Imagem: Os 5 irmãos Tracy de Thunderbids na capa da Coluna do Daileon.

O impacto de ‘Thunderbirds’ para o gênero tokusatsu | Coluna do Daileon #142

Sucesso no Brasil, a obra do casal Gerry e Sylvia Anderson influenciou parte da cultura pop japonesa, especialmente as séries Ultra e o diretor Hideaki Anno.

Se você tiver mais de 30 anos, provavelmente deve se lembrar da série Thunderbirds em Ação – ou simplesmente Thunderbirds. Esse clássico britânico é um dos grandes clássicos que marcaram a era de ouro da TV. Recentemente a série virou manchete por causa da sua remasterizarão, que será mais um “Shin” (“novo” em japonês) para o currículo de Hideaki Anno.

O que poucas pessoas devem saber é que Thunderbirds fez sucesso no Japão e acabou contribuindo para boa parte da cultura pop japonesa, incluindo tokusatsu. Atenção para a contagem regressiva para o passado (ou para o futuro).


5, 4, 3, 2, 1, Thunderbirds em ação!

Situada entre 2065 e 2067, a trama conta as aventuras do Resgate Internacional, comandado pelo ex-astronauta Jeff Tracy, diretamente de uma ilha secreta no Pacífico Sul. Após a morte de sua esposa, ele resolve dedicar sua vida e toda sua fortuna para criar a organização secreta, totalmente equipada com a mais alta tecnologia para salvar vidas.

Seus cinco filhos adultos foram treinados para pilotarem os possantes veículos de resgate chamados de Thunderbirds. Eles foram desenvolvidos pelo jovem cientista Brains (Crânio na dublagem clássica), que é uma verdadeira enciclopédia viva sobre eletrônica, robótica, aeronáutica, entre tantos outros.

Não importa se o perigo é na terra, no mar ou mesmo no Espaço. Os cinco irmãos Tracy estão sempre prontos para enfrentar qualquer perigo.

Imagem: Scott Tracy.
Scott Tracy, o piloto do Thunderbird 1 | Foto: Reprodução/APF/ITC Entertainment

Scott Tracy (26 anos) é o filho mais velho e comanda a organização na ausência do pai. Ele é o piloto do foguete hipersônico Thunderbird 1, das cores azul e prata, capaz de atingir velocidade de 7.500 milhas/h.

Imagem: Virgil Tracy.
Virgil Tracy, o piloto do Thunderbird 2 | Foto: Reprodução/APF/ITC Entertainment

O misterioso Virgil Tracy (24 anos) curte jazz e, curiosamente, é o único dos irmãos que fuma. Ele pilota o supersônico porta-aviões verde Thunderbird 2, que carrega veículos específicos para determinadas missões.

Imagem: Alan Tracy.
Alan Tracy, o astronauta do Thunderbird 3 | Foto: Reprodução/APF/ITC Entertainment

Alan Tracy (21) é amante de carros velozes e é um tanto inconsequente, capaz de colocar até mesmo suas próprias operações. Caçula da família, ele é o astronauta da nave espacial vermelha Thunderbird 3, utilizada em resgates fora da atmosfera.

Imagem: Gordon Tracy.
Gordon Tracy, o aquanauta do Thunderbird 4 | Foto: Reprodução/APF/ITC Entertainment

Gordon Tracy (22) é o co-piloto do Thunderbird 2 e detesta receber ordens de Virgil, sendo portanto o mais obstinado dos irmãos. Ele é o aquanauta do pequeno submarino amarelo (alguém aí lembrou dos Beatles?) Thunderbird 4, capaz de ficar submersa por até 36 horas.

Imagem: John Tracy.
John Tracy, o monitor espacial do Thunderbird 5 | Foto: Reprodução/APF/ITC Entertainment

E John Tracy (25) é o mais solitário do grupo. Ele mesmo diz que encontra a paz no espaço para refletir e estudar filosofia. Ele monitora a estação espacial Thunderbird 5, das cores cinza e dourada, que retransmite os pedidos de socorro para a Terra.

Na maior parte das vezes, os acidentes são provocados intencionalmente por The Hood, um rival de Jeff Tracy que tem a ambição de roubar informações secretas sobre o Resgate Internacional e matar seus filhos por pura vingança.

Imagem: Jeff Tracy e Lady Penélope.
O milionário Jeff Tracy e a espiã Lady Penélope, o braço direito da família | Foto: Divulgação/APF/ITC Entertainment

Por outro lado, a família conta com os serviços da espiã Lady Penelope, que atua na sociedade como uma charmosa (sem trocadilho com sua xará da Hanna-Barbera) dama da alta sociedade – bem ao estilo dos anos 60.

Penelope dirige um Rolls-Royce cor-de-rosa chamado FAB-1 e ela tem o domínio das artes marciais e de todos os tipos de armas. Ao seu lado está o mordomo Parker, dotado de várias capacidades em missões de campo.

Jeff também tem um mordomo chamado Kyrano, que, antes de ser contratado, foi salvo por seu patrão na Malásia. Kyrano tem uma filha chamada Tin-Tin, que atua como secretária de Jeff, além de ser a namorada de Alan.

Thunderbirds foi exibido originalmente na Inglaterra entre 30 de setembro de 1965 e 25 de dezembro de 1966, rendendo duas temporadas. A primeira com 26 episódios e a segunda com apenas 6 episódios; todos com uma hora de duração.

A série ainda teve dois filmes originais para cinema: Thunderbirds Are Go (1966) e Thunderbird 6 (1968).

Em 1974, a ITC Entertainment, distribuidora de Thunderbirds, tinha planos para fazer um filme da série com atores reais. Mas uma pesquisa foi realizada com o público inglês, que rejeitou a ideia. É que a imagem dos bonecos já era tida como uma espécie de memória afetiva.

A ideia só saiu do papel em 2004, quando foi lançado o filme remake dirigido por Jonathan Frakes (o Comandante William Riker da série Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração), com trilha sonora produzida pelo prestigiado Hans Zimmer (de O Rei Leão, O Príncipe do Egito, Gladiador, Piratas do Caribe, Batman: O Cavaleiro das Trevas e tantas outras grandes produções de Hollywood).

Imagem: O vilão The Hood.
The Hood, o vilão por traz das grandes catástrofes da saga | Foto: Divulgação/APF/ITC Entertainment

Em 4 de abril de 2015, estreava o reboot Thunderbirds Are Go como parte das comemorações do cinquentenário da série original. Esta produção teve três temporadas – com total de 78 episódios – e chegou ao fim em 22 de fevereiro de 2020.

Nos EUA, Thunderbirds já ganhou coleção completa em Blu-ray, em 2015, pela SHOUT! Factory, a mesma distribuidora que já lançou séries das franquias Power Rangers, Super Sentai e Ultraman em DVD. Foi a empresa que, em 2017, inaugurou o Thunderbirds Day, que é comemorado anualmente pelos fãs em 30 de setembro, data da estreia original na Inglaterra.


Invadindo a TV brasileira

Imagem: O Invencíveis Royal.
Um dos primeiros produtos de Thunderbirds no Brasil, que inicialmente era chamado de “Invencíveis Royal” | Foto: Reprodução/Internet

Aqui no Brasil, Thunderbirds estreou em meados de 1967 pela Record. Patrocinada pelo Fermento Royal, a série foi chamada inicialmente de Invencíveis Royal, aproveitando a sigla IR (International Rescue) estampada nos uniformes dos heróis.

Durante a década de 1970, a extinta Tupi exibiu a série já com o nome Thunderbirds. A dublagem clássica foi realizada pela Cinecastro.

Thunderbirds também é lembrado por outra geração que acompanhava as manhãs do SBT, especialmente na faixa do meio-dia.

A série havia retornado à TV brasileira em 1º de maio de 1995 – exatamente no mesmo dia em que a saudosa Manchete iniciava a chamada “segunda fase” d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a estreia da série britânica “obteve sete pontos de média de audiência“, perdendo apenas para a TV Colosso, extinto programa infantil da Globo. No dia seguinte, Thunderbirdsempatou em audiência com o infantil global com oito pontos“.

A versão exibida na emissora paulista, dublada pela extinta Herbert Richers, era de meia hora por episódio. Ou seja, os 32 episódios foram convertidos para 64. O sucesso rendeu uma coleção de brinquedos pela Estrela.

Imagem: Bonecos de Thunderbirds.
Parte da coleção de Thunderbirds lançada em 1995 pela Estrela | Foto: Reprodução/Internet

A origem das super marionetes animadas

Imagem: Gerry Anderson.
Gerry Anderson, o criador do estilo Supermarionation | Foto: Divulgação/BFI

Thunderbirds foi criado pelo casal Gerry e Sylvia Anderson em 1964. Anteriormente Gerry Anderson (1929~2012) esteve envolvido nas produções das séries The Adventures of Twizzle (1957~59) e Torchy the Battery Boy (1959~61). Ambas as séries eram produzidas pelo estúdio britânico AP Films (ou APF) -–criado por Gerry e seu antigo parceiro de trabalho, Arthur Provis (1925~2016) – e eram mais voltadas para o público pré-escolar e contavam com marionetes.

Nota: as duas primeiras letras da produtora são as iniciais de Anderson e Provis.

A partir de 1960, Gerry iniciou um estilo de produção do qual ele mesmo, com o tempo, batizou como Supermarionation e era desenvolvido pela APF. A diferença estava na sua técnica de processo de produção como sincronismo de movimentos labiais com diálogos pré-gravados. Gerry criou o termo Supermarionation (combinação das palavras “super“, “marionette” e “animation“) como estratégia de marketing e até mesmo para não incluir seus dois primeiros trabalhos.

Sylvia Anderson e a marionete da Dra. Venus, personagem de Fireball XL5 | Foto: Divulgação

Uma das principais características do gênero era sua complexidade nos detalhes das marionetes, que possuíam cabeça de fibra de vidro e mecanismos eletrônicos de sincronismo labial.

Isso sem contar que esse tipo de produção também contava com produção de modelagem, fotografia, efeitos especiais e até orquestra musical produzida por Barry Gray (1908~1984). Esse conjunto de elementos não havia sido apresentado para um publico infantil no ocidente, ainda mais com bonecos.

Antes de iniciar a produção, a APF contratou o diretor Reg Hill (1914~1999), o operador de câmera John Read (1920~2006) e a supervisora de continuidade Sylvia Thamm (1927~2016) – que seria a futura esposa de Gerry Anderson, além de criar Penelope e emprestar sua voz para a personagem. Mais tarde, os três se tornariam co-diretores da nova empresa e desempenhariam um papel significativo no desenvolvimento de suas produções.

As demais séries Supermarionation são as seguintes:

Imagem: Capa de home-vídeo de Four Feather Falls.
Divulgação.

Four Feather Falls (1960)

Totalizando 39 episódios de 15 minutos de duração cada, esta foi a primeira série da APF a utilizar marionetes mais sofisticadas. A série se passa numa fictícia cidade do Velho Oeste do século XIX e contava as aventuras do xerife Tex Tucker.

 

Imagem: Capa do home-vídeo de Supercar.
Divulgação.

Supercar (1961~62)

Primeira produção que introduziu efeitos de foguete, de retroprojeção e cenas subaquáticas filmadas “a seco” através de tanques de água. Teve duas temporadas (no total, 39 episódios de meia hora cada), sendo que a última inaugurou oficialmente o termo Supermarionation. A trama gira em torno da tripulação de um veículo terrestre, marítimo e aéreo.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de Fireball XL5.
Divulgação.

Fireball XL5 (1962~63)

Foi a primeira produção a apresentar efeitos de projeção frontal e cabeças de fantoches com olhos que piscam. A série de 39 episódios se passava em 2062, contando as missões da Patrulha Espacial Mundial. Fireball XL5 foi exibido no Brasil durante os anos 70, pela extinta Rede Tupi.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de 'Stingray'.
Divulgação.

Stingray* (1964~65)

Esta foi a primeira produção em cores da APF e apresentou fantoches com variadas expressões faciais. A partir de então, os personagens principais poderiam ser equipados com cabeças “sorridentes” e “carrancudas”. Para maior realismo, as mãos giratórias e os olhos de vidro (com impressões em miniatura de olhos humanos reais) também foram introduzidos.

A série se passa em algum ponto dos anos 2060 e mostra as missões de uma organização que defende os oceanos da Terra. Com o total de 39 episódios, Stingray estreou no Brasil em 1967 e passou pela extintas emissoras Tupi e Excelsior.

*Nota: A título de curiosidade, Stingray também foi o nome original da série norte-americana Contrato de Risco (1985~87), estrelada pelo canadense Nick Mancuso e exibida no Brasil pelas emissoras Globo, CNT/Gazeta e Sony.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de 'Capitão Escarlate'.
Divulgação.

Capitão Escarlate (Captain Scarlet and the Mysterons, 1967~68)

Após o sucesso de Thunderbirds, a APF produziu uma nova série com bonecos com cerca de um metro de altura. Os seus 32 episódios de meia hora eram situados em 2068, mostrando a luta entre a organização Spectrum e uma civilização alienígena de Marte. Capitão Escarlate estreou no Brasil em 1969, pela Bandeirantes, além de ser reprisado nos anos 70 pela extinta Tupi.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de 'Joe 90'.
Divulgação.

Joe 90 (1968~69)

Totalizando 30 episódios de meia hora, a trama se passavam entre 2012 e 2013 e era protagonizada por uma organização secreta de resgate que enfrentava ameaças terroristas pelo mundo afora. Durante os anos 70, Joe 90 passou no Brasil pela Record e pela extinta Tupi.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de 'Secret Service'.
Divulgação.

The Secret Service (1969)

Era protagonizada por um pároco de uma aldeia inglesa, que é na realidade um agente de uma organização secreta. Teve apenas 13 episódios, sendo esta a última produção com o selo Supermarionation e ainda contou com participações de atores reais.

 

Imagem: Capa de home-vídeo de 'Nebula 75'.
Divulgação.

Nebula-75 (2020~atualmente)

Criada e dirigida por Stephen La Rivière, esta web série produzida pelo estúdio Century 21 resgata tanto o estilo Supermarionation quanto a trilha sonora original de Barry Gray (captando toda a essência retrô dos anos 60). A trama segue as aventuras da tripulação de uma nave espacial que se perdeu no espaço. Até o momento, possui 8 episódios.


Thunderbirds e a influência na cultura pop japonesa

Imagem: Caixa japonesa do modelo doa Thunderbird 2 e 4, plastic model colecionáveis.
Um colecionável dos Thunderbirds 2 e 4 no Japão | Foto: Divulgação/Aoshima

De longe, Thundrbirds é o maior sucesso do casal Gerry e Sylvia Anderson (eles se divorciaram em 1980) fora da Inglaterra. Foram 30 países que exibiram a série, incluindo Brasil (como foi citado acima) e Japão. Várias publicações creditaram Thunderbirds como uma inspiração para o gênero tokusatsu.

Vale lembrar que o gênero tokusatsu existe oficialmente desde 1954 com o primeiro filme de Godzilla. Embora não seja uma produção feita para ser chamada de tokusatsu (abreviação de “tokushu kouka satsuei“, que traduzido significa “filme de efeitos especiais”), Thunderbirds poderia ser associado ao gênero no Japão por apresentar efeitos especiais práticos, inclusive em maquetes.

A primeira exibição de Thunderbirds no país foi entre 10 de abril de 1966 e 2 de abril de 1967, indo ao ar nas noites de domingo pela NHK General TV. Ultraman estreou três meses depois da estreia de Thunderbirds por lá, mas a série britânica influenciou a produção de Ultra Seven (1967~68). Isso é notável pelas Ultra Hawks do Esquadrão Ultra.

Imagem: Ilustração de caixa japonesa do plastic model de Ultra Hawk.
Ultra Hawk 1 é um dos exemplos da inspiração em Thunderbirds | Foto: Divulgação/Tsuburaya

Curiosamente, Ultra Seven também foi inspirado em Perdidos no Espaço – exibido no Japão entre 1966 e 1968 como Uchuu Kazoku Robinson (algo como “Família Espacial Robinson”), um dos grandes clássicos de Irwin Allen.

Além de Ultraman e Ultra Seven, a Tsuburaya produziu a série tokusatsu Mighty Jack, que tinha elementos como espionagem, ação, ficção científica e até mesmo efeitos práticos. Tudo que já existia em Thunderbirds, só que com atores de verdade.

Pra quem nunca ouviu falar, Mighty Jack era uma série de 1968 e teve apenas 13 episódios com 56 minutos de duração (considerando intervalos comerciais da TBS). O “herói-título” era um submarino de tecnologia avançada que entrava em ação contra ataques terroristas da organização Q.

Imagem: Cenas de 'Mighty Jack'.
Os ângulos de ação do clássico Mighty Jack | Foto: Divulgação/Tsuburaya

Mighty Jack teve uma continuação direta chamada Fight! Mighty Jack (Tatakae! Mighty Jack, 1968) e durou 26 episódios. Desta vez, se adaptando à tradicional duração de 30 minutos semanais. Além da inspiração em Thunderbirds, é provável que Mighty Jack tenha se inspirado na série americana Viagem ao Fundo do Mar, outro clássico criado por Irwin Allen com recursos similares ao tokusatsu (isso é assunto para outra coluna), principalmente por cenários subaquáticos.

Com o tempo, elementos de Thunderbirds influenciaram nas criação de séries tokusatsu como Gorenger (1975~77), Solbrain (1991~92) e especialmente X-Bomber (1980~81), uma criação de Go Nagai (o mesmo de Devilman e Mazinger Z), pela Jin Productions, que tinha personagens representados por (advinha?) marionetes. Isso sem mencionar a influência em animês como Zero Tester (1973~74) e séries da franquia Brave.

Imagem: Pôster de Thunderbirds 2086.
Thunderbirds 2086, o animê que originalmente não tem relação com a obra do casal Anderson | Foto: Divulgação/Jin Productions

Falando em animê, a série Scientific Rescue Team Techno Voyager, também da Jin Productions, chegou a ser licenciada no Ocidente como Thunderbirds 2086 e até chegou a ser exibida aqui no Brasil pela Record, em 1991. Em 2003, Gerry Anderson foi o cocriador do animê mecha Firestorm, que era produzido por CGI.

Em 1985, Hideaki Anno, um jovem de 25 anos – que nem sonhava em ser o diretor do cultuado animê Evangelion (1995~96), trabalhou no projeto The Complete Thunderbirds, que era uma compilação da série britânica. Inclusive, este foi o primeiro trabalho profissional de Anno em uma edição.

Imagem: Hideaki Anno.
Hideaki Anno transformará Thunderbirds em mais um “Shin” de sua carreira | Foto: Divulgação

Esse material foi resgatado recentemente no acervo do estúdio Tohokushinsha (não confunda com a Toho Company), o mesmo das séries Garo, e atualmente está em processo de restauração e remasterização em HD.

Justamente por estar envolvido nos filmes Shin Godzilla, Shin Evangelion e os vindouros Shin Ultraman e Shin Kamen Rider, esta remasterização foi batizada pelo próprio Anno como Shin Complete Thunderbirds. Esta nova versão será exibida pela emissora japonesa BS 10 Star Channel em 2022.

Em tempo, o parceiro de Anno em Shin Godzilla está compilando episódios para o filme Thunderbirds 55/GoGo, um projeto que celebra os 55 anos da série clássica e terá exibição nos cinemas japoneses em 7 de janeiro e online a partir do dia seguinte.

Thunderbirds pode parecer datado aqui no Brasil, mas é um clássico ainda bastante reverenciado, inclusive na Terra do Sol Nascente por ser uma produção com recursos próximos com as séries tokusatsu feitas antigamente no Japão. Essa é uma curiosa história de tipos de produções que estiveram indiretamente ligadas.


O texto presente nesta coluna é de responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a opinião do site JBox.

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