Push Start Button #15: Jojo’s Bizarre Adventure

Dio é o capeta!

Eu quero escrever esse artigo, quero mesmo… Mas estou sofrendo de uma crise de preguiça. Então, a coluna de hoje que deveria ser de JoJo’s Bizarre Adventure será substituída por um enorme espaço em branco.

 

 

 

 

 

 

 

Mentira! Enfim, Jojo’s Bizarre Adventure é um mangá que se iniciou em dezembro de 1986 (mas o primeiro volume encadernado saiu em agosto de 1987, daí as comemorações de 25 anos do mangá são celebradas em 2012) por Hirohiko Araki e está até hoje em publicação no Japão, com impressionantes 107 Volumes.

No mundo dos jogos, JoJo ganhou um RPG meio esquisitão no Super Famicom (vulgo SNES japonês) que adaptava o terceiro arco (Stardust Crusader), lançado em 1994. Não sei se há tradução na interwebs disponível pra ele. Quem souber, dá um aviso aí! Pago com empadinhas! Me cobrem se forem naquele evento de dezembro no RJ (Jj que não sou pago pra falar o nome, mas vocês sabem qual é).

Cahem! Voltando ao artigo, em 1998, a Capcom lança para a sua placa CPS III (Sigla de Capcom Play System III), Jojo’s Bizarre Adventure, jogo de Arcade também baseado no terceiro arco do mangá.

O game aporta ao ocidente e a Capcom o rebatiza de JoJo’s Venture. Pouco tempo depois, como é de tradição da companhia, ela lança uma revisão adicionando mais personagens, intitulada JoJo’s Bizarre Adventure: Heritage to the Future. Em 1999, a empresa adapta o título para os dois principais consoles da época: Playstation e Dreamcast. A de PS1 é o JoJo’s Venture, mas com os personagens adicionais da revisão “Heritage to The Future” e um exclusivo Super Story Mode. Não falaremos dela, até porque eu não tive um PS1 =(. Mas, vamos falar da de Dreamcast!

Como dito anteriormente, o jogo adapta o terceiro arco da série, Stardust Crusader, estrelado por Jotaro Kujo e mostra sua batalha contra o maléfico Dio Brando, para poder salvar sua mãe, Holly Kujo, que não pode controlar o poder de seu Stand e está morrendo aos poucos. Os eventos do jogo contradizem os da série de 12 (na época 6) OVA’s de JoJo, culminando com uma maior fidelidade ao mangá.

Aliás, a produção contou com a supervisão de Araki, que contribuiu com artworks exclusivas do jogo, além de feito um novo design para a personagem Midler, que apareceu bem pouco no mangá e conta com uma participação um pouco maior no game.

A versão do Dreamcast é na verdade, dois jogos em um disco. Ele contém o original JoJo’s Venture de 1998 e a revisão JoJo’s Bizarre Adventure, de 1999 (que é o Heritage for the Future do Arcade) de maneira intacta (Na época, conversões de arcade 2D para consoles domésticos, como o PS1 e o Saturn apresentavam algumas perdas, principalmente na parte gráfica e pendendo mais pro lado do PS1).

Antes de começarmos a falar sobre os aspectos, falaremos sobre as diferenças básicas entre JoJo’s Venture e JoJo’s Bizarre Adventure. Em JoJo’s Venture, temos uma quantidade menor de lutadores logo de cara (apenas 8), mas cada um tem seu story mode próprio (que conta o ponto de vista de cada personagem em relação aos combates, e no caso de alguns personagens, é o “what if…”), com cenas entre as batalhas, além do modo Survival estar no menu principal. Já JoJo’s Bizarre Adventure tem dezesseis personagens logo de cara, apenas Jotaro Kujo conta com as cenas entre as batalhas no modo história (os demais contam apenas com a introdução) e o modo Survival foi transformado no Challenge, que está na tela anterior a da Seleção de Personagens. Dito isso, cabe ao jogador saber o que ele quer jogar…

Na hora do combate, o  game utiliza-se de quatro botões, três para ataque (fraco, médio e forte) e um para invocar o Stand. Os Stands criam possibilidades maiores de estratégia na hora da luta, pois eles aumentam um pouco a força do ataque de seu personagem (exceto Jotaro). Os personagens tem movimentos com comandos simples de se fazer, então a criatividade é o ponto chave para criar combos na hora do vamos ver. Os especiais são feitos com comandos igualmente simples.

A dificuldade do jogo… Bem, é casca grossa por assim dizer, os personagens não perdoam, e se você chegar na batalha derradeira contra Dio (ou mesmo na anterior), você poderá perder os cabelos ou um de seus testículos murchar, de tão apelões que são os chefes finais.

Graficamente é bem satisfatório. Com cenários bem bacanas e construídos (e tem coisas que só entendi depois de conhecer um pouco mais o mangá, e que não sabia na época em que joguei pela primeira vez no Dreamcast) com base no arco da história em que o jogo se baseia. Os personagens estão bem feitos, assim como os Stands, e bem… Eu aprovei o novo visual da Midler, se é que vocês me entendem…

Sonoramente tem ótimas e variadas composições. Cada tema é tem característica e vida própria que casa com o cenário incluído nele. A dublagem do jogo só conta com aquelas falas típicas de jogos de luta, mas pelo menos lá no Japão, até pra fazer “Soryaaaa!” e semelhantes, além de falas manjadas como “Hadouken!”, o cara tem que ser competente, porque antigamente nos EUA… Bem, procurem a dublagem americana de The Masked Rider do SEGA-CD pra entenderem o que digo.

Finalizando, se você tem um Xbox 360 ou um PS3, vale a pena pegar a remasterização recente e caso você tenha um Dreamcast, vale a pena tirar a poeira dele pra curtir este bacana jogo de luta em 2D. Recomendado!

Avaliação do Jbox: 90%

Pontos Fortes: Gráficos, Sons, Combate Simples
Pontos Fracos: Dio, seu Apelão do Cacete!

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