Coluna do Daileon#38 | Produtor da Toei fala sobre as dificuldades de filmagens de Kamen Rider

Ainda nesta edição, cosplayers femininas falam sobre suas inspirações e as respectivas personagens em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Saudações inca-venusianas! (Awika!) Você sabe qual a maior dificuldade da Toei para filmar as cenas de ação das séries Kamen Rider? O produtor principal do estúdio comenta sobre o caso. Saiu um novo trailer de ULTRAMAN. Saiba quando começa os spin-offs de Kamen Rider Zi-O. E ainda, nossa homenagem ao dia das mulheres com a colaboração de Lulu Gabriella, do portal Serial Cookies. Tudo isso e muito mais aqui na Coluna do Daileon de hoje.


Missão quase impossível

Shinichiro Shirakura e Kento Handa durante o evento de exibição do filme de Kamen Rider 555 (Faiz)

Durante a de exibição de Kamen Rider 555: Paradise Lost (2003) na segunda e última noite do Kamen Rider Movie Revival Screening Event, evento realizado em Shibuya no final de fevereiro, o produtor Shinichiro Shirakura e o ator Kento Handa (Kamen Rider Faiz original) responderam perguntas dos fãs.

Shirakura respondeu que haviam embargos na época, onde era proibido filmar em determinados locais. O produtor não especificou em que ponto isso aconteceu. Porém ele afirmou que “Kamen Rider pode se tornar incapaz de ser filmado no Japão“, caso a situação se agrave no futuro.

Restrições foram impostas ao longo dos anos para os estúdios que pretendiam filmar no Japão. Mesmo com a criação da Tokyo Location Box, em 2001, para ajudar os estúdios a obter autorizações e respeitarem as leis de cada local, menos da metade das solicitações são aprovadas em média. Com isso, os estúdios domésticos e internacionais acabam optando por filmar em locais suburbanos do Japão. É o caso das séries Kamen Rider que acabam seguindo por esse caminho.

Embora o país esteja se preparando para sediar as Olimpíadas de 2020, em Tóquio, os estúdios se esforçam para simplificar os processos de produção, o que não é nada fácil.


O despertar da luz

Mais um trailer do anime ULTRAMAN! O enfoque desta vez é o estudante Shinjiro Hayata, nada menos que o filho de Shin Hayata, o hospedeiro do “gigante de luz” que defendeu nosso planeta de invasões de monstros gigantes e de alienígenas décadas atrás. Shinjiro assume a responsabilidade como sucessor do primeiro Ultraman para combater uma nova invasão alienígena.

Também podemos conferir as versões alternativas de Dan Moroboshi e Seiji Hokuto em ação como Ultraman versão 7.0 e Ultraman A (Ace), respectivamente.

A primeira temporada está prevista para ter 13 episódios produzidos pela Production I.G. e Sola Digital Arts. Estreia mundialmente via Netflix no dia 1º de abril. O mangá originalmente criado pelo roteirista Eiichi Shimizu e pelo desenhista Tomohiro Shimoguchi (ambos de Linebarrels of Iron) é publicado no Brasil pela Editora JBC.


Falando em mangá…

Segue a capa do volume 13 de ULTRAMAN, publicado nesta terça (5) no Japão.


Dose dupla

Os spin-offs de Kamen Rider Zi-O já tem data e episódios definidos para ir ao ar no Toei Tokusatsu Fan Club, a plataforma de streaming do estúdio.

RIDER TIME: Kamen Rider Shinobi, a minissérie que conta mais sobre o Rider do ano 2022, terá 3 episódios lançados nos dias 31 de março, 7 e 14 de abril. Direção de Takayuki Shibasaki, que dirigiu quase todas séries Kamen Rider de 2006 pra cá.

RIDER TIME: Kamen Rider Ryuki, a sequência dos eventos de Kamen Rider Ryuki, será apresentada também em 3 episódios e nas mesmas datas de Shinobi. O roteiro é de Toshiki Inoue, que também já trabalhou para as séries Kamen Rider Agito, Kamen Rider 555 e Kamen Rider Kiva.

Em 30 de março, um dia antes do lançamento das duas minisséries, será apresentado o programa Kamen Rider Zi-O Spinoff RIDER TIME Eve Premium Screening & Talk Show. Apenas assinantes do TTFC sorteados poderão assistir o bate-papo e a prévia dos episódios de estreia.


Access Flash!

Denkou Choujin Gridman (1993) será reprisado na TV japonesa a partir de 12 de março pela TOKYO MX 2 – segundo canal da popular emissora UHF da região metropolitana de Tóquio. Os 39 episódios produzidos pela Tsuburaya irão ao ar de terça a sexta das 18h30 às 19h00, ocupando o lugar do anime Cowboy Bebop.

Gridman ficou conhecido no ocidente por sua versão estadunidense chamada Superhuman Samurai Syber-Squad (1994), exibido pela extinta Rede Manchete entre 1996 e 1997. Entre outubro e dezembro de 2018 foi exibida no Japão uma adaptação animada intitulada SSSS.Gridman (leia mais aqui).


Jornada das heroínas

Os assinantes do Toei Tokusatsu Fan Club e órfãos de Lupinranger VS Patranger poderão assistir ao LupinPat Heroine Journey A TRIP BY LUPIN YELLOW & PATREN3GOU, especial de duas partes estrelado pelas atrizes Haruka Kudo (Umika Hayami/Lupin Yellow) e Kazusa Okuyama (Tsukasa Myojin/Patren 3gou).

A localização do especial é em uma área de montanha em Nagatoro, que mostra as duas desfrutando da paisagem e da culinária gourmet. Elas conversam coisas como os futuros parceiros ideais e coisas do tipo durante o especial.

O primeiro episódio foi lançado em 24 de fevereiro e o segundo em 3 de março.

As atrizes Kazusa Okuyama e Haruka Kudo

Pôster japa

Godzilla II: Rei dos Monstros ganha nova arte para divulgação no Japão. (E que arte, meus amigos! Que arte!) A estreia acontece por lá em 31 de maio, mesma data do lançamento nos EUA. Nós aqui do Brasil veremos um dia antes.


Desligamento

Taiko Katono (26), o ator que viveu Chase/Kamen Rider Chaser em Kamen Rider Drive (2014), deixa a sua agência, a Evergreen Entertainment, onde estava desde 2011. O anúncio foi feito pelo site oficial da mesma. O motivo de seu desligamento não foi publicado. Katono agradeceu aos fãs pelo apoio. Como citado no comunicado, a página oficial do ator estará no ar até a próxima segunda-feira (11).


Aprendiz de feiticeira

Haruka Kudo (19) já se despediu de Umika/Lupin Yellow e dá boas vindas à sua nova personagem. A atriz de Lupinranger VS Patranger será Chise Hatori, a personagem principal de The Ancient Magus’ Bride, em adaptação para os palcos de 5 a 14 de outubro. A divulgação veio do perfil oficial da atriz no Twitter.

The Ancient Magus’ Bride (Maho Tsukai no Yome) é um mangá shonen/sobrenatural escrito e ilustrado por Kore Yamazaki. Sua versão em anime pode ser conferida na plataforma de streaming Crunchyroll, incluindo versão dublada.


Drakkon ataca!

Um novo trailer do game Power Rangers: Battle for the Grid foi lançado recentemente. O grande destaque é o vilão Lord Drakkon, que aparece originalmente na saga “Shattered Grid” dos quadrinhos Mighty Morphin Power Rangers (Boom! Studios). A desenvolvedora nWay confirma que a equipe de roteiristas da saga é responsável pela trama do jogo.

Power Rangers: Battle for the Grid estará disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, XBox One e PC (Steam).


Mayday, may day (SOS)

Mais um clipe do projeto Anison Lab baseado em tokusatsu. A dupla Ricardo Cruz e Lucas Araújo apresentam nesta semana a nova roupagem do tema de abertura de Winspector, série Metal Hero do ano de 1990 que fez sucesso na saudosa Rede Manchete. Aumenta o som ae! Quem sabe, canta junto! hehe


Fim dos Metal Heroes?

Capa do DVD do filme B-Robo Kabutack: The Epic Christmas Battle!! (de 1997), com os heróis Blue Beet (B-Fighter) e B-Fighter Kabuto.

Você sabe por que Kabutack (1997) e Robotack (1998) seguiram uma linha mais cômica e bem mais infantil em comparação às séries anteriores? Qual o motivo de tantas mudanças e experimentações na franquia? Gavan foi feito realmente para formar um então novo segmento de super-heróis na TV japonesa?

O pesquisador/colecionador Usys 222, conta em seu blog, Casa do Boneco Mecânico, sobre a “origem” da franquia e o verdadeiro motivo para o seu “fim”. O processo foi bem mais natural que imaginávamos. Leitura obrigatória para os fãs dos heróis metálicos e também para quem curte Kamen Rider. O texto conta com colaboração de Alexandre Nagado (Blog Sushi POP).


Último desejo

O portal americano Comic Book News noticiou sobre George Root III, um paciente da cidade de Buffalo, Nova Iorque, com câncer em fase terminal que queria ver o filme Godzilla II: Rei dos Monstros antes de morrer, temendo não poder assistir até o lançamento no fim de maio.

Um amigo próximo, que é dono de um cinema drive-in da cidade, relatou via Facebook sobre o caso nesta quarta (6). “Fui vê-lo na segunda e na terça-feira, e as duas primeiras palavras que saíram de sua boca para mim foram, Rei dos Monstros“, afirmou. O apelo foi para que George pudesse assistir o filme como seu último desejo. “Eu não sou uma grande personalidade no ramo do cinema, mas eu conheço algumas pessoas que conhecem algumas pessoas (ligadas ao meio), então eu tomei medidas para levar o pedido aos olhos e ouvidos do pessoal da distribuidora, a Warner Bros. Pictures, e da produtora, Legendary Pictures. George gostaria de ouvir Godzilla rugir mais uma vez antes de partir. Vamos tentar fazer isso acontecer“, relatou o dono do estabelecimento local.

Mas infelizmente não deu tempo. George faleceu na manhã desta quinta (7), sem poder realizar o seu sonho. A triste história comoveu os amantes de filmes kaiju nos EUA.


Heroínas da vida real

Por Lulu Gabriella (do portal Serial Cookies)

Yellow Ranger – Pink Space – Time Pink

Há tantos personagens no entretenimento que são inspiradores. E além disso, guerreiras, amorosas, amigas, poderosas… mulheres! Eu mesma tenho como referência diversas personagens incríveis que me ensinam sempre algo positivo e cujas séries fazem parte do meu coração, além de jeitos e lições que fazem parte do que sou.

E em tokusatsu há muitas mulheres na linha de frente em combate, liderando, dando conselhos, fazendo a diferença. E até vilãs que impõem respeito e tornam-se, ao longo de suas jornadas, também grandes exemplos positivos de seres humanos. Todas as Rangers em equipe, além das personagens Princesa Shayla, Dimitria, Dulceia, Astronema, Nadira dentre muito outras são exemplos de personagens que inspiram e que trazem a importância da representatividade feminina nestes seriados. Sempre mostrando a força e sabedoria perante as dificuldades, missões e crescimento pessoal.

E é importante lembrar que há no Brasil muitas mulheres que não estão nas telas e que também são inspiradoras e guerreiras. E em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a convite do César Filho, trago depoimentos de algumas destas grandes mulheres que representam no mundo cosplay personagens influentes do Universo Tokusatsu e que também as têm como inspiração estas grandes mulheres do entretenimento não apenas para uma fantasia, mas para a vida. Girl Power e que o poder nos proteja!

 

Cristina Santos

Pink Ranger – Change Mermaid – Cristina Santos

Gostaria de começar falando um pouco da personagem Sayaka Nagisa, a Change Mermaid de Changeman. Já se passaram 31 anos que estreou a série e ela já era um exemplo de uma mulher muito forte. A qual era já naquela época a cabeça do grupo. Além de ser a mais inteligente e responsável por desenvolver os projetos tecnológicos. Logo ela era ligeira neste sentido e eu acho que para os dias de hoje, este exemplo de liderança é muito importante para o crescimento das mulheres; tanto no seu dia a dia quanto no trabalho, em casa e com todos os demais afazeres. A Sayaka sempre foi uma mulher muito independente, inteligente e membro super importante da equipe. Tudo bem que os Changeman eles já eram adultos, diferente da personagem de Power Rangers que vou falar na sequência, que era adolescente na fase se colégio.

Agora falando da Kimberly Hart, que foi a primeira Ranger Rosa; ela era a mais mimada da equipe; e engraçado que também era um pouco enjoada para algumas coisas “frescas”. E eu me identificava muito com ela porque eu também sou um pouco assim. Amava ver as caretas divertidas dela e tudo mais. E por outro lado ela também era muito dedicada nos esportes e em tudo que fazia como dar aula e ajudar crianças. O que não está muito distante da nossa realidade de hoje em dia, que devem ter como inspiração esta força de vontade, pois há muitas meninas jovens que são teimosas que tem muito a aprender, e que deveriam se dedicar em focar em pelo menos alguma coisa positiva como a Kimberly. Que era esforçada e focava na ginástica olímpica, onde ela era destaque. Em vista disso penso que o que tem a melhorar nessas séries em alguns casos seria mudar o comportamento deixando-as mais maduras mas continuando a agir sempre da forma correta. Não que a Kimberly não não agisse, por ser mimada, mas reforçar que tentar fazer as coisas darem certo é o essencial para focar em algo que traga algo bom para futuro.

A Kimberly e a Change Mermaid mexeram muito comigo e fico muito feliz por hoje conseguir fazer cosplay das duas personagens que são minha referencia.

 

Estela Costa

Elisa Costa (rosa), Erin Cahill e Estela Costa (Vermelha)

Na época em que comecei a assistir tokusatsu, em 1988, eu não pensava muito sobre a situação das mulheres em programas de TV, eu só tinha 7 anos. Hoje vejo que as mulheres sempre foram valorizadas em tokusatsu, fossem heroínas ou vilãs. Ainda que não aparecessem em maior número que os homens, eram muito poderosas. Nos Super Sentai tivemos muitas heroínas de grande importância e vilãs memoráveis, como a Rainha Ahames em Changeman. Nas séries de Metal Hero, desde o começo, o herói, mesmo sendo um homem, tinha sua parceria na luta contra o mal e que o ajudava muito.
Em Power Rangers não foi diferente, sendo que até alguns heróis da versão japonesa forem alterados de homens para mulheres na versão americana para que tivesse mais mulheres na série. Isso aconteceu em algumas temporada, inclusive na primeira. Aliás, a primeira temporada foi baseada em Zyuranger, que tinha como vilã uma bruxa poderosa e cruel.

Como inspiração destaco, em tokusatsu, a Peggy, a Momo Ranger de Gorenger, o primeiro de todos os Sentai. Ela teve destaque em diversos episódios e sempre se mostrou forte, nunca foi a representação do sexo frágil, sendo muito importante na equipe.
Do lado ocidental, destaco a Jen, a única Ranger Rosa a ser líder de uma equipe. Apesar de termos a Lauren, Ranger Vermelha de Power Rangers Samurai, a Jen foi uma líder mais marcante, cometendo até mesmo alguns erros, tamanha era sua vontade de derrotar Ransik e seus mutantes.

 

Camila Pereira

Camila Pereira de Ranger Azul – Camila Pereira de Deka Pink

Meu nome é Camila, tenho 30 anos e comecei a ver tokusatsu e Power Rangers quase ao mesmo tempo lá nos anos de 1995, mas no caso do tokusatsu, só vim tomar conhecimento do termo em 2000 com a estreia de Ultraman Tiga na Record, a minha série favorita até hoje. Por coincidência desse post, essa série foi a única até hoje a ter uma mulher como capitã de uma equipe científica. Em todas as outras havia mulheres, mas geralmente apenas uma e muitas vezes no posto de comunicações. Lá naqueles tempos de MIRC e fóruns, o fato de ser mulher (ou menina, naquele caso kkkk) já causava uma certa estranheza, mais do que hoje, visto que o meio é dominado por homens. E gostar de Power Rangers também era ainda pior e sempre precisava manter isso em segredo para não ser esculachada tanto na internet quanto na vida real (hoje ainda é assim, mas nem tanto). “De onde já se viu menina gostar de ‘desenhos’ de luta?” ou “como pode alguém gostar de tokusatsu e de Power Rangers?”, era o que pensavam.

Já quanto ao cosplay, faço há 5 anos e não me importo muito com o gênero do personagem. Já fiz Power Rangers e Tokusatsu, e quero fazer mais. Geralmente a reação é boa, ou então nunca nada de mal chegou aos meus ouvidos, mas o que eu sei é que um grupo de cinco Power Rangers mulheres sempre chama atenção. Não é sempre que se vê um grupo completo da série e muito menos composto apenas por moças. No entanto houve um caso em que falaram que eu não poderia fazer o ranger azul (de Mighty Morphin), porque é cor de rangers homens (como se a ranger azul de Tempestade Ninja e Hurricanger não existisse, além de outras). E um cosplay de tokusatsu que sempre quis fazer e consegui foi a Umeko, a rosa de Dekaranger, com o uniforme policial. Não é costume meu gostar das rosas, mas ela me chamava a atenção por ser toda barbiezinha e fofinha, ao contrário da amarela, mas ainda ser um membro valioso e capaz de dar cabo dos vilões como qualquer um de seus companheiros. Ou seja, é digna de respeito como toda mulher deve ser, não importa as aparências.

Grupo cosplay de Rangers Mulheres de Curitiba | Elisa, Camila, Estela, Drika e Lulu