Changeman

Texto: Leandrogon (Larc) e César Filho
Edição: Rafael Jiback
Revisão:
Rafael Jiback e César Filho
Última atualização em 28 de abril de 2020.


Sem sombra de dúvidas, a década de 1970 foi um verdadeiro boom de séries tokusatsu no Japão. Foi então que no ano de 1975, quando o público já estava saturado de vários clones da Família Ultra e variantes de Kamen Rider, o desenhista Shotaro Ishinomori deu vida (literalmente, através do live-action) a mais uma obra de sua autoria: Himitsu Sentai Gorenger (Esquadrão Secreto Gorenger). 

Himitsu Sentai Gorenger/Reprodução Toei Company

Nascia então o primeiro super esquadrão colorido em defesa da Terra da produtora Toei Company. A nobre missão de tais esquadrões é enfrentar uma organização maléfica ou conquistadores espaciais com o objetivo sagrado de todo vilão de seriados nipônicos: conquistar a Terra – ou destruí-la, quando surgem uns vilões mais surtadinhos. 

Graças ao – improvável – sucesso de Spider-Man (a versão japonesa do Homem-Aranha de 1978) e de seu – absurdo – robô gigante Leopardon, a Toei Company resolveu criar Battle Fever J (de 1979), terceira produção estrelada por um esquadrão. Pensado inicialmente como uma versão japonesa do Capitão América (que aqui seria o Captain Japan, que teria ainda como parceiro a Miss América, a versão oriental da Miss Marvel), o projeto em parceria com a Marvel foi replanejado inserindo-se outros heróis que não tinham relação com os quadrinhos americanos, alterando-se os nomes e trazendo o sucesso já evidenciado do robô gigante. E assim, seguindo-se nos anos seguintes com Denziman e Sun Vulcan (último esquadrão coproduzido com a Marvel) foi consolidado o conceito de Super Sentai, que religiosamente conta com um representante indo ao ar anualmente na TV japonesa. 

As séries anteriores a Battle Fever J  – a já citada Gorenger (1975~77) e JAKQ Dengekitai (1977), também criação de Ishinomori – acabaram sendo incorporadas à lucrativa franquia a partir de 1995, mas foi a partir de 1993 que os Super Sentai passaram a explodir como mania de consumo em todo planeta. É que a partir deste ano, a Toei Company passou a co-produzir com os americanos a franquia Power Rangers e, ao contrário do que alguns gatos pingados ainda pensam, a versão nipo-americana ajudou a estabelecer a indústria do tokusatsu no Ocidente e ambas as marcas são homogêneas no mercado.

Mas muitos anos antes de adolescentes com garra serem escolhidos por uma cabeça flutuante para enfrentar Rita Repulsa, um grupo de militares dotados de poderes da Terra ajudaram o gênero tokusatsu a formar uma legião de fãs no Brasil. Até então, os brasileiros só tinham consumido produtos dos anos 1960 e 70, onde a qualidade técnica da maioria era um tanto questionável… Mesmo não sendo algo extraordinário nesse quesito, Changeman (ao lado de Jaspion), era diferente de tudo que as crianças brasileiras estavam acostumadas a assistir no ano de 1988.

No Japão, a série foi sucessora do sucesso Chodenshi Bioman, produção de 1984 que chegou a ser “vista” no Brasil por meio das controversas capas de fitas VHS da Everest Vídeo – falamos disso mais a frente.

Para 1985, a Toei optou por produzir uma série com elementos sobre espaço (inspirados em obras de Leiji Matsumoto, como Patrulha Estrelar e Capitão Harlock), dosando momentos cômicos e dramáticos. Inicialmente intitulado como Uchuu Sentai Cosmoman, a trama teria explorações espaciais como pano de fundo. O nome Chikyuu Sentai (Esquadrão da Terra) também foi considerado na pré-produção, mas só foi usado mais tarde em Fiveman (1990).

O resultado final foi uma temática sobre militares que são banhados por uma força originada das profundezas da Terra e que representavam animais mitológicos. Os novos heróis devem impedir a invasão de um tirano que visa destruir vários planetas. Assim surgia o Esquadrão Relâmpago Changeman (Dengeki Sentai Changeman).

 

 

Os defensores da Terra

Ibuki e os escolhidos do treinamento militar/Rperodução Toei Company

“Acreditei na existência desta Força e esperei até o dia de hoje.” Sargento Ibuki – episódio 1

No começo do ano de 1985, a nave Gozma (Gozmard)  chega à Terra. Para conquistar o nosso planeta, o Império Gozma ataca um treinamento de uma divisão militar. Prestes a serem encurralados pelos invasores do espaço, cinco sobreviventes do batalhão comandado pelo severo Sargento Ibuki (Comandante, no original) são salvos por uma misteriosa energia vinda das profundezas da Terra. Um terremoto emana essa poderosa força que transforma-os no Esquadrão Relâmpago Changeman

Cada um dos cinco heróis representa animais mitológicos. Aparentemente a energia apenas ativou poderes desenvolvidos pelo comitê dos Defensores da Terra, uma vez que todos os equipamentos e trajes são tratados com algum nível de conhecimento técnico na série. Sorte do Change Escudo, já que o escudinho ridículo é extremamente eficaz no combate corpo a corpo contra os inimigos. 

Changeman em ação./Divulgação Toei Company, Sato Company

O quinteto é formado por:

  • Hiryu Tsurugi/Change Dragon: Líder do Esquadrão Relâmpago, é um ex-jogador de beisebol e o mais destemido do grupo;
  • Sho Hayate/Change Griffon: Mulherengo, é o grande alívio cômico da série;
  • Yuma Ozora/Change Pegasus: Meio infantil, faz dupla com Hayate em algumas ocasiões;
  • Sayaka Nagisa/Change Mermaid: Graciosa, é o cérebro da equipe;
  • Mai Tsubasa/Change Phoenix: Motoqueira que não dispensa uma boa briga.
Change Robô, a arma final dos Changeman/Reprodução Toei Company

Com armas, veículos e ataques especiais, os Changeman enfrentam os monstros da semana e os derrotam com o tiro da Power Bazooka. Para manter a tradição da franquia Super Sentai, o monstro Gyodai sempre aparece para agigantar o monstro destruído (com os raios do seu olho na boca) para enfrentar o Change Robô formado dos veículos da Base Shuttle, a arma suprema do Esquadrão Relâmpago.

Quanto ao Império Gozma, ele é liderado por Bazoo, um tirano que destruiu vários planetas e que agora visa dominar o nosso ao lado de seus capangas. Eles são: o Comandante Giluke (Girook), os ajudantes Buba (Booba) e Shima (Sheema), o navegador Gata (Gator), além dos horrendos buchas de canhão dos soldados Hidler e Gyodai, a criaturinha que falamos acima (Dai, dai, dai, dai, dai!). Durante a série, também chega a Rainha Ahames. Antiga rival de Giluke, a vilã deu muita dor de cabeça para os heróis e antagonizou momentos importantes da trama.

Um detalhe sobre alguns integrantes de Gozma: Buba, Shima e Gata não são necessariamente maus. Eles se uniram a Gozma sob a suposta promessa de Bazoo de restaurar seus planetas (chamados várias vezes de estrelas na dublagem brasileira). Buba era um pirata espacial que viajava por vários planetas. Sua Espada Vital (Bulbados) tem uma grande força, porém não é uma arma mortal. Shima tem uma voz masculina (o motivo é explicado mais adiante na série), mas na realidade ela era uma bela princesa da estrela Aman (Amanga). E Gata era um ser pacato da estrela Navi, que formava uma família com sua esposa Zole (Zoorii) e seu filho Wallage (Waraji).

Da esq, p/ dir.: Gyodai, Buba, Giluke, Shima e Gata/Reprodução Toei Company

Changeman teve sagas marcantes e importantes. Os problemas se desencadeiam com a manifestação dos poderes de Nana, uma garota do planeta Technolíquel capaz de emanar a Aura Energética. Giluke tem uma forte ambição por ser banhado por este poder. Como reviravolta, Ahames conquista o poder vindo da Aura Energética e aumenta sua força. Giluke é derrotado pela Power Bazooka e é enterrado vivo por Bazoo no Cemitério Espacial.

Nana em sua fase adolescente.| Reprodução Toei Company

O tom da série começa a mudar quando Ahames se torna a comandante de Gozma. Ela passa a ser auxiliada pelo dragão alado de duas cabeças Yangeran (Jangeran) e pelo trio de monstros Gizan, Jella e Savoo (Davon). Juntos eles armam e encurralam o Esquadrão Relâmpago com paredes invisíveis (feitas de acrílico, mas o efeito até que… convencia). Cortando um dobrado, já que a bala da Power Bazooka e até a espada relâmpago do Change Robô é ineficaz contra a ameaça, os Changeman precisam usar de sua inteligência para enfrentar o inimigo – mesmo que isso se resuma a virar a direção da Power Bazooka ao contrário para explodir o monstro que estava posando parados atrás deles.

Depois dos efeitos da poderosa Energia Mortal de Ahames (Hard Attack), os Changeman conhecem a severa face de seu comandante – que parece querer matar eles, mesmo muito fracos e feridos. Uma sacada legal dos roteiristas foi a de escalar os figurantes que ficam apertando botões e luzes de Natal na base para “substituir temporariamente” os heróis. Como não foram banhados na Força Terrestre, eles não dispõem de tanta força, mas seus sacrifícios revivem o espírito de luta dos heróis, que despertam impetuosamente um novo nível de força, com direito a uma munição da Power Bazooka mais poderosa (em síntese, uma bala com mais brilho).

A Força Terrestre deu a todos vocês a força de guerreiros. Confiem nessa força. Vocês não precisam de mais nada.” Sargento Ibuki – episódio 36

Giluke reaparece como Fantasma Giluke (Ghost Girook) e após assombrar em alguns episódios, captura Nana, que emana mais uma vez a Aura Energética. Assim, o antigo comandante de Gozma assume um visual demoníaco e passa a se chamar como Super Giluke. Daí em diante, o grande vilão tenta transformar Buba e Shima em monstros espaciais.

Com a aproximação da batalha final, Gata retorna definitivamente para sua família e se torna pai pela segunda vez (como é a reprodução da raça dele a gente não fica sabendo e é melhor não saber mesmo). Enquanto isso, Shima percebe que ela é um mero joguete nas mãos de Bazoo (demorou hein, filha!) e resolve traí-lo. Buba desfere um golpe contra ela com a Espada Vital, mas esta arma não mata e é capaz de quebrar qualquer maldição. Assim, Shima volta a ter uma voz feminina e se alia aos Changeman. O momento é marcado pelo duelo entre Change Dragon e Buba ao pôr do sol. O pirata espacial morre nesta batalha de honra, da qual agravou ainda mais o abalo de Gozma.

A temível Ahames/Reprodução Toei Company

A coisa vai endoidando de vez. Ahames é transformada no monstro espacial Mezu e descobre a localização da base secreta do Esquadrão Relâmpago. O Sargento Ibuki entra no embate e revela ser um extraterrestre (!) chamado Yui Ibuki, que buscava vingança contra Gozma. Ahames consegue se separar de Mezu e destrói pessoalmente a base secreta, marcando a série com uma comovente cena em que ela clama por Bazoo no momento de sua morte.

Change Dragon enfrenta o Super Giluke na nave Gozma e desfere um golpe com sua espada. Mas o demônio ainda tem forças para se transformar no monstro espacial Giraz, que é derrotado pela Power Bazooka e em seguida pelo Change Robô. Apesar de ser o penúltimo, esse episódio teve mais cara de final do que o próprio final.

Com a ajuda de Nana e também de Sakura, uma garota do planeta Merill (Merie) – que foi salva por Hayate no episódio 16 e a essa altura ninguém mais se lembrava dela – os Changeman enfrentam Bazoo e finalmente descobrem seu segredo. Tanto mistério e tantas mortes pra gente descobrir que o senhor estelar de Gozma é na realidade um… Corpo celeste (Oi???). Nada de tão assustador quanto a gente pensava (e o visual transmitia), mas ainda assim ele poderia causar destruição na Terra… 

Senhor Bazoo, o devastador de planetas/Reprodução Toei Company

Infelizmente, o final de Changeman foi uma mistura de bizarrice e constrangimento. A ideia de um planeta vivo não é tão original para quem conhece quadrinhos norte-americanos, mas o orçamento padrão de produções tokusatsu compromete demais qualquer tentativa de execução inteligente (tudo bem, as crianças da época podiam deixar sua fantasia completar essas lacunas, mas também não eram totalmente trouxas, né?). Com recursos que parecem ter saído de uma casa de festas de subúrbio, os Changeman e seu comandante sofrem dentro do organismo de Bazoo. Descobrimos que a natureza de Gyodai parece estar intimamente ligada ao disparo da Power Bazuca já que sua ajuda é vital para gigantizar uma escultura chamada de talismã (que parece ter saído de algum barracão de escola de samba).

Depois de tal feito, o Change Robô teve que atravessar o óvulo núcleo de Bazoo (com um chroma key constrangedor e movido a querosene) e finalmente desferir o golpe Super Thunderbolt com a Espada Relâmpago na sala de festas – não, aquilo não convence ninguém que era o interior de um planeta, muito menos de um organismo. E assim, o Change Robô, estranhamente, sai ileso e faz sua pose no vácuo do espaço.

Ibuki, Nana, Sakura, Gata e Shima embarcam na Base Shuttle e viajam para restaurar os planetas que foram dizimados por Gozma. Tsurugi, Hayate, Ozora, Sayaka e Mai caminham pelos arredores do Monte Fuji com a sensação de missão cumprida e voltam para suas respectivas vidas normais. A paz na Terra está garantida – até que outro império maligno ameace nosso planeta e outro esquadrão apareça para nos proteger.

 

Bastidores

Após a trama complexa de Bioman, o então produtor Takeyuki Suzuki decidiu produzir uma série Super Sentai que as crianças mais novinhas da época tivessem mais afinidade. Daí a ideia de criar uma força de defesa da Terra contra invasores do espaço. E sem deixar de lembrar de crianças na faixa de 10 anos pra cima, a Toei resolveu compor os integrantes de Gozma por seres de diferentes planetas e cada um deles teriam que ter seus dramas pessoais.

Como toda força de elite, era previsto mostrar para o público que ser membro do Esquadrão Relâmpago não era moleza. O diretor Nagafumi Hori (in memorian), que trabalhou no Super Sentai anterior, entendia de temas militares e chegou a trabalhar em séries policiais. Foi dele a ideia de aproveitar um grande campo com explosões e tomadas aéreas com helicóptero para emular um local de treinamento, como pode ser visto na abertura e no primeiro episódio. Mesmo custando caro, Suzuki apostou na ideia do diretor.

Segundo relatos de Suzuki, em sua autobiografia Yume wo oitsudukeru Otoko (O Homem que busca Sonhos, inédito no Brasil), ele ouviu falar de alguém que Changeman era a série favorita de Hirohisa Soda, roteirista principal das séries Super Sentai de Goggle Five até o final de Fiveman.

O jovem Hironobu Kageyama/Reprodução Columbia

Na mesma publicação, Suzuki conta também que pediu para que o compositor Katsuo Ohno transmitisse poder. Depois de várias tentativas e resultados não satisfatórios para o produtor, ele apostou num jovem chamado Hironobu Kageyama, que apresentava shows na Live House Shibuya Eggman. Apesar do cantor, inicialmente, não querer sua imagem associada a temas de super-heróis, aceitou com a condição de usar o pseudônimo KAGE. Depois de Changeman, Kageyama ainda cravaria sua voz nos temas principais do animê Dragon Ball Z e no segundo tema d’Os Cavaleiros do Zodíaco e o resto é história.

Outro aspecto que não pode ser deixado de lado é o investimento e sensível melhoria nas fantasias de monstros da série. Cortesia do conceituado designer Yutaka Izubuchi, Changeman (ao lado de Flashman) se destaca facilmente com um dos trabalhos mais inventivos de seu currículo. 

 

Never stop, Changeman!… No Brasil

Esquadrão Relâmpago Changeman/Reprodução Toei Company

Ao lado de Jaspion, a série tokusatsu de maior sucesso no Brasil até hoje, Changeman foi licenciado por Toshihiko Egashira. Dono da antiga locadora Golden Fox, situada no bairro da Liberdade, em São Paulo, ele viu que séries de super-heróis vindas do outro lado do mundo faziam sucesso entre os programas gravados da TV japonesa que eram alugados.

Apostando no sucesso, Toshi foi até a Toei Company, no Japão, e acabou licenciando Jaspion e Changeman para o Brasil. Assim foi fundada a distribuidora Everest Vídeo. As séries foram inicialmente lançadas em VHS no primeiro semestre de 1987. Curiosamente, o verso das capas dessas fitas nem sempre eram feitos com uma preocupação com o conteúdo das mesmas e, assim, as crianças deslumbravam fotos de outras séries que sequer haviam sido licenciadas no país na época (uma bagunça gerada pelo próprio responsável da Toei que enviava os “cromos”, segundo Egashira). Uma delas era justamente Bioman, o que durante um bom tempo gerou no fandom tokusatsu brasileiro a lenda de que a série havia sido lançada no Brasil e até mesmo transmitida na TV, em canais de baixa expressão (como a TVE). Pra você ver que, em uma época sem internet, uma simples foto poderia criar um delírio coletivo de conspirações. 

Fitas VHS de Changeman

A dublagem feita nos estúdios da Álamo contou com um elenco de vozes legais, embora algumas tenham sido trocadas repentinamente depois do episódios 16 – como a do Change Dragon feita pelo dublador Paulo Ivo e substituída por Ricardo Medrado. Quem mais sofreu com trocas foi a Shima, começando com Mário Jorge Montini, mudando para Borges de Barros no episódio 17 e passando para Líbero Miguel em poucos episódios, antes de retornar para o Borges. Um destaque era o eterno Saga de Cavaleiros do Zodíaco, Gilberto Baroli, que fez um comandante linha dura excelente dublando o Sargento Ibuki.

Com o sucesso no mercado de home-vídeo, era a hora de tentar um espaço na TV brasileira. Após conseguir a licença para exibi-las nas nossas telinhas, Toshi tentou negociar para todas as emissoras. Todas, exceto a extinta Rede Manchete, da qual ele conseguiu fechar acordo, graças à indicação de uma agência que pertencia ao grupo do já falecido Beto Carrero (e é bom frisar que foi graças à agência e não ao Beto em si, ok?). Jaspion e Changeman estrearam na Manchete no dia 22 de fevereiro de 1988, como atrações do Clube da Criança (programa infantil apresentado pela Angélica, na época).

O fenômeno desencadeado pela popularidade na TV de Jaspion e Changeman rendeu a criação do Circo-Show, que viajou Brasil afora para apresentar aventuras inéditas dos heróis para toda a família, além de tentar seguir o estilo dos antigos e tradicionais shows no parque japonês Korakuen. Os trajes originais do Japão eram enviados para cá e faziam a molecada vibrar – até porque a baixa iluminação do show ajudava para que as crianças não percebessem certos “detalhes técnicos” ou os atores brasileiros que encarnavam os personagens que mostravam a cara.

Os decepcionantes bonecos da Apolo./Divulgação

A própria Everest Vídeo lançou vários brinquedos baseados em Changeman, em parceria com as marcas Apolo, Rosita e Mesbla. Ao todo, eram possíveis ver nas lojas produtos como máscaras, bonecos, fantasias de carnaval, entre outros que faziam a alegria da molecada. Infelizmente, os bonecos da fabricante Apolo ficaram muito abaixo do esperado no quesito qualidade e nenhum veículo da série pintou por aqui. Também tivemos o quinteto nos quadrinhos da editora Ebal e mais tarde pela Abril Jovem. Vez por outra, estavam lá Dragon e cia em encontros malucos com Flashman, Maskman, Jaspion e até Boomerman.

E teve também trilha sonora. Primeiramente, um inusitado lançamento em fita K7 em parceria com a Mesbla, contendo as músicas de fundo originais da série (BGMs). Depois, um LP pela Top Tape (que entraria no mercado de licenciamento de séries em seguida), lançado em 25 de julho de 1989, com adaptações para o português dos temas principais e uma música bastante aleatória, intitulada “Winnie“. A tal da Winnie – A Garota do Planeta Star, que aparece no verso do disco anunciada como uma “participação especial”, era uma espécie de representante da Everest, fazendo sorteios de produtos na TV e também participando do elenco de apoio do Circo Show. O mais bizarro da história, é que a música original usada para a versão brasileira era na verdade o tema de um animê de 1986 chamado Maple Town Story (que nunca foi lançado no Brasil!).

Não podemos nos esquecer ainda da oportunista canção “Jaspion – Changeman“, do grupo infantil Trem da Alegria, lançado em seu 5º LP, pegando carona na dupla de heróis fenômenos da TV. O engraçado é que, graças ao conjunto, os heróis eram divulgados nos programas de outras emissoras concorrentes da Rede Manchete – similar ao efeito visto futuramente com Cavaleiros do Zodíaco, da dupla Larissa & William nos anos 1990. A composição foi assinada por Michael Sullivan e Paulo Massadas, dois gigantes dos bastidores musicais no Brasil.

A fita k7 à esq. e o LP à dir./Fotos: Leandro Gonçalo e Rafael Brito/JBox

O final de Changeman foi ao ar em 1989 e a série permaneceu na grade da emissora carioca até meados de 1992, após intermináveis reprises. Dois anos depois, voltou ao ar na TV brasileira pelo horário nobre da Record, a partir de 5 de outubro de 1994. Posteriormente, migrou para o bloco Tarde Criança, em novembro do mesmo ano. A última exibição do Esquadrão Relâmpago na emissora do bispo aconteceu em 12 de agosto de 1995, junto com Flashman.

As últimas exibições de Changeman na década de 1990 se deram na faixa das 8h da manhã da CNT/Gazeta em duas ocasiões. Uma de 14 de outubro até 20 de dezembro de 1996 e outra após as reprises de Flashman e Jaspion, de 5 de maio a 18 de julho de 1997, sendo substituído pela novela mexicana Chispita. Depois disso, levaríamos alguns anos para nos reencontrarmos com o quinteto.

 

Novas mídias no embalo da nostalgia

Lata de DVDs, acompanhado de camiseta e pôster/Divulgação Focus Filmes

Em 2009, a Focus Filmes lançou Jaspion, Changeman e Jiraiya em DVD, pegando o apelo da geração que cresceu com os personagens. No caso do Esquadrão Relâmpago, a série foi dividida em duas boxes, sendo que a primeira teve opção com uma lata que vinha com três postais, uma camiseta dos heróis e um pôster de deixar qualquer fã babando por horas. Ah, um detalhe: o lançamento nacional aconteceu no final de maio daquele ano, cerca de um mês antes do primeiro volume do DVD japonês. Quanto à qualidade do conteúdo, bem… Não foi tão ruim, mas poderia ficar tão bem quanto na coleção original da Toei Video. Claro que a exceção foram os episódios 5 e 20, que foram lançados por aqui estranhamente com a imagem ripada do Toei Channel, e com qualidade inferior aos DVD genéricos que rolavam por aí nos anos 2000.

Em 2015, a distribuidora Sato Company (uma “sobrevivente” da era Manchete) adquiriu os direitos da série, juntamente com Jaspion, Jiraiya, Jiban, Flashman, National Kid e até Kamen Rider Black e o inédito Garo. A princípio, esses títulos estavam em negociação com a Netflix. Divulgamos em primeira mão aqui no JBox e o assunto teve bastante repercussão na web. Mas o acordo não foi firmado e um dos motivos era a ausência de materiais com alta definição – que era um padrão que a plataforma queria seguir na época. Ainda não existem episódios de Changeman em HD, porém a melhor qualidade é a versão remasterizada dos DVDs japoneses.

Todas essas séries, exceto Black (que teve um impasse), foram disponibilizados em 2016 no WOW! Play, extinto serviço de streaming criado pela Sato Company para exibir seus próprios produtos, depois de carregar os títulos na mala sem nenhum destino. Depois de vários problemas técnicos que levaram à extinção da plataforma em menos de um ano, a Sato resolveu criar o canal Tokusatsu TV para agregar os clássicos no YouTube – e de forma gratuita. Na época, os primeiros 37 episódios de Changeman eram disponibilizados semanalmente. No momento de publicação desta matéria, a grande maioria desses episódios foi bloqueada pela Hasbro, que detém os direitos de Power Rangers e também de Super Sentai desde 2018. Em contrapartida, desde julho de 2019, a série completa pode ser encontrada no Amazon Prime Video (ainda com a imagem velha e com uma estranha divisão em duas “temporadas”).

“Denshi Sentai Electro Five”, paródia dos Changeman pelo ‘Tá no Ar’/Reprodução Rede Globo

Em 7 de março de 2017, o já extinto programa humorístico Tá no Ar: a TV na TV fez uma paródia muito bem bolada com a série japonesa. Duas semanas antes, uns heróis coloridos bem parecidos com Changeman apareceram por alguns segundos numa zapeada nos “canais”. Marcelo Adnet e cia formaram o Denshi Sentai Electro Five, com direito a diálogos em japonês e legendas em português. O nosso “Changeman brasileiro” enfrentou o polvo gigante da Grande Estrela Gazan, interpretada por Andréa Beltrão (Zelda Scott da série Armação Ilimitada). Num cenário cheio de maquetes, os Electro Five destruíram o monstro com o Power Míssil. Tudo naquele estilo oitentista, só que mais escrachado.

E voltando a falar sobre TV aberta, de forma totalmente inusitada, Changeman, junto a Jiraiya e Jaspion, retornou via Band no dia 22 de março de 2020. Na ocasião, a emissora do Morumbi exibiu as três séries das 10h30 às 12h, como atrações do bloco Mundo Animado e como tapa-buraco da programação esportiva, que foi interrompida pela pandemia do novo coronavírus. O Esquadrão Relâmpago e o Incrível Ninja registraram média de 1,5 ponto de audiência. O maior sucesso do final da manhã foi Jaspion, registrando média de 2,2 pontos e atingindo pico de 2,6. Sendo um capítulo muito recente dessa trajetória, vamos aguardar o distanciamento histórico para resumir o que foi essa nova passagem pela TV.

Assim como o Tarzan Galático, Changeman continua vivo na memória da geração que cresceu acompanhando heróis multicoloridos saltitantes e faiscantes que lutavam para salvar o dia com histórias que equilibravam entre o carisma e o drama. Quem foi criança nessa época teve sorte de vivenciá-la, antes dos adolescentes de Alameda dos Anjos conquistarem uma audiência morfenomenal.


Outras curiosidades

  • No Japão, Changeman teve média de 11.1% na audiência. É a oitava série Super Sentai de maior audiência, perdendo para Gorenger (16.1%), Denziman (13.5%), Sun Vulcan (12.5%), Goggle Five (12.3%), Flashman (12.3%), Battle Fever J (12.0%) e Maskman (11.4%).
  • O episódio de maior audiência de Changeman foi o 53 (A Vingança de Ahames), com 16.1%. Já o episódio de menor audiência foi o 29 (A Lenda da Borboleta Dourada), com 6.5%.
  • Esta é a segunda série Super Sentai com o maior número de episódios, com 55 no total. Quatro a mais por causa do atraso na pré-produção de Flashman. Perde apenas para Gorenger (1975~77), que teve 84 episódios.
  • Sua exibição pela TV Asahi se deu entre 2 de fevereiro de 1985 e 22 de fevereiro de 1986. Ia ao ar regularmente nas noites de sábado, das 18h às 18h25. Apenas o episódio 48 (A Paixão de Buba) foi exibido numa quarta-feira, 8 de janeiro de 1986 das 17h30 às 17h55.
  • Changeman rendeu dois filmes média-metragem inéditos no Brasil, que foram apresentados no Toei Manga Matsuri (Festival de Mangá da Toei). O primeiro estreou em 16 de março de 1985 (entre os episódios 5 e 6) e o segundo (Shuttle Base! The Critical Moment!) em 13 de julho do mesmo ano (entre os episódios 23 e 24).

    Cena do 2º filme de Changeman/Divulgação Toei Company
  • O ator Haruki Hamada (Tsurugi/Dragon) participa do episódio 38 de Jetman (em 1991) e aparece em uma cena arquivada no filme Gaoranger vs. Super Sentai (em 2001).
  • Kazuoki Takahashi (Hayate/Griffon) aparece como Miran no episódio 21 de Flashman. Nas séries Metal Hero, esteve no elenco regular de Metalder como Satoru Kiita e de Janperson como o vilão George Makabe. Isso além de breves passagens em Jiraiya, Patrine e Kamen Rider Kiva.
  • Shiro Izumi (Ozora/Pegasus) interpretou Burai/Dragon Ranger em Zyuranger. Portanto, a contraparte original de Tommy Oliver, o Ranger Verde de Mighty Morphin Power Rangers. Suas últimas aparições em Super Sentai foram nas séries Kakuranger, Ohranger e no curta-metragem Super Sentai World.
  • A atriz Hiroko Nishimoto (Sayaka/Mermaid) participou do episódio 29 de Kamen Rider Black. Essa foi uma das suas últimas atuações na mídia japonesa.
  • Mai Oiishi (Mai/Phoenix) foi uma das garotas do Planeta Iga em Sharivan e a Garota 2 nos episódios 16 ao 35 de Shaider. Em 2019, ela faz uma ponta no último episódio de Lupinranger VS Patranger, junto com as veteranas Yuki Nagata (a Yellow Mask de Maskman), Sumiko Tanaka (a segunda Yellow Four de Bioman) e Michiko Makino (a Pink Five de Bioman).
  • Hironobu Kageyama, cantor principal de Changeman, interpretou vários temas de Maskman e Jetman, além de inserções para outras séries Super Sentai como Fiveman, Ohranger, entre outros. Sem contar outros trabalhos, com destaque para temas dos animês Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z. É o líder da banda JAM Project, da qual o brasileiro Ricardo Cruz também é membro. Ele também faz a voz do anel Zaruba nas séries Garo.
  • Duas músicas da trilha sonora de Changeman foram interpretadas pela cantora Naomi Miyanaga. Elas são “LOVE FOREVER” e “Mermaid & Phoenix“.
  • Quem vestia o traje do Change Dragon, nos bastidores, era o dublê Kazuo Niibori. Por 13 anos consecutivos, ele foi o dublê dos vermelhos de Super Sentai de Battle Fever J a Jetman.
  • Antigamente havia um boato brasileiro que dizia que Shiro Izumi era o dublê de Godzilla. Na realidade era Tsutomu Kitagawa, o dublê de Pegasus. Ele interpretou o Rei dos Monstros de 1999 a 2004. Curiosamente, ele aparece brevemente no episódio 19 de Changeman como o cientista Saga.
  • A mesma hierarquia dos dublês de Changeman se repetiu em Flashman e Maskman. Kazuo Niibori (vermelho), Koji Matoba (preto/verde), Tsutomu Kitagawa (azul), Masato Akada (branca/amarela) e Yuichi Hachisuka (rosa).
  • Os braceletes de transformação dos heróis são chamados de Change Brace. Suas armas são o Change Fogo (Change Sword), que se converte em espada e escudo. Seus veículos são as motos Auto Changer, o carro (4WD) Change Cruiser e jet skis usados por Pegasus, Mermaid e Phoenix em alguns episódios da série de TV e também no primeiro filme.
  • Suas armas individuais são: Dragon Zooka, Griffon Zooka, Pegasus Zooka, Mermaid Zooka e Phoenix Zooka. Combinadas, elas formam a Power Bazooka (também chamada de “Poderosa Bazuca” pela dublagem brasileira em alguns poucos episódios).
  • A Power Bazooka foi a primeira arma do tipo nas séries Super Sentai para derrotar o monstro da semana. O elemento vingou em Flashman, Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger e tantas outras. Antes de Changeman, as equipes tinham que fazer uma combinação especial.
  • O Change Robô era formado pelos veículos: Jet Changer 1 (pilotado por Dragon), Helichanger 2 (por Griffon e Mermaid) e Landchanger 3 (por Pegasus e Phoenix). O gigante reapareceu no primeiro episódio de Turboranger (cenas de arquivo) e nos filmes Gaoranger vs. Super Sentai (de 2001), Gokaiger Goseiger Super Sentai 199 Hero Great Battle (de 2011) e Zyuohger vs. Ninninger (de 2017).
  • No especial de vídeo Toei 100 Great Hero Super Fight (de 1986), o Change Robô foi elencado como o herói de número 92, logo a frente de Jaspion, elencado como o herói de número 93.
  • Changeman foi a primeira série, desde Battle Fever J, a não ter um integrante de uniforme amarelo. Isso voltou a acontecer em Kyoryuger (de 2013).
  • A Change Mermaid foi a segunda integrante de Super Sentai da cor branca. O primeiro foi Big One, o quinto e último herói de JAKQ Dengekitai, interpretado por Hiroshi Miyauchi (o Chefe Masaki em Winspector e Solbrain).
  • Esta foi a única série com integrantes femininas das cores branca e rosa até a estreia de Ninninger, em 22 de fevereiro de 2015 (exatamente 29 anos depois do episódio final).
  • É a única serie Super Sentai que teve a formação do grupo com as cores vermelha, preta, azul, branca e rosa (necessariamente nesta mesma ordem de hierarquia).
  • Obras do mangaká Leiji Matsumoto como Patrulha Estrelar, Capitão Harlock e Galaxy Express 999 serviram de inspiração para Changeman. A série teve um forte apelo sobre guerras entre os povos.
  • Segundo o produtor Takeyuki Suzuki em sua autobiografia, a Rainha Ahames foi inspirada em Medeia, personagem da mitologia grega.
  • Ainda em 1985, Yutaka Izubuchi, design dos monstros da série, criou o visual de Cho Jigen Zelsite, herói visivelmente similar ao Change Griffon.
  • Yuriko Hishimi, a agente Anne Yuri de Ultra Seven, participou dos episódios 32 e 33 como a mãe adotiva de Nana. Ainda na franquia Super Sentai, ela foi a mãe de Norio no episódio 6 de Maskman.
  • A atriz Yoko Nakamura, a Sara/Yellow Flash de Flashman, participou do episódio 45 como Aira, a garota do planeta Niji.
  • O último episódio de Changeman, exibido no Japão em 22 de fevereiro de 1986, foi situado na última passagem do Cometa Halley, durante a viagem da Base Shuttle para a estrela Gozma. A última passagem aconteceu em 9 de fevereiro daquele ano. Curiosamente, o final da novela Roque Santeiro, da Rede Globo, também mencionou o cometa, durante o duelo entre Roque (José Wilker) e o bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro) na praça da fictícia cidade de Asa Branca. Outra coisa em comum com a série japonesa é que o último capítulo foi ao ar originalmente em 21 de fevereiro de 1986 e reprisado na noite seguinte. Coincidência ou milagre de santo?
  • O dublador brasileiro de Hayate/Griffon é o ator Carlos Takeshi, que ficou conhecido por suas apresentações no canal de vendas Shoptime entre 1995 e 2007. Ele emprestou sua voz para os personagens Jaspion na série de mesmo nome, Stanley Hilton no animê Comando Dolbuck e Tremy de Sagita na primeira dublagem d’Os Cavaleiros do Zodíaco.
  • Após 26 anos do final da série, Hayate aparece brevemente no episódio 49 de Kaizoku Sentai Gokaiger (versão original de Power Rangers Super Megaforce), ao lado de Takayuki Hiba/Vul Eagle (de Sun Vulcan), Dan/Green Flash (de Flashman), Akira/Blue Mask (de Maskman) e Remi Yoshikawa/Five Yellow (de Fiveman).
  • Como consequência, Gokaiger foi adaptado para Power Rangers Super Megaforce (de 2012). Cenas onde os piratas do espaço usavam poderes de Changeman, Flashman, Maskman e alguns outros esquadrões que não foram ocidentalizados foram reaproveitadas — com a desculpa de que eram “poderes jamais vistos na Terra”. Os poderes de Changeman foram rebatizados como “Blitz”, enquanto Flashman ficou como “Prism”, Maskman como “Lightning”, Dairanger como “Squadron” e Fiveman como “Supersonic”. Este último teve sua origem contada em 2018 nos quadrinhos de Power Rangers, pela editora BOOM! Studios.

Ficha técnica

  • JAPÃO
    Título: Dengeki Sentai Changeman
    Emissora original: TV Asahi
    Exibição original: 2 de fevereiro de 1985 a 22 de fevereiro de 1986
    Horário original: sábados, das 18h às 18h25
    Total de episódios: 55 para a TV e 2 para o cinema
    Estúdio: Toei Company
    Criação: Saburo Yatsude
    Roteiro: Hirohisa Soda (principal), Kunio Fujii e Kyoko Sagiyama
    Direção: Minoru Yamada (31 eps.), Takao Nagaishi (16 eps.), Nagafumi Hori (8 eps.)
    Designers de personagens: Katsushi Murakami (heróis e veículos) e Yutaka Izubuchi (monstros e vilões)
    Trilha sonora: Katsuo Ohno
    Produtor: Takeyuki Suzuki
    Elenco: Haruki Hamada (Hiryuu Tsurugi/Dragon), Kazuoki Takahashi (Sho Hayate/Griffon), Shiro Izumi (Yuma Ozora/Pegasus), Hiroko Nishimoto (Sayaka Nagisa/Mermaid), Mai Ooishi (Mai Tsubasa/Phoenix), Jun Fujimaki (Sargento Ibuki), Tokie Shibata (Nana), Yoko Asakura (Sakura), Shouhei Yamamoto (Giluke), Fukumi Kuroda (Ahames), Yoshinori Okamoto (Buba), Kana Fujieda (Shima), Kazuto Kuwabara (Bazoo), Seizo Kato (Bazoo, voz)
    Dublês: Kazuo Niibori (Dragon), Koji Matoba (Griffon), Tsutomu Kitagawa (Pegasus), Masato Akada (Mermaid), Yuichi Hachisuka (Phoenix) e Hideaki Kusaka (Change Robô)
    Participações especiais: Kyoko Nashiro (Professora Michiko, episódio 20), Yuriko Hishimi (mãe adotiva de Nana, eps 32 e 33) e Yoko Nakamura (Aira, episódio 45)

 

  • BRASIL
    Título no Brasil: Esquadrão Relâmpago Changeman
    Distribuição: Everest Video/Tikara Filmes e Sato Company (a partir de 2015)
    Exibidoras no Brasil: Rede Manchete, Record, CNT/Gazeta, Wow!Play, Amazon Prime Video e Band
    Elenco de dublagem: Paulo Ivo (Tsurugi/Dragon, até o ep. 16), Ricardo Medrado (Tsurugi/Dragon, a partir do ep. 17), Carlos Takeshi (Hayate/Griffon), Armando Tiraboschi (Ozora/Pegasus), Neuza Azevedo (Sayaka/Mermaid), Márcia Gomes (Mai/Phoenix), Gilberto Baroli (Sargento Ibuki), Jorge Pires (Bazoo), Nair Silva (Ahames), Marcos Lander (Giluke), Mário Vilela (Buba e Gyodai), Mário Jorge Montini (Shima, até o ep. 16), Borges de Barros (Shima, do ep. 17 ao 20 e 27 ao 52; Gata), Líbero Miguel (Shima, do ep. 21 ao 26), Maximira Figueiredo (Zole e Shima, a partir do ep. 52), Wendel Bezerra (Wallage), Lúcia Helena (Nana, a partir do ep. 42 e Aira) e Francisco Borges (narrador)
    Direção de dublagem: Líbero Miguel e Nair Silva
    Versão brasileira: Álamo – São Paulo

Guia de episódios

Acesse o guia completo dos 55 episódios de Changeman clicando aqui.

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