Imagem: Os diversos personagens de 'Star Wars: Visions'.

Crítica | ‘Star Wars: Visions’: Novas visões, mesmas tradições

‘Star Wars: Visions’ mostra como a série pode inovar ao se soltar do cânone, mas a falta de variedade de novos conceitos pode ser decepcionante.

Não é surpresa nenhuma um projeto de Star Wars em animê, afinal, ambos nasceram através da troca cultural: enquanto Osamu Tezuka criou o estilo conhecido hoje como “animê” se inspirando nos desenhos da Betty Boop do Fleischer Studios, e Star Wars é fruto da Nova Hollywood, a geração de cineastas dos anos 70 que se inspiraram no cinema mundial.

No caso de George Lucas, foi a obra de Akira Kurosawa no gênero chanbara, filmes envolvendo samurais geralmente ambientados na era Edo (1603-1868), uma subcategoria do gênero jidaiteki (dando origem ao nome Jedi), termo em japonês para dramas históricos, embora frequentemente os jidaiteki sejam também ambientados em Edo, ou ao menos antes da era Meiji (1868-1912).

As duas culturas continuaram a se influenciar, os anos 80 e 90 proporcionaram vários desenhos americanos (Transformers, DuckTales) cuja animação era terceirizada em estúdios japoneses, além dos animês americanizados que vieram para o público americano (Voltron, Robotech).

Em 2000, as irmãs Wachowski levaram essa relação para um nível novo com Animatrix, com 8 curtas ambientados no universo de Matrix (com fortes inspirações em Ghost in the Shell) de cinco estúdios japoneses, dando ao universo das irmãs interpretações singularmente japonesas.

Desde então, colaborações entre franquias americanas e produtoras japonesas foram se popularizando, Batman e Halo receberam o tratamento de Animatrix, enquanto a chegada dos serviços de streaming propagou o anime para publicos novos. Com esse contexto, um projeto como Star Wars: Visions era inevitável.

Com nove curtas de sete estúdios, Star Wars: Visions proporciona visões autorais de um universo familiar. O maior atrativo do projeto é a ausência de qualquer imposição das histórias se aterem ao “cânone” do universo Star Wars, dando a oportunidade dos diretores usarem os conceitos, temáticas e iconografia famosas e as utilizarem no próprio estilo. É uma chance de Star Wars à cultura que tanto o influenciou.

Abaixo, segue a resenha da série. Mas, quem preferir, pode ler apenas de um episódio específico clicando no nome, ou até mesmo para as considerações finais:

Onde assistir:


“O Duelo”

Takanobu Mizuno
Imagem: Guerreiro Sith em "O Duelo".
Reprodução: Kamikaze Douga/Disney.

Faz muito sentido começar a seleção com “O Duelo”. Do diretor Takanobu Mizuno, o curta representa o que há de mais tradicional dos universos de Star Wars e de animê. Em uma mistura de Yojimbo e Sete Samurais, seguimos um misterioso Ronin que, junto com um grupo de guerreiros, defende um vilarejo da opressão de um grupo de ex- imperiais liderado por uma guerreira Sith.

É uma história de chanbara que se mantém confortavelmente na estética preta e branca do Akira Kurosawa, com planos contemplativos onde os elementos da natureza dão o tom. O filme utiliza um CG estilizado, com contornos trêmulos nos personagens rementendo a um traçado 2D, causando uma sensação de cada frame estar sendo desenhado, escondendo de forma criativa os rígidos modelos 3D.

A escolha pelo CG também serve a função de dar o devido peso aos personagens. Diferente de todos os outros curtas, com designs fluidos e maleáveis da animação para ir além do realismo, “O Duelo” tenta ter o “pé no chão” de um live action, nunca indo muito além do que é fisicamente possível no mundo real. Onde a direção se permite se soltar é nos movimentos de câmera dinâmicos na luta, aproveitando ao máximo o cenário 3D. O curta também tem um uso seletivo de cores.

A luz de um dróide, o disparo de um blaster, o brilho de um sabre de luz, ao romper o mundo monocromático, criam uma presença quase sobrenatural, maior que a vida. “O Duelo” traz Star Wars de volta às origens Kurosawanas com uma história econômica, focada, aproveitando o máximo do seu tempo limitado deixando as imagens, a trilha sonora e a atmosfera contarem a história.


“A Balada de Tatoonie”

Taku Kimura
Imagem: A banda Geezer de "Balada de Tatooine".
Reprodução: Colorido/Disney.

Um padawan fugitivo. Um Hutt fugindo da vida de crimes. Um alienígena de seis braços e três cabeças. Uma dróide. Todos eles tem um sonho: serem a melhor banda de toda a galáxia! Mas o futuro dela é ameaçado quando Boba Fett captura o baterista Geezer a mando (“M” minúsculo) de Jabba, o Hutt, para que ele volte aos negócios da família. Para resgatá-lo, a banda vai precisar montar o maior show de todos os tempos.

O curta de Taku Kimura parece ser uma temporada de animê comprimida em 12 minutos. Tem um estilo chibi fofo, se distinguindo dos demais, uma energia juvenil contagiante do começo ao fim, culminando em um número musical espetacular. É um exemplo das histórias criativas que podem ser contadas quando livres das convenções canônicas de Star Wars.

Apesar disso, o impacto do não dura muito após ele acabar. “A Balada de Tatooine” acaba sendo representante do entretenimento enlatado nos animês, feito pra ser consumido e esquecido imediatamente. A inclusão dele nessa coletânea acaba sendo uma amostra bem honesta daquilo que compõe o grosso da produção das animações japonesas: nem tudo é Satoshi Kon, na verdade, a maioria não é.


“Os Gêmeos”

Hiroyuki Imaishi
Imagem: Am e Kaare duelando em "Os Gêmeos".
Reprodução: TRIGGER/Disney.

Em seguida temos um deslumbre visual típico do estúdio Trigger, um curta sem a intenção de propor nada novo, mas sim injetar nos temas, imagens e conceitos familiares de Star Wars o estilo frenético de Hiroyuki Imaishi (Promare, Dead Leaves).

Os gêmeos Am e Kaare foram gerados artificialmente pelo Império Galáctico para portar o lado sombrio da Força, mas ao ver uma visão do futuro, Kaare decide sabotar os planos do Império, levando-o em conflito com a irmã.

A batalha resultante é a mais marcante de todos os curtas, jogando fora toda pretensão de realismo numa sequência visualmente explosiva com sabre de luz quilométrico (!) de Kaare, um chicote de luz em cada um dos seis (!!) braços de Am e um SALTO ALTO DE LUZ (!!!) num embate da Força que só a equipe de Kill la Kill saberia proporcionar, e, de quebra com a melhor integração de 2D e 3D de todos os curtas.

“Os Gêmeos” reinterpreta o familiar tema de dualidade de Star Wars, mostrando uma nova versão da relação Luke e Leia retratados como um Yin e Yang, a luz que atrai a escuridão e vice-versa. A forma como ele aborda esse tema elementar da franquia lembra muito Os Últimos Jedi, e com tantas iconografias e filosofias em comum, fica clara a inspiração.

Em “Os Gêmeos”, a proposta de injetar novas visões em Star Wars de fato começa a dar frutos.


“A Noiva Aldeã”

Hitashi Haiga
Imagem: A jedi F em "A Noiva Aldeã".
Reprodução: Kinema Citrus/Disney.

Na história de Hitashi Haiga (Made in Abyss, Tate no Yuusha), a Jedi conhecida como F observa à distância enquanto a paz de uma vila é ameaçada após Haru, a filha do chefe, ser oferecida como garantia de um cessar fogo com os saqueadores. Enquanto essa decisão divide a população, o conflito de F vem de não saber qual ação tomar, como uma forasteira.

Se muitos dos curtas seguem o velho molde Kurosawanesco de uma samurai Jedi vagante jogada no conflito de uma vila remota sendo aterrorizada por vilões, “A Noiva Aldeã” se destaca com um tempero Ghibli, explorando a Força através da relação do povo com a natureza.

O curta encontra tempo na sua minutagem reduzida para momentos de contemplação. Haru e seu noivo Asu têm a habilidade de se conectar com a Magina, a energia espiritual do planeta. Aprendendo com a relação desse povo com a Força, F consegue a plenitude e as respostas que busca. A batalha final chega a ser uma mera formalidade, pois a verdadeira recompensa é encontrar a harmonia.


“O Nono Jedi”

Kenji Kamiyama
Imagem: A nova jedi de "O Nono Jedi".
Reprodução: Production I.G./Disney.

A Production I.G. já é veterana dessas colaborações com propriedades ocidentais. Além desse, o estúdio já participou de Batman: Cavaleiro de Gotham, Halo Legends, Dante’s Inferno e a sequência animada de Kill Bill. Em “O Nono Jedi”, o diretor Kenji Kamiyama (Ghost in the Shell: SAC) parece estar empenhado em manter relações saudáveis com a Lucasfilm no futuro.

A história, ambientada num futuro distante pós Ascensão Skywalker, segue Kara, a filha de um fabricante de sabres encarregada de entrega-los de um grupo de Jedi convocados pelo Mestre Juro para restabelecer a Ordem Jedi.

Os designs de personagem são memoráveis, a protagonista carismática, as cenas de luta bem dirigidas e a história é fechada, mas com pontas soltas o suficiente para atiçar o público a querer ver mais. Com 22 minutos de duração, quase um episódio normal de animê, esse curta é o menos experimental, mas muito competente, mostrando serviço, como se já fosse pensado como piloto para uma potencial série.

Mesmo assim, apresenta introduz o conceito mais criativo da coletânea: sabres de luz que mudam de cor de acordo com o usuário. Os sabres do pai de Kara ressoam com o vínculo entre o Portador e a Força – o da Kara é incolor devido a sua falta de experiência. Com esse detalhe, o Sabre de Luz, imagem mais icônica da franquia, é ressignificado.

O acionar do sabre não é mais só o sacar de uma arma, é uma manifestação do próprio ser do portador, cujas alterações denotam a alteração do estado de espírito. É uma mudança pequena, mas é uma sacada de gênio, usando nossa familiaridade para criar um significado novo de narrativa visual. Só esse detalhe é um dos maiores triunfos do projeto.


T0-B1

Abel Gongorrá
Imagem: T0-B1 e o professor Mitaka em "T0-B1".
Reprodução: Science SARU/Disney.

“T0-B1” é uma clássica história de Pinóquio sob o estilo fofo e expressivo de Osamu Tezuka. T0-B1 é um pequeno dróide vivendo com o professor Mitaka (idêntico ao prof. Tenma) em uma instalação de pesquisa onde trabalham para trazer a vida de volta ao planeta deserto onde vivem. Mas o dróide se distrai com devaneios de ser um Jedi e sair em aventuras, motivo de briga e preocupação entre pai e filho. Se os outros curtas eram Star Wars com tempero de anime, esse curta é uma homenagem a Astro Boy com tempero Star Wars.

A ideia da Força é fruto de uma interpretação americana de conceitos do xintô e tao, e é curioso até agora a franquia nunca ter abordado a ideia de um robô ter espírito. O diretor Abel Gongorrá (Wakfu, Devilman Crybaby) explora esse conceito pelo olhar inocente de um jovem robô, que se imagina como uma criança humana portando trajes de Jedi, cujo verdadeiro significado não é explícito, mas quem é familiar com o Astro Boy vai entender.

No mundo colorido e vibrante de T0-B1, um dróide ter alma não é uma grande revelação, é um fato assumido, e como toda boa ficção científica, nos convida a ponderar sobre o que define um ser como “humano”. Sem contar que o T0-B1 tem a voz da lendária Masako Nozawa (o Goku).


“O Ancião”

Masashiko Otsuka
Imagem: O velhote de "O Ancião".
Reprodução: TRIGGER/Disney.

Para compensar a explosão de estilo e impacto d primeiro curta da Trigger, o segundo é parado até demais, com muito pouca coisa a dizer. “O Ancião”, última obra da carreira de Masashiko Otsuka (Little Witch Academia, Gurren Laggan), retrata a relação do Padawan Dan com seu mestre Trajin.

Dan é um jovem impulsivo e ávido por aventuras, enquanto a experiencia deixou Trajin  ponderado e calmo. Os dois são chamados para um povoado onde um velho, que pode ou não ser um Sith, foi avistado.

Contrastando esses homens em diferentes estágios da vida, o curta faz uma tentativa simbólica de ilustrar de quais formas o poder, nas mãos de pessoas com perspectivas diferentes, é usado, mas essas ideias não são desenvolvidas adequadamente antes de serem interrompidas por mais um duelo de sabre, e os temas são reduzidos a uma moral do He-Man.

Há traços de Anakin e Obi-Wan na dupla Jedi, mas o ritmo do curta é lento demais pra dinâmica deles causar alguma impressão e o estilo de arte é padrão demais para deixar alguma impressão.


“Lop e Ochô”

Yuki Igarashi
Imagem: Yasaburo e sua família, incluindo Ocho.
Reprodução: Geno/Disney.

Ambientado em Tao, planeta vivendo uma industrialização forçada por meio de uma ocupação do Império, vemos como a alienígena coelho Lop (que todo fã de Star Wars irá reconhecer como a raça Lepi) é trazida de outro mundo como escrava do Imério e acolhida pelo clã local: O Chefe Yasaburo e sua filha Ochô, àvida por uma irmã.

As atividades do império acabam dividindo a família: Ochô passa a apoiar a presença dele contra a vontade de Yasaburo, que passa a organizar um grupo de resistência. Vendo a filha biológica dando as costas para família, o pai dá à Lop a herança da família: um sabre de luz.

Se “Os Gêmeos” reinterpretou a relação de Luke e Leia, o curta de Yuki Igarashi (Keep Your Hands Off Eizouken) dá uma variação à inimizade de Rey e Kylo Ren, da terceira trilogia. O curta, com 19 minutos, retrata a tragédia de duas irmãs se separando.

Ao contrastar a corrupção da Ochô pela ideia de ter o direito de nascença ao poder, com Lop, que se prova merecedora do sabre de luz por querer fazer o correto, o curta alcança com sucesso a tese que a trilogia da Disney falhou: a Força é de todos, não de um grupo seleto.


“AKAKIRI”

Enhyoung Choi
Imagem: Vultos embaixo de chuva em "AKAKIRI".
Reprodução: Science SARU/Disney.

Enhyoung Choi (Ping Pong: The Animation) conclui a coletânea com um curta sombrio, soturno, com um desenho de som e paleta de cores compondo uma atmosfera inquietante, a sensação de uma tragédia iminente é presente em todo momento até o fim.

Após uma série de visões premonitórias, o Jedi Tsubaki viaja à terra natal para ajudar a princesa exilada Misa, sua amiga de infância, a retomar o palácio real após um golpe de estado promovido pela sua tia Masago, uma Sith infiltrada. Como qualquer trama movida por visões do futuro, a trama de Akakiri segue a clássica narrativa do herói cuja tentativa de impedir mudar o futuro acaba sendo levando esse futuro a se concretizar.

O tom pesado remete aos momentos de O Império Contra-Ataca sem diálogos, onde a história é narrada por metáforas visuais capazes de expressar mais do que seria possível com palavras. E assim como o Episódio V, ao fim ele deixa uma sensação distintamente negativa, mas muito impactante.


Mas e aí?

Imagem: Paisagem com nave caída em planeta cheio de areia em "Os Gêmeos".
Reprodução: TRIGGER/Disney.

Como um todo, Star Wars: Visions nos proporciona a franquia pelo prisma de visões artísticas distintas, mas também nos dá um vislumbre do potencial de Star Wars ao se libertar das restrições do cânone. As lutas mirabolantes no espaço sem capacete, representações diferentes da força e dos sabres de luz, violações das “regras” do universo, além dos estilos visuais distintos de cada curta, é algo que dificilmente você veria em um filme, jogo ou quadrinho oficial canônico de Star Wars, pois eles têm restrições rigorosas para manter a “identidade da marca” intacta.

Os curtas não vão agradar o tipo de fã obcecado por lore incapaz de aceitar que um personagem (feminino) seja bom em combate sem treino. Esse projeto mostra que a essência do universo não se limita a um só molde. Mas se todos os diretores realmente tiveram carta branca para usar o universo como bem entendessem, é um tanto decepcionante o quão pouca variedade de conceitos tinha nos nove curtas.

Da mesma forma que a franquia pecou muito em não se desvencilhar da Saga Skywalker, esses curtas lamentavelmente se apegam demais ao conflto Jedi e Sith e a sua conexão com os filmes de samurai.

Sim, Akira Kurosawa foi a principal inspiração para Star Wars, mas não a única. E quando a maioria dos curtas acaba com mais uma batalha de sabre de luz, os limites dessa inspiração se escancaram. Cadê as de batalhas de aviação estilo Macross, corridas de pod estilo Initial D, um thriller estilo Ghost in the Shell na metrópole de Coruscant, as idéias mais fora da caixa como um jogo de sabacc com a intensidade de Kakegurui? O universo de Star Wars é maior do que a luta eterna entre duas ordens místicas milenares.

Dito isso, mesmo os curtas não aproveitando o universo tão bem quanto poderiam, é bom ver a franquia entregue a perspectivas além das ideias engessadas sobre o que Star Wars “deveria” ser. A mensagem de Lop e Ochô de que família não determina merecimento é ótima após o decepcionante Ascensão Skywalker, e o T0-B1 levanta um questionamento que a franquia já esquivou há tempo demais.

Talvez a Disney produza uma nova temporada, incorpore alguns personagens na cronologia oficial ou expanda um dos curtas para uma série completa. Mas, mesmo com falhas, todos esses curtas são essencialmente Star Wars.

A franquia tem um volume tão grande de material que vários os fãs podem gostar do universo por motivos totalmente diferentes uns dos outros. O meu Star Wars é Guerras Clônicas, microssérie do diretor Genndy Tartakovsky, cujo estilo único encantou uma geração de fãs até hoje, e muitos consideram a melhor produção da série.

Esse projeto talvez será o Star Wars favorito de muitos fãs, assim como  vai ser a porta de entrada de  um novo público tanto da franquia de George Lucas quanto para o mundo da animação japonesa. A maior qualidade de um projeto como esse é a possibilidade de instigar a curiosidade de um público novo, como Luke olhando no horizonte, a explorar as possibilidades que o mundo dos animês tem a oferecer.

Para mim isso é a essência Star Wars, e se Visions conseguiu acender isso em um novo fã, missão cumprida.

Onde assistir:


Star Wars: Visions está disponível com dublagem e legendas em português exclusivamente no Disney+.


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