Imagem: Montagem com foto do Pedro, imagem do Yuta e foto do Léo.

Entrevista com Pedro Alcântara e Leonardo Santhos, de ‘Jujutsu Kaisen 0’ | JBox Entrevista

Conversamos com o dublador do protagonista e o diretor de dublagem do filme de ‘Jujutsu Kaisen’!

A convite da assessoria da Crunchyroll/Sony, o JBox teve a oportunidade de entrevistar Pedro Alcântara e Leonardo Santhos, respectivamente, a voz de Yuta Okkotsu e o diretor de dublagem de Jujutsu Kaisen 0, atualmente nos cinemas em cópias dubladas e legendadas (confira a disponibilidade nos cinemas próximos a você). Temos uma resenha aqui.

A entrevista ocorreu virtualmente no dia 27 de abril e foi gravada por nós em arquivo de áudio e pela equipe da Crunchyroll em vídeo, e, posteriormente, transcrita. O vídeo não será divulgado ao público.

Os maneirismos e modos de falar dos dubladores foram mantidos dentro do possível, mas por vezes foram retirados para manter uma melhor fluidez no texto escrito. Os maneirismos foram num geral retirados dos textos das perguntas, também por motivos de fluidez. Sem mais delongas, confira a seguir.

JBox: Jujutsu Kaisen é um fenômeno desde sua estreia em 2020, o filme teve bilheteria alta no Japão, vocês têm dimensão desse sucesso? Isso traz alguma tensão para o trabalho?

Léo: Assim, quando a gente trabalhou, a gente não tinha, a gente fazia uma ideia de que seria um sucesso porque o filme é…

Pedro: A série é muito legal. É muito bonita.

L: A série já é absurda de incrível, né. Tanto em questão de enredo, de qualidade de animação, tudo, trama, personagens. Aí você tem isso no cinema, que é muito mais absurdo de incrível (risos). Sabe, você… tem alguns momentos que você vai ter essa similaridade com a trama, né, que a série é focada no Yuji, e o filme é focado no Yuta.

P: Que é muito mais legal que o Yuji, né. Não é por nada, assim (risos).

L: Mas é legal ver esses dois aspectos, que, assim, eles estão no mesmo universo, sabe? Na mesma trama, protagonizando de formas diferentes, mas assim, você vê as similaridades deles ali. Você o heroísmo dos dois ali.

E, cara, é totalmente inesperado ver uma produção tão incrível como Jujutsu chegando no cinema, ainda mais pra gente aqui no Brasil. Eu tô empolgadíssimo. Se eu não tivesse trabalhado na produção, eu já ia assistir mesmo, já ia estar empolgado porque é uma coisa rara de ver aqui, né? E, cara, a hora é essa porque produções incríveis como Jujutsu não é toda hora que a gente vê, né. Então, a gente tem que aproveitar.

P: Eu acho que eu tinha dimensão, assim, eu sabia a importância do anime, eu já tinha programado pra começar a assistir porque os meus amigos elogiavam muito, o pessoal que trabalhou na dublagem falava muito bem, mas eu não tinha começado a ver. Eu pensava “não, não, vou deixar, daqui a pouco eu vejo”.

Aí o Léo me falou que eu ia dublar o filme, e eu falei “chegou a hora”. Comecei a ver, adorei e tal, e eu tinha noção de que, poxa, algumas pessoas iam ficar empolgadas com o filme. Mas eu acho que quem tinha noção mesmo do tamanho desse projeto eram os meus pais, minha irmã e minha avó, porque eles tão agora “não, eu já era seu fã, Pedro, eu já era muito fã, nossa a gente vai ver no cinema” então acho que o fandom aqui do Jujutsu tá em peso na minha casa.

Vocês acham que ter um protagonista novo atrai ou dificulta para o público que já conhece a série de TV?

Imagem: Pôster de 'Jujutsu Kaisen 0: O Filme'.
Reprodução: WSJ_Manga.

P: Ah, ó, considerando aí que, como eu disse, vai ser de maneira totalmente imparcial, o Yuta é muito mais legal que  Yuji (risos), eu acho que é bem legal porque atrai um público que nunca viu um anime porque qualquer pessoa pode assistir sem ter nenhum conhecimento prévio.

Eu acho que se a pessoa tiver assistido o anime talvez seja mais legal, mas qualquer um pode ver.

E como o Léo falou, puxa, os dois têm uma jornada ali bem, um caminho parecido em alguns aspectos mas são completamente diferentes em questão de personalidade, em questão de como eles lidam com o universo ao redor deles, então acho que é legal pra ter uma experiência diferente ali, que é tanto acessível pra um público novo quanto interessante pra quem já conhecia o anime. Então, só vi vantagem.

L: E é interessante que você vê assim, essa pergunta é muito maneira porque faz todo sentido: como é que o protagonista da série não tá no filme? Mas aí você vai entender que, caramba, é o que aconteceu antes de chegar na série, né.

E, cara, por mais que sejam personagens diferentes, a própria série é um personagem. E não muda. O ritmo dela tá todo lá, sabe. Você pega o humor da série em alguns momentos que cabe perfeitamente, sabe, pra dosar o terror absurdo.

P: Momentos maravilhosos.

L: Momento de gore que você vê, sabe, sangue e todas aquelas coisas. Mas você vê, é tudo muito dosado de uma forma muito boa, sabe? Não é um sanduíche que você enche de pimenta e só vai queimar a sua boca. Não, tá tudo ali, assim, certinho. Impecavelmente certinho. E ver essa versão no cinema é tudo da melhor qualidade possível. Eu quero ver na maior tela possível.

E o contrário, se alguém conhecer Jujutsu pelo filme, vai estranhar o animê?

Imagem: Yuji Itadori e o menino que usa venda nos olhos em 'Jujutsu Kaisen'.
Reprodução: MAPPA.

L: Acho que não.

P: Não, lógico que não.

L: É interessante, porque assim, o Zero [Jujutsu Kaisen 0] é o episódio zero. Você vai e, assim, o filme não te encharca de informações que você não vai entender. Ele tá todo lá assim, vai agradar o povo que já sabe sobre a história da série porque não é maçante, né. E quem não conhece a história, é um excelente primeiro episódio.

P: E sem contar que, acho que um atrativo específico aí pro pessoal que já assistiu o anime é que, poxa, o Yuta é mencionado de vez em quando ali no anime e, cara, não tem nada que me deixa mais curioso – eu sou uma pessoa curiosa –, não tem nada que me deixa mais curioso que alguém falar “ah não, porque fulano… ah não, mas deixa quieto, depois a gente fala, depois a gente troca ideia”. E quando chega o “depois”? Chegou o depois, e o depois por acaso é “antes”. Tipo, “oh meu Deus, eu quero ver isso”.

L: Aconteceu (risos).

P: É, chegou o depois e o depois é antes (risos). E tem os personagens que aparecem no anime, e você vê aqueles personagens em uma situação diferente, antes deles chegarem naquilo [que é no animê], é muito legal.

L: É legal esse ponto também porque, por exemplo, o Toge, o Panda, a Maki, você tem eles na série, mas aqui eles tão protagonizando também ali. É o grupo principal que vai meio que ser tutor do Yuta, né, então assim, é legal ver esses momentos que eles estão ainda um pouco mais “estudantes” do que na série, e você vê ali aquela amizade ali deles, que cara, a gente não teve tanta oportunidade de ver na série. E é muito gostoso de ver porque eles são completamente diferentes mas eles encaixam de uma forma muito maneira.

Sabe, o Panda ali tem um aspecto meio de irmão mais velho, mas que é mais bobo que o irmão mais novo, sabe, e isso é muito maneiro de ver. E o Yuta assim…

P: Eu tô até agora refletindo sobre uma cena do Panda, que eu não vou [falar].

L: Já sei! Já sei!

P: Sério, Léo, meu Deus do céu.

J: Só para avisar, eu já vi o filme [a representante do JBox na entrevista havia participado da cabine de imprensa no dia 26/04] (risos).

Léo, você dirigiu a dublagem da série de TV, o filme traz algum desafio na localização em comparação à série?

L: Eu friso muito isso que a série de Jujutsu já é impecável, né. Tem uma produção, animação, muito boa. Porque ele é fechadinho ali, então ele é todo detalhista, né, todo… é muito redondinho. Agora você pega isso e leva pro cinema, isso vai crescer de uma forma muito absurda, saca? Tudo que era detalhado tá muito mais detalhado, sabe?

Isso facilita até pra gente que dubla porque você o close ali com o personagem, com todos os traços dele, com todas as nuances que ele tá passando ali num olhar, numa virada de rosto, sabe, pra falar com um outro personagem, uma mexida na mão, tudo tem um filme. Tinha na série, tá muito maior no filme, né.

E, de novo, eu tava falando agora há pouco com o Pedro, que isso aproxima muito de um trabalho feito com live-action, né: você tem um ator ali que tá atuando em todos, [com] as mãos, os olhos, o olhar, tudo. E você ter uma produção que já é impecável na versão pro cinema, isso só vai aumentar de uma forma absurda.

P: Você esquece que é uma história sendo contada, né. Então você tá vivendo aquilo ali, o filme, e isso é maravilhoso.

L: É! A imersão é muito boa. Trilha sonora, entendeu, tudo. Tudo te deixa de uma forma muito imersiva. E caramba, ver o Yuta ali, sabe, no início do episódio… do filme, ele te leva. É quase uma coisa hipnótica, sabe? É muito maneiro, muito maneiro. E o Japão trabalha muito bem isso das coisas minuciosas, sabe? O tempo, o timing das coisas, é muito maneiro, acho que beira a hipnose assim, sabe?

E da questão de dirigir, de fato, você tem que ter um cuidado maior com sincronismo, por exemplo, porque por mais que tenha aquelas cenas mais cômicas que a boca do personagem aparece assim [ele faz um formato de boca com as mãos], né, nesse tem as partes cômicas mas nos momentos sérios é tudo mais bem animado, você vê o momento labial do personagem, o gestual dele, tudo, às vezes o personagem tá de costas e ele faz um movimento assim que, caramba, que tem um, né, você acompanha isso também.

E, de novo, não só os atores japoneses são excelentes como a animação é incrível, então é como se você tivesse realmente um ator ali passando tudo aquilo que ele tá pedindo pra você fazer.

P: Tinha hora que eu parava de gravar e falava pro Léo “isso tá muito bonito!”.

L: Eu não vou falar que quando a gente tava ensaiando a gente ficava assim porque a gente é muito profissional.

P: Não, mas a gente faz, nossa, meu Deus do céu (risos). Eu não vou curtir o que eu tô fazendo? Pelo amor de Deus, né? [É] ironia.

L: Então isso é uma produção muito, muito rica, sabe? Olha aí: rica, né (risos) [é uma piada com Rika, o nome da menina que tem relação com Yuta no filme]. E isso acaba facilitando, mas facilitando de uma forma assim, que você vai ter mais informações pra trabalhar em cima, né, e ao mesmo tempo aumenta muito a sua responsabilidade. E é muito gostoso de fazer. Foi muito bom. É amanhã! [era dia 27, o filme estreou no dia seguinte]

J: É amanhã (risos).

E para você, Pedro, o fato de ser, digamos assim, um “segundo protagonista” intimida de alguma forma ou você já dirigu tanto JoJo, com tanto protagonista, que é tranquilo?

P: Bom, eu tratei ali o Yuta, como uma história própria dele, né. Porque ele tem um caminho diferente do Yuji. E, poxa, já conhecendo previamente o universo, tendo o Léo, que, puxa, é o maior especialista em Jujutsu que já pisou em terras brasileiras, e um filme tão bem feito que entrega todas as informações que a gente precisa pra dublar esse trabalho, eu me senti muito tranquilo ali fazendo esse trabalho, dando ali a voz ao Yuta.

Foi muito legal, eu simplesmente esqueci de tudo e estamos ali. É o ,Yuta, é Jujutsu, então foi uma jornada que me ofereceu tudo que eu precisava pra fazer esse trabalho. Então foi muito legal. Bem divertido.

Imagem: Yuuta Okkotsu quando criança segurando um anel.
Reprodução: MAPPA.

L: E tem um detalhe que é assim: o Yuta é um daqueles personagens muito difíceis; por que? Porque ele tem muitos momentos serenos ali, que ele é tímido, ele é retraído, então, assim, ele não vai ter aquela bengala de falar gritando o tempo todo, né. Ele tem todas as nuances…

P: Emoções e ideias complexas com a maior suteliza possível.

L: Exatamente, então assim, pro Pedro fica fácil, né? Mas você vê que é um trabalho difícil de se fazer. Tem aqueles estereótipos do cara que é simplesmente um vilão vilanesco, interpretativo, shakesperiano, cheio de palavras rebuscadas, e às vezes você tem um personagem mais todo na suteliza, todo ali trabalho na calmaria, mas que ao mesmo tempo ele tá falando coisas muito cruéis, tá intimidando o cara, mas, assim, com um sorriso no rosto, como se fosse, [estivesse] te dando um aperto de mão, sabe? Então você vê a canalhice tanto no traço quanto na interpretação, e isso é muito bom. Isso eleva a produção de uma forma muito boa, sabe?

Eu considero que facilita o nosso trabalho, mas é engraçado que, ao mesmo tempo, dá esse peso maior da gente não errar uma vírgula.

P: Deixa mais divertido.

L: Sim, sim, é bom.

O filme é bem intenso, acho que podemos usar essa palavra. Mas, Léo, teve algum momento que você sentiu que tinha que trazer uma carga mais intensa? Algum momento mais difícil?

L: Eu acho que sim. Com certeza. Você vê o arco do Yuta – é um filme mas tem o arco do momento que o Yuta está de uma forma e depois passa pra uma outra forma –, a gente vê essa evolução do personagem, de novo: é extremamente difícil de se fazer porque às vezes, só ouvindo o áudio japonês, quem não tá acostumado tem essa estranheza de ficar perdido, “cara, o que ele tá querendo passar? Ele tá triste? Ele é tímido?”: sim, ele é tímido, mas às vezes o que algum dublador que, talvez, não tá acostumado com isso ia interpretar isso de uma forma frágil, e o Yuta não é frágil. Ele tem os momentos de fragilidade mas ele é corajoso pra caramba, entendeu?

Então, assim, você tem que esse momento de botar, por exemplo, a coragem dele, mas na sutileza porque ele não é herói de peito estufado, entendeu? E você vê o momento que ele tá extremamente irritado, mas são muitas camadas, entendeu? Então assim, é muito fácil-

P: Ele não é o All Mighty, né?

L: É. É muito fácil de você ignorar várias camadas e ir só no básico, entendeu? “Ah, aqui ele tá tímido”, “aqui vou falar baixo”, “aqui eu só vou gritar”. Gritar é fácil, qualquer pessoa grita. Agora, dar a carga dramática que o cara tá passando ali, sabe? Eles não botaram qualquer pessoa pra fazer lá no Japão… né? (risos). Peraí, né? Então, é um peso que você tem no trabalho, sabe? Ao mesmo tempo que é fácil você estragar o trabalho, por conta dessas informações que não é todo mundo que percebe – não tô dizendo que eu sou “oh, só eu posso”.

P: Ele é sim! Ele é sim! Ele não tá dizendo mas eu tô dizendo: o Léo é sim “ooh” [pode soar diferente em texto, mas o Pedro está dizendo no sentido elogioso do Léo ser especialista em Jujutsu].

L: Mas, por exemplo, tanto o Pedrinho quanto eu, a gente tá acostumado a assistir. A gente não fala japonês, embora algumas palavras sejam confortáveis para a gente entender, principalmente nos briefings [transcrição incerta] a gente falou “ah, aqui ele falou um soshite“, né, então, é legal isso.

Tem dubladores extremamente experientes que não assistem anime. E não têm obrigação de assistir anime, mas que eles chegam e falam “cara, isso aqui tá interessante”, né, porque o próprio Jujutsu essa exarcebação – olha, de novo eu inventando palavra pra me expressar [essa palavra existe, apesar de ser pouco comum] – esse excesso de detalhes que acaba tornando mais fácil pra todos os dubladores também. Então, assim, ficou muito fluido, sabe? Muito bacana de se fazer.

P: Acho que uma coisa que me ajudou bastante é que, poxa, o Yuta tem um desenvolvimento super legal e a gente gravou a minha parte em dois dias diferentes, então foi uma coisa que me ajudou a dar uma energia diferente ali nos momentos que ele precisava de uma energia diferente, se você já viu o filme você sabe exatamente ali do que eu tô falando (risos). Então, foi bem interessante.

Pedro, dá muito trabalho interpretar um personagem com uma jornada tão complexa em um tempo tão curto?

P: Eu acho que, poxa, tem essa questão de ter muitas nuances e ter que passar, como a gente falou, informações complexas de maneira sutil, mas, como eu disse, acho que uma coisa que ajuda muito é justamente o fato do Léo ser um cara que conhece muito do produto ali pra me guiar nessa produção, e também o fato de que a animação é tão bonita e tão imersiva que entrega justamente as informações que eu preciso pra poder trabalhar.

Então eu acho que não é um trabalho fácil, mas é um trabalho que dá pra gente fazer de um jeito legal.

Depois do filme, que expectativa você tem para o Yuta no futuro da história? O que você espera que ocorra com ele?

P: Eu acho que o Yuta tem que roubar a cena.

J: E tem que virar o protagonista? (risos).

P: É, tem que virar Jujutsu Yuta e pronto. Eu acho que é isso o mínimo que eu espero. E eu acho que todo mundo pode concordar com isso, todo mundo que for assistir o filme vai falar “gente, eu quero só o Yuta”, é isso (risos).

L: É, os vilões vão ter um trabalho complicado, né, porque tem tanto personagem overpower assim.

Sem muitos spoilers, qual a cena favorita de vocês no filme?

L: Eu vou tentar falar sem comentar o que é. Você que assistiu o filme, pra mim a cena favorita, e a sequência inclusive com a trilha sonora: o iniciozinho mesmo. Eu acho que ele começa de uma forma, tudo certinho, começa ali, “é isso que você vai ter.

J: Você já entra ali.

L: É, “é isso aqui que você vai ter no filme”.

P: Se fosse um filme passando na TV, e não no cinema – mas vai assistir no cinema antes pra não ter que esperar o filme na TV –, mas se fosse um filme passando na TV, é aquele filme que começou e você fala “opa, não vou mudar de canal, vou assistir”.

L: Exatamente, você vai falar assim… pô, [por exemplo] tem um amigo meu, sei lá, que gosta de anime mas não quer assistar, você fala “cara, assiste dez segundos desse filme…”

P: “Senta aqui e vê isso aí”.

L: “Dez segundos. Se você não gostar, cê para. Dez segundos”.

P: Convenhamos, convenhamos, é a mesma coisa com o anime. A primeira cena do primeiro episódio, cê fala “vou assistir. Quero ver o que tá acontecendo aqui”. E aí cê não para mais.

L: Esse ponto, inclusive, é legal ver como o filme resume a série na questão do ritmo, sabe? Apresenta o que que você vai ter, aí tem a coisa explicando mais a história e aí… pá. Esse “pá” é muito bom. Mas, de novo sem spoiler, esse iniciozinho eu achei que é o que vai deixar todo mundo de queixo caído. E os momentos overpower do Yuta.

P: É, acho que… Bom, concordo aí com o Léo, acho que o meu momento favorito, aquele de “nossa, esse momento é de arrepiar” foi justamente um dos momentos que eu parei o que eu tava fazendo e falei “Léo, tá muito bonito esse filme”, foi justamente ali na mudança, que eu disse que “ah, a gente gravou em dois dias separados e isso me ajudou a pegar ali dois momentos diferentes do Yuta”, acho que esse ponto aí da mudança foi quando eu falei “eita, que filme da hora”. É, pelo seu sorriso [da pessoa do JBox] acho que você concorda com isso (risos).

L: E, claro, não vou deixar de ignorar aqui, a melhor personagem do filme: Maki Zenin.

Imagem: O trio com Panda, Maki e o moço que fica quieto.
Reprodução: MAPPA.

P: Exato.

J: É, ela é muito boa.

P: Tá ali, perto do Yuta, eu diria (risos). E [tem] também uma surpresa pra quem ficar até o fim dos créditos.

J: É, tem uma ceninha depois.

L: Pós-créditos… [o Léo falou isso com um tom de suspense]

Vocês acham que apenas fãs de animê gostarão do filme ou alguém que nem vê animê, que for ver com o filho por exemplo, também iria curtir?

L: O Pedro tem um excelente exemplo aí.

P: Pois é. É porque, assim, o Léo comenta sobre Jujutsu que, poxa, se a pessoa gosta de shounen, ela vai curtir; se gosta de terror, ela vai curtir; se gosta de… enfim, o anime apresenta vários elementos ali muito bem executados, não é só uma salada mista, uma maluquice: o anime apresenta muitas coisas legais e bem feitas que atraem vários públicos diferentes.

E aí, puxa, a minha mãe, ela não acompanha anime e a minha mãe não gosta de terror. E eu botei ela pra ver o primeiro episódio, e ela viu a primeira cena, passou por aquilo que eu falei de “poxa, quero saber o que tá acontecendo”, e no final do episódio ela falou: “que legal a luta do bem contra o mau, que coisa bonita”.

E ainda por cima, o “Lost in Paradise”, que é o primeiro encerramento, que é um encerramento muito legal e… cara, eu sou tão besta que eu fiz até fanart do Yuta.

J: Sério?

P: Eu fiz uma fanart do Yuta no estilo do primeiro encerramento. O pessoal com roupa normal, não com uniforme, com roupa normal, enfim, eu não sou um grande desenhista mas depois eu vou postar de novo porque eu refiz o desenho, dei uma caprichada a mais.

Imagem: Fanart do Pedro Alcântara com o Yuta.
Reprodução: Pedro Alcântara via Twitter.

L: Ficou muito bom. Dá pra inserir num frame ali no [vídeo de encerramento].

P: Fazer a versão fanmade ali do “Lost in Paradise” incluindo o Yuta.

Já estamos na última pergunta, temos uma pergunta do Larc, da equipe do site e que é um grande fã de Jujutsu: entre o Yuji e o Yuta, quem vence no mano a mano?

Imagem: Yuta e Yuji em montagem.
Divulgação: Shueisha. | Via ComicBook.

P: Gente, isso é uma pergunta? Óbvio, óbvio que é o Yuta. O Yuta não precisa ficar comendo dedo de gente morta aí pra ganhar poder, pelo amor de Deus.

L: Sabe o que que eu acho que ia acontecer? Ia tá dos dois brigando, ia aparecer o Mahito e ficar “hahaha que legal” e ia olhar os dois pro Mahito e aí… Vocês já sabem o final da história.

P: É… Acho que procede. O que o Léo imaginou aí procede (risos).

L: Cara, e é engraçado assim, agora que você falou, como eles funcionariam juntos, né. De forma extremamente exagerada pra acabar com todo mundo, mas…

J: Mas funciona.

P: Ia resolver, ia resolver total. Vocês vão descobrir isso aí quando tiver mais episódios de Jujutsu Yuta, que vai ser o novo nome do anime (risos).


Agradecemos ao Pedro, ao Léo e à Crunchyroll pela disposição e oportunidade. Lembramos que o filme está em cartaz desde 28 de abril nos cinemas brasileiros.

 

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Jujutsu Kaisen

Imagem: Yuji e outros personagens de 'Jujutsu Kaisen'.

A obra de Gege Akutami é seriada na Shonen Jump, da editora Shueisha, desde 2018, com 19 volumes encadernados até o momento (além do Volume 0). O mangá tem publicação pela Panini no Brasil.

A série inspirou uma animação produzida pelo estúdio Mappa – a primeira temporada estreou em outubro de 2020 e se encerrou em no dia 27 de março, com 24 episódios. A Crunchyroll possui o animê nas versões dublada e com legendas na plataforma.

Na história, Yuji Itadori é um estudante do colegial que vive com seu avô, em Sendai. Apesar do seu talento inato para o esporte, ele evita a equipe de atletismo e decide ingressar no Clube de Pesquisa Oculta, no qual pode relaxar, sair com seus amigos mais velhos e visitar regularmente seu avô no hospital.

Yuji logo descobre, entretanto, que o ocultismo é tão real quanto parece e, após receber mensagens misteriosas do seu avô, no leito de morte, é confrontado pelo feiticeiro Megumi Fushiguro, que o informa que há um talismã amaldiçoado de alta qualidade em sua escola (com o qual Yuji fez contato recentemente).

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