezembro, durante o evento Comic Con Experience.

Publicidade
close