Push Start Button #43: The Justirisers

Um beat’em up de primeira!

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Em 2003, a produtora Toho (a mesma de Godzilla e Cybercop) criou o início da trilogia Choushinsei com a série Gransazers. Em 2004 tivemos a sequência Justirisers e em 2005 Sazer X. Justirisers ganhou um jogo para o Game Boy Advanced por conta da Konami.

Vou ser sincero: nunca me passou pela cabeça assistir a Justirisers, não por conta da qualidade da série, mas por falta de locais para download da mesma e legendas. Atualmente o Japasubs está remediando isso, se não me engano.

Pois bem, é mais ou menos assim: um tal de Kaiser Hades (Imperador Hades), o sujeito DO MAAAAAAAAAL, resolve colocar seus asseclas pra destruir maquetes em Tóquio e os Justirisers, heróis da justiça, liberdade e todo aquele blá blá blá, resolve sair espancando dublês por diversos locais num joguinho bacana.

Lembra muito os beat’em ups, mas só tem um plano de progressão (sem profundidade). Escolhe-se entre Riser Glen, que utiliza uma espada como sub arma (é possível trocar o soco normal pela arma), Riser Kageri, que usa uma espécie de Garra e Riser Gunt. Cada um deles tem atributos diferentes e possuem um ataque especial, que se utiliza da barra de energia (abaixo da barra de vida) e da barra de espírito, que enche conforme se espanca os inimigos com as mãos (com as armas não enche).

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As fases são dividas em quatro setores, e no quarto, enfrenta-se um boss. A dificuldade do jogo é na medida, porém não vai ser incomum ser espancado por soldados rasos, embora os setores sejam relativamente curtos e seja difícil perder vidas. Após vencer a batalha contra o Boss, há uma luta contra um Kaijuu (Monstro gigante), com o mecha e nada mais é do que um Mashing Button, simples e prático.

Em termos de jogo de tokusatsu, esse é um dos mais bonitos que eu já vi, mostra a potência 2D do GBA e os cenários são variados. Os inimigos são repetitivos (soldado raso, soldado raso com bastão, soldado raso azul, soldado raso com pistola, soldado raso GORDO), que são igual otaku chato, você encontra em tudo que é lugar! Enfim, percebe-se o cuidado que tiveram para passar o clima da série para o jogo.

O som é padrão da Konami, ou seja, alta qualidade, mesmo o hardware sonoro do GBA não sendo uma brastemp (tem muita melodia que fica nhé, por exemplo, o hack de Pokémon Gold do GBA, mesmo sendo as mesmas músicas do GBC refeitas no GBA, ficou sem sal, ao contrário das BGM’s épicas do Pokémon Gold original), a empresa fez um belíssimo trabalho. E ainda há as vozes, que são as dos atores da série, o que conta muito positivamente.

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Na minha humilde opinião, esse é um dos jogos de tokusatsu mais bem feitos que já tive oportunidade de pegar, diverte a valer e pode ser jogado tanto por iniciantes no gênero (apresenta uma nova série), quanto os veteranos (fidelidade gráfica ao seriado) e os que não curtem toku (é um bom jogo). Só não merece 10 por conta das toneladas de texto (em japonês) e dos soldados rasos que te espancam sem dó.

Avaliação JBox: 85%