Rurouni Kenshin: live-action revela ator e visual do vilão Enishi Yukishiro

Sequência em dois filmes adapta arco que até então só existia no mangá de ‘Samurai X’.

Inédita na série animada de Samurai X (Rurouni Kenshin), sendo bem longa no mangá original, a saga de Enishi Yukishiro será adaptada nos novos filmes live-action derivados da obra, previstos para julho e agosto deste ano no Japão. A fase só teve uma leve adaptação em um especial animado lançado em 2001.

Eis que agora temos a informação de quem viverá o personagem no cinema. O ator de 23 anos se chama Mackenyu Arata, nasceu em Los Angeles e é filho do lendário Sonny Chiba, um dos mais importantes atores de filmes de ação do Japão. Ele esteve presente como Arata nos três filmes live-action de Chihayafuru e foi o Kamen Rider Dark Drive no filme da série tokusatsu Kamen Rider Drive.

Confira o primeiro visual revelado do personagem:

Sobre a escolha para o papel, o ator comentou a tensão envolvida: “Na verdade, fui convidado muitos anos atrás. Fiquei muito feliz, mas como é uma obra muito famosa e com cenas de ação, não tinha ideia do que aconteceria. Foi muito difícil, mas o diretor Ohtomo, Tanigaki (diretor de ação) e toda equipe de ação me apoiaram muito. Graças ao apoio de todo mundo consegui finalizar. A filmagem durou por muitos dias e o meu corpo estava gritando, mas foi uma experiência valiosa.

Segundo Mackenyu, o set era gigantesco e o fazia tomar susto constantemente. De espectador para ator nos filmes, ele também falou sobre como foi gravar as cenas de Enishi. “Já no começo tem uma cena de ação incrível. Eu dei tudo de mim para gravar as cenas onde Kenshin encontra o Enishi, as cenas de luta…  gostaria que todos assistissem.  Eu assisti aos três filmes como um fã, mas esse filme também ficou muito interessante. Podem aguardar com alta expectativa, incluindo a aparição do Enishi.” – convida o ator.

Keishi Ohtomo, diretor dos filmes

O diretor Keishi Ohtomo também comentou a escolha do ator: “Na primeira vez que o encontrei, o olhar forte e sincero me atraiu. Lembro claramente que, logo depois, falei para o produtor que não conseguia imaginar ninguém além dele (Arata) para o papel. Para fazer o papel do Enishi é imprescindível ter a impressionante jovialidade e presença, além de esconder no fundo do coração a delicadeza e inocência que chega a beirar insanidade. Ele (Arata) apareceu na minha frente como uma materialização de uma grande possibilidade e grandeza. Sinto que o meu instinto não estava errado. Ele conseguiu se adaptar à marca registrada do Enishi, que é o cabelo branco e vestimenta laranja. A característica física e o senso do Arata são algo incomum dentre os japoneses. Acredito que ele conseguiu mostrar todo o seu potencial, atuando como alguém que faz Kenshin temer. Sem dúvida, o charme vívido dele é um dos aspectos que tornam o filme mais atraente.

Os três primeiros filmes foram produzidos entre 2012 e 2014, com direção de Keishi Ohtomo, que retorna para os novos longas, assim como o ator Takeru Satoh (que vive o Kenshin Himura).  A trilogia original foi lançada no Brasil diretamente em DVD pela Focus Filmes, sendo exibida também por streaming em plataformas como a Netflix e em exibições especiais nos cinemas da rede PlayArte. Todos estão disponíveis atualmente pelo Amazon Prime Video.

Além de contar a saga de Enishi, os novos filmes também abordarão o passado de Kenshin. O primeiro a estrear é Rurouni Kenshin Final Chapter: The Final (sim, redundante assim mesmo) no dia 3 de julho de 2020, e depois vem Rurouni Kenshin Final Chapter: The Beginning em 7 de agosto de 2020.

[Via Comic Natalie]

Com tradução de Suellen Sato.
Post atualizado às 12h do dia 13 de fevereiro com as falas do diretor.


Batizado no ocidente como Samurai XRurouni Kenshin é um mangá de Nobuhiro Watsuki, publicado entre 1994 e 1999 na revista japonesa Weekly Shonen Jump, contando a história de um exímio ex-assassino conhecido como Battousai, o retalhador. Assumindo a identidade de Kenshin Himura, ele resolve virar um andarilho que prega a filosofia da “espada para a vida” durante a Era Meiji, se recusando a matar novamente.

Um dos maiores sucessos da revista, o mangá virou animê pelo Studio Gallop e pelo Studio Deen (a partir do episódio 67) em 1996, rendendo 95 episódios para TV e um longa-metragem em animação. Posteriormente, também ganhou algumas séries de OVA e uma trilogia live-action de sucesso no cinema japonês. Em setembro de 2017 ganhou uma continuação em mangá na revista Jump SQ, chamada de Rurouni Kenshin: Hokkaido Arc (Arco de Hokkaido), que já reúne 2 volumes encadernados – a publicação chegou a ser paralisada por alguns meses, devido à condenação do autor pela posse de pornografia infantil (saiba mais aqui).

O animê original foi exibido em parte pela Rede Globo em 1999, marcado como uma das séries japonesas mais editadas pela emissora, com cortes em cenas violentas que faziam às vezes 2 episódios serem condensados em um. Em 2001, passou a ser exibido pelo Cartoon Network de forma “mais integral”, apenas com cortes pontuais feitos pela distribuidora Sony. Na íntegra, a série foi exibida pelo Animax em 2008, mas em nenhuma das emissoras o último episódio foi exibido, permanecendo inédito no Brasil.

O mangá foi um dos primeiros títulos de destaque da Editora JBC, que publicou a partir de 2001 no formato “meio-tanko”, sendo metade dos volumes originais japoneses, rendendo 56 edições. Com o título original, Rurouni Kenshin, os quadrinhos voltaram às bancas em edição especial em 2012, encerrando com a numeração original japonesa de 28 volumes. A empresa também publicou e republicou o especial A Sakabatou de Yahiko, além de novels e uma enciclopédia chamada Kenshin Kaden. Em 2016, ainda houve o lançamento de Tokuhitsuban, mais um especial derivado da série (uma espécie de “versão do autor” para os filmes). Vale destacar também a vinda do autor ao Brasil, promovida pela editora em 2015. Watsuki participou de um encontro onde autografou centenas de mangás.

O animê está disponível atualmente pela Netflix, com idioma original e legendas em português

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