O animê inspirado no livro Nihon Chinbotsu (Japan Sinks, ou Japão Submerso), publicado em 1973 por Sakyo Komatsu, já está disponível na Netflix com opções de idioma original em japonês e dublagem em português, alemão, inglês e italiano, além de legendas nos mesmos idiomas. A série foi lançada no Brasil sob o nome 2020 – Japão Submerso.

O livro original se passa durante os anos 1970, mas a adaptação coloca a série durante o ano de 2020 (supostamente após as Olimpíadas de Tóquio, agendadas no momento para 2021). Na trama, uma série de terremotos assola o Japão, atingindo também ilhas próximas e levando a erupções vulcânicas e outros desastres naturais. Acompanhamos Muto, Ayumi e Takeshi, três irmãos tentando sobreviver em meio a tanta tragédia.

Reprodução / Netflix, Science SARU.

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A adaptação foi dirigida por Masaaki Yuasa, conhecido por títulos como Devilman Crybaby e Eizouken, no estúdio Science SARU, também responsável pelas duas séries citadas. O roteiro é de Toshio Yoshitaka, cujo portfólio conta com episódios do longevo Sazae-san e Dragon Ball Super. A trilha sonora é de Kensuke Ushio, que trabalhou em Devilman Crybaby e Ping Pong – The Animation. Naoya Wada, conhecido por trabalhos com os estúdios Ghibli (Memórias de Marnie) e Ponoc (Mary e a Flor da Feiticeira) fez o design de personagens. Wada também dirigiu dois episódios de Devilman Crybaby.

A versão brasileira aconteceu no estúdio Audio Corp, do Rio de Janeiro, com direção de Teline Carvalho e tradução de Márcia Otoubo.

O livro original foi muito popular nos anos 1970, ganhando até uma versão parodiada pelo premiado Yasutaka Tsutsui ainda em 1973, Nihon Igai Zenbu Chinbotsu (Tudo Submerso, Exceto o Japão, em tradução livre), e uma versão para cinemas dirigida por Shiro Moritani. Em 1975, uma série para TV inspirada na obra foi lançada no Japão, ganhando remake em 2006. A trama ainda foi adaptada em mangá duas vezes: uma nos anos 1970, por Takao Saito (Golgo 13) e outra publicada de  2006 a 2008, por Tokihiko Ishiki.

O Japão se localiza geofisicamente num local propenso a terremotos, numa zona de junção tripla de placas tectônicas. Devido à alta frequência e magnitude de terremotos no país, histórias sobre fortes desastres naturais fazem parte também da ficção japonesa. Há, inclusive, diversos especialistas que preveem um terremoto de enorme magnitude atingindo Tóquio até 2050 (o último grande terremoto na cidade ocorreu em 1923). Esse medo (justificado) da população com relação a um desastre natural de enormes proporções acaba servindo de base para diversas obras fictícias, como o próprio Japan Sinks ou Tokyo Magnitude 8.0.


Fonte: Netflix